minina, minina

Eu não tenho muito costume de pintar as unhas, de ir ao salão, fazer escova e afins. Eu até gosto, mas tenho preguiça. Quer dizer, eu sempre tenho alguma coisa que eu acho mais interessante pra fazer. Eu acho perda do meu tempo fazer isso, porque sou muito ávida pra zilhões de coisas, então não posso evitar o sentimento de estar gastando um tempo precioso onde eu poderia estar fazendo um monte de outras coisas indo ao salão, fazendo unhas e etc. Mas gosto de estar com unhas feitas, cabelo arrumado e tal. Por isso, inevitavelmente sempre opto por não estar com unhas feitas, cabelo de escova e tal.

E tem gente que confunde isso. E confunde isso com alguma tosca noção de que eu acho isso fútil, porque eu sou intelectual (isso também é um confusão das bravas). E que oh, oh, oh (seria mais coerente com a noção de que elas têm de intelectual?) que eu desprezaria isso.

O que não é verdade. Como a gente sempre conhece mal as pessoas né?

Eu só tenho preguiça. Mas acho bonito, não acho tão fútil e etc. Se já está pronto eu curto. Acho divertido.

O fato é que quarta feira eu pintei as unhas de vermelho. Coisa que acho que desde solteira eu não fazia, não sei mais porque. Fiz escova no cabelo também.

E teve mais de uma pessoa que veio me falar que eu fiquei mais feminina assim. De cabelo escovado e unhas pintadas.

Eu me espanto com isso. Muito e de verdade. Embora não seja novidade passar por isso. Eu me espanto porque nada na minha essência mudou. Só o visual mudou e ainda assim até a próxima acetona. Eu só não estou de coque com minha juba indomada e tenho as unhas pintadas de vermelho. E ainda assim fiquei mais feminina.

Sabe que eu acho isso uma visão muito pobre de feminilidade? Mas muito pobre mesmo. Eu não fiquei mais feminina por causa da escova e das unhas vermelhas. E nem as unhas vermelhas ou a escova foram reflexo de uma súbita “feminilização” do meu ser. Disso eu tenho certeza absoluta.

minina, minina

Eu não tenho muito costume de pintar as unhas, de ir ao salão, fazer escova e afins. Eu até gosto, mas tenho preguiça. Quer dizer, eu sempre tenho alguma coisa que eu acho mais interessante pra fazer. Eu acho perda do meu tempo fazer isso, porque sou muito ávida pra zilhões de coisas, então não posso evitar o sentimento de estar gastando um tempo precioso onde eu poderia estar fazendo um monte de outras coisas indo ao salão, fazendo unhas e etc. Mas gosto de estar com unhas feitas, cabelo arrumado e tal. Por isso, inevitavelmente sempre opto por não estar com unhas feitas, cabelo de escova e tal.

E tem gente que confunde isso. E confunde isso com alguma tosca noção de que eu acho isso fútil, porque eu sou intelectual (isso tb é um confusão das bravas). E que oh, oh, oh (seria mais coerente com a noção de que elas têm de intelectual?) que eu desprezaria isso.

O que não é verdade. Como a gente sempre conhece mal as pessoas né?

Eu só tenho preguiça. Mas acho bonito, não acho tão fútil e etc. Se já está pronto eu curto. Acho divertido.

O fato é que quarta feira eu pintei as unhas de vermelho. Coisa que acho que desde solteira eu não fazia, não sei mais porque. Fiz escova no cabelo também.

E teve mais de uma pessoa que veio me falar que eu fiquei mais feminina assim. De cabelo escovado e unhas pintadas.

Eu me espanto com isso. Muito e de verdade. Embora não seja novidade passar por isso. Eu me espanto porque nada na minha essência mudou. Só o visual mudou e ainda assim até a próxima acetona. Eu só não estou de coque com minha juba indomada e tenho as unhas pintadas de vermelho. E ainda assim fiquei mais feminina.

Sabe que eu acho isso uma visão muito pobre de feminilidade? Mas muito pobre mesmo. Eu não fiquei mais feminina por causa da escova e das unhas vermelhas. E nem as unhas vermelhas ou a escova foram reflexo de uma súbita “feminilização” do meu ser. Disso eu tenho certeza absoluta.

Terapia da Boa Alimentação

TERAPIA DA BOA ALIMENTAí‡AO
Autor: PIROTT, LAURA
Editora: PAULUS EDITORA
Assunto: CRENí‡AS-AUTO-AJUDA
ISBN: 8534921989
ISBN-13: 9788534921985
Brochura
1ª Edição – 2004
46 pág.
Sinopse:

Este livro apresenta uma visão diferenciada do que é alimentar-se.
Terapia da boa alimentação mostra que a comida não é boa nem má em si mesma; ela é naturalmente neutra.
Neutra, porém, não é nossa atitude acerca da comida, sugere o autor. Quando fazemos nossas escolhas e estabelecemos nossos hábitos alimentares, é com o nosso bem-estar que devemos nos preocupar.

Deixe este ¨menu¨ repleto de dicas saudáveis e informações importantes guiá-lo para uma melhor nutrição com vitalidade e qualidade de vida.

pra que eu me lembre

Eu fico pensando que encontrar comigo de novo é difí­cil. Muito difí­cil e vejo como o equilí­brio é muito delicado. Acho que agora preciso entender que uma máxima que eu li neste livro aqui é verdade. (Aliás acho que esse livro está sendo pra agora o que este outro foi há dois anos.

Emagrecer primeiro, depois o resto. Análise não emagrece, yo se, bem sabe quem lê isso aqui. Ficar analisando não fecha a boca. Porque se é verdade que a gente fica mal porque está gordo, também é verdade que se está gordo porque se ficou mal. Eternamente né?

E essas duas semanas eu não tenho tido fome. Eu já tive uma fase assim uns tempos atrás, mas desta vez está durando mais. Quase como se eu tivesse encontrado comigo mesma antes. Porque eu poderia até nunca emagrecer, mas eu não seria eu nunca mais. Nunca fui gorda na vida e não reconheço essa pessoa. Esse discurso é chato e eu sou a primeira que acho isso. Mas as coisas parecem estar entrando nos eixos, eu quero acreditar. Menos falação e mais ação.

A semana foi lindinha, sim. Não foi perfeita, como não poderia ser, mas foi boa, como em muito tempo, muito tempo… que bom ter este refresco de liberdade, de se ver um pouco menos escravo desta chatice. Ufa!

Então talvez algo esteja mesmo mudando. eu sei também que não vou nunca mais ser a mesma pessoa, mas quero gostar de ser, só isso.

Coloquei as fotos pra que eu me lembre. Não escolhi só foto em que eu acho que fiquei bem. Nem magra. Fiz um amostra de quem eu penso que era, como era. Algumas estão bem ruinzinhas, são velhas e meu scanner já tá na hora de ser trocado. Mas isso é pra mim mesma, de resto. Pra que eu me lembre.

 

O post ficou confuso. Mas combina comigo, confusa.

Nossa, o aprendizado vai super bem. Há anos que eu não tenho uma semana tão certinha, tão produtiva. Tá inacreditavelmente bonitinha. É como se eu tivesse voltado a ter o comportamento que eu tinha quando magra…Tipo minha cabeça da época magra. Espero muito que continue assim…
Depois volto contando mais novidades.

fidel

Eu nem acredito que agora já não dá mais pra realizar um sonho de adolescente: Ir í  Cuba com Fidel ainda no poder. Eu tive algumas oportunidades. E não aproveitei. E agora é tarde demais. Espero que isso sirva de aviso pra mim mesma a respeito de adiar os sonhos.

 

 

 

Eu não vou falar nada sobre ele. Nem sobre Cuba ou sobre a Revolução. Que além de não poder falar nada de modo não sentimental, realmente não há nada que eu possa falar. Não acrescentaria nada.

fidel

Eu nem acredito que agora já não dá mais pra realizar um sonho de adolescente: Ir í  Cuba com Fidel ainda no poder. Eu tive algumas oportunidades. E não aproveitei. E agora é tarde demais. Espero que isso sirva de aviso pra mim mesma a respeito de adiar os sonhos.

 

Eu não vou falar nada sobre ele. Nem sobre Cuba ou sobre a Revolução. Que além de não poder falar nada de modo não sentimental, realmente não há nada que eu possa falar. Não acrescentaria nada.

Ví­cio dos Ví­cios

Editora: MG Editores

Ficha Técnica: 3 ª.

Edição 1987 154 pág.

Este livro, o décimo segundo escrito por Flávio Gikovate, trata da vaidade, emoção humana fundamental e que foi complemente esquecida pelos textos contemporâneos de psicologia. O prazer de se exibir, chamar a atenção e se destacar – que é como a vaidade é definida pelo autor – participa de todas as ações do ser humano e é parte essencial em todo o tipo de interação social. Está presente na raiz de todos os ví­cios, e é daí­ que deriva o tí­tulo deste estudo contundente sobre a nossa maneira de viver. A tese fundamental defendida aqui é a de que a serenidade, a paz de espí­rito e a boa qualidade de vida só serão possí­veis para aqueles que não se deixaram escravizar pela vaidade. Este trabalho também defende o ponto de vista de que uma ordem social mais estável e mais justa só será alcançada quando os homens se voltarem para as coisas mais essenciais da vida e abandonarem a obsessão pela superficialidade e pela ostentação de todo o tipo.

Fonte: www.flaviogikovate.com.br

El Susurro de La Mujer Ballena


Colección: Autores Españoles e Iberoamericanos
260 páginas
ISBN: 978-84-08-07399-4
Tapa dura 15 x 23 cm
Publicación: Junio 2007
Finalista del Premio Iberoamericano Planeta-Casa América de Narrativa 2007. Una intrigante novela sobre los caminos que puede tomar una secreta amistad entre dos mujeres.
Sinopsis: ¿Qué caminos puede tomar una tierna y secreta amistad entre dos colegialas? ¿Hasta dónde se puede llegar, muchos años después, cuando una de ellas trata de revivir esa relación perdida, o cuando quiere vengarse de una ofensa que nunca ha podido olvidar?
Verónica es una mujer que goza de una vida plena: un matrimonio estable, un hijo cariñoso, un apasionado amante, y un prestigioso cargo como periodista.
Rebeca, en cambio, soporta el tormento de su grotesca gordura. La soledad, la amargura y la rabia abonan su sed infinita de culpabilizar a alguien. Ese alguien, su amiga secreta del colegio, tropieza con ella en un avión, y allí­ se inicia esta intrigante e intensa novela con la que Alonso Cueto reafirma su exquisito talento.
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“El pasado es un agente inspector. Sus emboscadas son periódicas y repentinas. Se materializa como por arte de magia. Es una sombra con manos fibrosas. No tiene rasgos faciales. No tiene edad. Nos entrega una hoja en blanco. Nos negamos. Pero él insiste con su voz dura y lenta y fresca. Va a regresar.”

Verónica es una mujer satisfecha con su vida. Un marido tranquilo, un hijo adolescente a quien adora, un trabajo que le gusta e incluso la relación clandestina con un antiguo novio que le ofrece cada semana la emoción de la trasgresión.

Periodista de internacional en un periódico prestigioso, viaja a Bogotá para hacer un reportaje y en el viaje de vuelta descubre que junto a ella se sienta Rebeca del Pozo, una antigua compañera de colegio. Rebeca se ha convertido en una mujer descomunal, en una ballena, como ya la llamaban en el colegio y, aunque Verónica intenta pasar desapercibida, es Rebeca quien la aborda y quien intenta reanudar la relación que terminó hace tanto tiempo.

Rebeca comienza a acosar a Verónica, la llama, la busca en el trabajo, se comporta como una loca. Aparece en los lugares más insospechados, con su enorme cuerpo y su lengua delirante, inquietando cada vez más a una Verónica paralizada. Porque lo cierto es que Verónica se siente indefensa ante esta antigua amiga que le hace afrontar unos hechos que ha querido aunque no ha podido olvidar: la crueldad de sus compañeros del colegio para con esa niña distinta a todas las demás, esa “Revaca” como era llamada, objeto de burla constante, con quien Verónica mantení­a una relación clandestina para evitar los reproches de sus amigos.

Este es el comienzo de una inquietante historia que mezcla elementos de la novela de terror psicológico con una historia intimista. Contada en primera persona, el lector asiste con el aliento entrecortado a este enfrentamiento de la protagonista con la culpa, esa culpa antigua que subyace en lo más profundo del inconsciente y que el autor ha sabido encarnar con la habilidad de un maestro.

Y será a través de esta culpa recobrada, como Verónica se enfrentará a su verdad, a la realidad de su vida, anclada en un matrimonio cobarde. Y también a su pasado, y a unos terribles acontecimientos que nunca ha sabido asumir. Verónica mirará a su alrededor por primera vez y lo contemplará todo como si fuera el mapa de un paí­s desconocido. Su temor a envejecer, su afán por seguir guapa, todos sus miedos chocarán contra la realidad de su antigua amiga.

Porque si Verónica es la culpa, Rebeca es la humillación, la soledad y el dolor, un dolor oculto, eterno, que empezará a supurar como la lava de un volcán, lento e implacable al principio y con un estallido final que querrá destruirlo todo.

Entre ambas mujeres se establecerá una relación marcada por los desencuentros, por los silencios y los miedos de una y los reproches de la otra. Una relación sobre la que se cierne un hecho que ninguna de las dos es capaz de sacar a la luz: aquella noche lejana donde todo quedó destruido, la amistad y la inocencia.

“Aunque no sé la razón, creo que todo lo que me ha ocurrido tiene algo que ver con lo que pasó esa noche en la fiesta. Así­ como puede haber un virus que a una cierta edad entra en nuestro organismo para siempre, creo que el recuerdo de esa noche, la música, las voces, las palmas que yo batí­a, circula desde entonces en mi conciencia. Las pesadillas de la culpa se han vuelto realidad y todo está claro.”

El susurro de la mujer ballena

Una prosa afilada como un bisturí­ de personajes hondos e intriga absorbente

Ya desde el tí­tulo de esta impactante novela, el lector queda atrapado por la prosa afilada como un bisturí­ con la que Alonso Cueto disecciona a sus personajes. Tanto Verónica, cuyo relato en primera persona muestra los rincones más ocultos de su mente, como Rebeca, cuyos sentimientos solo conocemos por sus palabras y sus actos, son personajes con una fuerza y una complejidad turbadoras.

Como en toda buena obra literaria, El susurro de la mujer ballena trasciende el argumento para ahondar en lo más profundo del inconsciente colectivo. El lector empatiza de una forma inmediata con las protagonistas. Se siente Rebeca y también se siente Verónica, porque ambos personajes poseen esa cualidad intangible de lo que está escrito desde la verdad y la honradez.

La intriga que subyace a lo largo de la historia se ofrece con un medido cuentagotas, manteniendo un interés casi obsesivo en el lector por una trama digna de Hitchcock. Pocas veces un relato intimista tiene la fuerza que tiene esta novela y pocas veces un autor es capaz de transformar esos momentos reflexivos, casi lí­ricos, en una pesadilla y hacerlo con una transición sin estridencias. Alonso Cueto narra el terror de lo cotidiano, lo cubre con un halo de tragedia, de anticipación, avisa de que algo terrible está por ocurrir y entonces ya no hay manera de alejarse del texto hasta su conclusión.

Pero la historia de Cueto tiene también un lado más amable. Porque, a pesar de todo, esta es también una historia sobre la amistad. Una amistad conmovedora, emocionante, dura, marcada por la traición. Pero una amistad que puede redimir, limpiar todo lo emponzoñado. La magní­fica última escena de esta obra es una reivindicación de esta amistad desde su lado más doloroso, pero también más auténtico.

Novela de personajes y de emociones. Novela de dolor y de terror. De silencios y de culpa. Una magní­fica historia narrada con fuerza, habilidad y belleza.

Fonte:

http://www.casamerica.es/es/casa-de-america-virtual/literatura/articulos-y-noticias/el-susurro-de-la-mujer-ballena?referer=/es/casa-de-america-virtual/literatura/articulos-y-noticias

Magra e Poderosa

MAGRA E PODEROSA
Autor: BARNOUIN, KIM
Autor: FREEDMAN, RORY
Editora: INTRINSECA
Assunto: MEDICINA E SAUDE-DIETAS
ISBN: 8598078212
ISBN-13: 9788598078212
Brochura
1ª Edição – 2007
Livro com 189 páginas
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Leiaesse ótimo post sobre o livro aqui: http://oicult.blogspot.com/2007/12/magra-e-poderosa-apenas-isso-que.html

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“Magra e Poderosa”: é apenas isso que desejamos?

Estava passando os olhos na revista que vem todo domingo no jornal O Globo quando me deparei com uma reportagem com o seguinte tí­tulo: “O pulo da gata: saiba como um livro de dieta disparou da posição 77.938 para o primeiro lugar na lista dos mais vendidos nos Estados Unidos”, escrita por Isabel Caban, cuja foto principal era da ex-integrante do grupo Spice Girls, Victoria Beckham, que possui 1,63 de altura e cerca de 45 Kg, em uma livraria com o livro em mãos.
Assim começava a reportagem:”Aconteceu em maio deste ano, nos Estados Unidos: um livro de dieta lançado em 2005 e que ocupava a posição 77.938 na lista dos mais vendidos naquele paí­s pulou para o primeiro lugar por causa de uma única foto publicada na imprensa. O crescimento registrado nas vendas foi de 37.000% (sim, com todos esses zeros). A foto era de Victoria Beckham e o livro, chamado “Skinny bitch” – atualmente o terceiro na relação publicada semanalmente pelo jornal “The New York Times” (…)”Inocentemente, pensei que a reportagem mostraria como esta foto foi um mecanismo usado para aumentar a vendagem do livro. Porém, ao ler a reportagem percebi que ela nada mais era do que mais uma jogada de marketing para vender o livro no Brasil, já que seria aqui lançado na quarta-feira (21/11/2007) pela editora Intrí­nseca, com o tí­tulo Magra & Poderosa.
A reportagem mostra como o livro (escrito por Rory Freedman, agente de modelos, e Kim Barnouin, ex-modelo) possui uma proposta radical que pode ser percebida a partir de alguns trechos nela destacados:”(…) torne-se vegetariana para ser saudável, magra e ‘colocar um biquí­ni cavado para rebolar como se fosse a rainha da cocada preta’.”
“De nada adianta ser uma porca gorda. Beber álcool sempre = sí­ndrome da porca inchada”.
“Se você acha que a dieta do dr. Atkins irá fazê-la emagrecer é porque é uma total idiota”.
Embora cite todos esses trechos absurdos, a reportagem recorre a dois recursos muito utilizados pela mí­dia para legitimar suas mensagens: busca a opinião de um especialista e pesquisas cientí­ficas. A nutricionista Adriana Bassoul, que acompanhou a tradução do livro, deu a seguinte declaração: “Me assustei quando comecei a leitura, mas rapidamente entendi que a intenção é dar uma sacudida”. Além disso, as autoras teriam recorrido a inúmeras pesquisas – mas, curiosamente, não há referência concreta a nenhuma delas – até chegarem í  conclusão de que se deve parar de comer qualquer carne animal para se alcançar o tão desejado corpo magro.
O vegetarianismo é uma filosofia de vida que entende o consumo de alimentos de origem animal como uma prática desnecessária, que prejudica a saúde humana, o meio ambiente e a sociedade. Os animais são capazes de sentir amor, dor, medo e solidão. Desse modo, a maneira como são criados não atende í s suas mais básicas necessidades e são mortos de forma bastante cruel, pois não há como matar um animal de forma “humanitária”. O livro “Magra & Poderosa” esvazia o real sentido do vegetarianismo, reduzindo-o a um único objetivo: deixe de comer qualquer tipo de carne animal para obter um corpo magro e belo.
Além de fazer propaganda do livro, a reportagem traz um box com endereços de locais onde se pode encontrar comidas destinadas aos futuros adeptos da dieta contida em “Magra & Poderosa”, com o seguinte tí­tulo: “Roteiro orgânico: onde comer o que se deve”, que consiste não apenas em uma simples dica, mas também em uma ordem.
A reportagem me fez pensar também no atual culto a um corpo magro e livre de qualquer tipo de gordura. Dando uma rápida observada em bancas de jornal e guichês de supermercados, podemos ver uma série de revistas dedicadas í  obtenção do corpo escultural. Duas dessas revistas me chamaram muito a atenção por algumas semelhanças que possuem com o livro em questão: Boa Forma, da Editora Abril e Corpo a Corpo, da Editora Sí­mbolo.
Ambas as revistas, assim como o livro, trazem implí­cita ou explicitamente a idéia de que ser magro é uma obrigação e a chave para o sucesso, que virou, em nossa atual sociedade, sinônimo de felicidade. Transmite-se a idéia de que se você não possui um corpo magro é porque você não quer, pois eles te trazem os segredos para isso, você é que não tem força de vontade e determinação suficiente e, portanto, é um fracassado.
O livro Magra & Poderosa se beneficiou da foto da magérrima Victoria Beckham segurando um de seus exemplares para alavancar suas vendas. Já as revistas utilizam um outro mecanismo para isso: trazem em suas capas atrizes sem nenhum vestí­gio de gordura, quase sempre vestindo apenas um biquí­ni, deixando para o consumidor a sensação de que se ele comprar a revista e seguir seus conselhos também alcançará aquele corpo. Em seu interior, as revistas contem dicas de boa alimentação, tratamentos de beleza, dietas que prometem fazer milagres em semanas e uma reportagem com a atriz da capa, na qual, a mesma apresenta seus “truques de beleza” e exibe suas medidas: altura, peso e medidas dos quadris, busto e cintura, como sendo o padrão ideal a ser alcançado.
É curioso pensarmos como é possí­vel que num mundo onde milhares de pessoas morrem de fome haja tamanha preocupação com a busca da magreza. Como é possí­vel a correlação entre ser magro e ser poderoso. O que é mais uma coisa curiosa: a aparência como uma moeda de troca, como a chave para se alcançar o sucesso e a felicidade. Será que devemos nos deixar seduzir por essas mensagens canalizando nossas energias na diminuição das calorias de nossas refeições para que sejamos magros, belos, poderosos e aceitos socialmente, ou devemos direcioná-las para a busca de um mundo mais justo e humano, onde todos possam viver com dignidade? A escolha somos nós que devemos fazer…Ano 4, número 173, 18 de novembro de 2007.
Fonte: