{"id":870,"date":"2023-06-30T20:36:21","date_gmt":"2023-06-30T20:36:21","guid":{"rendered":"https:\/\/nalua.in\/notas\/?p=870"},"modified":"2023-07-02T02:43:41","modified_gmt":"2023-07-02T02:43:41","slug":"vou-trocar-seus-retratos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/notas\/vou-trocar-seus-retratos\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Tp3u2kDYY5s\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 8pt;\">vou trocar seus retratos pelos de outro algu\u00e9m<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Belo Horizonte, 02 de julho de 2023<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u263c 12-24<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dois de julho<\/strong> \u00e9 um dia muito peculiar e bem interessante. \u00c9 o <strong><em>dia do meio do ano<\/em><\/strong>, \u00e9 como se fosse um ano novo dentro do ano. Cumprimos metade da meta, estamos vivos, chegamos at\u00e9 aqui, <em>\u00e9 um milagre!<\/em>\u00a0E temos meio ano novinho pra viver. Passamos 182 dias e temos mais 182 dias at\u00e9 o fim de 2023. \u00c9 a <strong>oposi\u00e7\u00e3o da passagem do sol entre os dias 31 da noite de ano novo e o 1.\u00ba dia de ano novo<\/strong>. \u00c9 <span style=\"text-decoration: underline;\">Dia do bombeiro<\/span>, do <span style=\"text-decoration: underline;\">Hospital<\/span> e da <span style=\"text-decoration: underline;\">Bahia<\/span>! Anivers\u00e1rio do meu sobrinho artista <span style=\"text-decoration: underline;\">Du<\/span>. Falta um dia para o anivers\u00e1rio do <span style=\"text-decoration: underline;\">Pablo<\/span>, e dois dias para o anivers\u00e1rio da minha querida <span style=\"text-decoration: underline;\">Lulu<\/span>. E \u00e9 um dia um tanto movimentado para quem lida com palavras, <strong>neste dia nasceu e morreu um pequeno pante\u00e3o das letras<\/strong>: Em <strong>1877<\/strong> nasceu <span style=\"text-decoration: underline;\">Hermann Hesse<\/span>, em <strong>1887<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Ant\u00f4nio Carneiro Le\u00e3o<\/span>, em <strong>1869<\/strong><span style=\"text-decoration: underline;\"> Hjalmar S\u00f6derberg<\/span>, em <strong>1916 <\/strong>a magn\u00edfica <span style=\"text-decoration: underline;\">Z\u00e9lia Gattai<\/span>, em <strong>1923<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Wis\u0142awa Szymborska<\/span>. Neste dia fizeram a viagem de volta: <span style=\"text-decoration: underline;\">Nostradamus<\/span>, em <strong>1566; e<\/strong>m <strong>1778<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Rousseau<\/span>, em <strong>1961<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Hemingway<\/span> em <strong>1977<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Nabokov<\/span>. Em <strong>2004<\/strong> dissemos adeus \u00e0 deusa <span style=\"text-decoration: underline;\">Sophia de Mello Breyner<\/span>. Em <strong>2011<\/strong> morreu Itamar Franco. Em <strong>1937, <\/strong>neste dia tamb\u00e9m desapareceram\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">Amelia Earhart e Fred Noonan<\/span>, durante a tentativa de realizar <strong>o primeiro voo equatorial ao redor do mundo<\/strong>. Em <strong>1900<\/strong>, 2 de julho foi o dia do <span style=\"text-decoration: underline;\">primeiro voo de um zepelim<\/span>. E em <strong>1940<\/strong> se instituiu a lei que implantou o <span style=\"text-decoration: underline;\">sal\u00e1rio-m\u00ednimo<\/span> no pa\u00eds. Em <strong>1964<\/strong> \u00e9 assinada, nos EUA, a <span style=\"text-decoration: underline;\">Lei dos Direitos Civis de 1964\u00a0<\/span>destinada a proibir a segrega\u00e7\u00e3o em locais p\u00fablicos. Pensem se n\u00e3o \u00e9 um dia fant\u00e1stico? <strong>N\u00e3o foi em 2 de julho<\/strong>, mas<span style=\"text-decoration: underline;\"> qualquer dia \u00e9 perfeito<\/span> para comemorar a inelegibilidade de um genocida idiota.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-904 \" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/RECOMECAR00001.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/RECOMECAR00001.jpg 517w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/RECOMECAR00001-228x300.jpg 228w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/RECOMECAR00001-150x197.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">Andr\u00e9 Dahmer \u2764<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201ce, se um homem pode<\/em><br \/>\n<em>dormir salgado de mar,<\/em><br \/>\n<em>e pela manh\u00e3 se descobrir<\/em><br \/>\n<em>guardador de rebanho<\/em><br \/>\n<em>e se um outro acordou inseto<\/em><br \/>\n<em>na mente de um escritor,<\/em><br \/>\n<em>e se dos dedos de uma pintora<\/em><br \/>\n<em>floresceu um abaporu,<\/em><br \/>\n<em>e se numa tela m\u00f3vel irromperam<\/em><br \/>\n<em>formigas e um c\u00e3o andaluz,<\/em><br \/>\n<em>e se campos e ramos e rosas<\/em><br \/>\n<em>pariram territ\u00f3rios imagin\u00e1rios,<\/em><br \/>\n<em>tu podes amanhecer tristeza,<\/em><br \/>\n<em>entardecer esperan\u00e7a e anoitecer sol\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u2660<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Em 02\/07\/1916, Fernando Pessoa, que tinha descoberto a mediunidade alguns meses antes, registou em seus escritos a seguinte comunica\u00e7\u00e3o de um esp\u00edrito:<\/h3>\n<p>12h10<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nenhum homem \u00e9 homem se n\u00e3o agir por motivos ligados \u00e0 sociedade. Quem afecta indiferen\u00e7a ou despreocupa\u00e7\u00e3o trai a sua miss\u00e3o no mundo. N\u00e3o te estou a dizer isto para te dissuadir de agires como desejas agir agora; no entanto, pensa no que eu digo quando tiveres uma oportunidade espiritual. Est\u00e1s demasiado sujeito a fantasias passageiras e \u00e9s leviano para com os teus deveres fundamentais na terra.\u00a0Decide-te a obter controlo de ti pr\u00f3prio &#8211; por mais desagrad\u00e1vel que isso possa ser para a tua infantilidade de esp\u00edrito. Por que duvidas?<\/em><\/p>\n<p>Mais tarde, no mesmo dia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>[&#8230;] N\u00e3o passa um dia em que tu n\u00e3o mostres a tua impaci\u00eancia. N\u00e3o deves fazer isso. O que tem de acontecer acontecer\u00e1 apesar de tudo.\u00a0Est\u00e1s demasiado nervoso. Acalma-te. Pareces um homem prestes a fazer uma coisa fatal, quando nada de mau vai acontecer e o que vir\u00e1 chegar\u00e1 do exterior.\u00a0Nunca me interrogues. Quando eu quiser responder a uma pergunta tua, eu \u00abadivinharei\u00bb essa pergunta. N\u00e3o precisas de a fazer.\u00a0Nada mais.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Fernando Pessoa &#8211; Escritos medi\u00fanicos: In <em>Escritos Autobiogr\u00e1ficos, Autom\u00e1ticos e de Reflex\u00e3o Pessoal<\/em> &#8211; Ed.\u00a0 A Girafa<\/strong><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #edc9c7;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<h2 style=\"text-align: center;\">Perguntemos a Orago<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-879 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/asespadasap.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"537\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/asespadasap.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/asespadasap-167x300.jpg 167w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/asespadasap-150x269.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saiu<strong> \u00c1s de Espadas<\/strong>, num dia de <strong>quase ano novo<\/strong>, que ainda por cima caiu num <strong>domingo<\/strong>. <strong>\u00c9 um presente do tar\u00f4 para voc\u00ea, tome como tal<\/strong>. Essa carta quer nos falar a respeito de <strong>corrigir o rumo, recalcular a rota, de recome\u00e7ar. Calibrar, consertar<\/strong>. Tem uma placa de pare neste arcano. \ud83d\uded1 <strong>Pare por um momento e pense<\/strong> no que quer fazer, pense no que est\u00e1 precisando ser consertado no seu cotidiano, seja a torneira que pinga sem parar, seja um relacionamento ruim ou uma consulta que precisa ser marcada. \u00c9 uma boa hora para <strong>recalcular a rota<\/strong>. Para <strong>reconsiderar<\/strong>. O \u00c0s de Espadas indica que <strong>as ideias estar\u00e3o mais claras, renovadas<\/strong>. Mostra que algo vai se estender \u00e0 sua frente como um <strong>caminho aberto<\/strong>.\u00a0Essa carta promete coisas inesperadas, promete ser uma seta que vem disparada cortando o excesso. \u00c9 uma espada <strong>afiad\u00edssima<\/strong>. \u00c9 bom cuidar para ver o que deixa no caminho onde ela passar\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As espadas indicam <strong>comunica\u00e7\u00f5es, pensamentos, palavras<\/strong>, e quem as empunha pode ou n\u00e3o ser um anjo. E <strong>as palavras ser\u00e3o facas de dois gumes<\/strong>, que <strong>curam<\/strong> ou <strong>ferem<\/strong>. Mas a v\u00edtima ou her\u00f3i \u00e9 sempre voc\u00ea. O \u00c0s de Espadas no dia dois de julho te d\u00e1 a oportunidade de <strong>respirar<\/strong> e <strong>olhar de novo<\/strong> sua lista de objetivos, suas metas. Ela quer dizer <strong>segunda chance<\/strong>. Quer dizer <strong>rearranjar os caminhos<\/strong>. Tem algo na sua vida precisando de uma segunda chance? De uma corre\u00e7\u00e3o de rota? De reconsidera\u00e7\u00e3o? Se tem, aproveite o dia 2 de julho, aproveite a semana que come\u00e7a, o hol\u00edstico est\u00e1 te dando uma chance. J\u00e1 sabemos o que acontece quando a gente n\u00e3o agarra os cabelos da sorte.<br \/>\n<strong>Recomece<\/strong>. Recome\u00e7ar pode ser estranho, ao mesmo tempo que aponta para o futuro, carrega o alforje do passado nas costas. Mas n\u00e3o \u00e9 preciso se assustar, o \u00c0s de Espadas te oferece a possibilidade, voc\u00ea s\u00f3 usa se quiser e\/ou precisar. <strong>\u00c0s vezes continuar no mesmo plano tamb\u00e9m \u00e9 vida<\/strong>. E recome\u00e7ar <strong>n\u00e3o significa perder<\/strong> o que voc\u00ea j\u00e1 fez. N\u00e3o \u00e9 jogar fora o passado, as milhas que voc\u00ea percorreu s\u00e3o muitas. \u00c9 s\u00f3 observar aquela curva que voc\u00ea n\u00e3o fez logo ali atr\u00e1s e se quiser, retornar. Mas a paisagem da janela que voc\u00ea j\u00e1 viu <strong>\u00e9 eterna<\/strong>. N\u00e3o existe <em>desver<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre contamos uma hist\u00f3ria sobre n\u00f3s mesmos, em v\u00e1rios n\u00edveis: num grande n\u00edvel (quem somos, o que somos, como achamos que gostamos das coisas, quais nossos valores, etc.), num pequeno n\u00edvel, (esse ano fa\u00e7o dieta, fa\u00e7o isso ou aquilo, estou estudante, estou m\u00e3e de crian\u00e7as pequenas, estou chefe na minha empresa, estou desempregado); em micro n\u00edveis. <strong>Ficamos sempre repetindo essas historinhas sem parar na cabe\u00e7a, muitas vezes sem perceber<\/strong>. Para recome\u00e7ar, \u00e9 aconselh\u00e1vel que a gente pense um pouco nessas hist\u00f3rias e historinhas. Vamos nos lembrar de que n\u00f3s tamb\u00e9m, o tempo todo, <strong>somos narradores n\u00e3o confi\u00e1veis de nossa pr\u00f3pria vida<\/strong>. O \u00c1s de Espadas fornece um recurso nesta semana para a gente lidar com isso e <strong>reescrever algum peda\u00e7o do roteiro que estamos seguindo<\/strong>. <strong>O nosso enredo \u00e9 menos imut\u00e1vel do que parece<\/strong>. \u00c9 claro que algumas coisas n\u00e3o podemos controlar, nem sequer saberemos delas, como as coisas do inconsciente, por exemplo. Mas n\u00e3o \u00e9 delas que se trata. Falamos de corrigir o rumo do que \u00e9 poss\u00edvel. <strong>\u00c9 sempre sobre o que \u00e9 poss\u00edvel<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num ensaio a respeito do conto <em>Groselhas<\/em> de Tchekhov, o cr\u00edtico George Saunders diz que aprecia no escritor russo a capacidade que ele tem de mostrar as <strong>incertezas<\/strong> de seus personagens, que Tchekhov n\u00e3o est\u00e1 desconfort\u00e1vel com a incerteza da vida. Que esse escritor tem, em seus contos, o dom de fazer com que seus personagens estejam frequentemente <strong>reconsiderando<\/strong>, <strong>repensando<\/strong>. Que eles n\u00e3o s\u00e3o <strong>ref\u00e9ns das certezas<\/strong>. Saunders diz:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Esse sentimento de afei\u00e7\u00e3o pelo mundo assume, em suas hist\u00f3rias, a forma de um constante estado de reexame. (\u201cTenho certeza? \u00c9 mesmo? Minha opini\u00e3o preexistente est\u00e1 me levando a omitir alguma coisa?\u201d) Ele tem o dom da reconsidera\u00e7\u00e3o. A reconsidera\u00e7\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil; \u00e9 preciso coragem. Temos que negar a n\u00f3s mesmos o conforto de sermos sempre a mesma pessoa, aquela que j\u00e1 chegou a uma resposta h\u00e1 algum tempo e nunca teve motivos para duvidar. Em outras palavras, temos que permanecer abertos (f\u00e1cil de dizer, dessa forma confiante da Nova Era, mas t\u00e3o dif\u00edcil de realmente fazer, em face da vida real, opressiva e aterrorizante). Enquanto observamos Tchekhov continuamente, duvidando ritualmente de todas as conclus\u00f5es, somos confortados. N\u00e3o h\u00e1 problema em reconsiderar. \u00c9 nobre &#8211; santo, at\u00e9. Pode ser feito. N\u00f3s podemos fazer isso. Sabemos disso pelo exemplo que deixa em suas hist\u00f3rias, que s\u00e3o, digamos, espl\u00eandidas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>[&#8230;] Em um mundo cheio de pessoas que parecem saber tudo, apaixonadamente, com base em pouca informa\u00e7\u00e3o (muitas vezes enviesada), onde a certeza muitas vezes \u00e9 confundida com poder, que al\u00edvio \u00e9 estar na companhia de algu\u00e9m confiante o suficiente para permanecer incerto (ou seja, perpetuamente curioso)<\/em>.\u00a0 <span style=\"font-size: 8pt;\"><strong><em>George Saunders no livro Nadar num lago \u00e0 chuva.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><span style=\"color: #ff0000;\">Temos que negar a n\u00f3s mesmos o conforto de sermos sempre a mesma pessoa<\/span>. <\/em><\/strong>Adoro essa frase, de vez em quando. \u00c9 um pouco disso que o \u00c1s de Espadas fala. <strong>As certezas constroem o nosso mundo, mas tamb\u00e9m nos cristalizam nele. <\/strong>E\u00a0al\u00e9m das nossas certezas existe um <strong>infinito de possibilidades<\/strong>. As hist\u00f3rias que j\u00e1 acordamos repetindo em nossa mente podem ser <strong>aprisionantes<\/strong>. Se quiser arriscar um salto ainda maior, <strong>pode repensar tudo<\/strong>, por que n\u00e3o estrelinha?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta semana, vamos refletir sobre as nossas <strong>hist\u00f3rias aprisionantes<\/strong> e vamos novamente calibrar nossa b\u00fassola, nosso GPS, vamos acertar o rumo do que n\u00e3o vai bem, isto \u00e9 poss\u00edvel. \u00c9 preciso coragem para reconsiderar, para recome\u00e7ar, eu sei. Mas com a ajuda do \u00c0s de Espadas e do meio ano novo, todos <strong>poderemos<\/strong>. \ud83d\ude09 Afinal, <em>somos filhos do mist\u00e9rio e do sil\u00eancio.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boa viagem, boa semana, Feliz Meio Ano Novo, teimosinhos.<\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #ddc4f2;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-882 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/asdeeespadasbp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"610\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/asdeeespadasbp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/asdeeespadasbp-172x300.jpg 172w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/asdeeespadasbp-150x261.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta de tar\u00f4 \u00c1s de Espadas \u00e9 uma das cartas mais poderosas do baralho. Ela representa o in\u00edcio de um novo ciclo, um recome\u00e7o que pode ser doloroso, mas que trar\u00e1 muitas oportunidades para o crescimento pessoal. Ela \u00e9 geralmente associada \u00e0 tomada de decis\u00f5es dif\u00edceis e \u00e0 necessidade de coragem para enfrentar os desafios que se apresentam. O \u00c1s de Espadas \u00e9 uma carta que indica a necessidade de revis\u00e3o. Ela sugere que \u00e9 hora de deixar para tr\u00e1s o passado e seguir em frente. Essa mudan\u00e7a pode ser dif\u00edcil, especialmente se voc\u00ea est\u00e1 deixando algo para tr\u00e1s que lhe era muito importante. No entanto, \u00e9 importante lembrar que o recome\u00e7o pode ser uma oportunidade para crescer e evoluir. Uma das principais mensagens da carta de tar\u00f4 \u00c1s de Espadas \u00e9 a import\u00e2ncia da clareza mental. Ela sugere que, para seguir em frente, \u00e9 necess\u00e1rio ter uma mente clara e focada. Isso significa que \u00e9 importante deixar de lado as emo\u00e7\u00f5es e os pensamentos negativos que podem estar atrapalhando seu progresso. \u00c9 hora de olhar para o futuro com otimismo e determina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra mensagem importante da carta \u00c1s de Espadas \u00e9 a necessidade de coragem. Recome\u00e7ar pode ser assustador, especialmente se voc\u00ea n\u00e3o sabe o que esperar. No entanto, essa carta sugere que \u00e9 necess\u00e1rio ter coragem para enfrentar os desafios que se apresentam. O \u00c1s de Espadas \u00e9 um lembrete de que nada \u00e9 permanente. Lembre-se de que cada fim \u00e9 tamb\u00e9m um novo come\u00e7o, e que a vida \u00e9 uma jornada cheia de altos e baixos.O \u00c1s de Espadas representa um recome\u00e7o poderoso e cheio de oportunidades. Ela nos lembra da import\u00e2ncia da clareza mental, da coragem e da determina\u00e7\u00e3o para enfrentar os desafios que se apresentam. Se voc\u00ea est\u00e1 passando por um momento dif\u00edcil em sua vida, lembre-se dessa carta e siga em frente com otimismo e confian\u00e7a.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-873 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Fz3YUN6X0AAQ4fr-1024x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Fz3YUN6X0AAQ4fr-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Fz3YUN6X0AAQ4fr-300x300.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Fz3YUN6X0AAQ4fr-150x150.jpg 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Fz3YUN6X0AAQ4fr-768x768.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Fz3YUN6X0AAQ4fr-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Fz3YUN6X0AAQ4fr-96x96.jpg 96w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Fz3YUN6X0AAQ4fr.jpg 2008w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">Galv\u00e3o Bertazzi\u2764<\/span><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #acdef2;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%; text-align: center;\">\n<h2>Um texto que pavimenta a estrada<\/h2>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nesta sala atulhada de mesas, m\u00e1quinas e pap\u00e9is, onde invej\u00e1veis escreventes dividiram entre si o bom senso do mundo, aplicando-se em id\u00e9ias claras apesar do ru\u00eddo e do morma\u00e7o, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (esp\u00e9cie da qual voc\u00ea, milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto exclu\u00eddo), largue tudo de repente sob os olhares \u00e0 sua volta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, fa\u00e7a os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos, d\u00ea um largo &#8220;ciao&#8221; ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presen\u00e7a em hora t\u00e3o ins\u00f3lita, os que estiveram em casa ocupados na limpeza dos arm\u00e1rios, que voc\u00ea n\u00e3o sabia antes como era conduzida. Conv\u00e9m n\u00e3o responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas n\u00e3o exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando a\u00ed os p\u00e9s das meias e dos sapatos, tirando a roupa do corpo como se retirasse a import\u00e2ncia das coisas, pondo-se enfim em vestes m\u00ednimas, quem sabe at\u00e9 em p\u00ealo, mas sem ferir o pudor (o seu pudor, bem entendido), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provis\u00f3ria, toda mudan\u00e7a de comportamento. Feito um banhista incerto, assome depois com sua nudez no trampolim do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos coment\u00e1rios. Nada de grandes lances. Des\u00e7a, sem pressa, degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a m\u00e3o enquanto se comprimem ao p\u00e9 da escada. Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda n\u00e3o precipitado), e se achegue depois, com cuidado e ternura, junto \u00e0 rede languidamente envergada entre plantas l\u00e1 no terra\u00e7o. Largue-se nela como quem se larga na vida, e v\u00e1 fundo nesse mergulho: cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do p\u00e9 (j\u00e1 n\u00e3o importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Radduan Nassar no livro <em>Menina a Caminho<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #e5f0c5; height: 24px;\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 24px;\">\n<td style=\"width: 100%; height: 24px;\">\n<h2 style=\"text-align: center;\">B\u00fassola, Mapa, Guia Rivera &amp; GPS<\/h2>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Livro<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-886 size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/aguafresca-208x300.jpg\" alt=\"\" width=\"208\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/aguafresca-208x300.jpg 208w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/aguafresca-150x217.jpg 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/aguafresca.jpg 346w\" sizes=\"auto, (max-width: 208px) 100vw, 208px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c1gua Fresca Para as Flores &#8211; Valerie Perrin<\/strong><em><strong>. Indico porque \u00e9 um livro delicioso de ler. \u00c9 leve, um bom livro de praia, de f\u00e9rias, ou para curar ressacas liter\u00e1rias. \u00c9 um livro sobre v\u00e1rias coisas, mas \u00e9 tamb\u00e9m sobre recome\u00e7os. Tem uma ambienta\u00e7\u00e3o deliciosa e personagens igualmente cativantes. \u00c9 um bom impulso pra quando se est\u00e1 pensando em recome\u00e7ar, em ajustar a rota.<\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00c1gua Fresca para as flores<\/em>, de Val\u00e9rie Perrin.\u00a0Os dias de Violette Toussaint s\u00e3o marcados por confid\u00eancias. Para aqueles que v\u00e3o prestar homenagens aos entes queridos, a casa da zeladora do cemit\u00e9rio funciona tamb\u00e9m como um abrigo diante da perda, um lugar em que mem\u00f3rias, risadas e l\u00e1grimas se misturam a x\u00edcaras de caf\u00e9 ou ta\u00e7as de vinho. Com a pequena equipe de coveiros e o padre da regi\u00e3o, Violette forma uma fam\u00edlia peculiar. Mas como ela chegou a esse mundo onde o tr\u00e1gico e o exc\u00eantrico se combinam?\u00a0Com quase cinquenta anos, a zeladora coleciona fantasmas \u2014 uma inf\u00e2ncia conturbada, um marido desaparecido e feridas ainda mais profundas \u2014, mas encontra conforto entre os rituais e as flores de seu cemit\u00e9rio. Sua rotina \u00e9 interrompida, no entanto, pela chegada de Julien Seul, um homem que insiste em deixar as cinzas da m\u00e3e no t\u00famulo de um completo desconhecido. Logo fica claro que essa atitude estranha est\u00e1 ligada ao passado dif\u00edcil de Violette, e esse encontro promete desenterrar sentimentos h\u00e1 muito esquecidos.\u00a0\u00c0 medida que os la\u00e7os entre os vivos e os mortos s\u00e3o expostos, acompanhamos a hist\u00f3ria dessa mulher que acredita de forma obstinada na felicidade, mesmo ap\u00f3s tantas prova\u00e7\u00f5es. Com sua comovente e po\u00e9tica ode ao cotidiano,\u00a0<i>\u00c1gua fresca para as flores<\/i> \u00e9 um relato \u00edntimo e atemporal sobre a capacidade de reden\u00e7\u00e3o do amor.\u00a0O cen\u00e1rio do cemit\u00e9rio \u00e9 um elemento importante na trama, pois representa tanto a morte quanto a vida, tanto o fim quanto o recome\u00e7o. \u00c1gua Fresca para as flores \u00e9 um livro tocante, e \u00e9 f\u00e1cil se identificar com as ang\u00fastias e as alegrias dos personagens. \u00c9 um livro que fala sobre a beleza e a fragilidade da exist\u00eancia humana, sobre coragem, sobre a import\u00e2ncia de recome\u00e7ar.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Filmes<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-887 size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/grandecidade-210x300.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/grandecidade-210x300.jpg 210w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/grandecidade-150x215.jpg 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/grandecidade.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><\/p>\n<p><strong>A Grande Cidade &#8211; 1963 &#8211; Satyajit Ray &#8211; <em>Indico pois \u00e9 um cl\u00e1ssico do tema recome\u00e7o. \u00c9 um cl\u00e1ssico do cinema. \u00c9 um filme lind\u00edssimo, lind\u00edssimo, n\u00e3o envelheceu, \u00e9 super tocante. \u00c9 um presente que voc\u00ea d\u00e1 a si mesmo assistindo esse filme.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A Grande Cidade<\/em>, de 1963, dirigido por Satyajit Ray, \u00e9 uma obra-prima do cinema indiano que retrata a vida de uma fam\u00edlia de classe m\u00e9dia em Calcut\u00e1. O filme explora os temas da modernidade, da emancipa\u00e7\u00e3o feminina, da tradi\u00e7\u00e3o e da mudan\u00e7a social, atrav\u00e9s da hist\u00f3ria de Arati, uma jovem esposa e m\u00e3e que decide trabalhar fora de casa para ajudar o marido Subrata, um banc\u00e1rio que ganha pouco. A decis\u00e3o de Arati causa conflitos com a sogra conservadora, que desaprova a ideia de uma mulher trabalhar, e com o pr\u00f3prio Subrata, que se sente amea\u00e7ado pela independ\u00eancia e pelo sucesso da esposa. Ao mesmo tempo, Arati se depara com um mundo novo e fascinante, onde conhece pessoas diferentes, como o seu chefe, que a trata com respeito e admira\u00e7\u00e3o, e a sua colega Edith, uma crist\u00e3 anglo-indiana que sofre discrimina\u00e7\u00e3o por causa da sua origem e religi\u00e3o. O filme \u00e9 um retrato sens\u00edvel e realista da sociedade indiana na d\u00e9cada de 1960, mostrando as contradi\u00e7\u00f5es e os desafios de um pa\u00eds em transi\u00e7\u00e3o, que busca se modernizar sem perder a sua identidade cultural. A Grande Cidade \u00e9 um filme que merece ser visto e revisto, pois oferece uma vis\u00e3o profunda e humana de um momento hist\u00f3rico e de uma cultura rica e complexa.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-888 size-medium aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/MV5BNzk0ZGMwMWQtODJlYy00OTQ1LWI2YWYtM2Q2OTM3YjEwNGJjXkEyXkFqcGdeQXVyNDkzNTM2ODg@._V1_-224x300.jpg\" alt=\"\" width=\"224\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/MV5BNzk0ZGMwMWQtODJlYy00OTQ1LWI2YWYtM2Q2OTM3YjEwNGJjXkEyXkFqcGdeQXVyNDkzNTM2ODg@._V1_-224x300.jpg 224w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/MV5BNzk0ZGMwMWQtODJlYy00OTQ1LWI2YWYtM2Q2OTM3YjEwNGJjXkEyXkFqcGdeQXVyNDkzNTM2ODg@._V1_-150x201.jpg 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/MV5BNzk0ZGMwMWQtODJlYy00OTQ1LWI2YWYtM2Q2OTM3YjEwNGJjXkEyXkFqcGdeQXVyNDkzNTM2ODg@._V1_.jpg 535w\" sizes=\"auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Mas se um filme indiano em preto e branco da d\u00e9cada de 60 \u00e9 muito pra voc\u00ea, indico um outro que \u00e9 j\u00e1 \u00e9 um cl\u00e1ssico do tema tamb\u00e9m. \u00c9 um filme pouco visto, eu acho, mas \u00e9 fofo. Tem a Ashley Judd no primeiro papel principal dela. Ganhou o Festival de Sundance. Esse filme tamb\u00e9m inspira recome\u00e7os. <\/strong><\/em><strong>O Sol do Para\u00edso &#8211; 1993 &#8211; Victor Nunes<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Sol do Para\u00edso<\/em> &#8211; 1993 &#8211; Victor Nunes &#8211; \u00e9 um filme independente americano de 1993, dirigido por Victor Nunez e estrelado por Ashley Judd no papel de Ruby Lee Gissing, uma jovem que ap\u00f3s a morte da m\u00e3e foge de sua vida no Tennessee e se muda para a Fl\u00f3rida, em busca de novas experi\u00eancias e oportunidades. O filme \u00e9 baseado no livro a Abadia de Northanger, de Jane Austen, e acompanha as aventuras e desafios de Ruby em suas tentativas de recome\u00e7ar. Ruby se muda para Panama City, Fl\u00f3rida. L\u00e1, ela arruma um emprego em uma loja de souvenirs, onde conhece pessoas e vive novas experi\u00eancias. Em seu di\u00e1rio, ela registra suas impress\u00f5es sobre o trabalho, o amor, o passado e o futuro. O filme acompanha um ano na vida de Ruby, mostrando suas alegrias e tristezas, seus sonhos e desafios.\u00a0O filme ganhou o Grande Pr\u00eamio do J\u00fari de longa-metragem dram\u00e1tico no Festival de Cinema de Sundance de 1993. Tamb\u00e9m foi indicado a seis pr\u00eamios Independent Spirit Awards, com Judd ganhando o pr\u00eamio de Melhor Atriz Principal.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Document\u00e1rio<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-890 size-medium\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/quebomtever-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/quebomtever-225x300.jpg 225w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/quebomtever-150x200.jpg 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/quebomtever.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que Bom Te Ver Viva &#8211; Lucia Murat &#8211; 1989 &#8211; <em>Indico pois mostra o recome\u00e7ar (nem sempre tranquilo) de mulheres sobreviventes das atrocidades da ditadura. Porque \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel recome\u00e7ar sem olhar muito bem para o passado. Porque \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel deixar pra l\u00e1, \u00e0s vezes \u00e9 preciso repisar, relembrar o passado para que n\u00e3o ocorra mais. Precisamos ajudar este pa\u00eds a manter sua mem\u00f3ria. \u00c9 isso que esse document\u00e1rio faz. Al\u00e9m de ser um belo e emocionante document\u00e1rio. Todos temos que assistir, at\u00e9 cansar, pra recome\u00e7ar sem esquecer.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Que bom te ver viva<\/em> \u00e9 um document\u00e1rio de 1989, dirigido por Lucia Murat, que retrata a vida de mulheres que foram presas, torturadas e exiladas durante a ditadura militar no Brasil. O filme mistura depoimentos reais de ex-presas pol\u00edticas com cenas ficcionais protagonizadas pela atriz Irene Ravache, que interpreta uma personagem sobrevivente do regime que tenta reconstruir sua identidade e sua mem\u00f3ria. O document\u00e1rio \u00e9 um dos primeiros a abordar o tema da viol\u00eancia pol\u00edtica contra as mulheres no Brasil, e revela as marcas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas deixadas pela repress\u00e3o. As entrevistadas relatam suas experi\u00eancias de pris\u00e3o, tortura, ex\u00edlio, maternidade, milit\u00e2ncia e resist\u00eancia, mostrando como elas enfrentaram o medo, a dor e a morte. O filme tamb\u00e9m explora as diferen\u00e7as entre as gera\u00e7\u00f5es que viveram o per\u00edodo da ditadura e as que nasceram depois, questionando o papel da mem\u00f3ria e da hist\u00f3ria na constru\u00e7\u00e3o da identidade nacional. <em>Que bom te ver viva<\/em> \u00e9 um document\u00e1rio que n\u00e3o se limita a denunciar os horrores da ditadura, mas que tamb\u00e9m celebra a for\u00e7a e a coragem das mulheres que lutaram pela liberdade e pela democracia no Brasil. O filme \u00e9 uma homenagem \u00e0quelas que sobreviveram e \u00e0quelas que morreram, e um convite \u00e0 reflex\u00e3o sobre o passado e o presente do pa\u00eds.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">S\u00e9rie<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-892 size-medium\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/imaydestroyou-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/imaydestroyou-225x300.jpg 225w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/imaydestroyou-150x200.jpg 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/imaydestroyou.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I May Destroy You &#8211; 2020 &#8211; Michaela Coel. <em>Indico pois \u00e9 uma s\u00e9rie diferente, moderna e um tanto desconcertante. Tem um enredo poderoso e foi escrito, protagonizado e dirigido por uma jovem brilhante. Eu vi tudo muito avidamente. E sei que se encontra facilmente a\u00ed pelos meios alternativos. Recomendo muito, \u00e9 bom ver s\u00e9ries que se passam fora dos EUA de vez em quando. \u00c9 interessante ter um vislumbre de como \u00e9 a vida de jovens negros na Europa. Mas principalmente \u00e9 uma s\u00e9rie muito bem feita, muito bem contada. Al\u00e9m de falar sobre fins e recome\u00e7os, <\/em>por supuesto.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00e9rie &#8220;I May Destroy You&#8221; \u00e9 uma obra-prima da televis\u00e3o moderna. Criada por Michaela Coel, a s\u00e9rie \u00e9 um retrato corajoso e honesto sobre o abuso sexual e a cultura do estupro. A hist\u00f3ria acompanha Arabella, uma escritora em ascens\u00e3o que vive em Londres e que \u00e9 estuprada em uma noite em que estava b\u00eabada. A partir da\u00ed, a trama se desenrola em uma jornada emocionante de descoberta, autoconhecimento e cura.\u00a0O que torna &#8220;I May Destroy You&#8221; t\u00e3o especial \u00e9 a forma como aborda o tema do abuso sexual. Ao inv\u00e9s de retratar a v\u00edtima como um objeto de pena, a s\u00e9rie mostra Arabella como uma pessoa real, com falhas e virtudes, que est\u00e1 lutando para superar um trauma profundo. Ao mesmo tempo, a s\u00e9rie tamb\u00e9m exp\u00f5e as v\u00e1rias formas de viol\u00eancia sexual que existem na sociedade, desde o estupro at\u00e9 o ass\u00e9dio e a coer\u00e7\u00e3o. Outro aspecto marcante da s\u00e9rie \u00e9 a sua abordagem est\u00e9tica. Michaela Coel \u00e9 uma artista completa, que n\u00e3o apenas escreveu e dirigiu a s\u00e9rie, mas tamb\u00e9m comp\u00f4s a trilha sonora e interpretou a protagonista. A dire\u00e7\u00e3o de fotografia \u00e9 impressionante, com cenas que alternam entre o realismo cru e o surrealismo on\u00edrico. A trilha sonora tamb\u00e9m \u00e9 um destaque \u00e0 parte, com m\u00fasicas que v\u00e3o desde o R&amp;B contempor\u00e2neo at\u00e9 o jazz experimental.\u00a0Al\u00e9m disso, &#8220;I May Destroy You&#8221; \u00e9 uma s\u00e9rie que fala sobre quest\u00f5es importantes da atualidade, como a cultura do cancelamento e o papel das redes sociais na nossa vida cotidiana. A hist\u00f3ria de Arabella \u00e9 contada em um contexto de Londres multicultural e diverso, onde as diferen\u00e7as s\u00e3o celebradas e n\u00e3o ignoradas. A s\u00e9rie tamb\u00e9m aborda temas como amizade, relacionamentos amorosos e identidade sexual.<\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Radio Rel\u00f3gio<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-893 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/download-5.jpg\" alt=\"\" width=\"196\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/download-5.jpg 196w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/download-5-150x197.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 196px) 100vw, 196px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\"><strong>F\u00eanix<\/strong>.\u00a0A ave F\u00eanix \u00e9 um s\u00edmbolo de renascimento e imortalidade na mitologia. Segundo a lenda, essa criatura m\u00e1gica tem a capacidade de se regenerar das cinzas ap\u00f3s morrer em uma fogueira. A cada ciclo de vida, que pode durar centenas ou milhares de anos, a F\u00eanix renasce mais forte e mais bela do que antes.\u00a0A origem da mitologia da F\u00eanix \u00e9 incerta, mas h\u00e1 registros de que ela era cultuada por quase todos os povos da antiguidade e que o significado era quase o mesmo em todos eles; e tamb\u00e9m geralmente ela estava associada ao sol, ao fogo, \u00e0 sabedoria e \u00e0 esperan\u00e7a. A F\u00eanix tamb\u00e9m era vista como um s\u00edmbolo de ressurrei\u00e7\u00e3o e de vit\u00f3ria sobre a morte.\u00a0A F\u00eanix inspirou muitas obras de arte, literatura, m\u00fasica e cinema ao longo da hist\u00f3ria. Ela representa a capacidade humana de superar as adversidades e se reinventar diante dos desafios. A F\u00eanix tamb\u00e9m simboliza a busca pela perfei\u00e7\u00e3o e pela eternidade, bem como a beleza e a nobreza da alma.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00edsifo e os recome\u00e7os dolorosos<\/strong>: S\u00edsifo \u00e9 um personagem da mitologia grega que ficou conhecido por sua tarefa eterna de empurrar uma pedra at\u00e9 o topo de uma montanha, apenas para v\u00ea-la rolar novamente para baixo e ter que recome\u00e7ar tudo de novo. Esse mito \u00e9 frequentemente usado como uma met\u00e1fora para a vida e suas dificuldades, especialmente quando se trata de lidar com a infelicidade de ter que sempre recome\u00e7ar. A hist\u00f3ria de S\u00edsifo \u00e9 uma hist\u00f3ria sobre a luta constante contra a adversidade. Ele \u00e9 um homem que foi condenado pelos deuses a realizar uma tarefa imposs\u00edvel, sem qualquer esperan\u00e7a de sucesso. No entanto, apesar de saber que sua tarefa \u00e9 in\u00fatil, S\u00edsifo continua empurrando a pedra para cima da montanha, dia ap\u00f3s dia.<\/li>\n<\/ul>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #abedd5;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;Cada dia \u00e9 uma pequena vida.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Hor\u00e1cio<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong style=\"font-size: 13.3333px;\">Post com a colabora\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/instagram.com\/laismeralda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@laismeralda. <em>A melhor cartomante do peda\u00e7o, marque sua hora com ela.<\/em><\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10.6667px; text-align: center;\">2 de julho \u00e9 o 183.\u00ba dia do ano no calend\u00e1rio gregoriano (184.\u00ba em anos bissextos). Faltam 182 dias para acabar o ano.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui, obrigada! Esse \u00e9 o meu almanaque particular. Um peda\u00e7o do meu di\u00e1rio, da minha arca da velha, um registro de pequenas efem\u00e9rides, de coisas que quero guardar, do tempo, do vento, do c\u00e9u e do cheiro da chuva. Os Vest\u00edgios do Dia, meus dias. Aqui s\u00f3 tem refer\u00eancias, pois \u00e9 disso que sou feita.<\/em><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f0b9c1;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a9 Nalua \u2013 Caderninho pessoal, bauzinho de trapos coloridos, nos morros de Minas Gerais. J\u00e1 no inverno, friozinho, gra\u00e7as aos c\u00e9us.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><em>Esta \u00e9 a 18\u00aa de 78 p\u00e1ginas que ter\u00e1 este almanaque.<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>vou trocar seus retratos pelos de outro algu\u00e9m Belo Horizonte, 02 de julho de 2023 \u263c 12-24 Dois de julho \u00e9 um dia muito peculiar [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,13,10,5,12],"tags":[],"class_list":["post-870","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-almanaque","category-carta-semanal","category-jardim","category-newsletter","category-oraculo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/870","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=870"}],"version-history":[{"count":36,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/870\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":920,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/870\/revisions\/920"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=870"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=870"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}