{"id":518,"date":"2023-05-13T20:39:33","date_gmt":"2023-05-13T20:39:33","guid":{"rendered":"https:\/\/nalua.in\/notas\/?p=518"},"modified":"2023-05-14T00:42:29","modified_gmt":"2023-05-14T00:42:29","slug":"esses-dias-achei-na-minha-caligrafia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/notas\/esses-dias-achei-na-minha-caligrafia\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/telegra.ph\/M%C3%A3e-05-13\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 8pt;\">esses dias achei na minha caligrafia tua letra<\/span><\/a><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-157 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/almanaque.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/almanaque.jpg 1200w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/almanaque-300x75.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/almanaque-1024x256.jpg 1024w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/almanaque-768x192.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Belo Horizonte,\u00a014 de maio de 2023<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u263c<\/strong><strong> 16\u00b0 \u2013 26\u00b0<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>14 de maio \u00e9 o dia que n\u00e3o acabou<\/strong>. <strong>Dia das M\u00e3es<\/strong> este ano. Em <strong>1553<\/strong> nasceu Margarida de Valois. Em <strong>1944<\/strong> nascia George Lucas, em <strong>1952<\/strong> David Byrne, e em <strong>1969<\/strong> estreava Cate Blanchett. Em <strong>1974<\/strong> o mundo ficava mais bonito com o nascimento de Thalma de Freitas. Em <strong>1987<\/strong> morria Rita Hayworth, em <strong>1998<\/strong> Frank Sinatra. Em <strong>2015<\/strong> tudo ficou mais chato quando B. B. King nos deixou. Em <strong>2018<\/strong> perdemos as palavras maravilhosas de Tom Wolfe. E 14 de maio em <strong>2023<\/strong> tamb\u00e9m n\u00e3o vai terminar.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>m\u00e3e<\/em><br \/>\n<em>terminou o tempo de sorrir<\/em><br \/>\n<em>desculpa-me a morte das plantas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>tatuei a tua antiga imagem loura<\/em><br \/>\n<em>em todos os pulsos<\/em><br \/>\n<em>que anjos inclinam de existires<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>perdi-me noite na plan\u00edcie branca<\/em><br \/>\n<em>sobrevivente das madrugadas da mem\u00f3ria<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>trocaram-me os dias<\/em><br \/>\n<em>e as ruas de ancas verticais<\/em><br \/>\n<em>e nas minhas m\u00e3os incompletas<\/em><br \/>\n<em>trouxe-te um naufr\u00e1gio<\/em><br \/>\n<em>de flores cansadas<\/em><br \/>\n<em>e o \u00fanico jardim de amor<\/em><br \/>\n<em>que cultivei de navios ancorados ao espa\u00e7o<\/em><br \/>\n\u2663<br \/>\n<strong>Maria Teresa Horta &#8211; Antologia Po\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Na v\u00e9spera de 14 de maio de 1958 escreveu a extraordin\u00e1ria m\u00e3e preta Carolina Maria de Jesus:<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8230;Eu tenho tanto d\u00f3 dos meus filhos. Quando eles v\u00ea as coisas de comer eles brada:<\/em><br \/>\n<em>\u2014Viva a mam\u00e3e!<\/em><br \/>\n<em>A manifesta\u00e7\u00e3o agrada-me. Mas eu j\u00e1 perdi o habito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o Jo\u00e3o pedir um pouquinho de gordura a Dona Ida. Ela n\u00e3o tinha. Mandei-lhe um bilhete assim:\u2014&#8221;Dona Ida pe\u00e7o-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu n\u00e3o pude ir catar papel. Agrade\u00e7o. Carolina.&#8221;&#8230;Choveu, esfriou. E o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera come\u00e7ou pedir comida. E eu n\u00e3o tinha. Era a reprise do espet\u00e1culo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.<\/em><br \/>\n<em>E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual \u2014 a fome!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Carolina Maria de Jesus \u2013 Quarto de Despejo \u2013 Ed. \u00c1tica<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-519 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1790-1.webp\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1790-1.webp 650w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1790-1-300x93.webp 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1790-1-150x46.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Or\u00e1culos da Semana<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa semana convidamos a <strong>Sacerdotisa<\/strong>. Arcano Maior, importante, uma mo\u00e7a cheia de facetas e mist\u00e9rios. A Papisa. <strong>Aquela que observa em sil\u00eancio<\/strong>. A que precisa da <strong>pausa reflexiva para ver florescer<\/strong>. A que convoca para o <strong>mundo interior<\/strong>, a que traz intui\u00e7\u00f5es certeiras. A Alta Sacerdotisa tem muitas nuances, passa por v\u00e1rios est\u00e1gios. Inclusive o est\u00e1gio de m\u00e3e, o que seria \u00f3timo neste dia. Mas o lado que precisamos prestar aten\u00e7\u00e3o nesta semana n\u00e3o \u00e9 este. \u00c9 um est\u00e1gio anterior. <strong>O est\u00e1gio em que a Papisa era filha<\/strong>. No tar\u00f4 Mitol\u00f3gico, a Papisa \u00e9 Pers\u00e9fone, a filha mitol\u00f3gica por excel\u00eancia. Hoje \u00e9 Dia das M\u00e3es. Mas nem todos temos m\u00e3e. Nem todos somos m\u00e3es. Quando a sacerdotisa saiu, pensei que era muito oportuno, para falar sobre as m\u00e3es. Mas ela quis falar de outro tema: <strong>Filhos<\/strong>. E a carta complementar trouxe Os Er\u00eas, as crian\u00e7as, os filhos da umbanda, confirmando que o assunto era mesmo outro. Ent\u00e3o \u00e9 com isso que lidaremos. <strong>Todos somos filhos<\/strong>. Nesta semana entraremos em contato com nossa parte filial, que atr\u00e1s de si carrega toda ancestralidade do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nossa parte filha \u00e9 aquela que ainda<strong> precisa de cuidado<\/strong>,<strong> a parte que sofre, que tem ci\u00fames, faz birras.<\/strong> Aquela parte que voc\u00ea n\u00e3o deixa em liberdade total, pois ainda n\u00e3o confia na plena autonomia. Se voc\u00ea acredita que n\u00e3o tem nenhuma parte assim, pense de novo, <strong>todos somos e seremos filhos a vida inteira<\/strong>. E sempre \u00e9 tempo de <strong>crescer emocionalmente<\/strong> e dar liberdade \u00e0 essa parte.\u00a0 O que precisamos notar aqui \u00e9 o que ainda n\u00e3o amadureceu, aquilo que, nos nossos 90 e tantos anos ainda n\u00e3o podemos soltar livremente. Talvez com toda raz\u00e3o, n\u00e3o possamos soltar\u00a0 pois \u00e9 uma faceta danosa de n\u00f3s mesmos, n\u00e3o queremos um psicopata solto por a\u00ed (risos). Algumas partes faz sentido manter guardadas. Dai-nos <strong>sabedoria<\/strong> para saber distinguir, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez eu ouvi uma frase que me marcou: <em>os filhos t\u00eam que ser melhores que os pais<\/em>. <strong>Para o mundo, isso faz muito sentido<\/strong>. A cada gera\u00e7\u00e3o seria ideal e necess\u00e1rio melhorar; eu gostaria que meus filhos fossem muito melhores que eu. Meus sobrinhos, tor\u00e7o para que sigam sempre se aperfei\u00e7oando, o mundo precisa disso. E individualmente espero melhorar at\u00e9 morrer. Ocorre que esse parece n\u00e3o ser um conceito muito popular atualmente. Em geral as pessoas acham que est\u00e1 muito bem serem como s\u00e3o, que n\u00e3o devem se culpar por nada, que a responsabilidade \u00e9 de tudo que n\u00e3o seja delas mesmas. Pensar assim torna dif\u00edcil almejar algum aperfei\u00e7oamento. Mas se n\u00e3o for para sermos melhores e deixar o mundo melhor, o que fazemos aqui ent\u00e3o? Talvez tenhamos vindo a passeio, mas <strong>podemos catar o lixo enquanto isso<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vamos refletir tamb\u00e9m sobre aquilo que aperfei\u00e7oamos e que podemos melhorar desde a gera\u00e7\u00e3o anterior. <strong>No que somos melhores que nossas m\u00e3es<\/strong>? Talvez esse seja um bom jeito de homenagear qualquer m\u00e3e, de ajudar o filho que n\u00e3o teve m\u00e3e, ou que n\u00e3o teve uma m\u00e3e boa o suficiente, ou teve uma m\u00e3e danosa. Se a m\u00e3e n\u00e3o foi boa, o que seria mais oportuno que tornar-se algu\u00e9m melhor? Sempre \u00e9 sobre isso a nossa hist\u00f3ria, <strong>melhorar o que encontramos, aperfei\u00e7oar o que nos foi dado<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 o mundo que nos deve, <strong>n\u00f3s \u00e9 que devemos ao mundo<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No livro <em>Pra Toda Vida Valer a Pena<\/em>, Ana Cl\u00e1udia Quintana Arantes diz que perder os pais \u00e9 nunca mais se sentir a salvo. Que sentir-se seguro \u00e9 diferente de se sentir a salvo. \u00c9 para essa parte nossa que n\u00e3o se sente a salvo que precisamos olhar essa semana. Ser filho \u00e9 vir carregado de muito passado. Vamos pensar nas nossas <strong>heran\u00e7as tortas<\/strong>, aquelas n\u00e3o t\u00e3o evidentes. Nossa ancestralidade <strong>fora da norma<\/strong>. Essa que tamb\u00e9m comp\u00f5e peda\u00e7os do que somos. A <strong>parte esquisita<\/strong> que herdamos de nossas m\u00e3es, talvez a <strong>sua pouca vontade de nos ter<\/strong>, talvez seu <strong>ego\u00edsmo<\/strong>, sua <strong>imaturidade<\/strong>, suas <strong>mentiras<\/strong>, suas <strong>enfermidades<\/strong>. Tamb\u00e9m destes cacos nosso vitral \u00e9 feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com certeza todos temos e fazemos alguma coisa <strong>melhor do que nossas m\u00e3es<\/strong>, nossos pais. \u00c9 esse o convite da semana. E se voc\u00ea acha que n\u00e3o existe nada que fa\u00e7a melhor, ainda d\u00e1 tempo de aprender ou aperfei\u00e7oar algo. Enquanto estamos vivos \u00e9 sempre tempo de melhorar o mundo. <em>Mas aqui \u00e9 o futuro, m\u00e3e.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Feliz dia, filhos.<\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #e89c92;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-520 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/ASACERDOTISAP.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"636\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/ASACERDOTISAP.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/ASACERDOTISAP-165x300.jpg 165w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/ASACERDOTISAP-150x273.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sacerdotisa \u00e9 representa a <strong>intui\u00e7\u00e3o<\/strong>, o conhecimento oculto e a <strong>sabedoria<\/strong> feminina, essa carta \u00e9 um s\u00edmbolo poderoso para quem busca respostas e orienta\u00e7\u00e3o em sua vida.\u00a0A sacerdotisa tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como a filha. Esse aspecto da carta pode trazer ainda mais profundidade e significado para as leituras de tar\u00f4. Essa faceta pode ajudar voc\u00ea em sua jornada espiritual.\u00a0Antes de tudo, \u00e9 importante entender que a sacerdotisa \u00e9 uma figura arquet\u00edpica que representa a <strong>conex\u00e3o com o divino feminino<\/strong>. Ela \u00e9 a guardi\u00e3 dos<strong> segredos antigos<\/strong>, a protetora dos mist\u00e9rios da vida e da morte. Como tal, ela \u00e9 uma fonte de sabedoria e orienta\u00e7\u00e3o para quem busca compreender os mist\u00e9rios do universo.\u00a0Como filha, a sacerdotisa representa a <strong>inoc\u00eancia<\/strong>, a <strong>pureza<\/strong> e a <strong>curiosidade<\/strong> <strong>infantil<\/strong>. Ela <strong>\u00e9 a crian\u00e7a que busca aprender sobre o mundo e sobre si mesma<\/strong>, sem julgamentos ou preconceitos. Ela \u00e9 <strong>a luz que ilumina os caminhos escuros da vida<\/strong>, trazendo clareza e compreens\u00e3o para quem est\u00e1 perdido ou confuso.\u00a0Mas como filha a Sacerdotisa tamb\u00e9m tem um lado sombrio. Ela pode representar a <strong>vulnerabilidade<\/strong>, a <strong>depend\u00eancia<\/strong> e a <strong>falta de autonomia<\/strong>. Ela pode ser a <strong>crian\u00e7a que se sente perdida e desamparada<\/strong>, que busca prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a em outros adultos. Ela pode ser a <strong>v\u00edtima que sofre abusos ou viol\u00eancia<\/strong>, sem ter a capacidade de se defender ou de buscar ajuda. Ou pode ser a adolescente rebelde sem causa que culpa o mundo todo por suas mazelas.\u00a0Por isso, quando a sacerdotisa aparece como filha em uma leitura de tar\u00f4, \u00e9 importante prestar aten\u00e7\u00e3o em como essa carta se manifesta no dia a dia. Ela pode indicar a necessidade de buscar orienta\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o de<strong> figuras mais experientes e s\u00e1bias<\/strong>. Ela pode indicar o momento de se conectar com a pr\u00f3pria intui\u00e7\u00e3o e sabedoria interior, para encontrar respostas e solu\u00e7\u00f5es para os desafios da vida. E pode indicar que as inseguran\u00e7as que sabemos serem infantis precisam ser trabalhadas pra que possamos continuar em um caminho que nos leve a <strong>uma vida mais plena de significados<\/strong>.<\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #a2d9f5;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-521 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/oseresp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"580\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/oseresp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/oseresp-181x300.jpg 181w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/oseresp-150x249.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Er\u00eas v\u00eam dizer no jogo que cada momento \u00e9 \u00fanico e um enigma a ser vivido, assim como o comportamento de um ser infantil, que a qualquer momento pode estar rindo ou chorando. Esta l\u00e2mina representa os espa\u00e7os dentro de n\u00f3s que precisam ser renovados e n\u00e3o podem ser preenchidos pelo nosso lado adulto, aflorando em n\u00f3s a necessidade de fazer outras escolhas ou simplesmente ficar\u00a0 e bobeira e mudar aquilo que tira a leveza dos nossos dias. N\u00e3o se preocupe com os julgamentos das pessoas \u00e0 sua volta, permita-se ser livre para trazer a alegria e leveza dos Er\u00eas no seu caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u2663<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Tar\u00f4 de Umbanda<\/strong><\/em> (que n\u00e3o \u00e9 realmente um tar\u00f4)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>S\u00f3 quem \u00e9 filho pode ler<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Minha m\u00e3e. Ela est\u00e1 aqui, em sua cama, e, l\u00e1 fora, os sat\u00e9lites no espa\u00e7o sideral continuam a gravitar em torno dos planetas, as formigas v\u00e3o carregando folhas verdes do canteiro que ela at\u00e9 outro dia cuidava com esmero, e o sil\u00eancio segue em luta para amorda\u00e7ar os estalos da madeira desse assoalho que s\u00e3o, tamb\u00e9m, ecos sufocados dos nossos passos. Sobretudo dos meus, desses \u00faltimos <\/em><em>dias, <\/em><em>que me fazem ir at\u00e9 ela ininterruptamente, para traduzir seus gestos em pedidos, voltar a me sentar nessa poltrona, erguer-me de novo e caminhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 janela, observar minha m\u00e3e outra vez, e, embora ela esteja aqui, e eu ali, sair em busca, na mem\u00f3ria, daquela que eu vi tantas vezes fazer o meu agora mais leve, os bra\u00e7os que me ajudavam a tornar o passado mais passado e, assim, me resgatar para a consci\u00eancia viva do instante. S\u00e3o ecos sufocados dos nossos passos, sim, sobretudo dos meus, dos \u00faltimos dias, quando voltei para cuidar de minha m\u00e3e &#8211; os dela, apenas os antigos, impregnados de ontem, reverberam no assoalho, esse assoalho que a sola de seus p\u00e9s, antes de cal\u00e7arem as velhas sand\u00e1lias todas as manh\u00e3s, j\u00e1 deixaram de tocar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Minha m\u00e3e. Ela ainda est\u00e1 aqui, apesar de ignorar que j\u00e1 foi embora. E nada \u00e9 mais forte que a sua presen\u00e7a, nesse instante, em mim. Nenhum momento, nem o mais sublime que eu vivi, pode superar o agora. Mesmo sendo este agora o que mais me d\u00f3i &#8211; o minuto inicial da saudade.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u2663<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza<\/strong><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f5e9ce;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<h2 style=\"text-align: center;\">Ler &amp; Assistir no dia que nunca acabou<\/h2>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Esse tema de filhos e m\u00e3es me deu a oportunidade de indicar obras que s\u00e3o das minhas preferidas da vida inteira. Livros, HQ, Document\u00e1rio, S\u00e9rie. Em todas essas categorias apareceram obras que me tocaram profundamente, que s\u00e3o incompar\u00e1veis em toda minha hist\u00f3ria como leitora, espectadora, etc. Obras que s\u00e3o quase sagradas pra mim. Coincidiu de muitas falarem sobre esse tema. Na verdade eu separei o dobro de coisas para indicar que tem a ver com os or\u00e1culos da semana. Tem muita coisa boa. Muita mesmo. Mas vou ficar s\u00f3 nestes, j\u00e1 \u00e9 at\u00e9 demais.<\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong>Livros<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-527 size-medium alignleft\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/61v9UV9WU6L-209x300.jpg\" alt=\"\" width=\"209\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/61v9UV9WU6L-209x300.jpg 209w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/61v9UV9WU6L-150x216.jpg 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/61v9UV9WU6L.jpg 348w\" sizes=\"auto, (max-width: 209px) 100vw, 209px\" \/><strong>O Clube do Livro do Fim da Vida &#8211; Will Schwalbe. <em>Esse \u00e9 o meu segundo livro preferido. \u00c9 meu livro conforto, aquele que n\u00e3o canso de ler. \u00c9 a hist\u00f3ria que eu gostaria de viver um dia. \u00c9 assim que eu gostaria de morrer. Infelizmente n\u00e3o d\u00e1 mais tempo e n\u00e3o tenho a fibra de ser nem parecida com a mulher desse livro, essa pessoa que \u00e9 t\u00e3o admir\u00e1vel, porque retratada atrav\u00e9s dos olhos de um filho. \u00c9 o livro que me acompanha na vida. N\u00e3o tenho como recomendar mais. Mas nem esperem nada bomb\u00e1stico, \u00e9 um livro bastante prosaico.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Clube do Livro do Fim da Vida<\/em> \u00e9 um livro emocionante e inspirador de Will Schwalbe, que conta a hist\u00f3ria de como ele e sua m\u00e3e, Mary Anne, criaram um clube do livro particular durante os \u00faltimos meses de vida dela. Diagnosticada com c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas, Mary Anne decide aproveitar o tempo que lhe resta para ler os livros que sempre quis e compartilhar suas impress\u00f5es com seu filho. Juntos, eles exploram obras de diversos g\u00eaneros e autores, desde cl\u00e1ssicos como Odisseia e A Montanha M\u00e1gica at\u00e9 best-sellers como A Garota com Tatuagem de Drag\u00e3o e A Cabana. A cada livro, eles descobrem novas perspectivas sobre a vida, a morte, a f\u00e9, a fam\u00edlia e o amor. O Clube do Livro do Fim da Vida \u00e9 uma homenagem \u00e0 literatura e ao poder transformador dos livros. \u00c9 tamb\u00e9m um relato comovente de uma rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e e filho que se fortalece diante da adversidade e da finitude. Um livro para quem ama ler e para quem valoriza os momentos preciosos que passamos com quem amamos.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-530 size-medium alignright\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/51Nbcd2wEUL-197x300.jpg\" alt=\"\" width=\"197\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/51Nbcd2wEUL-197x300.jpg 197w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/51Nbcd2wEUL-150x228.jpg 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/51Nbcd2wEUL.jpg 329w\" sizes=\"auto, (max-width: 197px) 100vw, 197px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Afetos Ferozes &#8211; Vivian Gornick. <em>Indico pois faz um paralelo feminino com o livro acima. Mas \u00e9 um livro muito mais feroz. \u00c9 a hist\u00f3ria de uma filha, o relato desta filia\u00e7\u00e3o a uma m\u00e3e que n\u00e3o \u00e9 nunca o que espera a personagem. \u00c9 um relato biogr\u00e1fico muito interessante, ainda muito atual e comovente.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Afetos Ferozes<\/em> \u00e9 um livro da escritora Vivian Gornick que, em poucas palavras, pode ser resumido como uma obra sobre rela\u00e7\u00f5es humanas. Mas, como bons leitores, sabemos que n\u00e3o podemos parar por a\u00ed. A autora consegue, com muita habilidade, descrever as nuances e complexidades das rela\u00e7\u00f5es entre amigos, amantes e familiares. Ela utiliza sua pr\u00f3pria vida como exemplo, mas de uma forma que n\u00e3o soa pretensiosa ou egoc\u00eantrica. Pelo contr\u00e1rio, a narrativa \u00e9 t\u00e3o envolvente que nos faz sentir como se estiv\u00e9ssemos conversando com uma amiga pr\u00f3xima.\u00a0Um dos pontos altos do livro \u00e9 a forma como Gornick aborda a rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e e filha. Ela descreve de forma honesta e crua a din\u00e2mica entre as duas, mostrando como a m\u00e3e muitas vezes projeta suas pr\u00f3prias frustra\u00e7\u00f5es e desejos na filha. \u00c9 uma leitura que pode ser dolorosa para quem se identifica com essas quest\u00f5es, mas ao mesmo tempo \u00e9 reconfortante saber que n\u00e3o estamos sozinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro tema recorrente em Afetos Ferozes \u00e9 a solid\u00e3o. A autora mostra como \u00e9 poss\u00edvel estar cercado de pessoas e ainda assim sentir-se sozinho. Ela descreve a sensa\u00e7\u00e3o de estar em uma festa cheia de conhecidos, mas ainda assim sentir-se deslocado. \u00c9 um sentimento que muitos de n\u00f3s j\u00e1 experimentamos e que Gornick consegue descrever de forma muito precisa. Apesar de tratar de temas pesados, o livro n\u00e3o \u00e9 deprimente. Muito pelo contr\u00e1rio, ele \u00e9 repleto de humor e ironia. A autora consegue rir de si mesma e das situa\u00e7\u00f5es mais constrangedoras que viveu. Isso torna a leitura muito mais agrad\u00e1vel e nos faz sentir que, apesar de tudo, \u00e9 poss\u00edvel encontrar alegria nas pequenas coisas.<\/p>\n<hr \/>\n<h2>Filme<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-532 size-medium\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nightmotherp-192x300.jpg\" alt=\"\" width=\"192\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nightmotherp-192x300.jpg 192w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nightmotherp-150x234.jpg 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/nightmotherp.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 192px) 100vw, 192px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Noite de Desamor: <em>Uma reflex\u00e3o sobre a vida e a morte.\u00a0 Indico pois \u00e9 um filme sensacional sobre um tema profundo e delicado. Esse filme me tocou muito, est\u00e1 entre os meus filmes preferidos da vida. Acho que \u00e9 um filme subestimado, pouco visto e pouco falado. Mas na minha opini\u00e3o vale demais conhecer. A abordagem sobre a rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e e filha \u00e9 \u00fanica. Mas n\u00e3o s\u00f3 isso, tamb\u00e9m fala do que \u00e9 ser filha e desamparada, do significado de fam\u00edlia, de solid\u00e3o, de depress\u00e3o e tal.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Noite de Desamor<\/em> \u00e9 um filme dirigido por Tom Moore e lan\u00e7ado em 1986. A hist\u00f3ria \u00e9 baseada na pe\u00e7a teatral hom\u00f4nima de Marsha Norman, que tamb\u00e9m escreveu o roteiro do filme. A trama gira em torno de uma m\u00e3e e sua filha, que decide cometer suic\u00eddio naquela noite.\u00a0O filme \u00e9 uma reflex\u00e3o profunda sobre a vida e a morte, e como lidamos com essas quest\u00f5es. Atrav\u00e9s da forte atua\u00e7\u00e3o de Sissy Spacek e Anne Bancroft, que interpretam respectivamente a filha Jessie e a m\u00e3e Thelma, somos levados a uma jornada intensa.\u00a0\u00a0A hist\u00f3ria se passa inteiramente dentro da casa da fam\u00edlia, o que torna a experi\u00eancia ainda mais claustrof\u00f3bica e angustiante. A filha Jessie, que sofre de epilepsia e depress\u00e3o, decide que vai cometer suic\u00eddio naquela noite. Ela come\u00e7a a arrumar suas coisas e a se preparar para a morte, enquanto sua m\u00e3e tenta desesperadamente convenc\u00ea-la a desistir. O filme aborda temas como doen\u00e7a mental, relacionamentos familiares e a import\u00e2ncia da comunica\u00e7\u00e3o. Jessie sente que sua vida n\u00e3o tem sentido e que n\u00e3o h\u00e1 mais nada que possa fazer para mudar isso. Ela n\u00e3o v\u00ea futuro para si mesma e acredita que o suic\u00eddio \u00e9 a \u00fanica sa\u00edda. Sua m\u00e3e, por outro lado, n\u00e3o consegue entender como sua filha pode querer morrer e tenta encontrar uma forma de salv\u00e1-la.\u00a0\u00c9 um filme emocionante e intenso, que nos faz refletir sobre a vida e a morte. Fala sobre estar presente na vida das pessoas que amamos, e como a comunica\u00e7\u00e3o pode fazer toda a diferen\u00e7a. Jessie se sente sozinha e desesperada, e n\u00e3o consegue encontrar uma forma de se conectar com sua m\u00e3e. Thelma, por sua vez, n\u00e3o consegue ver al\u00e9m do pr\u00f3prio ponto de vista e n\u00e3o consegue entender a dor da filha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme \u00e9 um alerta para a import\u00e2ncia da empatia e da compaix\u00e3o. Ele nos mostra que, muitas vezes, as pessoas que est\u00e3o ao nosso redor est\u00e3o sofrendo em sil\u00eancio, e que \u00e9 preciso estar atento aos sinais de que algo n\u00e3o est\u00e1 bem. Night, Mother \u00e9 um filme que nos faz pensar e refletir sobre nossas pr\u00f3prias vidas, e sobre o que podemos fazer para torn\u00e1-las mais significativas. A atua\u00e7\u00e3o de Sissy Spacek e Anne Bancroft \u00e9 impressionante, e a hist\u00f3ria nos leva a uma jornada de intensa reflex\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h2>Hist\u00f3ria em Quadrinhos<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-525 size-medium alignright\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/voceeminhamaep-202x300.jpg\" alt=\"\" width=\"202\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/voceeminhamaep-202x300.jpg 202w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/voceeminhamaep-150x222.jpg 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/voceeminhamaep.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 202px) 100vw, 202px\" \/><strong>Voc\u00ea \u00e9 Minha M\u00e3e? &#8211; Alison Bechdel<\/strong><em><strong>. Tamb\u00e9m \u00e9 minha HQ preferida. Todo mundo gosta mais do outro livro da Alison Bechdel, o Fun Home, que fala do pai dela. Mas eu prefiro esse quadrinho, sobre a m\u00e3e da autora. Sobre as duas, sobre o relacionamento delas. Eu nem sei explicar como gosto dessa HQ, como ela \u00e9 bem desenhada, bem escrita, deliciosa de ler.\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Voc\u00ea \u00e9 Minha M\u00e3e?<\/em> \u00e9 um livro de mem\u00f3rias em quadrinhos da autora americana Alison Bechdel, publicado em 2012. Nesta obra, Bechdel explora sua rela\u00e7\u00e3o complexa e distante com sua m\u00e3e, uma professora e atriz amadora que nunca aceitou sua homossexualidade. Ao mesmo tempo, ela reflete sobre sua pr\u00f3pria busca por identidade e sentido na vida, recorrendo a teorias psicanal\u00edticas, literatura e arte.\u00a0O livro \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o de Fun Home, o aclamado romance gr\u00e1fico de Bechdel sobre seu pai, um diretor de funer\u00e1ria e professor que se suicidou ap\u00f3s revelar sua homossexualidade enrustida. Em Voc\u00ea \u00e9 Minha M\u00e3e?, Bechdel tenta entender por que sua m\u00e3e sempre foi fria e cr\u00edtica com ela, e como isso afetou sua autoestima e suas escolhas amorosas. Ela tamb\u00e9m mostra como sua m\u00e3e influenciou seu desenvolvimento como escritora e artista, apesar de suas diferen\u00e7as.\u00a0Voc\u00ea \u00e9 Minha M\u00e3e? \u00e9 um livro emocionante e profundo, que mistura humor e drama, realidade e fic\u00e7\u00e3o, autobiografia e an\u00e1lise. Bechdel usa seu talento para o desenho e a narrativa para criar uma obra original e cativante, que explora temas universais como o amor materno, a identidade sexual, a criatividade e a morte.<\/p>\n<hr \/>\n<h2>Document\u00e1rio<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No Intenso Agora &#8211; Jo\u00e3o Moreira Salles 2017. <em>Se n\u00e3o \u00e9 meu document\u00e1rio preferido empata com algum outro que n\u00e3o lembro agora. \u00c9 um document\u00e1rio conforto tamb\u00e9m, que n\u00e3o canso de ver. Delicado, pol\u00edtico, bonito, bem feito, bem narrado. \u00c9 a hist\u00f3ria de <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-533 size-medium\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1419-no-intenso-agora-poster-203x300.webp\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1419-no-intenso-agora-poster-203x300.webp 203w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1419-no-intenso-agora-poster-150x222.webp 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/1419-no-intenso-agora-poster.webp 362w\" sizes=\"auto, (max-width: 203px) 100vw, 203px\" \/>um filho contando sobre uma m\u00e3e, buscando uma m\u00e3e que n\u00e3o est\u00e1 ali mais. E ao mesmo tempo destrinchando o significado pol\u00edtico de uma epoca que mudou tudo. Tamb\u00e9m n\u00e3o poderia indicar mais.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No Intenso Agora<\/em> \u00e9 um document\u00e1rio brasileiro de 2017, dirigido por Jo\u00e3o Moreira Salles.\u00a0\u00a0Atrav\u00e9s de imagens de arquivo, Jo\u00e3o Moreira Salles elabora n\u00e3o apenas um filme, mas as mem\u00f3rias de Elisa Moreira Salles, sua pr\u00f3pria m\u00e3e, al\u00e9m de reconstituir acontecimentos que marcaram o s\u00e9culo XX, registrados em v\u00eddeos amadores por ela. Esse \u00e9 o mote de &#8220;No Intenso Agora&#8221;.\u00a0Partindo da revolu\u00e7\u00e3o cultural implementada por Mao Ts\u00e9-Tung, na China, o filme \u2013 narrado pelo pr\u00f3prio Jo\u00e3o Moreira Salles \u2013 apresenta imagens feitas de maneira informal por Elisa, em meio a uma realidade totalmente diferente da que ela vivia. Surpreendendo o que o pr\u00f3prio filho esperava da m\u00e3e, suas impress\u00f5es configuram profunda admira\u00e7\u00e3o pelo que estava diante de seus olhos e de sua c\u00e2mera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passando para os registros feitos em maio de 1968 em Paris, onde a fam\u00edlia Moreira Salles residia, o diretor tamb\u00e9m se utiliza de grava\u00e7\u00f5es feitas por fontes distintas \u2013 al\u00e9m das filmagens da sua m\u00e3e \u2013 para tentar reconstituir a for\u00e7a do movimento estudantil da \u00e9poca, que culminou em uma greve geral que parou o pa\u00eds. A narrativa busca refletir sobre o que teria levado a esse estopim. Outro momento hist\u00f3rico analisado atrav\u00e9s de imagens gravadas por Elisa \u2013 tamb\u00e9m complementadas por v\u00eddeos de outros autores \u2013 foi a Primavera de Praga, na ent\u00e3o Tchecoslov\u00e1quia. O filme traz ainda imagens breves do Brasil da \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;No Intenso Agora&#8221; constr\u00f3i, a partir dessas mem\u00f3rias registradas em v\u00eddeo, um olhar diante dos detalhes e tra\u00e7a considera\u00e7\u00f5es relevantes sobre quest\u00f5es como ra\u00e7a, cultura, liberdade, repress\u00e3o e sistemas de vida. Tamb\u00e9m mira em inconsist\u00eancias, que muitas vezes passariam despercebidas. Assim, Jo\u00e3o Moreira Salles desloca-se entre o afeto pela pr\u00f3pria m\u00e3e, o desapontamento com os contrassensos hist\u00f3ricos e a admira\u00e7\u00e3o pelo ut\u00f3pico desejo de mudan\u00e7a que esses movimentos compartilhavam.<\/p>\n<hr \/>\n<h2>S\u00e9rie<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-543 size-medium alignright\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/this-is-us-poster-season-4_fixed_recomenda_big-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/this-is-us-poster-season-4_fixed_recomenda_big-200x300.jpg 200w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/this-is-us-poster-season-4_fixed_recomenda_big-150x225.jpg 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/this-is-us-poster-season-4_fixed_recomenda_big.jpg 320w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/>This Is Us. <em>Recomendo, mas imagino que todo mundo deve ter visto j\u00e1. \u00c9 uma s\u00e9rie sobre fam\u00edlia, mas \u00e9 principalmente sobre um trio de filhos. \u00c9 a vida dos filhos, \u00e9 como eles s\u00e3o ecomo vivem porque calhou de terem aqueles pais. Kate, Kevin e Randall s\u00e3o os filhos da m\u00e3e, s\u00e3o os filhos do pai. E \u00e9 uma s\u00e9rie absorvente, bonita, bem feita, embora tenha suas quest\u00f5es um pouco complicadas. Mas cumpre o papel de entretenimento muito bem, voc\u00ea tem companhia por muito tempo se quiser assistir.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>This is Us<\/em> \u00e9 uma s\u00e9rie de televis\u00e3o americana que estreou em 2016 e rapidamente se tornou um sucesso de p\u00fablico e cr\u00edtica. A s\u00e9rie segue a vida de uma fam\u00edlia americana comum ao longo de v\u00e1rias d\u00e9cadas, mostrando as alegrias, tristezas, desafios e conquistas que eles enfrentam juntos.\u00a0A hist\u00f3ria come\u00e7a com o anivers\u00e1rio de 36 anos de tr\u00eas irm\u00e3os g\u00eameos, Kevin, Kate e Randall, que est\u00e3o lidando com seus pr\u00f3prios problemas pessoais. Kevin \u00e9 um ator de sucesso que est\u00e1 cansado de interpretar o mesmo papel em uma s\u00e9rie de televis\u00e3o, Kate luta com problemas de peso e autoestima, enquanto Randall, que foi adotado quando beb\u00ea, est\u00e1 em busca de seu pai biol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo dos epis\u00f3dios, a s\u00e9rie explora temas complexos como amor, perda, ado\u00e7\u00e3o, identidade, racismo e sa\u00fade mental. A hist\u00f3ria \u00e9 contada em diferentes linhas do tempo, mostrando a inf\u00e2ncia dos personagens e como suas experi\u00eancias moldaram suas vidas adultas. Uma das principais caracter\u00edsticas da s\u00e9rie \u00e9 a forma como ela aborda os relacionamentos familiares. Os personagens s\u00e3o retratados de forma realista e complexa, com falhas e virtudes. A s\u00e9rie mostra como as rela\u00e7\u00f5es familiares podem ser complicadas, mas tamb\u00e9m como elas podem ser profundamente gratificantes.\u00a0Outro aspecto marcante da s\u00e9rie \u00e9 a forma como ela lida com temas sens\u00edveis. Por exemplo, a s\u00e9rie aborda a obesidade de forma honesta e sem estere\u00f3tipos, mostrando como ela pode afetar a vida de uma pessoa em v\u00e1rios aspectos. Al\u00e9m disso, a s\u00e9rie tamb\u00e9m aborda a sa\u00fade mental, mostrando como a depress\u00e3o e a ansiedade podem afetar a vida de uma pessoa e como \u00e9 importante buscar ajuda.\u00a0This is Us tamb\u00e9m \u00e9 conhecida por seus momentos emocionantes e surpreendentes. A s\u00e9rie \u00e9 capaz de fazer o p\u00fablico rir e chorar em um mesmo epis\u00f3dio, mostrando como a vida pode ser imprevis\u00edvel e como as pessoas s\u00e3o capazes de superar desafios. Essa s\u00e9rie j\u00e1 se tornou um cl\u00e1ssico da televis\u00e3o americana.<\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Links<\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/cartas.nalu.in\/algo-sobre-minha-mae\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um post antigo que fiz sobre minha m\u00e3e.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.afropress.com\/14-de-maio-o-dia-que-nunca-acabou\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">14 de maio \u00e9 o dia que n\u00e3o acabou<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">14 de maio \u00e9 o 134.\u00ba dia do ano no calend\u00e1rio gregoriano (135.\u00ba em anos bissextos). Faltam 231 dias para acabar o ano.<\/span><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #88ebcf;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00f3s olhamos para o mundo uma vez, na inf\u00e2ncia.<\/em><br \/>\n<em>O resto \u00e9 mem\u00f3ria.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Louise Gl\u00fcck<\/span><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui, obrigada! Esse \u00e9 o meu almanaque particular. Um peda\u00e7o do meu di\u00e1rio, da minha arca de refer\u00eancias, um registro de pequenas efem\u00e9rides, de coisas que quero guardar, do tempo, do vento, do c\u00e9u e do cheiro da chuva. Os Vest\u00edgios do Dia, meus dias.<\/em><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f5b0c3;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a9 Nalua \u2013 Caderninho pessoal, bauzinho de trapos coloridos, nos morros de Minas Gerais. Outono, gra\u00e7as aos c\u00e9us.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>esses dias achei na minha caligrafia tua letra Belo Horizonte,\u00a014 de maio de 2023 \u263c 16\u00b0 \u2013 26\u00b0 14 de maio \u00e9 o dia que [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,13,10,5,12],"tags":[],"class_list":["post-518","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-almanaque","category-carta-semanal","category-jardim","category-newsletter","category-oraculo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/518","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=518"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/518\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":550,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/518\/revisions\/550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=518"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=518"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=518"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}