{"id":2329,"date":"2024-10-19T21:39:33","date_gmt":"2024-10-19T21:39:33","guid":{"rendered":"https:\/\/nalua.in\/notas\/?p=2329"},"modified":"2024-10-20T00:55:58","modified_gmt":"2024-10-20T00:55:58","slug":"eu-durmo-no-chao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/notas\/eu-durmo-no-chao\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/telegra.ph\/Pao-Duro-10-19\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 8pt;\">eu durmo no ch\u00e3o<\/span><\/a><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2119 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/almanaque-1.jpg\" alt=\"\" width=\"542\" height=\"139\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/almanaque-1.jpg 542w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/almanaque-1-300x77.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/almanaque-1-150x38.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Cataguases, 20 de Outubro de 2024<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span class=\"x19la9d6 x1fc57z9 x6ikm8r x10wlt62 x19co3pv x1g5zs5t xfibh0p xiy17q3 x1xsqp64 x1lkfr7t xexx8yu x4uap5 x18d9i69 xkhd6sd\"><span class=\"xrtxmta x1bhl96m\">\u261421\u00ba-24\u00ba<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>20 de Outubro \u00e9 <strong>Dia Nacional do Poeta e Dia Nacional da Filantropia<\/strong>. Neste dia em <strong>1854<\/strong> nasceu <span style=\"text-decoration: underline;\">Arthur Rimbaud<\/span>. Em <strong>1882<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">B\u00e9la Lugosi<\/span>, em <strong>1946<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Elfriede Jelinek<\/span>, em <strong>1952<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Eliane Giardini<\/span>, em <strong>1953<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Maria Zilda Bethlem<\/span>, em <strong>1958<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Viggo Mortensen<\/span> e em <strong>1964 <\/strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Kamala Harris <span class=\"x19la9d6 x1fc57z9 x6ikm8r x10wlt62 x19co3pv x1g5zs5t xfibh0p xiy17q3 x1xsqp64 x1lkfr7t xexx8yu x4uap5 x18d9i69 xkhd6sd\"><span class=\"xrtxmta x1bhl96m\">\ud83c\udf40<\/span><\/span><\/span>. Em\u00a0<strong>2015<\/strong> morreu <span style=\"text-decoration: underline;\">Yon\u00e1 Magalh\u00e3es<\/span>.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201cO prazer \u00e9 abrir as m\u00e3os e deixar escorrer sem avareza o vazio-pleno que estava encarni\u00e7adamente prendendo.<\/em><br \/>\n<em>E de s\u00fabito o sobressalto: ah, abri as m\u00e3os e o cora\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o estou perdendo nada!<\/em><br \/>\n<em>E o susto: acorde, pois h\u00e1 o perigo do cora\u00e7\u00e3o estar livre!<\/em><br \/>\n<em>At\u00e9 que se percebe que nesse espraiar-se est\u00e1 o prazer muito perigoso do ser.<\/em><br \/>\n<em>Mas vem uma seguran\u00e7a estranha: sempre ter-se-\u00e1 o que gastar.<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o ter pois avareza com esse vazio-pleno: gast\u00e1-lo\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Clarice Lispector<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2330 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/patinhas.jpg\" alt=\"\" width=\"231\" height=\"686\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/patinhas.jpg 231w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/patinhas-101x300.jpg 101w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/patinhas-150x445.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<h2>Em 20 de outubro de 1942 escreveu Miguel Torga em seu di\u00e1rio:<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Coimbra, 20 de Outubro de 1942 &#8211; Isto da minha falta de sa\u00fade aperta, e \u00e9 pena. J\u00e1 agora gostava de ver o fundo ao saco. Sempre queria assistir ao final deste esbracejar do mundo, e verificar se da noite de ang\u00fastia em que vivemos sai na verdade a esperada flor de l\u00f3tus duma cultura adulta, ou acaba tudo na desilus\u00e3o dum parto monstruoso. No primeiro caso, a coisa era t\u00e3o bela que me recompensava das mil dece\u00e7\u00f5es que tenho tido; no segundo, que Deus arrede, salvava-se pelo menos a originalidade do fen\u00f3meno. At\u00e9 aqui as civiliza\u00e7\u00f5es ca\u00edram de esgotamento; pois estar\u00edamos diante da primeira exce\u00e7\u00e3o. Em vez de homens gastos, antropopitecos. O fim seria o princ\u00edpio. Dum Einstein, dum Unamuno, dum Gide, dum Pavlov, sairiam suas excel\u00eancias Orangotango pai, Orangotango filho, Orangotango esp\u00edrito santo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Miguel Torga &#8211; Di\u00e1rio II &#8211; Editora Coimbra<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Muito, pouco, ou muito pouco<\/h2>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span class=\"v2\">O que amar o dinheiro nunca se fartar\u00e1 de dinheiro; e quem amar a abund\u00e2ncia nunca se\u00a0fartar\u00e1\u00a0da renda; tamb\u00e9m isso \u00e9 vaidade.<\/span><\/em><\/p>\n<div class=\"vr\" style=\"text-align: center;\"><strong>Eclesiastes 5:10<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2331 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/4ourosp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"606\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/4ourosp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/4ourosp-173x300.jpg 173w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/4ourosp-150x260.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/div>\n<\/blockquote>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Domingo com o Quatro de Ouros. Que belo conselho vem nos dar essa carta. \u00c9 o Avarento, e ele espalha rodinhas. O avarento tem um cheiro caracter\u00edstico, um cheiro de mis\u00e9ria e de ran\u00e7o. Que \u00e9 justamente o que ele recha\u00e7a. <strong>O Avarento teme a mis\u00e9ria. Teme a falta, teme o vazio. E vive nele<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil de perceber. Avareza, um dos pecados capitais, \u00e9 sobre ela que vem falar esse arcano <em>miserento<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na carta cl\u00e1ssica, com desenho de Pamela Colman Smith, vemos uma pessoa agarrada a uma moeda, algu\u00e9m que parece apegado a uma moeda de ouro. Esse apego \u00e9 importante na carta, mas n\u00e3o est\u00e1 sozinho. O que vemos aqui n\u00e3o \u00e9 somente<strong> apego a algo. \u00c9 um apego avarento, um apego mesquinho<\/strong>. \u00c9 dessa faceta do Quatro de Ouros que queremos extrair uma li\u00e7\u00e3o hoje. O Livro do Tar\u00f4 fala, como j\u00e1 dissemos v\u00e1rias vezes, das coisas da vida, das coisas cotidianas e tamb\u00e9m das extraordin\u00e1rias. Mas em geral com um senso pr\u00f3prio, que n\u00e3o \u00e9 religioso, nem psicanal\u00edtico, nem filos\u00f3fico, \u00e9 um senso <strong>mundano<\/strong>, responde <strong>a quest\u00f5es imediatas, que est\u00e3o nos atingindo no momento<\/strong>. \u00c9 com esse esp\u00edrito que temos que pensar hoje na avareza e mesquinhez do Quatro de Moedinhas. <strong>Pensar em nossa pr\u00f3pria avareza e mesquinhez<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dia desses eu vi o seguinte segredo no site post secret: algu\u00e9m comprou um cart\u00e3o de feliz anivers\u00e1rio para a av\u00f3 da namorada e a tal av\u00f3 morreu uns dias antes de fazer anos, e portanto o cart\u00e3o n\u00e3o foi enviado. A pessoa escreve que \u00e9 para a gente n\u00e3o esperar e mandar sempre os cart\u00f5es antes. <strong>Esse arcano \u00e9 sobre isso, sobre algo t\u00e3o simples. E que pode ser t\u00e3o complicado<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 sobre o que guardamos para n\u00f3s, com esse medo desesperado da perda, da falta e do vazio. Com qual sentimento voc\u00ea anda sendo assim t\u00e3o mesquinho, t\u00e3o avarento? O que voc\u00ea acumula tanto, mas tanto que sempre falta na sua vida? Avareza \u00e9 um dos sete pecados capitais. E o que temos n\u00f3s com isso, que n\u00e3o somos crist\u00e3os? Pecado \u00e9 como chamou a cristandade a essa \u00e9tica. Mas ela opera desde&#8230; Caim? (risos)Ensina o dito popular:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Do faminto avarento o mundo ri, pois nada do que junta \u00e9 para si<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Avareza \u00e9 uma \u00e9tica<\/strong> sim, e uma \u00e9tica que, segundo alguns pensadores, norteia todo capitalismo, e portanto <strong>norteia e dirige nossa vida<\/strong>. <strong>Vivemos sob o signo da avareza, e avareza \u00e9 um afeto capitalista<\/strong>. <strong>N\u00e3o vamos nos alongar nisso, mas a l\u00f3gica da falta, da acumula\u00e7\u00e3o e do lucro est\u00e3o imbricadas com a avareza e s\u00e3o partes moventes do sistema que nos envolve e governa a todos<\/strong>. Mas aqui n\u00e3o \u00e9 isso que nos importa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na nossa semana, \u00e9 outro aspecto da avareza que vai nos assombrar. <strong>\u00c9 o aspecto emocional<\/strong>. Se ao avarento falta amor, <strong>o que falta para n\u00f3s, que estamos agarrando sabe-se l\u00e1 o que<\/strong>? O que voc\u00ea n\u00e3o quer soltar, o que voc\u00ea regula, o que voc\u00ea nega, qual <em>amor<\/em> voc\u00ea n\u00e3o d\u00e1 para o seu semelhante?<strong> Onde voc\u00ea precisa colocar muito mais generosidade<\/strong>? Todos n\u00f3s somos avaros com alguma coisa, e o Quatro de Moedas apareceu para nos ajudar com esse apego mesquinho. <strong>Sejamos generosos<\/strong>. Com nosso afeto, com nosso tempo, com nossas palavras, nossas posses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo vai acabar, nem que seja no espa\u00e7o de sua vida. <strong>E essa vida \u00e9 t\u00e3o curta para viver nessa l\u00f3gica da falta, do apego, da mesquinharia<\/strong>. \u00c9 isso, preste aten\u00e7\u00e3o nestes dias quando a avareza aparecer. E de prefer\u00eancia, jogue ela por algum ralo. A generosidade alonga e melhora a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Boa semana queridos Patinhas.<\/strong><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #e6f5da;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<h2 style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2334 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/4goldp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"572\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/4goldp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/4goldp-184x300.jpg 184w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/4goldp-150x245.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/>Quatro de Ouro<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quatro de ouro \u00e9 uma carta do tar\u00f4 que est\u00e1 associada ao tema da avareza. Esta carta representa a energia de segurar, acumular e proteger recursos materiais, como dinheiro, bens materiais e at\u00e9 mesmo conhecimento. Quando esta carta aparece em uma leitura de tar\u00f4, ela pode indicar uma mentalidade de avareza, gan\u00e2ncia ou apego excessivo aos bens materiais.\u00a0A avareza \u00e9 um tema que tem sido explorado ao longo da hist\u00f3ria da humanidade, sendo frequentemente retratada como uma caracter\u00edstica negativa. Na literatura, na religi\u00e3o e na filosofia, a avareza \u00e9 frequentemente associada a comportamentos ego\u00edstas, falta de generosidade e apego excessivo aos bens materiais. A carta do tar\u00f4 quatro de ouro reflete essa ideia, mostrando uma figura segurando firmemente quatro moedas, com uma express\u00e3o de apego e prote\u00e7\u00e3o. Essa carta pode servir como um lembrete para avaliar nossas atitudes em rela\u00e7\u00e3o aos recursos materiais. Pode nos alertar para os perigos de nos tornarmos excessivamente apegados. Al\u00e9m disso, o quatro de ouro tamb\u00e9m pode nos desafiar a examinar nossas motiva\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s do desejo de acumular riquezas. Ser\u00e1 que estamos buscando seguran\u00e7a e estabilidade, ou estamos agindo por medo da escassez? <span style=\"font-family: inherit; font-size: inherit;\">Por outro lado, o quatro de ouro tamb\u00e9m pode nos alertar para os perigos de ser excessivamente generoso ou descuidado com nossos recursos. Ele pode nos lembrar da import\u00e2ncia de cuidar bem do que temos e de n\u00e3o nos deixarmos levar pela impulsividade ou pela press\u00e3o externa para gastar al\u00e9m de nossos meios.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Avareza<\/h2>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Diz o texto sagrado que o Esp\u00edrito levou Jesus ao deserto para ser testado pelo Dem\u00f4nio. Essa \u00e9 a miss\u00e3o dos Dem\u00f4nios: s\u00e3o ministros de Deus encarregados de testar os materiais de que a alma \u00e9 feita.<\/em><br \/>\n<em>A tenta\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a ferramenta dos dem\u00f4nios para o cumprimento de sua miss\u00e3o, s\u00f3 acontece no lugar onde mora o desejo. O santo que resiste \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 confessando: \u201cEm mim mora esse desejo, que me tenta\u201d. Ningu\u00e9m \u00e9 tentado a comer tijolos. Porque ningu\u00e9m deseja comer tijolos. \u00c9 preciso que haja o desejo para que a tenta\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a.<\/em><br \/>\n<em>No deserto, o Dem\u00f4nio come\u00e7ou seu teste pelo desejo mais inocente, mais natural. Jesus estava com fome, depois de jejuar por 40 dias. Queria comer. Com certeza estava tendo vis\u00f5es de p\u00e3es. O Dem\u00f4nio sugere:<\/em><br \/>\n<em>_ \u201cUm pequeno milagre vai resolver tudo. Voc\u00ea tem poder. \u00c9 s\u00f3 falar e as pedras se transformar\u00e3o em p\u00e3es.\u201d<\/em><br \/>\n<em>Que Deus bom esse, \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o para atender aos nossos desejos. Mas o Deus de Jesus n\u00e3o era assim. Ele n\u00e3o pode ser invocado para nos livrar dos apertos.<\/em><br \/>\n<em>_ \u201cNem s\u00f3 de p\u00e3o viver\u00e1 o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus \u2026\u201d, Jesus respondeu.<\/em><br \/>\n<em>O Dem\u00f4nio percebeu que aquele n\u00e3o era o lugar. Mudou-se para o lugar onde moram desejos mais sutis. Os piores pecados n\u00e3o s\u00e3o os da carne; s\u00e3o os do esp\u00edrito.<\/em><br \/>\n<em>_ \u201cImagine-se na torre do templo. L\u00e1 embaixo a multid\u00e3o gritando: \u2018Pula! Pula!\u2019. A\u00ed voc\u00ea pula. Mas ent\u00e3o o inesperado acontece: os anjos v\u00eam e o carregam pelos ares! Ser\u00e1 o triunfo, a consagra\u00e7\u00e3o! Todos acreditar\u00e3o em voc\u00ea e o seguir\u00e3o!\u201d Jesus responde que n\u00e3o se deve testar Deus para a realiza\u00e7\u00e3o dos nossos desejos.<\/em><br \/>\n<em>A\u00ed o Dem\u00f4nio lan\u00e7a m\u00e3o do mais profundo desejo que existe na alma humana: o poder! Leva Jesus a um alto monte e lhe mostra todos os reinos do mundo e suas riquezas e lhe diz:<\/em><br \/>\n<em>_ \u201cTudo isso lhe darei se prostrado me adorares!\u201d<\/em><br \/>\n<em>Quem tem dinheiro tem todas as coisas. O dinheiro \u00e9 o deus do mundo. O Vin\u00edcius inicia o seu poema \u201cO Oper\u00e1rio em Constru\u00e7\u00e3o\u201d citando esse texto do evangelho. O oper\u00e1rio, no alto do monte, tentado pelas riquezas! Porque o fasc\u00ednio pelo dinheiro n\u00e3o mora apenas no cora\u00e7\u00e3o dos ricos. Mora tamb\u00e9m no cora\u00e7\u00e3o dos pobres.<\/em><br \/>\n<em>Esque\u00e7a as imagens corriqueiras do avarento como aquele que guarda e junta dinheiro. Esse avarento \u00e9 um coitado. Faz mal a pouca gente. Ele \u00e9 o maior prejudicado. De sua companhia todos fogem. Ele \u00e9 rid\u00edculo. Avareza n\u00e3o \u00e9 isso. \u00c9 uma qualidade espiritual. Avareza \u00e9 uma doen\u00e7a dos olhos. Bernardo soares disse que n\u00e3o vemos o que vemos, e sim o que somos. O avarento n\u00e3o v\u00ea as coisas; eles v\u00ea o que elas valem como dinheiro \u2013 a casa, o carro, o filho. E n\u00e3o pense que isso \u00e9 coisa s\u00f3 de rico&#8230; Os pobres avarentos tamb\u00e9m veem as pessoas em fun\u00e7\u00e3o do dinheiro que dela se pode extrair.<\/em><br \/>\n<em>Todos os seus sentidos est\u00e9ticos e \u00e9ticos foram destru\u00eddos. Beleza, ternura, amor, honestidade, justi\u00e7a \u2013 essas coisas n\u00e3o entram na sua contabilidade.<\/em><br \/>\n<em>Por que o avarento se entrega ao amor ao dinheiro? Porque ele sabe que o dinheiro \u00e9 um deus que tem poderes para operar as mais fant\u00e1sticas transforma\u00e7\u00f5es. Marx era bom te\u00f3logo; ele sabia que dinheiro \u00e9 um deus dinheiro que opera os mais extraordin\u00e1rios milagres. Vejam os coment\u00e1rios de Goethe e Shakespeare que ele transcreveu em seus Manuscritos econ\u00f4micos-filos\u00f3ficos de 1844.<\/em><br \/>\n<em>\u201cEu sou feio, mas posso comprar a mulher mais bonita para mim mesmo. Consequentemente eu n\u00e3o sou feio, porque o efeito da feiura, o seu poder para repelir, \u00e9 anulado pelo dinheiro. Como individuo sou um aleijado, mas o dinheiro me d\u00e1 vinte e quatro pernas. Portanto eu n\u00e3o sou aleijado. Eu sou um homem detest\u00e1vel, sem honra, sem escr\u00fapulos e est\u00fapido, mas o dinheiro \u00e9 objeto de admira\u00e7\u00e3o universal e, portanto eu, que tenho dinheiro, sou admirado. Sou curto de intelig\u00eancia, mas desde que o dinheiro \u00e9 o esp\u00edrito de todas as coisas, como poderia aquele que o possui n\u00e3o ser inteligente? Eu, que pelo poder do dinheiro posso possuir tudo aquilo que o cora\u00e7\u00e3o humano deseja, n\u00e3o serei tamb\u00e9m possuidor de todas as virtudes humanas.\u201d<\/em><br \/>\n<em>[..]<\/em><br \/>\n<em>Quem \u00e9 movido pela avareza n\u00e3o tem olhos nem cora\u00e7\u00e3o para sentir o sofrimento dos outros, porque estes lhe s\u00e3o apenas um valor econ\u00f4mico. A avareza tira a capacidade de compaix\u00e3o. E, com isso, nossa condi\u00e7\u00e3o de seres humanos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Atribu\u00eddo a Rubem Alves, mas n\u00e3o encontrei a origem.<\/strong><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #faebb4;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<h2 style=\"text-align: center;\">Olhai os L\u00edrios do Campo<\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\">Avareza tamb\u00e9m rende boa arte.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Livro<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2335 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/perolap.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"463\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/perolap.jpg 348w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/perolap-194x300.jpg 194w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/perolap-150x231.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><strong>A P\u00e9rola &#8211; John Steinbeck. <em>Deve ser um dos livros mais lembrados quando se pensa em avareza. Uma f\u00e1bula linda sobre as consequ\u00eancias da gana\u00e2ncia e da avareza. Livro curto, marcante, como costumam ser os livros do Steimbeck. Me impactou demais essa hist\u00f3ria aparentemente simples. Ali\u00e1s, \u00e9 uma hist\u00f3ria simples, e ao mesmo tempo n\u00e3o \u00e9. D\u00e1 pra ler de uma vez. Steinbeck \u00e9 mestre demais.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um casal de pescadores descobre uma p\u00e9rola perfeita. valiosa e brilhante. que desperta neles e nas pessoas que vivem em um povoado no litoral do M\u00e9xico sentimentos e desejos hostis. H\u00e1 met\u00e1foras b\u00edblicas nessa hist\u00f3ria emocionante de Steinbeck. que flui como uma par\u00e1bola ao estilo de \u201cquem tudo quer nada tem\u201d. Uma narrativa que enfoca os anseios comuns de imigrantes e trabalhadores: a esperan\u00e7a por uma vida melhor. O her\u00f3i descrito com maestria pelo norte-americano John Steinbeck \u00e9 o \u00edndio Kino. homem comum. e sua jornada \u00e9 a cl\u00e1ssica jornada do her\u00f3i em busca de sorte. H\u00e1 nesta aventura bem contada crescente emo\u00e7\u00e3o. uma das melhores escritas at\u00e9 hoje.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Filme<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2336 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/20481106.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"439\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/20481106.jpg 340w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/20481106-205x300.jpg 205w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/20481106-150x219.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><br \/>\n<strong>Sangue Negro &#8211; Paul Thomas Anderson &#8211; 2007. Um dos melhores filmes que eu j\u00e1 vi. Virou refer\u00eancia de pensamento, \u00e9 espetacular. Hist\u00f3ria atua\u00e7\u00e3o, filme, \u00e9 tudo sensacional. E fala diretamente ao nosso tema da semana. As consequencia s da avareza. Mas n\u00e3o tem economia de beleza nem de arte, \u00e9 um filma\u00e7o.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Sangue Negro (There Will Be Blood)\u00e9 um filme norte-americano, do g\u00eanero drama, dirigido e escrito por Paul Thomas Anderson, baseado no romance Oil!, de Upton Sinclair. A trilha sonora do filme foi composta pelo m\u00fasico Jonny Greenwood, da banda Radiohead, e a fotografia \u00e9 de Robert Elswit, que trabalhou com Paul Thomas Anderson em Magnolia, Boogie Nights e Punch-Drunk Love. No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, na fronteira da Calif\u00f3rnia, Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) \u00e9 um mineiro derrotado que ocupa seu tempo cuidando do filho. Um dia ele fica sabendo que no vilarejo de Little Boston o petr\u00f3leo jorra do solo, e decide partir para l\u00e1. Daniel e seu filho se arriscam e logo encontram um po\u00e7o de petr\u00f3leo, que lhes traz riqueza mas tamb\u00e9m muitos conflitos.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">S\u00e9rie<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2338 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/catspppp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/catspppp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/catspppp-240x300.jpg 240w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/catspppp-150x188.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Succession -Andrij Parekh &#8211; Jesse Armstrong \u2013 2018-2023. <em>J\u00e1 indiquei essa s\u00e9rie. Mas n\u00e3o d\u00e1 pra falar de avareza e n\u00e3o pensar nela. O bom dela \u00e9 que voc\u00ea tem um card\u00e1pio de bilion\u00e1rios escrotos pra odiar, a gente torce para o que quer que esteja contra eles. Avareza em estado bruto. E vou repetir aqui o que escrevi no outro post<\/em>: <em>\u00c9 impossivel ser bilion\u00e1rio e ter uma gota de generosidade nas veias, ainda mais quando \u00e9 t\u00e3o claro o dano que eles est\u00e3o causando ao mundo, como o planeta est\u00e1 sendo destru\u00eddo por causa de bilion\u00e1rios. Que existam bilion\u00e1rios \u00e9 indecente. E se voc\u00ea discorda procure saber a diferen\u00e7a de dinheiro que tem um milion\u00e1rio e um bilion\u00e1rio. E Succession mostra esse bando de parasitas feios, vazios e descolados da realidade fazendo coisas rid\u00edculas que os bilion\u00e1rios devem fazer. Enfim, uma classe pavorosa, nociva, que realmente n\u00e3o deveria existir. Mas a s\u00e9rie \u00e9 muito boa\u00a0<\/em>\ud83d\ude42<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Uma anti indica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2339 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/boa_muquiranas_brasil_temporada_um.webp\" alt=\"\" width=\"322\" height=\"478\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/boa_muquiranas_brasil_temporada_um.webp 322w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/boa_muquiranas_brasil_temporada_um-202x300.webp 202w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/boa_muquiranas_brasil_temporada_um-150x223.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 322px) 100vw, 322px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma s\u00e9rie que eu detesto. Vi uns 2 ou 3 epis\u00f3dios s\u00f3 porque fui basicamente obrigada pela La\u00eds :o) e sinceramente cruz credo. N\u00e3o quero mais ver nenhum epis\u00f3dio pois \u00e9 nojento. Mas \u00e9 justamente sobre avareza, \u00e9 seu tema principal. Muquiranas &#8211; <b>F\u00e1bio Ock &#8211; 2024<\/b>. Tem a estrangeira e a nacional, rs. Fique longe das duas :0)<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00e9rie acompanha 14 brasileiros que levam suas pr\u00e1ticas de economia ao extremo, muitas vezes afetando suas vidas pessoais e rela\u00e7\u00f5es. Produzida nacionalmente, a s\u00e9rie revela os h\u00e1bitos nada convencionais e as motiva\u00e7\u00f5es destas pessoas, que desafiam a criatividade para maximizar suas economias. Entre as estrat\u00e9gias inusitadas est\u00e3o a reutiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua do banho para lavar roupas, o escambo de servi\u00e7os por benef\u00edcios est\u00e9ticos, a cria\u00e7\u00e3o de ecossistemas que reaproveitam \u00e1gua da chuva, a fabrica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de aparelhos de muscula\u00e7\u00e3o e o aproveitamento de roupas de parentes falecidos. Ao documentar essas pr\u00e1ticas extremas, Muquiranas Brasil exp\u00f5e os costumes, rotinas e desafios enfrentados por essas pessoas, proporcionando um olhar \u00fanico sobre a economia obsessiva. Inspirada no formato original lan\u00e7ado em 2012 pelo canal TLC, a s\u00e9rie destaca a vida daqueles que vivem na contram\u00e3o do desperd\u00edcio comum na sociedade moderna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe gente que, mesmo sem precisar, transforma a economia em obsess\u00e3o, submetendo fam\u00edlia e amigos a seus h\u00e1bitos bizarros, como procurar comida e mob\u00edlia no lixo, dividir pratos nos restaurantes e lavar roupa na \u00e1gua do banho. Ser\u00e3o eles vision\u00e1rios, engajados em minimizar o desperd\u00edcio desnecess\u00e1rio ou ser\u00e3o simplesmente&#8230; sovinas?<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Revista<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2340 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cultavareza.jpg\" alt=\"\" width=\"274\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cultavareza.jpg 274w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cultavareza-228x300.jpg 228w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cultavareza-150x197.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 274px) 100vw, 274px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenado pela fil\u00f3sofa Marcia Tiburi, o dossi\u00ea\u00a0<strong>Filosofia da avareza<\/strong> investiga os sentidos da avareza em campos diversos do saber, da religi\u00e3o \u00e0 psican\u00e1lise, da filosofia \u00e0 economia. Se na tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 o ego\u00edsmo afasta a humanidade da virtude da comunh\u00e3o, no pensamento social cl\u00e1ssico o ter em excesso n\u00e3o obedece \u00e0 simples paix\u00e3o, mas, sim, ao c\u00e1lculo e \u00e0 l\u00f3gica da acumula\u00e7\u00e3o de capital.\u00a0O avarento ama o dinheiro \u2013 n\u00e3o por seu mero valor de transa\u00e7\u00e3o, mas como fim em si mesmo. Ora tomado como objeto de desejo e fetiche, ora compreendido como fundamento do capitalismo, o ac\u00famulo da riqueza imp\u00f5e quest\u00f5es \u00e9ticas, sociol\u00f3gicas e pol\u00edticas.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Link<\/h3>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"X73VhFsRrB\"><p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2015\/11\/11\/cultura-inutil-sobre-a-avareza-e-os-avarentos\/\">Cultura In\u00fatil: Sobre a avareza e os&nbsp;avarentos<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Cultura In\u00fatil: Sobre a avareza e os&nbsp;avarentos&#8221; &#8212; Blog da Boitempo\" src=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2015\/11\/11\/cultura-inutil-sobre-a-avareza-e-os-avarentos\/embed\/#?secret=vjijHcDkke#?secret=X73VhFsRrB\" data-secret=\"X73VhFsRrB\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">\u266b Playlist<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>P\u00e3o Duro \u2013 Luiz Gonzaga<\/em><br \/>\n<em>Lucro \u2013 Baiana System<\/em><br \/>\n<em>Pra que dinheiro \u2013 Martinho da Vila<\/em><br \/>\n<em>Money \u2013 Pink Floyd<\/em><br \/>\n<em>Dinheiro \u2013 Arnaldo Antunes<\/em><br \/>\n<em>Dinheiro \u2013 Rita Lee<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o quero Dinheiro \u2013 Tim Maia<\/em><br \/>\n<em>Material Girl \u2013 Madonna<\/em><br \/>\n<em>Me d\u00e1 um dinheiro a\u00ed \u2013 Moacir Franco<\/em><br \/>\n<em>You Never Give Me Your Money \u2013 Beatles<\/em><br \/>\n<em>O vendedor de bananas \u2013 Jorge Benjor<\/em><br \/>\n<em>Pecado Capital \u2013 Paulinho da Viola<\/em><br \/>\n<em>Esmola \u2013 Skank<\/em><br \/>\n<em>Pobre Menina \u2013 Leno &amp; L\u00edlian<\/em><br \/>\n<em>Eat the Rich \u2013 Aerosmith<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2342 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/donodomundo5.gif\" alt=\"\" width=\"591\" height=\"188\" \/><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #b2f3f7;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;A quem n\u00e3o basta o pouco, nada basta&#8221;.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Epicuro<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\">Post com a colabora\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/instagram.com\/laismeralda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@laismeralda, que \u00e9 a<em>\u00a0melhor cartomante do peda\u00e7o, marque sua consulta com ela.<\/em><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui, obrigada! Esse \u00e9 o meu almanaque particular. Um peda\u00e7o do meu di\u00e1rio, da minha arca da velha, um registro de pequenas efem\u00e9rides, de coisas que quero guardar, do tempo, do vento, do c\u00e9u e do cheiro da chuva. Os Vest\u00edgios do Dia, meus dias. Aqui s\u00f3 tem refer\u00eancias, pois \u00e9 disso que sou feita.<\/em><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #fad4d4;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 99.9432%; text-align: center;\">\u00a9 Nalua \u2013 Caderninho pessoal, bauzinho de trapos coloridos, nos morros de Minas Gerais. Primavera e muita gente estranha.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">20 de outubro \u00e9 o 293.\u00ba dia do ano no calend\u00e1rio gregoriano (294.\u00ba em anos bissextos). Faltam 72 dias para acabar o ano.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>eu durmo no ch\u00e3o Cataguases, 20 de Outubro de 2024 \u261421\u00ba-24\u00ba 20 de Outubro \u00e9 Dia Nacional do Poeta e Dia Nacional da Filantropia. 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