{"id":2150,"date":"2024-07-20T19:53:34","date_gmt":"2024-07-20T19:53:34","guid":{"rendered":"https:\/\/nalua.in\/notas\/?p=2150"},"modified":"2024-07-21T03:02:28","modified_gmt":"2024-07-21T03:02:28","slug":"na-boca-da-noite-um-gosto-de-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/notas\/na-boca-da-noite-um-gosto-de-sol\/","title":{"rendered":"na boca da noite um gosto de sol"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/telegra.ph\/Nada-Sera-Como-Antes-07-21\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 8pt;\">na boca da noite um gosto de sol<\/span><\/a><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2119 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/almanaque-1.jpg\" alt=\"\" width=\"542\" height=\"139\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/almanaque-1.jpg 542w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/almanaque-1-300x77.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/almanaque-1-150x38.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Belo Horizonte, 21 de julho de 2024<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong><span class=\"x19la9d6 x1fc57z9 x6ikm8r x10wlt62 x19co3pv x1g5zs5t xfibh0p xiy17q3 x1xsqp64 x1lkfr7t xexx8yu x4uap5 x18d9i69 xkhd6sd\"><span class=\"xrtxmta x1bhl96m\">\u2600\ufe0f<\/span><\/span>12\u00b0 &#8211; 26\u00ba<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\ud83d\udd3aAlerta de baixa umidade<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 21 de julho de <strong>1853<\/strong> foi criado o <span style=\"text-decoration: underline;\">Central Park<\/span>. Em <strong>1969\u00a0<\/strong> \u00e0s 02:56 UTC, o astronauta <span style=\"text-decoration: underline;\">Neil Armstrong<\/span> se tornou a primeira pessoa a caminhar na Lua. Em <strong>1983<\/strong> foi registrada<span style=\"text-decoration: underline;\"> a temperatura mais baixa do mundo<\/span> em um local habitado, na Esta\u00e7\u00e3o Vostok, Ant\u00e1rtica, a -89,2 \u00b0C. Em <strong>1899<\/strong> nasceu <span style=\"text-decoration: underline;\">Ernest Hemingway<\/span>, em <strong>1914<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Philippe Ari\u00e8s<\/span>, em <strong>1944<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Jovelina P\u00e9rola Negra<\/span>, em <strong>1971<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Charlotte Gainsbourg<\/span>. Em <strong>2023<\/strong> morreu <span style=\"text-decoration: underline;\">Tony Bennett.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>FOTOGRAFIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>os turistas n\u00e3o entenderam<\/em><br \/>\n<em>por que aos onze anos<\/em><br \/>\n<em>n\u00e3o quis entrar na tumba<\/em><br \/>\n<em>no meio do deserto<\/em><br \/>\n<em>fiquei no \u00f4nibus muito c\u00e9tica<\/em><br \/>\n<em>aos cuidados do motorista<\/em><br \/>\n<em>que riu do meu descaso<\/em><br \/>\n<em>e me trouxe uma coca-cola<\/em><br \/>\n<em>depois de tanta ru\u00edna<\/em><br \/>\n<em>amarelo sobre amarelo<\/em><br \/>\n<em>\u00e9 dif\u00edcil enxergar o extraordin\u00e1rio.<\/em><br \/>\n<em>\u00e0quela altura eu n\u00e3o sabia<\/em><br \/>\n<em>por mil\u00edmetros n\u00e3o acertamos<\/em><br \/>\n<em>nem um beijo na esfinge.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span class=\"x19la9d6 x1fc57z9 x6ikm8r x10wlt62 x19co3pv x1g5zs5t xfibh0p xiy17q3 x1xsqp64 x1lkfr7t xexx8yu x4uap5 x18d9i69 xkhd6sd\" style=\"font-size: 14pt;\"><span class=\"xrtxmta x1bhl96m\">\u2660\ufe0f<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Julia de Souza<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2151 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/5b309010b1e7247e8658c413f1853d27-571639742.jpg\" alt=\"\" width=\"381\" height=\"361\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/5b309010b1e7247e8658c413f1853d27-571639742.jpg 381w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/5b309010b1e7247e8658c413f1853d27-571639742-300x284.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/5b309010b1e7247e8658c413f1853d27-571639742-150x142.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 381px) 100vw, 381px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<h2>Em julho de 1866, num dia que pode muito bem ter sido o 21, escreveu Louisa May Alcott em seu di\u00e1rio:<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ficarei na senhora Travers at\u00e9 o dia 7. Encontrei-me com\u00a0 Routledge para falar de Moods. Ele o aceitou, disse que gostaria de outro livro e foi muito simp\u00e1tico. Disse adeus e, \u00e0s seis horas do dia 7, parti para Liverpool com o senhor W., que cuidou da minha bagagem e foi embora. Cheguei em seguran\u00e7a ao Africa.\u00a0 Uma viagem de catorze dias tempestuosos, ma\u00e7antes, longos e muito enjoo, mas, enfim, \u00e0s onze da noite, navegamos pelo porto sob o luar e\u00a0 eu vi o querido John esperando por mim no cais.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dormi a bordo, e no dia seguinte cheguei a casa ao meio-dia para encontrar papai na esta\u00e7\u00e3o, Nan e os filhos no port\u00e3o, May correndo loucamente pelo gramado e mam\u00e3e chorando \u00e0 porta. Joguei-me em seus bra\u00e7os e, finalmente, estava em casa. Dias felizes, conversando e nos curtindo. Muitas pessoas vieram me ver, e todos disseram que eu melhorara muito; fiquei contente, pois para\u00a0 isso sempre houve, h\u00e1 e haver\u00e1 possibilidade.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Louisa May Alcott: Vida, Cartas e Di\u00e1rio &#8211; Ednah Dow Cheney. Ed. Principis<\/strong><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #cde7fa;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<div class=\"flex gap-2 overflow-scroll no-scrollbar\" style=\"text-align: center;\"><em>E Josu\u00e9 disse: \u00d3 Senhor, meu Deus! Afinal de contas, por que fizeste este povo atravessar o rio Jord\u00e3o? Foi para nos entregares aos amorreus, e eles nos matarem?<\/em><\/div>\n<div class=\"flex gap-2 overflow-scroll no-scrollbar\" style=\"text-align: center;\"><em>Por que n\u00e3o ficamos do outro lado do Jord\u00e3o?<\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><strong>Josu\u00e9 7:7<\/strong><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"mbe-2\">\n<div style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2153 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/seisdeespadasp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"613\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/seisdeespadasp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/seisdeespadasp-171x300.jpg 171w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/seisdeespadasp-150x263.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/div>\n<h1 style=\"text-align: center;\">Existe \u00e9 homem humano.<\/h1>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEu atravesso as coisas &#8211; e no meio da travessia n\u00e3o vejo! s\u00f3 estava era entretido na id\u00e9ia dos lugares de sa\u00edda e de chegada. Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda \u00e9 num ponto muito mais embaixo, bem diverso do que em primeiro se pensou: viver n\u00e3o \u00e9 muito perigoso? Carece de ter coragem.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa &#8211; Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/strong><\/p>\n<p><strong>tra\u00b7ves\u00b7si\u00b7a<\/strong><\/p>\n<p>sf<\/p>\n<p>1\u00a0Ato ou efeito de atravessar uma regi\u00e3o, um continente, um mar etc.; travessa.<br \/>\n2\u00a0Vento forte e contr\u00e1rio \u00e0 navega\u00e7\u00e3o.<br \/>\n3\u00a0Dist\u00e2ncia entre dois pontos mar\u00edtimos ou terrestres.<br \/>\n4\u00a0A\u00e7\u00e3o de atravessar g\u00eaneros, de a\u00e7ambarcar mercadorias.<br \/>\n5\u00a0Longo trecho de caminho desabitado.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste 21 de julho nos chega o <strong>Arcano-travessia<\/strong>. O 6 de espadas. Depois deste hiato, (que ainda vai acontecer outras vezes nestas p\u00e1ginas, pois estou ainda longe de estar bem), chegamos numa esp\u00e9cie <strong>conclus\u00e3o de jornada<\/strong>. O 6 de espadas fala sobre esse atravessar, <strong>muitas vezes sofrido, muitas vezes turbulento<\/strong>, mas mostra que chegamos <strong>inteiros<\/strong> ao fim de uma das muitas jornadas que faremos nesta travessia que \u00e9 a vida. O primeiro verso da Divina Com\u00e9dia de Dante j\u00e1 nos avisa do seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Da nossa vida, em meio da jornada,<\/em><br \/>\n<em>Achei-me numa selva tenebrosa,<\/em><br \/>\n<em>Tendo perdido a verdadeira estrada.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A met\u00e1fora da estrada, da travessia, <strong>\u00e9 t\u00e3o antiga quanto as mais antigas p\u00e1ginas da cultura ocidental<\/strong>. E se assim \u00e9, talvez seja porque de fato experienciamos como travessia, como viagem e jornada v\u00e1rias passagens da nossa vida, v\u00e1rios est\u00e1gios e acontecimentos. \u00c9 de um desses est\u00e1gios que nos fala o arcano de hoje. Ele mostra que viajamos por algum lugar em \u00e1guas outrora turbulentas <strong>e estamos nos aproximando de \u00e1guas mais calmas<\/strong>. Temos terra \u00e0 vista. Mirando o espelho de nossas vidas, o que encaramos neste momento de 6 de espadas \u00e9 <strong>a chegada em algum lugar<\/strong>. <strong>Um al\u00edvio, um porto seguro<\/strong>. Ainda temos dor, ainda estamos doloridos da caminhada, molhados das tempestades, mas <strong>temos sol para aquecer e secar nossas vestes<\/strong>. Chegamos em algum lugar. Conseguimos desvencilhar alguma pend\u00eancia, alguma dificuldade se foi. <strong>\u00c9 um momento de celebra\u00e7\u00e3o<\/strong>, embora n\u00e3o festiva ou efusivamente completa porque vem de uma trilha de espadas. Mas de toda forma, <strong>\u00e9 um momento de descanso e ganho<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A experi\u00eancia da travessia, do caminho pode ser pensada no seu car\u00e1ter de<strong> vida pura e pulsante<\/strong>. <strong>Atravessando estamos comprometidos com o real, comprometidos com a a\u00e7\u00e3o e a responsabilidade, <\/strong>mesmo que n\u00e3o tenhamos consci\u00eancia ou que seja intencional esse compromisso. Mas <strong>estar a caminho \u00e9 estar mergulhado na vida e na esperan\u00e7a<\/strong>, ningu\u00e9m se levanta para viajar sem uma sorte de f\u00e9 ou de esperan\u00e7a.\u00a0 <strong>A travessia mostra a vida como for\u00e7a real<\/strong>. E al\u00e9m disso exige uma dose de singularidade e liberdade.\u00a0 Heidegger escreveu que <strong>tudo est\u00e1 no caminho, e que n\u00f3s mesmos somos o caminho<\/strong>. E tinha raz\u00e3o o complicado fil\u00f3sofo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E estritamente, quando buscamos um caminho, qualquer caminho, <strong>j\u00e1 estamos nele<\/strong>. Estar no caminho \u00e9 condi\u00e7\u00e3o da travessia, e \u00e9 inescap\u00e1vel, n\u00e3o sa\u00edmos de n\u00f3s, e somos o caminho, e Nele, que \u00e9 <em>o caminho, a verdade e a vida<\/em>. Essa \u00e9 a met\u00e1fora poderosa. Isso numa dimens\u00e3o basicamente ontol\u00f3gica, do nosso ser. <strong>Atravessar \u00e9, basicamente, ser<\/strong>. E estar vivo. Ent\u00e3o, se chegamos estropiados e cansados a algum lugar, agrade\u00e7amos. E se n\u00e3o chegamos ainda, agrade\u00e7amos tamb\u00e9m, pois estamos a caminho, estamos sempre a caminho, se ainda existe vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sebo nas canelas, queridos. Ou se j\u00e1 est\u00e3o adiantados e chegaram, banhem-se e descansem, tem muita estrada ainda. Oxal\u00e1.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mbe-2\">\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #ecf2d5;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2155 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/6swordp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"572\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/6swordp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/6swordp-184x300.jpg 184w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/6swordp-150x245.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta 6 de espadas est\u00e1 associada ao elemento ar, que representa a mente, a comunica\u00e7\u00e3o, a intelectualidade e a raz\u00e3o. Ela tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada ao n\u00famero 6, que simboliza harmonia e coopera\u00e7\u00e3o. Essas associa\u00e7\u00f5es influenciam a interpreta\u00e7\u00e3o e o significado da carta 6 de espadas no contexto de uma leitura de tar\u00f4. A imagem da carta 6 de espadas mostra um barco navegando em \u00e1guas calmas, conduzido por uma figura que parece estar em uma jornada. Esta imagem sugere um movimento tranquilo em dire\u00e7\u00e3o a um novo destino, simbolizando a transi\u00e7\u00e3o, a mudan\u00e7a e a supera\u00e7\u00e3o de desafios. A presen\u00e7a das espadas na imagem indica que essa jornada envolve quest\u00f5es mentais, intelectuais e de comunica\u00e7\u00e3o. A carta 6 de espadas geralmente \u00e9 interpretada como um sinal de que \u00e9 chegada a hora de descansar em alguma vit\u00f3ria. Ela nos encoraja a buscar novos horizontes, a nos afastar de conflitos e dificuldades e a nos abrir para novas perspectivas. Essa carta tamb\u00e9m pode indicar a necessidade de buscar orienta\u00e7\u00e3o, conselho ou apoio para lidar com as mudan\u00e7as que est\u00e3o por vir.\u00a0Em termos de relacionamentos, a carta 6 de espadas pode indicar a necessidade de deixar para tr\u00e1s ressentimentos, m\u00e1goas ou desentendimentos do passado e seguir em dire\u00e7\u00e3o a uma fase mais tranquila e harmoniosa. Ela sugere a import\u00e2ncia da comunica\u00e7\u00e3o aberta e honesta para superar desafios e fortalecer os la\u00e7os afetivos.\u00a0No \u00e2mbito profissional, a presen\u00e7a da carta 6 de espadas pode apontar para a necessidade de se afastar de ambientes ou situa\u00e7\u00f5es desgastantes. Ela tamb\u00e9m pode indicar a import\u00e2ncia de buscar orienta\u00e7\u00e3o ou mentoria para avan\u00e7ar em nossa carreira ou projetos profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos de sa\u00fade e bem-estar, a carta 6 de espadas sugere a import\u00e2ncia de cuidar da sa\u00fade mental, de buscar o equil\u00edbrio emocional. Ela tamb\u00e9m pode indicar a necessidade de buscar apoio profissional para lidar com quest\u00f5es emocionais ou mentais. Ao incorporar os ensinamentos dessa carta em nossa vida, podemos encontrar maior clareza mental, equil\u00edbrio emocional e um caminho mais harmonioso em dire\u00e7\u00e3o ao nosso crescimento pessoal e espiritual.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Um texto para singrar qualquer mar<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Assim correm as hist\u00f3rias, e como eu poderia deixar de lembr\u00e1-las enquanto bebericamos nosso vermute de despedida e eu escrevinho estas linhas? Mal seriam necess\u00e1rias para reavivar o respeito que sinto diante de nossa empreitada, pois sou um sujeito respeitoso e, por assim dizer, trago as sobrancelhas sempre levantadas, como todo homem a quem coube a d\u00e1diva divertida, mas provinciana, de ter fantasia. Ningu\u00e9m se torna um homem do mundo por obra dela, pois a fantasia nos \u201cpreserva\u201d \u2013 se \u00e9 que cabe o termo elogioso \u2013 de toda superioridade at\u00e9 a velhice. Ter fantasia n\u00e3o significa ser capaz de inventar uma coisa, e sim de levar as coisas a s\u00e9rio \u2013 e isso n\u00e3o \u00e9 pr\u00f3prio do homem do mundo. Estamos aqui, muito implausivelmente, a ponto de repetir a viagem de Colombo al\u00e9m do Ocidente; por dias e dias vagaremos (em primeira classe) no vazio c\u00f3smico, entre dois continentes \u2013 mas n\u00e3o creio que a maioria de nossos companheiros de viagem esteja pensando alguma coisa do g\u00eanero a respeito. Onde est\u00e3o, ali\u00e1s? Estamos sozinhos no sal\u00e3o forrado de couro, agradavelmente vazio, e agora me ocorre que \u00e9ramos praticamente s\u00f3 n\u00f3s na lancha que nos trouxe at\u00e9 aqui pelas \u00e1guas do porto de Boulogne-Maritime. O atendente do bar aproxima-se e informa, balan\u00e7ando a cabe\u00e7a, que quatro passageiros da primeira classe, incluindo n\u00f3s dois, embarcaram aqui, uma d\u00fazia j\u00e1 vinha de Roterdam e quatro mais chegar\u00e3o hoje \u00e0 noite, em Southampton. Ningu\u00e9m mais. O que dizer? Dizemos que, numa viagem como essa, a companhia de navega\u00e7\u00e3o inevitavelmente perder\u00e1 muito dinheiro. Uma pena, \u00e9 a crise, a depress\u00e3o. Mas na viagem de volta, concordamos com ele, tudo dever\u00e1 melhorar. Em junho come\u00e7a a temporada europeia para os americanos: Salzburgo, Bayreuth, Oberammergau acenam \u00e0 dist\u00e2ncia, n\u00e3o h\u00e1 erro. \u00c9 nesses termos que ele se refere, tacitamente, \u00e0s gorjetas. Assim-assim, com n\u00edtida retic\u00eancia, o sujeito preocupado vai se conformando com a situa\u00e7\u00e3o, enquanto ponderamos, do nosso ponto de vista, que ser\u00e1 muito agrad\u00e1vel viajar num navio t\u00e3o vazio. Ser\u00e1 quase todo nosso, viveremos como num iate particular. E a ideia de que n\u00e3o serei perturbado me leva de volta \u00e0 minha leitura de viagem, ao volumezinho cor de laranja que, parte de um todo bem maior, est\u00e1 aqui a meu lado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Leitura de viagem \u2013 um g\u00eanero cheio de conota\u00e7\u00f5es de pouco valor. A opini\u00e3o geral pretende que o que se l\u00ea em viagem deve ser o mais f\u00e1cil e raso poss\u00edvel, alguma besteira para se \u201cpassar o tempo\u201d. Nunca entendi por qu\u00ea. Pois, deixando de lado que a dita literatura de entretenimento \u00e9 sem d\u00favida a coisa mais aborrecida que h\u00e1 na Terra, n\u00e3o consigo aceitar que, justamente numa ocasi\u00e3o s\u00e9ria e solene como uma viagem, devamos abdicar de nossos h\u00e1bitos espirituais e nos entregar \u00e0 tolice. O ambiente relaxado e descontra\u00eddo da viagem criaria talvez uma disposi\u00e7\u00e3o dos nervos e do esp\u00edrito em que a tolice causasse menos repulsa que de costume? Falava ainda h\u00e1 pouco sobre respeito. Como tenho estima por nossa empreitada, parece-me certo e apropriado que tamb\u00e9m tenha estima pela leitura que h\u00e1 de acompanh\u00e1-la. O Dom Quixote \u00e9 um livro mundial \u2013 o livro justo para uma viagem pelo mundo. Escrev\u00ea-lo foi uma aventura ousada, e a aventura receptiva que se cumpre ao l\u00ea-lo est\u00e1 \u00e0 altura das circunst\u00e2ncias. \u00c9 estranho, mas jamais levei sua leitura sistematicamente at\u00e9 o fim. Quero faz\u00ea-lo a bordo e chegar \u00e0 outra margem deste mar de hist\u00f3rias, assim como, dentro de dez dias, chegaremos \u00e0 outra margem do oceano Atl\u00e2ntico.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O cabrestante rangeu enquanto eu registrava este prop\u00f3sito por escrito. Vamos agora subir ao deque e ver o que fica para tr\u00e1s e o que vem pela frente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Thomas Mann &#8211; <em>Viagens Mar\u00edtimas com Dom Quixote<\/em> &#8211; Ed. Zahar<\/strong><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f0d8f2;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%; text-align: center;\">\n<h2>Sem livros e sem Fuzil<\/h2>\n<p><em><strong>Arte de travessia, alegria alegria que tem demais. Que del\u00edcia estar vivo se tem tanto ainda.<\/strong><\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Livro<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2157 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/odisseiap.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"504\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/odisseiap.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/odisseiap-208x300.jpg 208w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/odisseiap-150x216.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Odisseia &#8211; Homero. <em>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar de travessia sem pensar na Odisseia n\u00e9? A travessia das travessias. Eu n\u00e3o terminei de ler ainda. N\u00e3o inteirinha, de maneira linear. Mas j\u00e1 li v\u00e1rias vezes de maneira desordenada. Ainda n\u00e3o me autorizei a dizer: sim eu j\u00e1 li a Odisseia, mas a verdade \u00e9 que mesmo quem n\u00e3o leu mas \u00e9 ligado em literatura e na Grande Conversa mundial sabe o que acontece na Odisseia. E essa odisseia em espec\u00edfico, \u00e9 uma volta pra casa. E isso \u00e9 muito caracter\u00edstico da carta 6 de espadas. A jornada de Ulisses \u00e9 a que est\u00e1 inscrita em todos n\u00f3s que fazemos parte do centro ou da periferia do ocidente. Uma parte imensa de nossa arte bebeu na Odisseia e \u00e9 produto dela. Ent\u00e3o \u00e9 esse o livro por excel\u00eancia do arcano 6 de paus.\u00a0 O que me encanta nele \u00e9 esse mote de que a travessia \u00e9 a pr\u00f3pria vida. As muitas travessias de Ulisses nos ensinam o que \u00e9 ser um humano. Ulisses cria a si mesmo atravessando, mesmo que j\u00e1 seja muito ser humano quando come\u00e7a a longa jornada de volta. O encanto da Odisseia ainda \u00e9 vivo, ainda pulsa e vale a pena ler, seja de maneira ca\u00f3tica, como a minha travessia, ou de maneira linear. Ler a Odisseia j\u00e1 pode ser em si uma travessia.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">A narrativa do regresso de Ulisses a sua terra natal \u00e9 uma obra de import\u00e2ncia sem paralelos na tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria ocidental. Sua influ\u00eancia atravessa os s\u00e9culos e se espalha por todas as formas de arte, dos prim\u00f3rdios do teatro e da \u00f3pera at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica recente. Odisseia se tornou tamb\u00e9m um substantivo comum, que denomina jornadas marcadas por perigos e eventos inesperados, e Homero um adjetivo usado para relatar feitos grandiosos. Seus epis\u00f3dios e personagens &#8211; a esposa fiel Pen\u00e9lope, o filho virtuoso Tel\u00eamaco, a possessiva ninfa Calipso, as sedutoras e perigosas sereias &#8211; s\u00e3o parte integrante e indel\u00e9vel de nosso repert\u00f3rio cultural. O enredo pode ser resumido em poucas palavras. Em seu tratado conhecido como Po\u00e9tica, Arist\u00f3teles escreve: \u201cUm homem encontra-se no estrangeiro h\u00e1 muitos anos; est\u00e1 sozinho e o deus Pos\u00eaidon o mant\u00e9m sob vigil\u00e2ncia hostil. Em casa, os pretendentes \u00e0 m\u00e3o de sua mulher est\u00e3o esgotando seus recursos e conspirando para matar seu filho. Ent\u00e3o, ap\u00f3s enfrentar tempestades e sofrer um naufr\u00e1gio, ele volta para casa, d\u00e1-se a conhecer e ataca os pretendentes: ele sobrevive e os pretendentes s\u00e3o exterminados\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Mais Um Livro<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2160 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/caminhandonogelo.jpg\" alt=\"\" width=\"301\" height=\"482\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/caminhandonogelo.jpg 355w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/caminhandonogelo-187x300.jpg 187w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/caminhandonogelo-150x240.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 301px) 100vw, 301px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Caminhando no Gelo &#8211; Werner Herzog &#8211; <em>Outro livro que acho muito dificil n\u00e3o mencionar quando penso em travessias, e em jornadas na vida, \u00e9 este. \u00c9 um livro incr\u00edvel, intimista, corajoso e po\u00e9tico. O diretor de cinema Werner Herzog quando soube que uma querida amiga estava muito doente resolveu caminhar mais de mil quil\u00f4metros para encontr\u00e1-la. Foi levando praticamente nada, numa esperan\u00e7a louca de que sua caminhada pudesse interferir no desfecho da doen\u00e7a da amiga. E foi registrando o caminho, os perrengues, os pensamentos, e as paisagens e cidades que encontrou pelo caminho, enquanto refletia. \u00c9 um livro que est\u00e1 longe de ser um clich\u00ea de relatos de peregrina\u00e7\u00e3o. Eu amei e esse livro ficou comigo por muito tempo.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele j\u00e1 era um cineasta conhecido quando em fins de novembro de 1974, em Munique, recebeu telefonema de um amigo de Paris dizendo que Lotte Eisner \u201cestava muito doente, \u00e0 beira da morte.\u201d A rea\u00e7\u00e3o de Werner Herzog foi passional: \u201cN\u00e3o pode ser (\u2026) N\u00e3o agora. O cinema alem\u00e3o n\u00e3o pode ficar sem ela, n\u00e3o devemos deix\u00e1-la morrer. Peguei um casaco, uma b\u00fassola e uma sacola com o indispens\u00e1vel. Minhas botas estavam t\u00e3o s\u00f3lidas e novas, que me inspiraram confian\u00e7a; Pus-me a caminho de Paris pela rota mais curta, na certeza de que ela viveria se eu fosse encontr\u00e1-la a p\u00e9, Al\u00e9m disso, tinha vontade de ficar s\u00f3\u201d (p. 7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim foi feito: os mil quil\u00f4metros que separam Munique de Paris foram percorridos entre 23 de novembro e 14 de dezembro de 1974. Werner Herzog foi escrevendo no caminho o que lhe passou pela cabe\u00e7a em um caderninho de notas que, a princ\u00edpio, n\u00e3o deveria ser publicado. Quase quatro anos depois, ao reler seus registros, confessou: \u201cfui tomado de uma estranha emo\u00e7\u00e3o, e o desejo de mostr\u00e1-lo venceu minha timidez de desnudar-me assim aos olhos dos outros\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Ainda outro livro<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2161 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/amulherfoge.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"287\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/amulherfoge.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/amulherfoge-209x300.jpg 209w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/amulherfoge-150x216.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>(Mas deste n\u00e3o vou falar muito porque \u00e9 um dos 3 livros que eu mais amo nesta vida. E tamb\u00e9m mostra uma imensa travessia. Falarei em outro post, em outra carta. Deixo s\u00f3 pra dar um gostinho. E saibam desde j\u00e1 que esse nome em portugu\u00eas ficou horr\u00edvel. )<\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Filme\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2158 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/hisreal.jpg\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"495\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/hisreal.jpg 351w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/hisreal-213x300.jpg 213w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/hisreal-150x212.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma Hist\u00f3ria Real &#8211; David Lynch &#8211; 1999. <em>Eu vi esse filme por acaso um dia destes, e fiquei bem impressionada. O filme tinha tudo pra que eu n\u00e3o gostasse dele, exceto o fato de ser um filme do David Lynch. Se passa no interior dos EUA, cheio de homens velhos, brancos, heteros, de pesco\u00e7o vermelho. A hist\u00f3ria parecia ser t\u00edpica deste tipo de pessoa. Mas era David Lynch e resolvi ver. Na verdade, n\u00e3o s\u00f3 por isso, me intrigou um pouco que fosse a hist\u00f3ria real de um senhor que resolveu percorrer centenas e centenas de quil\u00f4metros no interior dos EUA dirigindo um cortador de grama. Resolvi pagar pra ver e n\u00e3o me arrependi. \u00c9 um filme bel\u00edssimo, comovente sem ser piegas, com uma hist\u00f3ria bem contada e muito peculiar. \u00c9 a travessia do Sr. Alvin rumo a encontrar parte dele mesmo, e encontrar o que lhe improta. Vale demais ser visto. Mesmo quem tem dificuldade com a estranheza do David Lynch pode ver sem medo, pois \u00e9 bastante linear e nada bizarro.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um retrato l\u00edrico da real viagem de um homem atrav\u00e9s do cora\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica. Filmado ao longo da rota de 260 milhas que Alvin Straigt percorreu em 1994, indo de Laurens, Iowa para Mr. Zion, Wisconsin, Hist\u00f3ria Real conta as cr\u00f4nicas da odiss\u00e9ia de Alvin e das pessoas com as quais encontrou ao longo da travessia. \u00c9 baseado na hist\u00f3ria real da jornada de Alvin Straight em 1994 atrav\u00e9s de Iowa e Wisconsin em um cortador de grama. Alvin \u00e9 um idoso veterano da Segunda Guerra Mundial que mora com sua gentil filha com defici\u00eancia intelectual. Quando ele ouve que seu irm\u00e3o distante sofreu um derrame, Alvin decide visit\u00e1-lo e, esperan\u00e7osamente, fazer as pazes antes que ele morra. Como as pernas e os olhos de Alvin est\u00e3o muito prejudicados para que ele obtenha uma carteira de motorista, ele engata um reboque em seu cortador de grama John Deere 110 de trinta anos de idade, que tem uma velocidade m\u00e1xima de cerca de 5 milhas por hora (8,0 km\/h), e parte em uma jornada de 240 milhas (390 km) de Laurens, Iowa, at\u00e9 Mount Zion, Wisconsin. O filme foi lan\u00e7ado pela Buena Vista Pictures (sob a marca da Walt Disney Pictures) nos Estados Unidos e foi um sucesso cr\u00edtico, apesar de ter um desempenho abaixo do esperado nas bilheterias. Os cr\u00edticos elogiaram a intensidade das performances dos personagens, especialmente o di\u00e1logo realista que o cr\u00edtico de cinema Roger Ebert comparou \u00e0s obras de Ernest Hemingway. Ele recebeu uma indica\u00e7\u00e3o \u00e0 Palme d&#8217;Or no Festival de Cinema de Cannes de 1999 e Richard Farnsworth recebeu uma indica\u00e7\u00e3o ao Oscar de Melhor Ator.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">S\u00e9rie<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2166 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/travelers.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"423\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/travelers.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/travelers-212x300.jpg 212w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/travelers-150x212.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Travelers &#8211; Brad Wright &#8211; 2016. Eu n\u00e3o sou uma boa leitora de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, quase n\u00e3o li nada deste g\u00eanero. Mas sou uma excelente espectadora. Minhas s\u00e9ries preferidas s\u00e3o todas de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Alguns filmes preferidos tamb\u00e9m. Sempre fico desencavando s\u00e9ries assim pra ver. Essa s\u00e9rie \u00e9 excelente, mas n\u00e3o teve um final satisfat\u00f3rio. N\u00e3o porque o fim tenha sido ruim, mas porque a netflix cancelou na terceira temporada. Como fim de temporada, foi \u00f3timo o final, amarrou pontas explicou coisas. Mas deixou um gosto de quero mais, deixou muitos pontos para serem continuados. E claro que isso \u00e9 frustrante. Mas foi muito mais para quem estava assistindo ao vivo. Mesmo assim, a hist\u00f3ria \u00e9 excelente, deliciosa de assistir, eu me envolvi imensamente com ela. Recomendo muito, com a ressalva de que poderia ter continuado por muito tempo ainda.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Travelers foi uma s\u00e9rie de televis\u00e3o de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica canadense-americana criada por Brad Wright, estrelado por Eric McCormack, MacKenzie Porter, Jared Abrahamson, Nesta Cooper, Reilly Dolman e Patrick Gilmore. A s\u00e9rie \u00e9 uma coprodu\u00e7\u00e3o internacional entre o servi\u00e7o de streaming Netflix e o canal especializado canadense Showcase nas duas primeiras temporadas, ap\u00f3s o que a Netflix assumiu como \u00fanica empresa de produ\u00e7\u00e3o e distribuidor mundial exclusivo. A s\u00e9rie estreou no Canad\u00e1 em 17 de outubro de 2016 e em todo o mundo em 23 de dezembro de 2016. Uma segunda temporada seguiu em 2017, e uma terceira temporada foi lan\u00e7ada em 14 de dezembro de 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um futuro p\u00f3s-apocal\u00edptico, milhares de agentes especiais s\u00e3o encarregados de impedir o colapso da sociedade. Esses agentes, conhecidos como &#8220;viajantes&#8221;, t\u00eam suas consci\u00eancias enviadas de volta no tempo e transferidas para o corpo dos indiv\u00edduos atuais que, de outro modo, seriam momentos da morte, para minimizar o impacto inesperado na linha do tempo. A transfer\u00eancia requer a localiza\u00e7\u00e3o exata do alvo, possibilitada pelos smartphones e GPS do s\u00e9culo XXI. Preparados usando m\u00eddias sociais e registros p\u00fablicos referentes a seus alvos, cada viajante deve manter a vida preexistente do hospedeiro como pelo resto de suas vidas, enquanto realizam miss\u00f5es em equipes de cinco pessoas. Essas miss\u00f5es s\u00e3o ditadas pelo Diretor, uma intelig\u00eancia artificial no futuro que monitora a linha do tempo, visando salvar o mundo de uma s\u00e9rie de eventos catastr\u00f3ficos. Um m\u00e9todo pelo qual o diretor se comunica com os viajantes \u00e9 atrav\u00e9s de crian\u00e7as pr\u00e9-p\u00faberes usadas como mensageiras; Ao contr\u00e1rio dos adultos, qualquer crian\u00e7a pode ser seguramente tomada por alguns minutos e depois liberada do controle sem o risco de mat\u00e1-los. Todos os viajantes devem se comportar de acordo com certos protocolos para proteger o cronograma.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">\u266b Playlist<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Sorriso Aberto Jovelina p\u00e9rola negra<\/em><br \/>\n<em>Perip\u00e9cias da Vida \u2013 Jovelina P\u00e9rola Negra<\/em><br \/>\n<em>O Trenzinho do Caipira \u2013 Heitor Villa-Lobos<\/em><br \/>\n<em>Alegria Alegria \u2013 Caetano Veloso<\/em><br \/>\n<em>Deixa a vida me levar \u2013 Zeca Pagodinho<\/em><br \/>\n<em>Chan Chan \u2013 Buena Vista Social Club<\/em><br \/>\n<em>Voc\u00ea N\u00e3o Entende Nada \u2013 Caetano &amp; Chico<\/em><br \/>\n<em>A Vida do Viajante \u2013 Luiz Gonzaga<\/em><br \/>\n<em>M\u00e1scara \u2013 Pitty<\/em><br \/>\n<em>Nada Ser\u00e1 Como Antes \u2013 Milton Nascimento<\/em><br \/>\n<em>Travessia do Eix\u00e3o \u2013 Legi\u00e3o Urbana<\/em><br \/>\n<em>Travessia do Araguaia \u2013 Ti\u00e3o Carreiro &amp; Pardinho<\/em><br \/>\n<em>As Curvas da Estrada de Santos \u2013 Roberto Carlos<\/em><br \/>\n<em>Estrada \u2013 Cidade Negra<\/em><br \/>\n<em>Na Estrada \u2013 Marisa Monte<\/em><br \/>\n<em>Catedral \u2013 Z\u00e9lia Duncan<\/em><br \/>\n<em>Estrada da Vida \u2013 Milion\u00e1rio &amp; Jos\u00e9 Rico<\/em><br \/>\n<em>Vamos Fugir \u2013 Skank <\/em><br \/>\n<em>Preciso me encontrar \u2013 Cartola<\/em><br \/>\n<em>Encontros e Despedidas \u2013 Maria Rita<\/em><br \/>\n<em>Hotel California \u2013 Eagles <\/em><br \/>\n<em>Taxi Lunar \u2013 Z\u00e9 Ramalho<\/em><br \/>\n<em>Paris, Texas \u2013 Lana Del Rey<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2174 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/unnamed.png\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/unnamed.png 512w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/unnamed-300x204.png 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/unnamed-150x102.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #c7f2e6;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: center;\">trajeto<br \/>\n20\/7\/24 17:12<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>entre tons de escurid\u00e3o <\/em><br \/>\n<em>nem se v\u00ea o caminho passar<\/em><br \/>\n<em>silhuetas, vinhetas, <\/em><br \/>\n<em>eu nem sei onde vou parar<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>destino pode at\u00e9 ser escolhido <\/em><br \/>\n<em>mas sabe-se l\u00e1 o que vai cortar seu caminho?<\/em><br \/>\n<em>seja quente ou frio<\/em><br \/>\n<em>o que importa \u00e9 se movimentar<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>com outros olhos eu me espantaria<\/em><br \/>\n<em>e no entanto j\u00e1 me parece comum<\/em><br \/>\n<em>o tanto que viver \u00e9 viciante<\/em><br \/>\n<em>e o quanto ainda h\u00e1 pra ser<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>pode me levar, mar<\/em><br \/>\n<em>me leva pra onde eu tenho que chegar<\/em><br \/>\n<em>(e estar)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>la\u00eds mr<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><em>21 de julho<\/em>\u00a0\u00e9 o 202.\u00ba dia do ano no calend\u00e1rio gregoriano (203.\u00ba em anos bissextos). Faltam 163 dias para acabar o ano.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Post com a colabora\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/instagram.com\/laismeralda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@laismeralda, que \u00e9 a<em>\u00a0melhor cartomante do peda\u00e7o, marque sua consulta com ela.<\/em><\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui, obrigada! Esse \u00e9 o meu almanaque particular. Um peda\u00e7o do meu di\u00e1rio, da minha arca da velha, um registro de pequenas efem\u00e9rides, de coisas que quero guardar, do tempo, do vento, do c\u00e9u e do cheiro da chuva. Os Vest\u00edgios do Dia, meus dias. Aqui s\u00f3 tem refer\u00eancias, pois \u00e9 disso que sou feita.<\/em><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #fac3cb;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%; text-align: center;\">\u00a9 Nalua \u2013 Caderninho pessoal, bauzinho de trapos coloridos, nos morros de Minas Gerais. E esse inverno infernal?<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>na boca da noite um gosto de sol Belo Horizonte, 21 de julho de 2024 \u00a0\u2600\ufe0f12\u00b0 &#8211; 26\u00ba \ud83d\udd3aAlerta de baixa umidade Em 21 de [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-2150","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-almanaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2150","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2150"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2150\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2165,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2150\/revisions\/2165"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}