{"id":1802,"date":"2023-12-22T15:42:41","date_gmt":"2023-12-22T15:42:41","guid":{"rendered":"https:\/\/nalua.in\/notas\/?p=1802"},"modified":"2023-12-24T03:06:50","modified_gmt":"2023-12-24T03:06:50","slug":"1802-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/notas\/1802-2\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/telegra.ph\/Boas-Festas-12-24-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 8pt;\">\u00e9 brinquedo que n\u00e3o tem<\/span><\/a><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1635 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/logo.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"353\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/logo.jpg 639w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/logo-300x166.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/logo-150x83.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 639px) 100vw, 639px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Belo Horizonte, V\u00e9spera de Natal<\/strong><br \/>\n<strong>\u26c8 20\u00b0 &#8211; 26\u00b0<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>24 de dezembro \u00e9 <\/strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Dia do \u00d3rf\u00e3o e V\u00e9spera de Natal<\/span>. Em <strong>1865<\/strong> Nos Estados Unidos Jonathan Shank e Barry Ownby formam o grupo terrorista racista <span style=\"text-decoration: underline;\">Ku Klux Klan<\/span>. <strong>Mil novecentos e quatro anos<\/strong> depois do beb\u00ea Jesus chegar ao mundo, enquanto ocupava a Nam\u00edbia, a Alemanha <span style=\"text-decoration: underline;\">declarou as crian\u00e7as pretas livres da escravid\u00e3o<\/span>. Em <strong>1906<\/strong> foi ao ar <span style=\"text-decoration: underline;\">a primeira transmiss\u00e3o de r\u00e1dio<\/span>, consistindo em uma leitura de poesia, um solo de violino e um discurso. Em <strong>1920<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Caruso<\/span> faz sua \u00faltima apresenta\u00e7\u00e3o no Metropolitan Opera in Nova Iorque. Em <strong>1955<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Aldous Huxley<\/span> experimenta LSD pela primeira vez. Em <strong>1970<\/strong> estreia <span style=\"text-decoration: underline;\">Os Aristogatas<\/span>. Em <strong>1913<\/strong> o desastre do Italian Hall em Michigan, resulta na morte de 73 fam\u00edlias de trabalhadores em uma festa de Natal (incluindo 59 crian\u00e7as) quando algu\u00e9m grita falsamente &#8220;fogo&#8221;. Em <strong>1837<\/strong> nasce <span style=\"text-decoration: underline;\">Sissi<\/span>, Imperatriz da \u00c1ustria. Em <strong>1922<\/strong> chega a magn\u00edfica <span style=\"text-decoration: underline;\">Ava Gardner<\/span>, em <strong>1941<\/strong> vem<span style=\"text-decoration: underline;\"> Ana Maria Machado<\/span>. Em <strong>1971<\/strong> nasce <span style=\"text-decoration: underline;\">Ricky Martin<\/span> e em <strong>1973<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Stephanie Meyer<\/span>.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\">Imortalidade<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>No castelo da Bela Adormecida<\/em><br \/>\n<em>o rel\u00f3gio bate cem anos<\/em><br \/>\n<em>e a garota na torre volta ao mundo.<\/em><br \/>\n<em>O mesmo ocorre com os criados na cozinha,<\/em><br \/>\n<em>que nem sequer esfregam os olhos.<\/em><br \/>\n<em>A m\u00e3o direita do cozinheiro, levantada<\/em><br \/>\n<em>h\u00e1 exatamente um s\u00e9culo,<\/em><br \/>\n<em>completa seu arco descendente<\/em><br \/>\n<em>at\u00e9 a orelha esquerda do ajudante de cozinha;<\/em><br \/>\n<em>as tensas cordas vocais do garoto<\/em><br \/>\n<em>libertam finalmente<\/em><br \/>\n<em>o sofrido lamento aprisionado,<\/em><br \/>\n<em>e a mosca, capturada no meio de um salto<\/em><br \/>\n<em>acima da torta de morango,<\/em><br \/>\n<em>cumpre sua miss\u00e3o permanente<\/em><br \/>\n<em>e mergulha no doce e vermelho esmalte.<\/em><br \/>\n<em>Quando crian\u00e7a, eu tinha um livro<\/em><br \/>\n<em>com uma gravura dessa cena.<\/em><br \/>\n<em>Eu era muito jovem para perceber<\/em><br \/>\n<em>como o medo persiste, e como<\/em><br \/>\n<em>o \u00f3dio que provoca o medo persiste,<\/em><br \/>\n<em>que sua trajet\u00f3ria n\u00e3o pode ser alterada<\/em><br \/>\n<em>ou rompida, apenas interrompida.<\/em><br \/>\n<em>Minha aten\u00e7\u00e3o estava na mosca;<\/em><br \/>\n<em>no fato de que este corpo leve<\/em><br \/>\n<em>com suas asas transparentes<\/em><br \/>\n<em>e o tempo de vida de um dia humano<\/em><br \/>\n<em>ainda ansiava por sua cota particular<\/em><br \/>\n<em>de do\u00e7ura, um s\u00e9culo depois.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u2764\ufe0f<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Lisel Mueller<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1803 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/UMDIAENRIQUETA.jpg\" alt=\"\" width=\"601\" height=\"223\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/UMDIAENRIQUETA.jpg 1960w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/UMDIAENRIQUETA-300x111.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/UMDIAENRIQUETA-1024x380.jpg 1024w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/UMDIAENRIQUETA-768x285.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/UMDIAENRIQUETA-1536x571.jpg 1536w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/UMDIAENRIQUETA-150x56.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 601px) 100vw, 601px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<h2>Escreveu Maria Gabriela Llansol em seu di\u00e1rio:<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma noite estranha, esta que eu n\u00e3o diria assim:<br \/>\no esp\u00edrito\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 quebra<br \/>\no seu inv\u00f3lucro e avan\u00e7a l\u00edmpido para si.<br \/>\n\u00c9 uma jovem, vestida de vermelho, que atravessa o ata-lho, chamando o licorne, deitado ao sol, no prado.<br \/>\nUm Cristo despido da sua cruz iconogr\u00e1fica, incrustando flores no lugar de estigmas,\u00a0vem oferecer uma alian\u00e7a de ouro ao Buda mudo que contempla o ch\u00e3o.<br \/>\nUma t\u00e3o definitiva mudez senta-se no dorso azul do li-corne e absorve o mar.<br \/>\nAs flores do Cristo Novo enfeitam a cabeleira alada da jovem, nascida do nada ou das folhas mortas.<br \/>\nO ciclo de Ad\u00e3o acaba aqui. Secou a \u00e1rvore do Tudo e do Nada.<br \/>\nPodemos voltar ao para\u00edso: est\u00e3o cegos os querubins.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Jodoigne, 24 de Dezembro de 1976<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ceamos como eu j\u00e1 tinha descrito: <em>meus convidados invis\u00edveis<\/em> <em>tinham v<\/em><em>indo, desde o c\u00e3o seguro <\/em><em>\u00e0 serpente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cumpriu-se o dia porque, como tanto desejava, fui a Lovaina comprar Florbela; j\u00e1 n\u00e3o estava na montra mas no interior da loja sentada numa cadeira. O dia foi r\u00e1pido, n\u00e3o houve fadiga. Houve uma grande parte de noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando j\u00e1 estou deitada ocorrem-me pensamen\u00adtos. Primeiro, o das esta\u00e7\u00f5es interiores, das muta\u00e7\u00f5es da alma que se desenrolam num quadro interior da nature\u00adza; estas esta\u00e7\u00f5es s\u00e3o ainda menos marcadas, as mudan\u00e7as s\u00e3o experi\u00eancias infinitesimais, e requerem uma aten\u00e7\u00e3o minuciosa. No entanto, esses detalhes s\u00e3o o fundamento da mudan\u00e7a e revestem a enorme import\u00e2ncia de uma esp\u00e9cie de agudiza\u00e7\u00e3o de significado. \u00c9 ver\u00e3o, \u00e9 inverno, \u00e9 retomo, \u00e9 Outono, \u00e9 cendrado. Muitas vezes a paisa\u00adgem mant\u00e9m-se a mesma; s\u00f3 mudou, ent\u00e3o, o lugar da capta\u00e7\u00e3o da imagem. Porque tenho a certeza de que h\u00e1 dias escrevo com \u00f3ptica diferente. Descrevo um vislum\u00adbre que aparenta claridade diante de mim, dentro de mim fugindo-me da altura dos olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poderia dar como exemplo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">primeiro que tudo h\u00e1 um plano de \u00e1rvore, e por detr\u00e1s dela uma sec\u00e7\u00e3o de montanha, uma montanha de animal, um cachalote, ou qualquer monstro feroz mari\u00adnho; n\u00e3o \u00e9 ainda dia claro, nem lugar intensamente ilu\u00adminado. A \u00e1rvore \u00e9 pequena como um cromo, o mons\u00adtro \u00e9 negro, imenso, mas monstro da fam\u00edlia, em postura dom\u00e9stica. H\u00e1 um palpitar verde, nu de refer\u00eancias, \u00e9 o nascimento do verde antes de ser conhecido. O verde ainda n\u00e3o est\u00e1 sobre a terra, e p\u00e1ra dentro de si mesmo traz a \u00e1rvore. A luz que eu via, e o volume que havia, ficam dessituados. No entanto, movem-se num perfeito desequil\u00edbrio de for\u00e7as. &#8220;Um esp\u00edrito t\u00e3o desmedidamente esp\u00edrito que tudo possa absorver, sem nada excluir&#8230;<br \/>\nQuando apagar a luz continuarei a sentir, e a pensar.<br \/>\nMas n\u00e3o poderei escrever, esquecer-me-ei para sempre.<br \/>\nMas nada se perde, tudo ascende \u00e0 nuvem sonora pairando.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Maria Gabriela Llansol &#8211; Finita &#8211; Di\u00e1rio II &#8211; Ed. Aut\u00eantica<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Eu te mostrarei a noiva, a esposa do Cordeiro<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1805 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/omundojesusp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"615\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/omundojesusp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/omundojesusp-171x300.jpg 171w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/omundojesusp-150x264.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos, foi a idade da sabedoria, foi a idade da tolice, foi a \u00e9poca da f\u00e9, foi a \u00e9poca da incredulidade, foi a esta\u00e7\u00e3o da luz, foi a esta\u00e7\u00e3o das trevas, foi a primavera da esperan\u00e7a, foi o inverno do desespero, t\u00ednhamos tudo diante de n\u00f3s, t\u00ednhamos nada diante de n\u00f3s.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Charles Dickens<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u2727<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na minha casa, com a minha fam\u00edlia estendida, (pai, irm\u00e3, sobrinhas), a gente joga muito baralho. Um jogo bem espec\u00edfico, Buraco, mas de uma maneira um pouco diferente, o buraco de 5000 pontos, Canastra de ases, 100 pontos a mais etc. E tem uma piada interna que a gente faz que \u00e9 a seguinte: <em>O baralho \u00e9 muito troll<\/em>. A gente faz essa piada em ocasi\u00f5es em que vem exatamente <strong>o que a gente espera<\/strong>, em que vem precisamente <strong>o que a gente<\/strong> <strong>n\u00e3o quer<\/strong>, ou naquelas vezes em que parece acontecer uma <strong>interven\u00e7\u00e3o m\u00e1gica<\/strong>. <em>O baralho \u00e9 troll<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o tar\u00f4 tamb\u00e9m \u00e9 troll, <em>muito troll<\/em>. A querida La\u00eds, a minha companheira de tar\u00f4 me perguntou, tia, e a carta de Natal? Eu falei: ah La\u00eds, eu n\u00e3o queria sortear, estava pensando mais em escolher uma, pensei no Mundo, pensei no Sol, no Julgamento&#8230; A\u00ed elenquei quest\u00f5es que me faziam n\u00e3o estar segura de nenhuma delas. Ao que ela muito sabiamente, respondeu: Tia, <strong>sorteia uma carta, quem sabe voc\u00ea n\u00e3o se surpreende?<\/strong> Ent\u00e3o eu segui o conselho dela e sorteei. E ri muito quando saiu a carta, na mesma hora mandei a foto para ela com a piadinha, o tar\u00f4 tamb\u00e9m \u00e9 muito troll \ud83d\ude0a. <strong>Saiu a carta O Mundo, em plena v\u00e9spera de Natal. Dentre todas<\/strong>, justo essa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1810 aligncenter\" style=\"text-align: justify;\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/mundo.jpeg\" alt=\"\" width=\"194\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/mundo.jpeg 713w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/mundo-232x300.jpeg 232w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/mundo-150x194.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 194px) 100vw, 194px\" \/><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u00d3 tu, eterna consist\u00eancia daquele que permanece im\u00f3vel ainda faz o mundo girar&#8230;<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Mundo pode ser visto como o encontro com o Para\u00edso. O fiel empreendeu toda jornada para chegar em Cristo. Para chegar na Nova Jerusal\u00e9m, quem sabe voltar ao \u00c9den. O Mundo \u00e9 uma carta muito adequada ao que o Natal <strong>deveria<\/strong> representar, \u00e9 o anivers\u00e1rio de Cristo. E \u00e0 parte todo o significado mundano deste arcano, que \u00e9 <strong>a melhor carta do tar\u00f4<\/strong>, (e \u00e9 disso que voc\u00eas precisam saber agora) tudo de bom essa carta traz, muitas vezes isso \u00e9 <strong>intraduz\u00edvel<\/strong>, o melhor n\u00e3o pode ser colocado em palavras. A linguagem nunca deu conta do Real, mas s\u00f3 temos a linguagem&#8230; O mundo, diz o an\u00f4nimo que escreveu o <em>Medita\u00e7\u00f5es sobre os 22 Arcanos Maiores do Tar\u00f4<\/em>, \u00e9 uma <strong>obra de arte<\/strong>. O arcano do Mundo e o Mundo em si. Obra de arte, e traz a alegria que decorre da verdade e da sabedoria. O mundo, diz o monge an\u00f4nimo, \u00e9 <strong>a alegria da coincid\u00eancia do ritmo pr\u00f3prorio de cada um com o ritmo divino<\/strong>, e a alegria \u00e9 a harmonia do ritmo interior e do ritmo exterior. <strong>Em cima como embaixo<\/strong>, harmonia, serenidade, pertencimento, transcend\u00eancia. O Mundo \u00e9 alegria de viver. <em>Ananda<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 intraduz\u00edvel justamente por ser a no\u00e7\u00e3o de cada um sobre o \u00c9den, o verdadeiro Para\u00edso individual e pessoal. E ela \u00e9 uma <strong>carta estranha<\/strong>, ainda mais num momento de t\u00e3o pouca esperan\u00e7a coletiva. Mas ela traz isto, Para\u00edso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Talvez o para\u00edso tenha seu componente de dor?<\/strong> N\u00e3o tenho como responder isso, cada um sabe a dor e a del\u00edcia de seu para\u00edso pessoal. Desconfio que sim, <strong>o meu tem<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Mundo chega nesta noite de Natal e pede para que voc\u00ea revisite <strong>o seu para\u00edso.<\/strong> Se for poss\u00edvel, pois \u00e0s vezes o Natal \u00e9 dolorido demais pra saber o para\u00edso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Revisite o canto do seu ser que \u00e9 esse deleite, esse oceano, aquele lugar onde voc\u00ea se conecta com todos os seres, aquele lugar onde a sua espiritualidade floresce e voc\u00ea compreende o que faz aqui, e que tudo e todos estamos interligados, que somos uma rede, uma mat\u00e9ria s\u00f3, e nem mat\u00e9ria somos<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa experi\u00eancia com a carta do Mundo <strong>\u00e9 uma das mais profundas que se pode ter<\/strong>. <strong>O Mundo vem quando voc\u00ea ganha um filho, quando voc\u00ea descobre o Amor com A mai\u00fasculo, quando voc\u00ea realiza um grande sonho, quando voc\u00ea experiencia o sentimento de pertencimento, quando voc\u00ea se sente pleno, seja como for, quando voc\u00ea contempla uma obra de arte<\/strong>. Pense nas melhores experi\u00eancias da sua vida e <strong>\u00e9 ali que voc\u00ea vai encontrar o Mundo<\/strong>. O conjunto dessas lembran\u00e7as vai torn\u00e1-lo mais forte e <strong>a\u00ed voc\u00ea estar\u00e1 vivendo O Mundo<\/strong>. O Mundo \u00e9 o Amor maior e chega numa noite que de amor deveria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do jeito que puder, atrav\u00e9s do que for, <strong>certifique-se de que voc\u00ea tem esse lugar<\/strong>, mesmo que n\u00e3o possa estar l\u00e1 agora, hoje. Se n\u00e3o tem esse lugar, ou ainda n\u00e3o o conhece, quem sabe n\u00e3o \u00e9 agora a hora de constru\u00ed-lo? <strong>Saber que esse lugar d\u2019O Mundo existe pode te salvar, e vai<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o tenha um <em>emp\u00edreo<\/em> pessoal, um para\u00edso para o qual voltar quando tudo demorar em ser t\u00e3o ruim. Esta \u00e9 a mensagem da carta do Mundo. A Nova Jerusal\u00e9m que vem do Apocalipse, e isto \u00e9 s\u00f3 uma met\u00e1fora. O encontro com a divindade que todos temos dentro. <strong>A hora mais m\u00edstica de todas<\/strong>. O Mundo \u00e9 a chegada ao Para\u00edso, pura harmonia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em certas tradi\u00e7\u00f5es a a figura central da carta do Mundo passou a ser associada \u00e0 <em>Anima Mundi<\/em>, a Alma do Mundo, a for\u00e7a vital que permeia toda a cria\u00e7\u00e3o. Os ocultistas franceses e brit\u00e2nicos interpretaram o desenho da dan\u00e7arina do Tarot de Marselha, como uma deusa em movimento perp\u00e9tuo, gerando a energia que alimenta o cosmos. Esta carta significa o <strong>culminar da evolu\u00e7\u00e3o pessoal<\/strong>, quando se v\u00ea toda a realidade sob uma luz espiritual. Nada pode ser mais forte que isso. <strong>A Deusa dan\u00e7a tamb\u00e9m para que tenhamos a experi\u00eancia c\u00f3smica do para\u00edso<\/strong>. Mas aqui, em vida, n\u00e3o temos garantia do que ser\u00e1 quando n\u00e3o formos mais. <strong>Ent\u00e3o \u00e9 agora<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na v\u00e9spera de uma data que h\u00e1 muito quase n\u00e3o tem mais sentido, <strong>encontre seu para\u00edso<\/strong>, e <strong>fa\u00e7a uma festa nele<\/strong>. Se n\u00e3o conseguir, pense nele e guarde para o dia em que puder. Mas tenha em mente que <strong>todos temos esse lugar e todos temos capacidade de acess\u00e1-lo<\/strong>.<br \/>\nQue o Mundo lhe seja gentil, <em>acenda o sonho e seque a m\u00e1goa<\/em>. Boa Noite.<\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #dcfaeb;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1807 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/omundo2d.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"572\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/omundo2d.jpg 960w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/omundo2d-184x300.jpg 184w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/omundo2d-627x1024.jpg 627w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/omundo2d-768x1254.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/omundo2d-940x1536.jpg 940w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/omundo2d-150x245.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta de tar\u00f4 O Mundo \u00e9 na maior parte dos baralhos, a \u00faltima carta dos Arcanos Maiores e simboliza a conclus\u00e3o de um ciclo, a realiza\u00e7\u00e3o, a integra\u00e7\u00e3o e a plenitude. Ela representa harmonia, totalidade, perfei\u00e7\u00e3o, indicando que a pessoa alcan\u00e7ou um estado de equil\u00edbrio e completude em sua vida.\u00a0No tar\u00f4 de Rider-Waite, a carta O Mundo mostra uma mulher nua em um mandala, segurando dois bast\u00f5es em suas m\u00e3os. Ela est\u00e1 rodeada por um c\u00edrculo com os s\u00edmbolos dos quatro elementos: o touro, o le\u00e3o, o anjo e a \u00e1guia. Este c\u00edrculo representa a totalidade e a uni\u00e3o de todos os aspectos da vida. A mulher est\u00e1 dan\u00e7ando em um gesto de celebra\u00e7\u00e3o, simbolizando a realiza\u00e7\u00e3o de suas metas e alegria pela conclus\u00e3o de um ciclo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a dos quatro s\u00edmbolos nos cantos da carta representa a integra\u00e7\u00e3o dos elementos da vida: o f\u00edsico, o emocional, o mental e o espiritual. Representa tamb\u00e9m os quatro evangelistas e os quatro naipes. Esta integra\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para alcan\u00e7ar a plenitude e a realiza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a presen\u00e7a dos bast\u00f5es nas m\u00e3os da mulher simboliza o dom\u00ednio sobre as for\u00e7as da natureza e a capacidade de manifestar nossas inten\u00e7\u00f5es no mundo material. Esta carta nos lembra que somos co-criadores de nossa realidade e que temos o poder de moldar nosso destino. Quando a carta O Mundo aparece em uma leitura de tar\u00f4, ela indica que \u00e9 hora de colher os frutos do trabalho \u00e1rduo, celebrar as conquistas e reconhecer o progresso alcan\u00e7ado. Esta carta tamb\u00e9m sugere que \u00e9 hora de expandir nossos horizontes, buscar novas experi\u00eancias e desafios, e integrar novos conhecimentos em nossa vida. No entanto, \u00e9 importante lembrar que a conclus\u00e3o de um ciclo n\u00e3o significa o fim de todo o processo. A vida \u00e9 feita de ciclos cont\u00ednuos de crescimento, aprendizado e transforma\u00e7\u00e3o. A carta O Mundo nos lembra que, mesmo quando alcan\u00e7amos um estado de plenitude, ainda h\u00e1 muito mais para descobrir e explorar. O Mundo representa a realiza\u00e7\u00e3o, a integra\u00e7\u00e3o e a plenitude. Alcan\u00e7amos um estado de equil\u00edbrio e completude em nossa vida, celebrando as conquistas e reconhecendo o progresso alcan\u00e7ado.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Um Texto que afasta O Mundo<\/h2>\n<p>Fernando Silva dirige o hospital de crian\u00e7as, em Man\u00e1gua. Na v\u00e9spera do Natal, ficou trabalhando at\u00e9 muito tarde. Os foguetes esposavam e os fogos de artif\u00edcio come\u00e7avam a iluminar o c\u00e9u quando Fernando decidiu ir embora. Em casa, esperavam por ele para festejar.<\/p>\n<p>Fez um \u00faltimo percorrido pelas salas, vendo se tudo ficava em ordem, e estava nessa quando sentiu que passos o seguiam. Passos de algod\u00e3o: virou e descobriu que um dos doentinhos andava atr\u00e1s dele. Na penumbra, reconheceu-o. Era um menino que estava sozinho. Fernando reconheceu sua cara marcada pela morte e aqueles olhos que pediam desculpas ou talvez pedissem licen\u00e7a.<\/p>\n<p>Fernando aproximou-se e o menino ro\u00e7ou-o com a m\u00e3o: \u2014 <em>Diga para<\/em>\u2026 \u2014 sussurrou o menino \u2014. <em>Diga para algu\u00e9m que eu estou aqui<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Eduardo Galeano &#8211; O livro dos abra\u00e7os &#8211; Ed. L&amp;PM<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Soneto de Natal<\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Um homem, \u2014 era aquela noite amiga,<\/em><br \/>\n<em>Noite crist\u00e3, ber\u00e7o do Nazareno, \u2014<\/em><br \/>\n<em>Ao relembrar os dias de pequeno,<\/em><br \/>\n<em>E a viva dan\u00e7a, e a l\u00e9pida cantiga,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Quis transportar ao verso doce e ameno<\/em><br \/>\n<em>As sensa\u00e7\u00f5es da sua idade antiga,<\/em><br \/>\n<em>Naquela mesma velha noite amiga,<\/em><br \/>\n<em>Noite crist\u00e3, ber\u00e7o do Nazareno.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Escolheu o soneto . . . A folha branca<\/em><br \/>\n<em>Pede-lhe a inspira\u00e7\u00e3o; mas, frouxa e manca,<\/em><br \/>\n<em>A pena n\u00e3o acode ao gesto seu.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>E, em v\u00e3o lutando contra o metro adverso,<\/em><br \/>\n<em>S\u00f3 lhe saiu este pequeno verso:<\/em><br \/>\n<em>&#8220;Mudaria o Natal ou mudei eu?&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u2764\ufe0f<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Machado de Assis<\/strong><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f5b5d6;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%; text-align: center;\">\n<h2>Traduzir o mundo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Eu tenho uma interpreta\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3pria do arcano Mundo no <span style=\"text-decoration: underline;\">meu<\/span> caminho. E a literatura, o cinema, a m\u00fasica, fazem parte da minha experi\u00eancia com essa carta de maneira muito org\u00e2nica. Por isso, hoje vou falar de obras que fazem parte do meu para\u00edso, do meu lugar seguro, do meu mundo ed\u00eanico, do meu lat\u00edbulo. Tem tristeza nessas obras, porque eu nunca tive medo de tristeza, e porque sem tristeza n\u00e3o saber\u00edamos o para\u00edso. Essas coisas que indico agora me transportam para esse lugar mais que feliz, para essa experi\u00eancia transcendente. Nunca passarei ilesa por elas, meu car\u00e1ter, minha constitui\u00e7\u00e3o foram feitos por essas obras. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter modera\u00e7\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Livro<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1815 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/grande-sertao.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/grande-sertao.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/grande-sertao-208x300.jpg 208w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/grande-sertao-150x216.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Grande Sert\u00e3o: Veredas. Guimar\u00e3es Rosa. <em>N\u00e3o h\u00e1 um livro mais Mundo que esse. \u00c9 o melhor livro do mundo, a coisa mais feliz de ser brasileiro \u00e9 poder ler esse livro no original.\u00a0Tem tudo ali, tudo, toda hist\u00f3ria humana pode ser encontrada na hist\u00f3ria do jagun\u00e7o Riobaldo. Al\u00e9m do que n\u00e3o existe um livro mais bem escrito. \u00c9 inesgot\u00e1vel. Ler 5, 10, 15 vezes n\u00e3o esgota esse manancial. Que livro maravilhoso e eu invejo demais quem vai ler essas p\u00e1ginas pela primeira vez. Quando estou lendo o Grande Sert\u00e3o eu estou segura e tudo est\u00e1 em paz.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Grande Sert\u00e3o: Veredas \u00e9 um romance experimental modernista escrito pelo autor brasileiro Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa e publicado pela Livraria Jos\u00e9 Olympio Editora, em 1956. Tanto a arte da capa como as ilustra\u00e7\u00f5es da primeira edi\u00e7\u00e3o de Grande sert\u00e3o: veredas s\u00e3o de autoria de Poty Lazzarotto. Pensado inicialmente como uma das novelas do livro Corpo de Baile, lan\u00e7ado nesse mesmo ano de 1956, cresceu, ganhou autonomia e tornou-se um dos mais importantes livros da literatura brasileira e da literatura lus\u00f3fona. A grandiosidade de Grande Sert\u00e3o: Veredas pode ser exemplificada pelas interpreta\u00e7\u00f5es, que a abordam sob os mais variados pontos de vista, sem jamais deixar de ressaltar a capacidade e a confian\u00e7a do autor ao ser inventivo. Extremamente erudito, Rosa incorporou em sua obra aspectos das mais diferentes culturas. Disse uma vez que &#8220;para estas duas vidas [viver e escrever], um l\u00e9xico s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 suficiente&#8221;.Segundo Alexei Bueno, \u00e9 uma das tr\u00eas epopeias da l\u00edngua portuguesa, as outras sendo Os Lus\u00edadas e Os Sert\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Livro<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1816 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/memoriasdosubsolo.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"447\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/memoriasdosubsolo.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/memoriasdosubsolo-201x300.jpg 201w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/memoriasdosubsolo-150x224.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mem\u00f3rias do Subsolo &#8211;\u00a0 Fi\u00f3dor Dostoi\u00e9vski. <em>Esse \u00e9 outro livro que tem toda experi\u00eancia humana dentro. \u00c9 um dos livros que me faz ter uma experi\u00eancia transcendente, que me tira do banal, do ordin\u00e1rio. Talvez minha associa\u00e7\u00e3o com O Mundo tenha a ver com uma \u00e9poca feliz da vida em que eu li. Uma \u00e9poca em que meu c\u00e9rebro ainda estava em forma\u00e7\u00e3o e ele aterrisou como uma pequena explos\u00e3o ligando v\u00e1ri\u00e1s chaves mentais e emocionais na minha vida. Tem tudo a\u00ed nesse livro t\u00e3o curto quanto denso.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notas do Subterr\u00e2neo (BR) (tamb\u00e9m traduzido como Mem\u00f3rias do Subsolo ou Notas do Subsolo) ou Cadernos do Subterr\u00e2neo (PT) (em russo pr\u00e9-reforma ortogr\u00e1fica: \u0417\u0430\u043f\u0438\u0441\u043a\u0438 \u0438\u0437\u044a \u043f\u043e\u0434\u043f\u043e\u043b\u044c\u044f e p\u00f3s-reforma ortogr\u00e1fica: \u0417\u0430\u043f\u0438\u0441\u043a\u0438 \u0438\u0437 \u043f\u043e\u0434\u043f\u043e\u043b\u044c\u044f, com translitera\u00e7\u00e3o: Zap\u00edski iz p\u00f3dpol&#8217;ia) \u00e9 um curto romance de Fi\u00f3dor Dostoi\u00e9vski, publicado em 1864.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Walter Kaufmann, esta obra faz de Dostoi\u00e9vski o principal precursor do existencialismo. Apresenta-se como um excerto das mem\u00f3rias de um empregado civil aposentado que vive em S\u00e3o Petersburgo. O livro, com cerca de 150 p\u00e1ginas (a depender da edi\u00e7\u00e3o) \u00e9 dividido em duas partes, a primeira intitulada &#8220;O Subterr\u00e2neo&#8221;, cont\u00e9m 11 cap\u00edtulos, e a segunda parte &#8220;A Prop\u00f3sito da Neve Derretida&#8221;, possui 10 cap\u00edtulos.\u00a0O personagem an\u00f4nimo (chamado geralmente de Homem subterr\u00e2neo) \u00e9 caracterizado como um homem amargo e isolado. O mesmo encena na primeira parte do romance um grande mon\u00f3logo com a inten\u00e7\u00e3o de &#8220;comover&#8221; de alguma forma seu leitor. A autopercep\u00e7\u00e3o do leitor das Notas \u00e9 descrita pelo autor como de suma import\u00e2ncia no exerc\u00edcio da leitura, pois o discurso do narrador \u00e9 &#8220;moldado&#8221; por seu receptor, dessa forma o seu mon\u00f3logo \u00e9, na verdade, uma evoca\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de discursos alheios que s\u00e3o parodiados de forma zombeteira e cr\u00edtica.\u00a0O personagem chega a dizer que \u00e9 um homem mau, ou age como tal, mas que pode ser agradado e visto como uma pessoa de bem. Essa incapacidade de se livrar do peso moral o aflige, ao que o mesmo diz que os homens sanguin\u00e1rios eram cultos e inteligentes (refor\u00e7ando as ideias de Raskolnikov em Crime e Castigo), e que ele mesmo gostaria muito de encontrar um motivo para dar sentido a sua vida, como os chamados &#8220;homens de a\u00e7\u00e3o&#8221;. Ele conclui que &#8220;o melhor \u00e9 n\u00e3o fazer nada&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda parte, nomeada de &#8220;A prop\u00f3sito da neve molhada&#8221;, h\u00e1 tr\u00eas epis\u00f3dios que relatam de uma forma concreta como o anti-her\u00f3i \u00e9 encurralado socialmente pelos discursos e a\u00e7\u00f5es de uma sociedade. Essa narrativa \u00e9 exposta sistematicamente com uma vis\u00e3o da consci\u00eancia do protagonista, num dos melhores exemplos do recurso liter\u00e1rio fluxo de consci\u00eancia.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Filme<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1817 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/230px-Himmel_Berlin_1987.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"428\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/230px-Himmel_Berlin_1987.jpg 230w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/230px-Himmel_Berlin_1987-210x300.jpg 210w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/230px-Himmel_Berlin_1987-150x215.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Asas do Desejo &#8211; Wim Wenders &#8211; 1987 &#8211; <em>Eu penso nesse filme e s\u00f3 experiencio beleza. S\u00f3 lembro da experi\u00eancia visceral que tive com ele, que foi visto numa \u00e9poca em que tudo era poss\u00edvel e eu estava viva, muito viva. Ele \u00e9 parte do meu arsenal de felicidade, que utilizo quando as coisas v\u00e3o mal ou quando quero ser mais feliz do que sou.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Der Himmel \u00fcber Berlin (bra: Asas do Desejo) \u00e9 um filme franco-alem\u00e3o ocidental de 1987, do g\u00eanero drama rom\u00e2ntico-fant\u00e1stico, dirigido por Wim Wenders, com roteiro de Peter Handke, Richard Reitinger e do pr\u00f3prio diretor.Sua po\u00e9tica \u00e9 inspirada em Rainer Maria Rilke. Na g\u00e9lida e devastada Berlim ainda separada pelo Muro de Berlim, um batalh\u00e3o de anjos, entre eles os anjos Damiel e Cassiel, vela pelas almas perdidas que sofrem e se desesperam em sil\u00eancio.\u00a0Eles assistem \u00e0s desventuras terrenas, mas n\u00e3o podem sentir as dores e alegrias humanas. Damiel n\u00e3o escapa inc\u00f3lume de sua condi\u00e7\u00e3o divina, ao se apaixonar pela trapezista Marion e n\u00e3o poder consumar seu desejo. Para poder toc\u00e1-la, ele deve deixar de ser anjo e tornar-se humano, perdendo sua condi\u00e7\u00e3o imortal. Para gui\u00e1-lo em sua escolha, surge um anjo ca\u00eddo que soube fazer a transi\u00e7\u00e3o entre os dois mundos.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">S\u00e9rie<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i.pinimg.com\/564x\/25\/6b\/b7\/256bb7f24c6f7574cefd656a5988471a.jpg\" alt=\"256bb7f24c6f7574cefd656a5988471a.jpg (564\u00d71000)\" width=\"298\" height=\"528\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dark &#8211; 2017 -2020. Baran bo Odar &#8211; Jantje Friese. <em>A s\u00e9rie que me tocou num lugar bem sens\u00edvel. A s\u00e9rie que mais me tocou. Uma produ\u00e7\u00e3o intrigante, bonita, meio inesperada. Que me d\u00e1 alegria de saber que mesmo velha, ainda posso ser surpreendida com beleza e transcend\u00eancia. Amo essa s\u00e9rie, e n\u00e3o importa tanto entender, pode ser experimentada sem tanto entendimento ou tanto apelo ao racional assim.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>Dark (estilizado como D A R K ou D A \u042f K) \u00e9 uma aclamada e premiada s\u00e9rie alem\u00e3 de drama, suspense e fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica criada por Baran bo Odar e Jantje Friese e eleita em vota\u00e7\u00e3o popular no site Rotten Tomatoes como a melhor s\u00e9rie original Netflix.\u00a0A trama da s\u00e9rie se passa na fict\u00edcia cidade alem\u00e3 de Winden, quando quatro fam\u00edlias iniciam uma busca desesperada por respostas ap\u00f3s o desaparecimento de duas crian\u00e7as que aparenta estar relacionado a um outro desaparecimento ocorrido 33 anos antes. Aos poucos, segredos familiares e um complexo mist\u00e9rio envolvendo tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es come\u00e7a a se revelar.\u00a0Ao longo da s\u00e9rie, Dark explora as implica\u00e7\u00f5es existenciais do tempo e seus efeitos sobre a natureza humana.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Filme<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1818 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/49BE08_1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/49BE08_1.jpg 394w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/49BE08_1-218x300.jpg 218w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/49BE08_1-150x206.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00f3s que aqui estamos por v\u00f3s esperamos &#8211; Marcelo Masag\u00e3o &#8211; 1999.\u00a0<em>Talvez o filme que mais me emocionou at\u00e9 hoje. Talvez o filme em que eu tenha tido as experi\u00eancias mais fortes com esse tipo de arte . Nenhum filme ressoou tanto em mim, por tantos dias, meses e anos como este. \u00c9 claro que teve o impacto da \u00e9poca, era inovador. Mas ainda assim, eu j\u00e1 revi por agora e continua me emocionando e me deixando muito feliz. P\u00e1reo para tanta emo\u00e7\u00e3o foi apenas o document\u00e1rio Sal da Terra, sobre o Sebasti\u00e3o Salgado, do Wim Wenders.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Masag\u00e3o traz o filme como mem\u00f3rias do s\u00e9culo XX. O filme retrata de uma verdadeira volta ao mundo no seu contexto hist\u00f3rico, econ\u00f4mico e cultural. Banaliza a vida e a morte para nos fazer refletir sobre ela.\u00a0Inspirado na leitura cinematogr\u00e1fica da obra Era dos Extremos, do historiador brit\u00e2nico Eric Hobsbawm, mostra na produ\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da montagem das imagens produzidas no s\u00e9culo XX e da m\u00fasica composta por Wim Mertens, o per\u00edodo de contrastes entre um mundo que se envolve em dois grandes conflitos internacionais, a banaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, o desenvolvimento tecnol\u00f3gico, a esperan\u00e7a e a loucura das pessoas.\u00a0O filme usa imagens de arquivo de filmes cl\u00e1ssicos (Tchelovek s kinoapparatom, Un Chien Andalou, The General, Le Voyage dans la Lune, Berlin: Die Sinfonie der Gro\u00dfstadt), fotos, pinturas, textos, nos quais o autor viajou a Nova Iorque para conseguir imagens que ligassem fatos acontecidos, e hist\u00f3rias de pessoas normais com toda a revolu\u00e7\u00e3o e acontecimentos hist\u00f3ricos do tempo em que elas emergiram. O filme \u00e9 considerado um document\u00e1rio ficcional, segundo o diretor um &#8220;filme-mem\u00f3ria&#8221;, com imagens reais e textos criados por Masag\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">M\u00fasica<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1822 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/clipboard0-horzm.jpg\" alt=\"\" width=\"583\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/clipboard0-horzm.jpg 1350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/clipboard0-horzm-300x154.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/clipboard0-horzm-1024x525.jpg 1024w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/clipboard0-horzm-768x394.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/clipboard0-horzm-150x77.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 583px) 100vw, 583px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Matita Per\u00ea &#8211; Tom Jobim, essa m\u00fasica tamb\u00e9m me transporta pra lugares inesperados e estranhos e felizes.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Darpa &#8211; Win Mertens. N\u00e3o tenho palavras.<\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">\u266b Playlist<\/h3>\n<p>Matita Per\u00ea &#8211; Tom Jobim<br \/>\nDarpa &#8211; Wim Mertens<br \/>\nMy Way &#8211; Nina Simone<br \/>\nIt&#8217;s a long way &#8211; Caetano Veloso<br \/>\nCanto das 3 Ra\u00e7as &#8211; Clara Nunes<br \/>\nIf You believe &#8211; Strive to Be<br \/>\nClube da Esquina n\u00ba2 &#8211; Milton Nascimento<br \/>\nBachianas brasileiras 5\u00aa Aria (Cantilena) &#8211; Villa Lobos<br \/>\nCruzeiro do Sul &#8211; Renato Braz<br \/>\nJesus Alegria dos homens &#8211; Bach<br \/>\nStruggle for pleasure &#8211; Wim Mertens<br \/>\nRaminho &#8211; Baiana System<br \/>\nConcerto para piano No. 21, K. 467 &#8211; Mozart<br \/>\n\u00c1ria da Quarta Corda &#8211; Bach<br \/>\nTerra &#8211; Caetano Veloso<br \/>\nDiv\u00e3 &#8211; Roberto Carlos<br \/>\nBoas Festas &#8211; Assis Valente<br \/>\nRolando Boldrin &#8211; Cr\u00f4nica do Natal Caipira<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Onde uma Nova Terra \u00e1urea receba<\/em><em><br \/>\nL\u00e1grimas, j\u00e1 diversas, de alegria,<br \/>\nE em Outro Sol nosso olhar outro beba<br \/>\nUm Novo e Eterno Dia;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Onde o \u00c1spide e o Pomba de nossa alma<\/em><br \/>\n<em>Se casem, e com a Alma Exterior<\/em><br \/>\n<em>Numa unidade dupla \u2014 sua e calma \u2014<\/em><br \/>\n<em>Nossa alma viva, e \u00e0 flor<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>De n\u00f3s nosso \u00edntimo sentir decorra<\/em><br \/>\n<em>Em outra Cousa que n\u00e3o Dura\u00e7\u00e3o,<\/em><br \/>\n<em>E nada canse porque viva ou morra \u2014<\/em><br \/>\n<em>Acalmaremos ent\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o: uma outra \u00e2nsia, a de infelicidade,<\/em><br \/>\n<em>Tocar-nos-\u00e1 como uma brisa que erra,<\/em><br \/>\n<em>E subir\u00e1 em n\u00f3s a saudade<\/em><br \/>\n<em>Da imperfei\u00e7\u00e3o da Terra.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #ff0000; font-size: 18pt;\">\u2666\ufe0f<\/span><br \/>\n<\/em><strong>Fernando Pessoa<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Post com a colabora\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/instagram.com\/laismeralda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@laismeralda, que \u00e9 a<em>\u00a0melhor cartomante do peda\u00e7o, marque sua consulta com ela.<\/em><\/a><\/span><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #cffae7;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O \u00fanico transformador, o \u00fanico alquimista que muda tudo em ouro, \u00e9 o amor. O \u00fanico ant\u00eddoto contra a morte, a idade, a vida vulgar, \u00e9 o amor.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ana\u00efs Nin<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"absolute bottom-0 left-0 w-full border-t md:border-t-0 dark:border-white\/20 md:border-transparent md:dark:border-transparent md:bg-vert-light-gradient bg-white dark:bg-gray-800 md:!bg-transparent dark:md:bg-vert-dark-gradient pt-2 md:pl-2 md:w-[calc(100%-.5rem)]\">\n<form class=\"stretch mx-2 flex flex-row gap-3 last:mb-2 md:mx-4 md:last:mb-6 lg:mx-auto lg:max-w-2xl xl:max-w-3xl\" enctype=\"application\/x-www-form-urlencoded\" method=\"get\">\n<div class=\"relative flex h-full flex-1 items-stretch md:flex-col\">\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">24 de dezembro \u00e9 o 358.\u00ba dia do ano no calend\u00e1rio gregoriano (359.\u00ba em anos bissextos). Faltam 7 dias para acabar o ano.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui, obrigada! Esse \u00e9 o meu almanaque particular. Um peda\u00e7o do meu di\u00e1rio, da minha arca da velha, um registro de pequenas efem\u00e9rides, de coisas que quero guardar, do tempo, do vento, do c\u00e9u e do cheiro da chuva. Os Vest\u00edgios do Dia, meus dias. Aqui s\u00f3 tem refer\u00eancias, pois \u00e9 disso que sou feita.<\/em><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f7d7d7;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 99.9285%; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a9 Nalua \u2013 Caderninho pessoal, bauzinho de trapos coloridos, nos morros de Minas Gerais. Ver\u00e3o.\u00a0<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<\/form>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">Esta \u00e9 a 39\u00aa de 78 p\u00e1ginas que ter\u00e1 este almanaque.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/114975890?h=7690df6e15\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/114975890\">Feliz Navidad &#8211; Walk Off The Earth<\/a> from <a href=\"https:\/\/vimeo.com\/user35622257\">24 Treats<\/a> on <a href=\"https:\/\/vimeo.com\">Vimeo<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00e9 brinquedo que n\u00e3o tem Belo Horizonte, V\u00e9spera de Natal \u26c8 20\u00b0 &#8211; 26\u00b0 24 de dezembro \u00e9 Dia do \u00d3rf\u00e3o e V\u00e9spera de Natal. [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,13,10,5,12],"tags":[],"class_list":["post-1802","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-almanaque","category-carta-semanal","category-jardim","category-newsletter","category-oraculo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1802","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1802"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1802\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1828,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1802\/revisions\/1828"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}