{"id":1685,"date":"2023-12-02T22:21:39","date_gmt":"2023-12-02T22:21:39","guid":{"rendered":"https:\/\/nalua.in\/notas\/?p=1685"},"modified":"2023-12-02T22:49:44","modified_gmt":"2023-12-02T22:49:44","slug":"so-quero-ser-sombra-na-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/notas\/so-quero-ser-sombra-na-rua\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/telegra.ph\/Tedio-12-02\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 8pt;\">s\u00f3 quero ser sombra na rua<\/span><\/a><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/logo.jpg\" width=\"639\" height=\"353\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Belo Horizonte 3 de dezembro de 2023<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\ud83c\udf2721\u00b0 &#8211; 29\u00b0<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3 de dezembro<\/strong> \u00e9 <span style=\"text-decoration: underline;\">Dia internacional das pessoas com defici\u00eancia<\/span>. Em <strong>1910<\/strong> a<span style=\"text-decoration: underline;\"> ilumina\u00e7\u00e3o neon<\/span> \u00e9 demonstrada pela primeira vez no Sal\u00e3o Autom\u00f3vel de Paris. Em <strong>1967<\/strong> o Doutor Christian Barnard realiza<span style=\"text-decoration: underline;\"> o primeiro transplante de cora\u00e7\u00e3o<\/span> na \u00c1frica do Sul. Em <strong>1979<\/strong> uma desgra\u00e7a sem precedentes: o <span style=\"text-decoration: underline;\">aiatol\u00e1 Khomeini<\/span> se torna o primeiro l\u00edder supremo do Ir\u00e3 e leva o lugar para um atraso inacredit\u00e1vel. Em <strong>1984<\/strong> acontece o infame <span style=\"text-decoration: underline;\">Desastre de Bhopal<\/span>: um vazamento de isocianato de metila de uma f\u00e1brica\u00a0 da Union Carbide em Bhopal, na \u00cdndia, mata mais de 3 800 pessoas e fere de 150 000 a 600 000 outras . Em <strong>1857<\/strong> nasceu <span style=\"text-decoration: underline;\">Joseph Conrad<\/span>, em <strong>1911<\/strong> o mundo ficaria mais mel\u00f3dico com o nascimento de<span style=\"text-decoration: underline;\"> Nino Rota<\/span>. Em <strong>1948<\/strong> nascia <span style=\"text-decoration: underline;\">Ozzy Osbourne<\/span>.Em <strong>1919<\/strong> partia <span style=\"text-decoration: underline;\">Renoir<\/span> e em <strong>2009<\/strong> tristemente nos deixava <span style=\"text-decoration: underline;\">Leila Lopes<\/span>.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1686 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/61594483_2258435987537759_2350223468923977728_n.png\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"431\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/61594483_2258435987537759_2350223468923977728_n.png 511w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/61594483_2258435987537759_2350223468923977728_n-256x300.png 256w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/61594483_2258435987537759_2350223468923977728_n-150x176.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 367px) 100vw, 367px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O t\u00e9dio sempre me aborda num domingo a tarde, numa festa de r\u00e9veillon ou Show do SESC Pompeia.<\/em><br \/>\n<em>Ele parece pac\u00edfico, de bons modos, mas age impulsivamente.<\/em><br \/>\n<em>O t\u00e9dio nada paralisa. Com ele, tudo se movimenta.<\/em><br \/>\n<em>Por ele existem as camas redondas, o Kama Sutra, o psicanalista e o guaran\u00e1 com formicida.<\/em><br \/>\n<em>Vem uma vontade desenfreada de viver aventuras in\u00e9ditas, passeios gelados no \u00c1rtico, escalar Everestes, noitadas opi\u00e1ceas em Pequim, festas de drag-queens!&#8230;<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o, n\u00e3o. Nunca leve o t\u00e9dio a S\u00e9rio. Nunca!<\/em><br \/>\n<em>Mas vale o lembrete de Nelson Rodrigues: \u201cs\u00f3 o imbecil n\u00e3o tem t\u00e9dio\u201d.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span class=\"fe5nidar khvhiq1o r5qsrrlp i5tg98hk f9ovudaz przvwfww gx1rr48f gfz4du6o r7fjleex nz2484kf svot0ezm dcnh1tix sxl192xd t3g6t33p\"><span class=\"mpj7bzys xzlurrtv\">\u2764\ufe0f<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>S\u00e9rgio Lara<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Em algum momento de algum ano entre 1916 e 1918, escreveu Fernando Pessoa em seu Di\u00e1rio:<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nos mais ___ momentos do meu t\u00e9dio, quando mais completamente me cinge a a ang\u00fastia do momento actual assalta-me o desejo violento de me desejar em outras vidas, vivendo outras almas, outras sensa\u00e7\u00f5es.<\/em><br \/>\n<em>Ora me sonhava dormir ___ num leito de prov\u00edncia, em Janeiro, sentindo cair l\u00e1 fora a chuva, muita chuva, enquanto eu me sentia bem, conservado num gasalho idiota de alma e corpo. ___ em toda parte o desterro da sensa\u00e7\u00e3o sempre intelectualizada da conci\u00eancia de tudo que ___<\/em><br \/>\n<em>E mesmo nesses sonhos, como depois de os sonhar[,] me acompanha uma saudade deles, uma saudade \u00e1cida, acre, \u00e1rida e dolorosa a um ponto que n\u00e3o [se] imagina. D\u00f3i-me a alma para al\u00e9m do t\u00e9dio doloroso durante e no regresso dessa viagem de sonho,\u00a0 ___ Sinto como se tivesse atravessado o mist\u00e9rio da vida na sua \u00edntima ess\u00eancia e permane\u00e7o no mesmo t\u00e9dio, mais g\u00e9lido, mais profunda e gelidamente cansado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Fernando Pessoa &#8211; Escritos Autobiogr\u00e1ficos, autom\u00e1ticos e de reflex\u00e3o pessoal &#8211; Ed. A Girafa<\/strong><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #faf2de;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A minha alma tem t\u00e9dio de minha vida; darei livre curso \u00e0 minha queixa, falarei na amargura da minha alma.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>J\u00f3 10:1<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Esses dias em que horas dizem nada<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1697 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/4decopaspp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"647\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/4decopaspp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/4decopaspp-162x300.jpg 162w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/4decopaspp-150x277.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Todos os adultos se lembram, entre muitas outras coisas, do grande t\u00e9dio da inf\u00e2ncia, e a vida de toda crian\u00e7a \u00e9 pontuada por per\u00edodos de t\u00e9dio: aquele estado de expectativa suspensa em que as coisas s\u00e3o iniciadas e nada come\u00e7a, um sentimento de inquieta\u00e7\u00e3o difusa que cont\u00e9m a vontade mais absurda e paradoxal de todas, o desejo de um desejo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Adam Philips<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje apareceu o <strong>4 de copas<\/strong>, bem inusitado. O que faz a carta do <strong>t\u00e9dio e da apatia<\/strong> aqui, bem no come\u00e7o de dezembro? <strong>Quem \u00e9 que tem tempo de sentir t\u00e9dio a essa altura do campeonato<\/strong>? Mas \u00e9 o que o or\u00e1culo tem para n\u00f3s neste domingo. Precisamos agu\u00e7ar os ouvidos para escutar o que diz orago, precisamos afiar a intui\u00e7\u00e3o e a sensibilidade para entender o que quer de n\u00f3s o tar\u00f4 com essa carta. <strong>N\u00e3o passamos 2 anos de pandemia loucamente entediados, confinados \u00e0 nossa pr\u00f3pria companhia<\/strong>? O que mais, em nome de Zeus, precisamos de aprender de li\u00e7\u00e3o do t\u00e9dio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Precisamos aprender muito, muit\u00edssimo. O t\u00e9dio \u00e9 causa de coisas contradit\u00f3rias. Ele \u00e9 tido <strong>ora como o pai de todos os males, ora como m\u00e3e de toda cria\u00e7\u00e3o<\/strong>.\u00a0Atualmente organizamos a sociedade e a vida digital de maneira que quase n\u00e3o existe mais espa\u00e7o para o t\u00e9dio. \u00c9 uma promessa do nosso <em>zeitgeist<\/em>, <strong>nunca mais estaremos entediados<\/strong>, pois a distra\u00e7\u00e3o das redes e da internet nos livrar\u00e1 eternamente desse sentimento estranho. <strong>Acontece que essa promessa n\u00e3o est\u00e1 sendo cumprida, nunca ser\u00e1<\/strong>. Ser humano \u00e9 sentir t\u00e9dio, mesmo que reduzido ao m\u00ednimo indispens\u00e1vel. \u00c9 sempre, <em>vem amor que a hora \u00e9 essa<\/em>&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O t\u00e9dio \u00e9 necess\u00e1rio, \u00e9 vital e inevit\u00e1vel. Alguns pensadores dizem que <strong>sem t\u00e9dio e sem medo n\u00e3o ter\u00edamos civiliza\u00e7\u00e3o<\/strong>. E talvez n\u00e3o tiv\u00e9ssemos sobrevivido, foi o t\u00e9dio que proporcionou a explora\u00e7\u00e3o do mundo, se pensarmos bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez a li\u00e7\u00e3o do 4 de copas em pleno in\u00edcio de dezembro seja para que <strong>n\u00e3o nos afundemos em distra\u00e7\u00f5es demasiadas<\/strong>. E para que reservemos um tempo de t\u00e9dio que <strong>permita \u00e0 nossa mente se recuperar de tanta distra\u00e7\u00e3o e futilidade.<\/strong> Talvez o 4 de copas nos convide \u00e0 <strong>contempla\u00e7\u00e3o<\/strong>, e nos permita <strong>entrar em contato com um fluxo da vida que ocorre\u00a0 independente de acontecimentos<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que <strong>tudo seja um espet\u00e1culo o tempo todo<\/strong>, ainda mais em <strong>dezembro<\/strong>, o mais espetaculoso dos meses. Podemos parar e simplesmente ouvir o que nossa mente est\u00e1 dizendo. <strong>N\u00e3o precisamos ser eternamente entretidos, nem as crian\u00e7as precisam estar ocupadas o tempo todo<\/strong>. A companhia da nossa mente \u00e0s vezes pode ser dif\u00edcil de suportar. Mas <strong>para onde vamos, n\u00f3s nos levamos<\/strong>, talvez seja isso, estar bem com a pr\u00f3pria companhia e com os dons gratuitos que \u00e0s vezes nos s\u00e3o dados, inclusive com o t\u00e9dio. <strong>O t\u00e9dio \u00e9 um dom do tempo<\/strong>, e s\u00f3 tem tempo quem est\u00e1 vivo.<\/p>\n<p>A magn\u00edfica Susan Sontag tem uma palavrinha sobre isso em seus di\u00e1rios:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>As pessoas dizem \u201c\u00e9 entediante\u201d \u2014 como se isso fosse um padr\u00e3o final de argumenta\u00e7\u00e3o e nenhuma obra de arte tivesse o direito de nos causar t\u00e9dio.<\/em><br \/>\n<em>Mas a maior parte da arte interessante de nosso tempo \u00e9 entediante. Jasper Johns \u00e9 entediante. Beckett \u00e9 entediante, Robbe-Grillet \u00e9 entediante. Etc. etc.<\/em><br \/>\n<em>Talvez a arte tenha de ser entediante agora. (O que obviamente n\u00e3o significa que arte entediante seja necessariamente boa \u2014 \u00e9 \u00f3bvio.)<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o devemos mais esperar que a arte entretenha ou divirta. Pelo menos, n\u00e3o a alta arte.<\/em><br \/>\n<em>O t\u00e9dio \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o. Estamos aprendendo novos modos de aten\u00e7\u00e3o \u2014 digamos, favorecer mais o ouvido do que o olho \u2014 mas enquanto trabalharmos no antigo modo de aten\u00e7\u00e3o acharemos X entediante\u2026 por exemplo, ouvir antes pelo sentido do que pelo som (ser orientado demais para a mensagem). Possivelmente ap\u00f3s a repeti\u00e7\u00e3o da mesma \u00fanica frase ou plano de linguagem ou imagem por um longo per\u00edodo \u2014 num determinado texto escrito ou pe\u00e7a musical ou filme, se ficarmos entediados, devemos nos perguntar se estamos operando no modo de aten\u00e7\u00e3o correto.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Que tal?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o reprimam o bocejo, e se puderem, <em>sintam-se vivos a cada banho de chuva que chega<\/em>. Boa semana.<\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #dcf0fa;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1690 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/dream_TradingCard-2023-12-02T123413.389.jpg\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"573\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/dream_TradingCard-2023-12-02T123413.389.jpg 960w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/dream_TradingCard-2023-12-02T123413.389-184x300.jpg 184w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/dream_TradingCard-2023-12-02T123413.389-627x1024.jpg 627w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/dream_TradingCard-2023-12-02T123413.389-768x1254.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/dream_TradingCard-2023-12-02T123413.389-940x1536.jpg 940w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/dream_TradingCard-2023-12-02T123413.389-150x245.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">4 de copas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta 4 de Copas representa um momento de introspec\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es e desejos.\u00a0Quando essa carta aparece em uma leitura, geralmente indica que a pessoa est\u00e1 passando por um per\u00edodo de apatia emocional. Ela pode estar se sentindo entediada ou insatisfeita com a sua vida atual, e pode estar buscando algo mais significativo ou emocionante. A figura da carta mostra uma pessoa sentada debaixo de uma \u00e1rvore, olhando para tr\u00eas ta\u00e7as que est\u00e3o diante dela. No entanto, ela parece n\u00e3o estar interessada nessas copas, e est\u00e1 perdida em seus pr\u00f3prios pensamentos. Isso simboliza a falta de motiva\u00e7\u00e3o e interesse naquilo que est\u00e1 dispon\u00edvel no momento.\u00a0A carta 4 de Copas tamb\u00e9m pode indicar que a pessoa est\u00e1 sendo excessivamente cr\u00edtica consigo mesma ou com os outros. Ela pode estar se fechando para novas oportunidades ou rela\u00e7\u00f5es, pois est\u00e1 muito focada em suas pr\u00f3prias insatisfa\u00e7\u00f5es e descontentamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, a carta tamb\u00e9m traz consigo uma mensagem de possibilidade. Ela sugere que, ao inv\u00e9s de se perder em pensamentos negativos, a pessoa pode olhar para dentro de si mesma e buscar a sua pr\u00f3pria verdade. Ela deve se questionar sobre o que realmente deseja e o que a faz feliz.\u00a0\u00c9 importante n\u00e3o parar demais, o 4 de copas sempre est\u00e1 a meio caminho de uma realiza\u00e7\u00e3o incr\u00edvel e a depress\u00e3o, que \u00e9 a estagna\u00e7\u00e3o maior. \u00c9 mais aconselh\u00e1vel fazer do 4 de copas uma parada estrat\u00e9gica para tomada de f\u00f4lego. Ou uma pausa para apreciar o caminho, anes de prosseguir.\u00a0A carta 4 de Copas \u00e9 um convite para a pessoa se reconectar com suas emo\u00e7\u00f5es e desejos mais profundos. Ela sugere que a pessoa se abra para novas experi\u00eancias e oportunidades, mesmo que elas pare\u00e7am diferentes ou desconhecidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma leitura de tarot, essa carta pode indicar a necessidade de fazer uma pausa e refletir sobre a vida emocional. Pode ser um momento de autoavalia\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise das pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es e desejos. \u00c9 um convite para buscar a felicidade e satisfa\u00e7\u00e3o interior, ao inv\u00e9s de buscar fora de si mesmo.\u00a0No entanto, \u00e9 importante lembrar que cada pessoa interpreta as cartas de forma \u00fanica e pessoal. O significado da carta 4 de Copas pode variar de acordo com o contexto e as demais cartas presentes na leitura. Por isso, \u00e9 sempre importante buscar a orienta\u00e7\u00e3o de um profissional experiente no tarot para uma interpreta\u00e7\u00e3o mais precisa e individualizada.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Um texto que espanta o t\u00e9dio<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Contudo, n\u00e3o ignoro que haja pessoas livres, com sa\u00fade, e at\u00e9 interessantes, que \u00e0s vezes se entediam exatamente quando t\u00eam lazer, isto \u00e9, quando poderiam, por exemplo, n\u00e3o digo nem viajar, mas simplesmente ler um grande romance, escrever uma carta ou um poema, ou n\u00e3o mais que andar na rua, apreciando a paisagem ou o movimento, ou, quem sabe, a passagem dessa ou daquela promessa de felicidade. Nem ignoro que qualquer uma das atividades que acabo de citar -ou qualquer outra que se imagine- seria capaz de lhes sugerir exatamente o c\u00famulo do t\u00e9dio. Por qu\u00ea? Como \u00e9 poss\u00edvel ser tediosa a vida de uma pessoa que disp\u00f5e do seu tempo?<\/em><br \/>\n<em>Creio que a resposta \u00e9 que o t\u00e9dio costuma acometer qualquer um que tenha orientado tudo na sua vida por uma \u00fanica causa final.<\/em><br \/>\n<em>A pessoa para quem o t\u00e9dio se d\u00e1 desse modo \u00e9 aquela que tem um interesse obsessivo por uma s\u00f3 coisa. Nesse caso, encarando todas as demais coisas como meros caminhos ou obst\u00e1culos para a consecu\u00e7\u00e3o do seu objetivo, ela as destitui de qualquer interesse intr\u00ednseco.<\/em><br \/>\n<em>\u00c0 medida que, em vez de facilitar o avan\u00e7o dela rumo a esse ponto final, algo possui uma espessura e opacidade pr\u00f3pria, \u00e0 medida que exige aten\u00e7\u00e3o para si mesmo, passa a ser um obst\u00e1culo. Sendo assim, o tempo que, a contragosto, tal pessoa \u00e9 obrigada a lhe dedicar, passa a ser um tempo de desvio, tempo que gostaria de ver passar o mais rapidamente poss\u00edvel, abrindo-lhe novamente caminho para a retomada da corrida rumo \u00e0 finalidade \u00faltima. Tal \u00e9 o tempo do t\u00e9dio, que ela tenta &#8220;matar&#8221;, como se o tempo n\u00e3o constitu\u00edsse a pr\u00f3pria subst\u00e2ncia da vida.<\/em><br \/>\n<em>O ponto final pode ser, por exemplo, uma paix\u00e3o devoradora, que atropele tudo o mais. Digamos que uma pessoa v\u00e1 a uma festa esperando ver o objeto de sua paix\u00e3o e, l\u00e1 chegando, n\u00e3o o veja. Ent\u00e3o a festa que, n\u00e3o fosse por essa frustra\u00e7\u00e3o, poderia ser uma del\u00edcia, torna-se, para ela, o mais puro t\u00e9dio. Sem ganhar o objeto da paix\u00e3o, ela perde o mundo. Eis uma das raz\u00f5es pelas quais tantos fil\u00f3sofos -inclusive Epicuro, que elogiava o prazer- apreciam o amor e a amizade, mas desconfiam da paix\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Ant\u00f4nio C\u00edcero &#8211; <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq1207200828.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Falha de S\u00e3o Paulo<\/a><\/strong><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f4e1f7;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<h2 style=\"text-align: center;\">Tudo, menos o t\u00e9dio, me faz t\u00e9dio.<\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\">Arte que salva de tudo, que salva da vida, que salva de n\u00f3s, mas que principalmente, nos salva do t\u00e9dio e da apatia. Ainda que entediante<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Livro<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1691 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/bartleby.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"447\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/bartleby.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/bartleby-202x300.jpg 202w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/bartleby-150x223.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>O livro do personagem mais entediado de todos.<\/em> Bartleby o Escrevente. Hermann Melville. <em>Esse livro \u00e9 magn\u00edfico. Surpreendente, mostra o funcion\u00e1rio Bartleby, que num determinado ponto de sua decide que prefere n\u00e3o fazer mais. Ao que se segue uma hist\u00f3ria deliciosa, inquietante, incr\u00edvel sobre as consequ\u00eancias do n\u00e3o fazer. O 4 de copas aqui assume uma propor\u00e7\u00e3o imensa, ultrapassa a si mesmo e vira outras coisas bem mais complicadas e surpreendentes. Eu considero que esse livro \u00e9 indispens\u00e1vel. E \u00e9 literatura de primeira qualidade. Leiam e tomem a li\u00e7\u00e3o de um quatro de copas que n\u00e3o soube a hora de sair de cena. Esse livro tem v\u00e1rias tradu\u00e7\u00f5es e os nomes variam um pouco. \u00c9 curtinho, num f\u00f4lego ele acaba e deixa uma sensa\u00e7\u00e3o de que foi pouco.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um advogado nova-iorquino de meados do s\u00e9culo XIX resolve contratar um novo copista. Atendendo ao an\u00fancio do advogado, apresenta-se \u00e0 porta de seu escrit\u00f3rio um jovem que ele caracteriza como uma figura \u201cpalidamente asseada, lastimosamente respeit\u00e1vel, incuravelmente desolada\u201d. Era Bartleby. No come\u00e7o, o novo copista trabalhava fazendo o que se esperava dele: c\u00f3pias. Mas, depois, bem, depois, n\u00e3o vamos estragar a hist\u00f3ria. Bartleby, o escrevente \u00e9 um conto de Herman Melville (1819-1891), o autor de Moby Dick, publicado pela primeira vez em 1853. O personagem central \u00e9 t\u00e3o marcante e o conto tem uma for\u00e7a tal que Bartleby tem fascinado leitores e cr\u00edticos desde sua primeira publica\u00e7\u00e3o. Foi, contemporaneamente, teorizado por fil\u00f3sofos t\u00e3o ilustres quanto Gilles Deleuze, Jacques Derrida, e Giorgio Agamben (v. Bartleby, ou da conting\u00eancia, Aut\u00eantica, 2015).<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Filme<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1693 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/lost.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"462\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/lost.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/lost-195x300.jpg 195w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/lost-150x231.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Encontros e Desencontros (Lost in Translation)\u00a0 &#8211; Sofia Coppola &#8211; 2004<em>. Um filme que eu adoro. E que \u00e9 sobre apatia, t\u00e9dio. E incomunicabilidade. \u00c9 muito gostoso ver como os dois personagens, acometidos terrivelmente pelo 4 de copas, se encontram e come\u00e7am a compartilhar suas paralisias, seu t\u00e9dio, e como as coisas v\u00e3o ficando diferentes e como existe o compartilhar desse t\u00e9dio, que nem por isso fica menor, talvez fique mais administr\u00e1vel. \u00c9 um filme \u00f3timo, que marca, que marcou uma \u00e9poca. Se ele \u00e9 muito referenciado, \u00e9 merecido.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bob Harris \u00e9 um ator de meia-idade que se encontra em T\u00f3quio para realizar sess\u00f5es fotogr\u00e1ficas publicit\u00e1rias. Est\u00e1 casado, mas o seu matrim\u00f3nio entrou numa fase aborrecida: Harris sente-se melanc\u00f3lico com toda rotina sem sentido que tornou-se sua vida. No hotel, conhece Charlotte, a jovem esposa de um fot\u00f3grafo que se encontra sozinha em T\u00f3quio, pois o seu marido est\u00e1 a trabalhar durante uns dias noutras cidades do Jap\u00e3o. Charlotte tamb\u00e9m se sente triste, n\u00e3o consegue encontrar algo em que possa se apoiar, algo que lhe d\u00ea sentido de viver. Juntos, come\u00e7am a repartir as horas que n\u00e3o passam. Entre os dois come\u00e7a a se estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o de compreens\u00e3o m\u00fatua, que se vai afirmando \u00e0 medida que passam os dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome original do filme, Lost in Translation (em portugu\u00eas, Perdidos na Tradu\u00e7\u00e3o), refere-se a dificuldade das personagens de serem compreendidas na cidade de T\u00f3quio, mesmo nos momentos em que est\u00e3o na companhia de tradutores. &#8220;Lost in Translation&#8221; trata de uma express\u00e3o americana que representa a parte cultural de palavras ou frases que se perde quando \u00e9 traduzida para outra l\u00edngua. Mesmo que a tradu\u00e7\u00e3o seja feita correctamente.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">S\u00e9rie<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1695 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/severance.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/severance.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/severance-199x300.jpg 199w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/severance-150x226.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ruptura &#8211; 2022 &#8211; Ben Stiller. <em>Essa s\u00e9rie estranha mostra o t\u00e9dio que vem da desconex\u00e3o de si, e da execu\u00e7\u00e3o de tarefas repetitivas e sem sentido. A s\u00e9rie s\u00f3 teve uma temporada, por enquanto, e foi uma excelente temporada, d\u00e1 pra ver o quatro de copas, que neste caso, pegou os personagens de algum modo, involuntariamente. Mas nem por isso eles est\u00e3o menos entediados, embora nem saibam disso. Eu estou esperando que a segunda temporada seja t\u00e3o boa quanto e que feche a narrativa direitinho.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Severance\u00a0 \u00e9 uma s\u00e9rie de televis\u00e3o estadunidense, dos g\u00eaneros thriller psicol\u00f3gico e fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, criada por Dan Erickson e dirigida por Ben Stiller e Aoife McArdle. Ela \u00e9 estrelada por Adam Scott, Zach Cherry, Britt Lower, Tramell Tillman, Jen Tullock, Dichen Lachman, Michael Chernus, John Turturro, Christopher Walken e Patricia Arquette. A trama segue a vida de Mark (Scott), um funcion\u00e1rio das Ind\u00fastrias Lumon que concorda em participar de um programa de &#8220;ruptura&#8221; no qual suas mem\u00f3rias sem rela\u00e7\u00e3o com o trabalho s\u00e3o separadas de suas mem\u00f3rias com o trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00e9rie estreou no servi\u00e7o de streaming Apple TV+ em 18 de fevereiro de 2022. Desde seu lan\u00e7amento, o show foi aclamado pela cr\u00edtica e p\u00fablico, que elogiaram sua fotografia, o design de produ\u00e7\u00e3o, a trilha sonora, hist\u00f3ria e performances (especialmente a de Scott). A s\u00e9rie recebeu 14 indica\u00e7\u00f5es na 74.\u00aa edi\u00e7\u00e3o dos Pr\u00eamios Emmy do Primetime, incluindo a de Melhor S\u00e9rie de Drama e indica\u00e7\u00f5es pela atua\u00e7\u00e3o de Scott, Turturro, Walken e Arquette. Em abril de 2022, a s\u00e9rie foi renovada para uma segunda temporada.<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"xdj266r x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs x126k92a\">\n<div dir=\"auto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1704 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/janinha.jpg\" alt=\"\" width=\"327\" height=\"392\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/janinha.jpg 327w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/janinha-250x300.jpg 250w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/janinha-150x180.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 327px) 100vw, 327px\" \/><\/div>\n<div dir=\"auto\">\n<hr \/>\n<div class=\"absolute bottom-0 left-0 w-full border-t md:border-t-0 dark:border-white\/20 md:border-transparent md:dark:border-transparent md:bg-vert-light-gradient bg-white dark:bg-gray-800 md:!bg-transparent dark:md:bg-vert-dark-gradient pt-2 md:pl-2 md:w-[calc(100%-.5rem)]\">\n<form class=\"stretch mx-2 flex flex-row gap-3 last:mb-2 md:mx-4 md:last:mb-6 lg:mx-auto lg:max-w-2xl xl:max-w-3xl\" enctype=\"application\/x-www-form-urlencoded\" method=\"get\">\n<div class=\"relative flex h-full flex-1 items-stretch md:flex-col\" style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Post com a colabora\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/instagram.com\/laismeralda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@laismeralda, que \u00e9 a<em>\u00a0melhor cartomante do peda\u00e7o, marque sua consulta com ela.<\/em><\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\">3 de dezembro \u00e9 o 337.\u00ba dia do ano no calend\u00e1rio gregoriano (338.\u00ba em anos bissextos). Faltam 28 dias para acabar o ano.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"relative flex h-full flex-1 items-stretch md:flex-col\">\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #c6f2f5;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<div class=\"xdj266r x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs x126k92a\" style=\"text-align: center;\">\n<div dir=\"auto\"><em>Tememos a morte, sim. Mas nenhum medo \u00e9 maior que aquele que sentimos da vida cheia, da vida vivida a todo peito.<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: center;\"><strong>Mia Couto<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui, obrigada! Esse \u00e9 o meu almanaque particular. Um peda\u00e7o do meu di\u00e1rio, da minha arca da velha, um registro de pequenas efem\u00e9rides, de coisas que quero guardar, do tempo, do vento, do c\u00e9u e do cheiro da chuva. Os Vest\u00edgios do Dia, meus dias. Aqui s\u00f3 tem refer\u00eancias, pois \u00e9 disso que sou feita.<\/em><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f7d5d5;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 99.9285%; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a9 Nalua \u2013 Caderninho pessoal, bauzinho de trapos coloridos, nos morros de Minas Gerais. Primavera infernal.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<\/form>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">Esta \u00e9 a 36\u00aa de 78 p\u00e1ginas que ter\u00e1 este almanaque.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>s\u00f3 quero ser sombra na rua Belo Horizonte 3 de dezembro de 2023 \ud83c\udf2721\u00b0 &#8211; 29\u00b0 3 de dezembro \u00e9 Dia internacional das pessoas com [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,13,10,5,12],"tags":[],"class_list":["post-1685","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-almanaque","category-carta-semanal","category-jardim","category-newsletter","category-oraculo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1685","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1685"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1685\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1702,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1685\/revisions\/1702"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}