{"id":1584,"date":"2023-11-10T13:03:40","date_gmt":"2023-11-10T13:03:40","guid":{"rendered":"https:\/\/nalua.in\/notas\/?p=1584"},"modified":"2023-11-12T04:16:13","modified_gmt":"2023-11-12T04:16:13","slug":"do-fogo-das-coisas-que-sao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/notas\/do-fogo-das-coisas-que-sao\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/telegra.ph\/Forca-Estranha-11-11\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 8pt;\">do fogo das coisas que s\u00e3o<\/span><\/a><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-almanaquedoi.jpg\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Belo Horizonte, 12 de novembro de 2023<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u263c Sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica: <em>Seja tudo pelo amor de Deus!<\/em> (Saudades, m\u00e3e)<\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 36px; width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f0e0ff;\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 36px;\">\n<td style=\"width: 100%; text-align: center; height: 36px;\">&nbsp;<\/p>\n<p><strong>12 de novembro<\/strong> \u00e9 anivers\u00e1rio da minha filhotinha e pequena fortaleza <span style=\"text-decoration: underline;\">Lina<\/span>, <span style=\"text-decoration: underline;\">Linucha<\/span>, <span style=\"text-decoration: underline;\">Linoca<\/span>, <span style=\"text-decoration: underline;\">Carminha.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1603 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/bichonalaerte.jpg\" alt=\"\" width=\"408\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/bichonalaerte.jpg 759w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/bichonalaerte-245x300.jpg 245w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/bichonalaerte-150x184.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 408px) 100vw, 408px\" \/><\/h3>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">A dan\u00e7a da psique<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A dan\u00e7a dos enc\u00e9falos acesos<\/em><br \/>\n<em>Come\u00e7a. A carne \u00e9 fogo. A alma arde. A espa\u00e7os<\/em><br \/>\n<em>As cabe\u00e7as, as m\u00e3os, os p\u00e9s e os bra\u00e7os<\/em><br \/>\n<em>Tombam, cedendo \u00e0 a\u00e7\u00e3o de ignotos pesos!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>E ent\u00e3o que a vaga dos instintos presos<\/em><br \/>\n<em>\u2014 M\u00e3e de esterilidades e cansa\u00e7os \u2014<\/em><br \/>\n<em>Atira os pensamentos mais devassos<\/em><br \/>\n<em>Contra os ossos cranianos indefesos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Subitamente a cerebral coreia<\/em><br \/>\n<em>Para. O cosmos sint\u00e9tico da Ideia<\/em><br \/>\n<em>Surge. Emo\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias sinto\u2026<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Arranco do meu cr\u00e2nio as nebulosas.<\/em><br \/>\n<em>E acho um feixe de for\u00e7as prodigiosas<\/em><br \/>\n<em>Sustentando dois monstros: a alma e o instinto!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u2663\ufe0f<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Augusto dos Anjos<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">No dia 12 de novembro de 1955 escreveu Carolina Maria de Jesus em seu di\u00e1rio:<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>12 DE NOVEMBRO Eu ia sair, mas estou t\u00e3o desanimada! Lavei as lou\u00e7as, varri o barraco, arrumei as camas. Fiquei horrorisada com tantas pulgas. Quando eu fui pegar agua contei para a D. Angelina que eu havia sonhado que tinha comprado um terreno muito bonito. Mas eu n\u00e3o queria ir residir l\u00e1 porque era litoral e eu tinha medo dos filhos cair no mar.\u00a0\u00a0<\/em><em>Ela disse-me que s\u00f3 mesmo no sonho \u00e9 que podemos comprar terrenos. No sonho eu via as palmeiras inclinando-se para o mar. Que bonito! A coisa mais linda \u00e9 o sonho.\u00a0<\/em><em>Achei gra\u00e7a nas palavras da D. Angelina, que disse-me a verdade. O povo brasileiro s\u00f3 \u00e9 feliz quando est\u00e1 dormindo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Carolina Maria de Jesus &#8211; Quarto de Despejo &#8211; Ed. \u00c1tica<\/strong><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #9edaf7;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<div class=\"row clearfix\">\n<div class=\"col-sm-6 col-md-6 col-lg-6\">\n<p class=\"v1\" style=\"text-align: center;\" data-v=\"11\"><em><span class=\"t\">N\u00e3o fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso!<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"v1\" style=\"text-align: center;\" data-v=\"11\"><strong><span style=\"font-family: inherit; font-size: inherit;\">Josu\u00e9 1:9<\/span><span style=\"font-family: inherit; font-size: inherit;\">.<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><em>Que a for\u00e7a esteja com voc\u00ea<\/em><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1614 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/fortitudep.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"654\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/fortitudep.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/fortitudep-161x300.jpg 161w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/fortitudep-150x280.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201cCoragem, coragem, se o que voc\u00ea quer \u00e9 aquilo que pensa e faz<\/em><br \/>\n<em>Coragem, coragem, que eu sei que voc\u00ea pode mais\u201d<\/em><br \/>\n<strong>Raul Seixas<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que carta linda, que carta <strong>necess\u00e1ria<\/strong>. E que hora fofa que ela chega, anivers\u00e1rio da <strong>minha estrela<\/strong> <strong>que precisa sempre matar um le\u00e3ozinho por dia<\/strong>. Achei uma bel\u00edssima carta de anivers\u00e1rio. <strong>Presente para todos n\u00f3s<\/strong>. O ano j\u00e1 est\u00e1 acabando, mas ainda assim ainda falta muito para quem t\u00e1 <strong>cansado<\/strong>, <strong>exausto<\/strong>, <strong><em>esbodegado<\/em><\/strong>, como dizia minha m\u00e3e. Eu desconfio que essa carta chegou porque precisamos de um empurr\u00e3o para fechar o ano. <em>For\u00e7a, guerreiros.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, \u00e0 parte as distra\u00e7\u00f5es, a carta A For\u00e7a \u00e9 uma das cartas de simbologia mais antiga, tem ra\u00edzes na Gr\u00e9cia cl\u00e1ssica, na B\u00edblia, na iconografia medieval e certamente se procurarmos, em quase toda simbologia humana. Sempre foi necess\u00e1rio ter coragem para viver. Coragem \u00e9 o tema mais forte desta carta. Os estudiosos do tar\u00f4 Monte Farber e Amy Zerner chamam essa carta de <strong>\u201cCora\u00e7\u00e3o Valente\u201d<\/strong>. E essa \u00e9 uma imagem muito apropriada. <strong>\u00c9 preciso ter um cora\u00e7\u00e3o valente para vivenciar a For\u00e7a<\/strong>. <strong>E a valentia do cora\u00e7\u00e3o pede coragem<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coragem \u00e9 um conceito que preocupa a humanidade h\u00e1 muito tempo, provavelmente desde sempre. Plat\u00e3o j\u00e1 falava de coragem, a filosofia ocidental tem uma longa tradi\u00e7\u00e3o de pensar esse conceito. Pelo vi\u00e9s do senso comum, que \u00e9 sempre o nosso, sabemos que um dos componentes da coragem \u00e9 <strong>realizar, <em>apesar<\/em> do medo<\/strong>. <strong>Mas isso n\u00e3o basta<\/strong>. A coragem da qual fala a carta da for\u00e7a \u00e9 a <strong>coragem como virtude<\/strong>. E n\u00e3o \u00e9 qualquer coragem que se encaixa nesse espectro. Para ser virtude uma caracter\u00edstica precisa ser <strong>moralmente direcionada<\/strong>. Precisa ter um ponto de contato com o campo da <strong>\u00e9tica<\/strong>. <strong>N\u00e3o \u00e9 bastante n\u00e3o ter medo, \u00e9 preciso algum grau de eleva\u00e7\u00e3o moral na coragem<\/strong>.\u00a0 Qualquer canalha pode ter aus\u00eancia de medo. Por isso a <em>melhor<\/em> coragem \u00e9 a <strong>altru\u00edsta<\/strong>, se pudermos valorar essa qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o fil\u00f3sofo Paul Tillich, a coragem tamb\u00e9m tem rela\u00e7\u00e3o com a <strong>ansiedade<\/strong>, vejam s\u00f3! Para ele a ansiedade \u00e9 mais ou menos a tomada de consci\u00eancia do nosso <strong>devir n\u00e3o ser<\/strong>. A percep\u00e7\u00e3o do <strong>n\u00e3o ser<\/strong> causa ansiedade, e esta leva \u00e0 consci\u00eancia de que <strong>o ser \u00e9 um estado que precisa ser afirmado<\/strong>. E para esse fil\u00f3sofo, apesar de muitas correntes filos\u00f3ficas terem pensado a coragem, uma das mais eficientes resolu\u00e7\u00f5es \u00e9 dada pelos estoicos, que veem <strong>a coragem como a virtude que permite viver com a perspectiva da dualidade do ser e n\u00e3o ser<\/strong>, ou seja, com a percep\u00e7\u00e3o de que somos finitos e mesmo assim estamos aqui, <b>resistindo <\/b>e <del>tentando<\/del> <strong>fazendo<\/strong> o melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso seria a coragem de <strong>afirmar o ser<\/strong>, <strong>afirmar a exist\u00eancia diante das for\u00e7as do n\u00e3o ser<\/strong>. <strong>A For\u00e7a \u00e9 a presen\u00e7a virtuosa contra a Morte<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a coragem tamb\u00e9m implica uma dimens\u00e3o <strong>individual<\/strong> e uma dimens\u00e3o <strong>coletiva<\/strong>, h\u00e1 uma coragem que \u00e9 coletiva e que <strong>precisamos ter enquanto sociedade<\/strong>. \u00c9 a que exercemos perante os perigos que enfrentamos socialmente a cada dia. E a coragem individual, a coragem de estar, de ser e resistir sendo \u00e9ticos. A coragem, sempre <strong>virtuosa<\/strong>, de <strong>enfrentarmos os medos e adversidades<\/strong>,\u00a0 a coragem de <strong>ter em conson\u00e2ncia a\u00e7\u00e3o e pensamento<\/strong>, aquela coragem que nos permite <strong>viver de forma muito mais significativa<\/strong> do que a simples sucumb\u00eancia \u00e0 <strong>covardia<\/strong> e ao <strong>comodismo<\/strong>.<strong> Enquanto uma virtude, a coragem sempre agrega valor \u00e0 nossa exist\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem sempre podemos ou conseguimos ser virtuosamente corajosos. Mas nesta semana a For\u00e7a nos chama para <strong>abrirmos nosso cora\u00e7\u00e3o valente<\/strong>. E nos presenteia com uma dose extra de <strong>coragem mora<\/strong>l, de vontade de fazer o certo, como ensinou Marco Aur\u00e9lio em suas Medita\u00e7\u00f5es, ao dizer:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cSe n\u00e3o \u00e9 certo, n\u00e3o o fa\u00e7a: se n\u00e3o \u00e9 verdade, n\u00e3o o diga\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos ouvir nosso cora\u00e7\u00e3o e ter a coragem da For\u00e7a<\/strong>. A coragem interna, de <strong>superarmos algumas de nossas feiuras interiores<\/strong>. Vamos ter coragem de ser, de existir de maneira melhor, principalmente n\u00f3s, <strong>privilegiados<\/strong> que podemos mais do que muitos ao nosso lado. E vamos ter a coragem de levantar os olhos dos nossos umbigos e entender que <strong>nem todos t\u00eam tantos privil\u00e9gios como n\u00f3s<\/strong>. E perceber que <strong>at\u00e9 mesmo ter a possibilidade de ter coragem \u00e9 um privil\u00e9gio<\/strong>. Vamos ter coragem de ajudar os que est\u00e3o ao nosso redor a resistir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boa semana, queridos Cora\u00e7\u00f5es de Le\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #faebd2;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1616 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/fortitude2p.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"597\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/fortitude2p.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/fortitude2p-176x300.jpg 176w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/fortitude2p-150x256.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A For\u00e7a representa a coragem e a for\u00e7a interior. Ela possui uma simbologia rica, que nos remete \u00e0 import\u00e2ncia da coragem em nossas vidas. A imagem da carta retrata uma mulher segurando a boca de um le\u00e3o, mostrando o dom\u00ednio sobre a fera. E algumas vezes a carta apresenta uma mulher segurando uma grande coluna quebrada. E n\u00e3o sabemos se ela teve a for\u00e7a de quebr\u00e1-la ou se est\u00e1 segurando a\u00a0 mesma no lugar para que o entorno n\u00e3o desmorone. Essa representa\u00e7\u00e3o simboliza a capacidade de controlar nossos instintos mais primitivos e agir com coragem diante dos desafios que enfrentamos. A coragem \u00e9 uma qualidade essencial para alcan\u00e7armos nossos objetivos e superarmos obst\u00e1culos. Ela nos impulsiona a sair da zona de conforto, a enfrentar nossos medos e a tomar decis\u00f5es dif\u00edceis. A carta A For\u00e7a nos lembra que, \u00e9 preciso enfrentar nossos conflitos internos com coragem para conseguir prosseguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, esse arcano tamb\u00e9m nos ensina sobre a import\u00e2ncia do equil\u00edbrio emocional. A coragem n\u00e3o precisa ser agressiva ou impulsiva. \u00c9 poss\u00edvel agir com firmeza e determina\u00e7\u00e3o, sem perder a serenidade. A coragem tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada \u00e0 confian\u00e7a em si mesmo. \u00c9 preciso acreditar em nossas habilidades e capacidades. A carta A For\u00e7a nos concede a capacidade de cultivar a autoconfian\u00e7a e acreditar em nosso potencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta da For\u00e7a tamb\u00e9m simboliza o equil\u00edbrio entre a energia f\u00edsica e a espiritual, entre o instinto e a raz\u00e3o, entre a paix\u00e3o e a compaix\u00e3o. A for\u00e7a n\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a bruta ou violenta, mas suave e harmoniosa, sabe domar as feras interiores e externas. \u00c9 uma carta positiva, indica que o consulente tem o poder de enfrentar os desafios. Ela tamb\u00e9m sugere um momento de crescimento pessoal, autoconhecimento e express\u00e3o da ess\u00eancia. \u00c9 uma carta de a\u00e7\u00e3o, incentiva o consulente a agir de acordo com os seus valores e ideais, sem se deixar intimidar ou influenciar por fatores externos. A for\u00e7a tamb\u00e9m pode representar um guia espiritual, um mestre ou um anjo da guarda, que protege e orienta o consulente.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Um texto de for\u00e7a &amp; fraqueza<\/h2>\n<h3>As idades de Joana, a Louca<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Aos dezesseis anos, a casam com um pr\u00edncipe flamengo. Seus pais, os Reis Cat\u00f3licos, a casam. Ela nunca tinha visto aquele homem.<\/em><br \/>\n<em>Aos dezoito, descobre o banho. Uma donzela \u00e1rabe do seu s\u00e9quito lhe ensina as del\u00edcias da \u00e1gua. Joana, entusiasmada, se banha todos os dias. A rainha Isabel, alarmada, comenta: <\/em>minha filha \u00e9 anormal.<br \/>\n<em>Aos vinte e tr\u00eas, tenta recuperar os filhos, que por quest\u00f5es de Estado n\u00e3o v\u00ea quase nunca. <\/em>Minha filha perdeu o ju\u00edzo<em>, comenta o pai, o rei Fernando.<\/em><br \/>\n<em>Aos vinte e quatro, numa viagem a Flandres, o barco naufraga. Ela, impass\u00edvel, exige que lhe sirvam a comida. <\/em>Voc\u00ea est\u00e1 louca!<em>, grita o marido, enquanto esperneia em p\u00e2nico, metido num enorme salva-vidas.<\/em><br \/>\n<em>Aos vinte e cinco, se atira sobre umas damas da corte e tesoura em m\u00e3os tosca seus cachos, por suspeita de trai\u00e7\u00e3o conjugal.<\/em><br \/>\n<em>Aos vinte e seis, envi\u00fava. O marido, rec\u00e9m-proclamado rei, bebeu \u00e1gua gelada. Ela suspeita que foi veneno. N\u00e3o derrama uma l\u00e1grima, mas a partir daquele momento se veste de negro perp\u00e9tuo.<\/em><br \/>\n<em>Aos vinte e sete, passa os dias sentada no trono de Castela, com o olhar perdido no vazio. Se nega a assinar as leis, as cartas e tudo o que trazem para ela.<\/em><br \/>\n<em>Aos vinte e nove, seu pai a declara demente e a encarceram no castelo, \u00e0s margens do rio Douro. Catalina, a menor de suas filhas, a acompanha. A menina cresce na cela ao lado e por uma janela v\u00ea as outras crian\u00e7as brincarem.<\/em><br \/>\n<em>Aos trinta e seis, fica sozinha. Seu filho Carlos, que em breve ser\u00e1 imperador, leva Catalina com ele. Ela se declara em greve de fome at\u00e9 que a filha regresse. \u00c9 amarrada, golpeada, obrigada a comer. Catalina n\u00e3o volta.<\/em><br \/>\n<em>Aos setenta e seis, depois de quase meio s\u00e9culo de vida prisioneira, morre essa rainha que n\u00e3o reinou. Fazia muito tempo que n\u00e3o se movia, olhando o nada.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Eduardo Galeano &#8211; Os Espelhos &#8211; Editora LPM &#8211; Tradu\u00e7\u00e3o de Erico Nepomuceno<\/strong><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #d2faeb;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Vale mais a for\u00e7a do pensamento<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Eu quis trazer hoje uma arte com mais representatividade das minorias sociais. Eu sei que muita gente j\u00e1 est\u00e1 na fase de torcer o nariz para essa categoria, para o que \u00e0s vezes \u00e9 chamado com desd\u00e9m de <\/strong><\/em><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">identitarismo<\/span><\/strong><em><strong>, o que, veja bem, pode estar destruindo o mundo, pela \u00f3tica da direita e da esquerda e do centro e do c* do mundo, perdoem o meu franc\u00eas. Acontece que s\u00e3o essas pessoas, as que gritam de dentro do <span style=\"text-decoration: underline;\">identitarismo<\/span>, as que mais precisam o dia inteiro, o m\u00eas inteiro a vida inteira, mostrar A For\u00e7a, interior e exterior. Ent\u00e3o a\u00ed est\u00e1 o que lembrei, o que pensei. Tem mais livros hoje, pois o que n\u00e3o falta nesse mundo \u00e9 gente massacrada, obrigada a se haver com a pr\u00f3pria for\u00e7a interior, coragem e voltas por cima. E a\u00ed el@s escrevem livros. E que bom.<\/strong><\/em><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Livro &#8211; Autobiografia<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1594 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/41tORKJMiDL.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/41tORKJMiDL.jpg 344w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/41tORKJMiDL-206x300.jpg 206w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/41tORKJMiDL-150x218.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu sei por que o p\u00e1ssaro canta na gaiola &#8211; Maya Angelou. Tradu\u00e7\u00e3o de Regiane Winarski.\u00a0 <em>Esse \u00edcone da hist\u00f3ria americana que \u00e9 Maya Angelou deve ter sido a personifica\u00e7\u00e3o da for\u00e7a. Tudo que ela passou atrav\u00e9s do s\u00e9culo XX \u00e9 pura coragem moral. A hist\u00f3ria dela \u00e9 muito exemplar quando se pensa em for\u00e7a interior, em atravessar temporais e sair inteira e melhor. Essa \u00e9 uma parte da hist\u00f3ria de vida dela. \u00c9 muito tocante, recomendo demais, \u00e9 imposs\u00edvel sair do mesmo jeito depois da leitura.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro &#8220;Eu sei porque o p\u00e1ssaro canta na gaiola&#8221; \u00e9 uma obra de Maya Angelou que narra a hist\u00f3ria de sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, abordando temas como racismo, abuso sexual e viol\u00eancia. Publicado em 1969, o livro \u00e9 considerado um cl\u00e1ssico da literatura norte-americana e um importante marco na luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Maya Angelou foi uma escritora, poetisa e ativista pelos direitos civis que viveu entre 1928 e 2014. Ela nasceu em St. Louis, Missouri, e passou parte de sua inf\u00e2ncia com a av\u00f3 paterna em Stamps, Arkansas. Foi l\u00e1 que ela sofreu abuso sexual aos oito anos de idade, um trauma que a marcou profundamente e que \u00e9 descrito em detalhes no livro. Al\u00e9m do abuso sexual, Maya Angelou tamb\u00e9m enfrentou o racismo e a segrega\u00e7\u00e3o racial que eram comuns nos Estados Unidos na \u00e9poca. Ela conta como era dif\u00edcil para os negros conseguirem empregos decentes, frequentarem escolas de qualidade e serem tratados com dignidade e respeito. O t\u00edtulo do livro faz refer\u00eancia a uma can\u00e7\u00e3o que Maya Angelou ouviu na igreja quando era crian\u00e7a, que fala sobre a liberdade dos p\u00e1ssaros que voam livremente no c\u00e9u, enquanto outros est\u00e3o presos em gaiolas. O livro \u00e9 escrito em primeira pessoa e tem um tom autobiogr\u00e1fico.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Livro &#8211; Escrita de Si (?)<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1596 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ofimdeeddyp.jpg\" alt=\"\" width=\"301\" height=\"452\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ofimdeeddyp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ofimdeeddyp-200x300.jpg 200w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ofimdeeddyp-150x225.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 301px) 100vw, 301px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Fim de Eddy &#8211; \u00c9douard Louis &#8211; Tradu\u00e7\u00e3o de Francesca Angiolillo. <em>Autosociobiografia? Escrita de si, autobiografia, autofic\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sei o nome do g\u00eanero, nem se existe consenso a respeito. Sei que a gente v\u00ea ecos da Annie Ernaux nos livros de \u00c9douard Louis, e eu gostei mais da escrita dele. Li recentemente e recomendo demais este e os outros. Esse livro tamb\u00e9m conta o que ele passou, enquanto crian\u00e7a e jovem homossexual nnum interior franc\u00eas terrivelmente <del>evang\u00e9lic<\/del>, ops, conservador. E tamb\u00e9m \u00e9 um exemplo da a\u00e7\u00e3o da carta da For\u00e7a. \u00c9 um livro com partes muito duras, muito tristes, mas muito bem escrito, com uma narrativa \u00f3tima e que prende.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma inf\u00e2ncia no inferno: a ang\u00fastia de um garoto obrigado a enfrentar a crueldade e o conservadorismo de uma comunidade no interior da Fran\u00e7a \u201cTodas as manh\u00e3s, enquanto me arrumava no banheiro, eu repetia a mesma frase sem parar, tantas vezes que ela terminaria por perder o sentido, passaria a n\u00e3o ser mais do que uma sucess\u00e3o de s\u00edlabas, de sons. Eu parava e retomava a frase: Hoje eu vou ser um dur\u00e3o. Eu me lembro porque eu repetia exatamente aquela frase, como se faz com uma ora\u00e7\u00e3o, com aquelas exatas palavras \u2013 Hoje eu vou ser um dur\u00e3o (e eu choro enquanto escrevo estas linhas: choro porque eu acho essa frase rid\u00edcula e horripilante, essa frase que, durante anos, me acompanhou e que de certa forma ocupou, n\u00e3o creio que haja exagero em dizer isso, o centro da minha vida).\u201d O fim de Eddy, romance autobiogr\u00e1fico de uma das mais proeminentes vozes da nova literatura francesa, desvela o conservadorismo e o preconceito da sociedade no interior da Fran\u00e7a. De forma cruel, seca e sufocante, a viol\u00eancia e a amargura de uma pequena cidade de oper\u00e1rios se contrap\u00f5em \u00e0 sensibilidade do despertar sexual de um garoto, estabelecendo um paralelo direto com as experi\u00eancias do pr\u00f3prio autor. \u201cEsse romance, sobre crescer em meio \u00e0 pobreza e \u00e0 homofobia na zona rural francesa, \u00e9 leitura essencial.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Livro: Di\u00e1rio<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1625 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/quartodedespejop.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"423\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/quartodedespejop.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/quartodedespejop-213x300.jpg 213w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/quartodedespejop-150x212.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quarto de Despejo &#8211; Carolina Maria de Jesus. <em>Quarto de Despejo \u00e9 um dos melhores livros que j\u00e1 li, \u00e9 um dos melhores livros da nossa literatura. \u00c9 um grito da For\u00e7a, \u00e9 um livro, como dizem, incontorn\u00e1vel. Por mim seria obrigat\u00f3rio para todo brasileiro. Se joguem nesse livro se quiserem entender a carta da For\u00e7a, se joguem na Biografia da Carolina, na vida dessa mulher maravilhosa, que seguramente ocupa os primeiros lugares do nosso pante\u00e3o.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro &#8220;Quarto de Despejo&#8221; \u00e9 uma obra liter\u00e1ria de grande import\u00e2ncia para a literatura brasileira. Escrito por Carolina Maria de Jesus, o livro \u00e9 um relato autobiogr\u00e1fico da vida da autora, que viveu em condi\u00e7\u00f5es extremamente prec\u00e1rias na favela do Canind\u00e9, em S\u00e3o Paulo.\u00a0Publicado em 1960, o livro se tornou um sucesso de vendas e foi traduzido para diversos idiomas. Nele, Carolina Maria de Jesus narra suas experi\u00eancias como catadora de lixo, m\u00e3e solteira e negra em uma sociedade racista e desigual.\u00a0O livro \u00e9 uma den\u00fancia das condi\u00e7\u00f5es de vida das pessoas mais pobres no Brasil e da falta de pol\u00edticas p\u00fablicas para combater a pobreza e a exclus\u00e3o social. Carolina Maria de Jesus descreve a fome, a mis\u00e9ria e a viol\u00eancia que ela e seus vizinhos enfrentavam diariamente, al\u00e9m do preconceito que sofriam por serem negros e moradores da favela.\u00a0A obra tamb\u00e9m \u00e9 um exemplo da for\u00e7a e da coragem de uma mulher que, apesar de todas as adversidades, conseguiu encontrar na escrita uma forma de expressar sua voz e sua luta por uma vida melhor. Carolina Maria de Jesus escrevia em cadernos encontrados no lixo, e foi atrav\u00e9s desses escritos que ela conseguiu publicar seu livro e se tornar uma refer\u00eancia na luta pelos direitos dos mais pobres.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Document\u00e1rio<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1598 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Bixa_Travesty.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"451\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Bixa_Travesty.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Bixa_Travesty-200x300.jpg 200w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Bixa_Travesty-150x226.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bixa Travesty &#8211; Claudia Priscilla e Kiko Goifman &#8211; 2018. <em>Toda travesti tem que ter uma for\u00e7a descomunal pra estar no mundo n\u00e9. E ainda mais estar nesse pa\u00eds que os mata mais que em qualquer outro lugar. E onde de todos os lados, de todos os espectros, querem o n\u00e3o ser destes seres. Esse document\u00e1rio, bastante antropol\u00f3gico, \u00e9 sensacional, n\u00e3o \u00e0 toa ganhou tantos pr\u00eamios. Mostra a for\u00e7a que Linn da Quabrada teve que ter pra passar por tudo. E mostra a artista sensacional que ela \u00e9. Tamb\u00e9m \u00e9 a carta da For\u00e7a em a\u00e7\u00e3o. Eu fiquei muito impactada quando vi, e muito emocionada tamb\u00e9m. E apaixonada por essa pessoa, Linn da Quebrada.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bixa Travesty \u00e9 um document\u00e1rio brasileiro de 2018, sobre a cantora e ativista trans Linn da Quebrada. Escrito e dirigido por Claudia Priscilla e Kiko Goifman, o filme estreou no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 18 de fevereiro, e recebeu o Teddy Award de melhor document\u00e1rio LGBT. O corpo pol\u00edtico de Linn da Quebrada, cantora transexual negra, \u00e9 a for\u00e7a motriz desse document\u00e1rio que captura a sua esfera p\u00fablica e privada, ambas marcadas n\u00e3o s\u00f3 por sua presen\u00e7a de palco inusitada, mas tamb\u00e9m por sua incessante luta pela desconstru\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos de g\u00eanero, classe e ra\u00e7a.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Filme<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1622 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/tomatesverdesfritosp.png\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/tomatesverdesfritosp.png 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/tomatesverdesfritosp-225x300.png 225w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/tomatesverdesfritosp-150x200.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tomates Verdes Fritos &#8211; Jon Avnet &#8211; 1992.\u00a0<em>A For\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 bem demonstrada aqui na hist\u00f3ria de Idgie e Ruth. E Evelyn e Ninny. A for\u00e7a de serem mulheres no sul dos EUA nos anos 20-30. A for\u00e7a de serem mulheres que se amam, que fogem e enfrentam abusos, viol\u00eancias e um racismo intenso, mesmo que n\u00e3o sejam v\u00edtimas diretas dele. De enfrentarem a velhice, a morte, as doen\u00e7as e perdas. E de se ajudarem sempre, e se amarem. Um filme de mulheres. Tem um pouco do salvador branco, mas era 1992, outro tempo. Ainda bem que melhoramos. Mas ainda \u00e9 um filme encantador. Mas olha, Zeus me livre do sul dos Estados Unidos, cruzes. S\u00f3 quero um dia muito, muito, conhecer New Orleans.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomates Verdes Fritos \u00e9 um drama lan\u00e7ado em 1992, dirigido por Jon Avnet e baseado no romance de mesmo nome escrito por Fannie Flagg. A trama do filme se passa em duas \u00e9pocas diferentes, a d\u00e9cada de 1920 e a d\u00e9cada de 1980, e aborda temas como amizade, empoderamento feminino, racismo e viol\u00eancia dom\u00e9stica.\u00a0A hist\u00f3ria come\u00e7a nos anos 1980, quando Evelyn Couch, uma dona de casa insatisfeita com seu casamento mon\u00f3tono, conhece Ninny Threadgoode, uma senhora idosa que vive em uma casa de repouso. \u00c0 medida que Ninny come\u00e7a a contar suas mem\u00f3rias, Evelyn se v\u00ea cada vez mais envolvida na hist\u00f3ria de duas mulheres corajosas que viveram na cidade de Whistle Stop, no Alabama, durante a Grande Depress\u00e3o.\u00a0O filme intercala as hist\u00f3rias de Evelyn e Ninny com as hist\u00f3rias de Idgie Threadgoode e Ruth Jamison, duas amigas que enfrentaram diversos desafios juntas. Idgie \u00e9 uma mulher independente e corajosa, dona de um caf\u00e9 em Whistle Stop, onde serve pratos deliciosos feitos com tomates verdes fritos. J\u00e1 Ruth \u00e9 uma mulher mais tradicional, presa em um casamento abusivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o entre Idgie e Ruth \u00e9 retratada de forma sutil e delicada, sugerindo um amor al\u00e9m da amizade. Essa representa\u00e7\u00e3o da sexualidade das personagens foi um dos aspectos mais marcantes do filme para a \u00e9poca em que foi lan\u00e7ado. Al\u00e9m disso, Tomates Verdes Fritos tamb\u00e9m aborda quest\u00f5es sociais relevantes, como o racismo e a viol\u00eancia dom\u00e9stica.\u00a0No contexto da d\u00e9cada de 1920, Idgie e Ruth enfrentam o preconceito racial ao se tornarem amigas de Sipsey e Big George, dois personagens negros que trabalham no caf\u00e9. A amizade entre eles \u00e9 um exemplo poderoso de como as rela\u00e7\u00f5es humanas podem superar barreiras sociais e raciais.\u00a0Outro tema importante abordado no filme \u00e9 a viol\u00eancia dom\u00e9stica. Ruth vive um casamento infeliz com Frank Bennett, um homem agressivo e controlador. A forma como o filme retrata essa rela\u00e7\u00e3o t\u00f3xica \u00e9 impactante e mostra a import\u00e2ncia de se libertar de relacionamentos abusivos.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">S\u00e9rie<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1624 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/maidp.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/maidp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/maidp-214x300.jpg 214w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/maidp-150x210.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Maid &#8211; 2021 &#8211; Molly Smith Metzler. <em>Essa s\u00e9rie tamb\u00e9m \u00e9 um exemplo da trajet\u00f3ria da for\u00e7a. Aqui \u00e9 interessante observar a imensa for\u00e7a que pode vir da maternidade. Como as mulheres ficam fortes por causa de um filho. E como a for\u00e7a e a coragem podem ser cultivadas e irem aparecendo aos poucos. Al\u00e9m do mais \u00e9 uma narrativa bem interessante, baseada em uma hist\u00f3ria real.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00e9rie &#8220;Maid&#8221; \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o original da Netflix que estreou em 2021 e rapidamente conquistou o p\u00fablico com sua hist\u00f3ria cativante e performances marcantes. Com base no livro de mem\u00f3rias de Stephanie Land, intitulado &#8220;Maid: Hard Work, Low Pay, and a Mother&#8217;s Will to Survive&#8221;, a s\u00e9rie aborda pobreza, maternidade e supera\u00e7\u00e3o.\u00a0A trama gira em torno de Alex, uma jovem m\u00e3e solteira que luta para sobreviver e sustentar sua filha pequena. Ap\u00f3s fugir de um relacionamento abusivo, ela se v\u00ea sem dinheiro, sem moradia e sem muitas op\u00e7\u00f5es. Determinada a criar uma vida melhor para si e para sua filha, Alex decide trabalhar como empregada dom\u00e9stica, enfrentando diversos desafios ao longo do caminho.\u00a0Alex \u00e9 uma m\u00e3e dedicada e faz de tudo para proteger e cuidar de sua filha. A s\u00e9rie mostra as dificuldades de conciliar trabalho e maternidade, al\u00e9m das press\u00f5es sociais e emocionais que acompanham a responsabilidade de criar uma crian\u00e7a sozinha.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1585 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/ga080716av6-1930223634.gif\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"176\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Post com a colabora\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/instagram.com\/laismeralda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@laismeralda, que \u00e9 a<em>\u00a0melhor cartomante do peda\u00e7o, marque sua consulta com ela.<\/em><\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #dcfaf6; height: 95px;\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 95px;\">\n<td style=\"width: 100%; height: 95px;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Da escola de guerra da vida<\/em>. \u2014 O que n\u00e3o me mata me fortalece.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Nietzsche em O Crep\u00fasculo dos \u00cddolos<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"flex-1 overflow-hidden\">\n<div class=\"react-scroll-to-bottom--css-ktnpy-79elbk h-full dark:bg-gray-800\">\n<div class=\"react-scroll-to-bottom--css-ktnpy-1n7m0yu\">\n<div class=\"flex flex-col text-sm dark:bg-gray-800\">\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">12 de novembro \u00e9 o 316.\u00ba dia do ano no calend\u00e1rio gregoriano (317.\u00ba em anos bissextos). Faltam 49 dias para acabar o ano.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"absolute bottom-0 left-0 w-full border-t md:border-t-0 dark:border-white\/20 md:border-transparent md:dark:border-transparent md:bg-vert-light-gradient bg-white dark:bg-gray-800 md:!bg-transparent dark:md:bg-vert-dark-gradient pt-2 md:pl-2 md:w-[calc(100%-.5rem)]\">\n<form class=\"stretch mx-2 flex flex-row gap-3 last:mb-2 md:mx-4 md:last:mb-6 lg:mx-auto lg:max-w-2xl xl:max-w-3xl\" enctype=\"application\/x-www-form-urlencoded\" method=\"get\">\n<div class=\"relative flex h-full flex-1 items-stretch md:flex-col\">\n<p><em>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui, obrigada! Esse \u00e9 o meu almanaque particular. Um peda\u00e7o do meu di\u00e1rio, da minha arca da velha, um registro de pequenas efem\u00e9rides, de coisas que quero guardar, do tempo, do vento, do c\u00e9u e do cheiro da chuva. Os Vest\u00edgios do Dia, meus dias. Aqui s\u00f3 tem refer\u00eancias, pois \u00e9 disso que sou feita.<\/em><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #ffe8e8;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 99.9285%; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a9 Nalua \u2013 Caderninho pessoal, bauzinho de trapos coloridos, nos morros de Minas Gerais. Primavera infernal.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/form>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">Esta \u00e9 a 34\u00aa de 78 p\u00e1ginas que ter\u00e1 este almanaque.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>do fogo das coisas que s\u00e3o Belo Horizonte, 12 de novembro de 2023 \u263c Sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica: Seja tudo pelo amor de Deus! 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