{"id":1514,"date":"2023-10-21T19:47:49","date_gmt":"2023-10-21T19:47:49","guid":{"rendered":"https:\/\/nalua.in\/notas\/?p=1514"},"modified":"2023-10-22T02:38:52","modified_gmt":"2023-10-22T02:38:52","slug":"vou-te-encontrar-vestida-de-cetim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/notas\/vou-te-encontrar-vestida-de-cetim\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/telegra.ph\/Canto-para-minha-morte-10-21\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 8pt;\">vou te encontrar vestida de cetim<\/span><\/a><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-834 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-almanaquedoi.jpg\" alt=\"\" width=\"695\" height=\"417\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-almanaquedoi.jpg 2000w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-almanaquedoi-300x180.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-almanaquedoi-1024x614.jpg 1024w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-almanaquedoi-768x461.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-almanaquedoi-1536x922.jpg 1536w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/cropped-almanaquedoi-150x90.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 695px) 100vw, 695px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Belo Horizonte, 22 de outubro de 2023<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u26c5 18\u00b0 &#8211; 29\u00b0\u00a0<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">22 de outubro \u00e9 o dia do <span style=\"text-decoration: underline;\">Grande Desapontamento<\/span>, \u00e9 o dia em que, em <strong>1797<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Andr\u00e9-Jacques Garnerin<\/span> fez o primeiro salto de paraquedas registrado, de mil metros acima de Paris. Em <strong>1964<\/strong> , <span style=\"text-decoration: underline;\">Jean-Paul Sartre<\/span> recebeu e depois recusou o Pr\u00eamio Nobel de Literatura. Neste dia, em <strong>1906<\/strong> morreu <span style=\"text-decoration: underline;\">Paul C\u00e9zanne<\/span>, e em <strong>1954<\/strong> morreu<span style=\"text-decoration: underline;\"> Oswald de Andrade<\/span>. Em <strong>1969<\/strong>, num 22 de outubro, <span style=\"text-decoration: underline;\">Paul McCartney<\/span> precisou negar fortes rumores sobre sua suposta morte. 22 de outubro tamb\u00e9m \u00e9 o dia do CAPS LOCK \ud83d\ude42<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1515 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/pensandomorte.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"411\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/pensandomorte.jpg 547w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/pensandomorte-255x300.jpg 255w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/pensandomorte-150x176.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Morte, minha Senhora Dona Morte,<\/em><br \/>\n<em>T\u00e3o bom que deve ser o teu abra\u00e7o!<\/em><br \/>\n<em>L\u00e2nguido e doce como um doce la\u00e7o<\/em><br \/>\n<em>E como uma raiz, sereno e forte.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o h\u00e1 mal que n\u00e3o sare ou n\u00e3o conforte<\/em><br \/>\n<em>Tua m\u00e3o que nos guia passo a passo,<\/em><br \/>\n<em>Em ti, dentro de ti, no teu rega\u00e7o<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o h\u00e1 triste destino nem m\u00e1 sorte.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Dona Morte dos dedos de veludo,<\/em><br \/>\n<em>Fecha-me os olhos que j\u00e1 viram tudo!<\/em><br \/>\n<em>Prende-me as asas que voaram tanto!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Vim da Moirama, sou filha de rei,<\/em><br \/>\n<em>M\u00e1 fada me encantou e aqui fiquei<\/em><br \/>\n<em>\u00c0 tua espera&#8230; quebra-me o encanto<\/em><br \/>\n\u2663<br \/>\n<strong>Florbela Espanca<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Em 22 de outubro de 1959, escreveu Sylvia Plath em seu di\u00e1rio:<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>22 DE OUTUBRO: QUINTA-FEIRA<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Uma volta a p\u00e9 antes de come\u00e7ar a escrever, ap\u00f3s o caf\u00e9 da manh\u00e3. Os tons sutis das \u00e1rvores: covas amarelas, plumas vermelhas. Respirando fundo o ar ainda gelado. Uma purifica\u00e7\u00e3o, um batismo. Por vezes, penso que \u00e9 poss\u00edvel me integrar ao mundo, am\u00e1-lo. Na cama com Ted, aquecida, sinto um consolo animal. O que \u00e9 a vida? Para mim, ela \u00e9 ideiazinhas. Ideias s\u00e3o tiranas para mim: no\u00e7\u00e3o de minha inveja, superego dominador implac\u00e1vel: o que devo, 0 que preciso.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>[&#8230;]Duas toupeiras mortas na rua. Uma a dez metros da outra. Mortas, desprovidas de seus fluidos vitais, embalagens de pelo azul esfuma\u00e7ado, com patas brancas, quase garras, palmas humanas, e os focinhos pequenos em saca-rolhas virados para cima. Elas lutaram at\u00e9 a morte, Ted explicou. Depois a raposa as comeu.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>[&#8230;]Ser honesta em rela\u00e7\u00e3o ao que sei e soube. Ser coerente com minha singularidade. Registrar. J\u00e1 tive a capacidade de transmitir sentimentos, cenas da juventude; agora, a vida \u00e9 t\u00e3o complicada. Dedicar-me a ela.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Os Di\u00e1rios de Sylvia Plath 1950-1962 &#8211; Ed. Biblioteca Azul<\/strong><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #faf8eb;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cN\u00e3o me resigno quando depositam cora\u00e7\u00f5es amorosos na terra dura. \/ \u00c9 assim, assim ser\u00e1 para sempre: \/ entram na escurid\u00e3o os s\u00e1bios e os encantadores. Coroados \/ de l\u00edrios e louros, l\u00e1 se v\u00e3o: mas eu n\u00e3o me conformo. \/ Na treva da tumba l\u00e1 se v\u00e3o, com seu olhar sincero, o riso, o amor; \/ v\u00e3o docemente os belos, os ternos, os bondosos; \/ v\u00e3o-se tranquilamente os inteligentes, os engra\u00e7ados, os bravos. \/ Eu sei. Mas n\u00e3o aprovo. E n\u00e3o me conformo\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Edna St. Vincent Millay, tradu\u00e7\u00e3o de Lya Luft<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Memento Mori<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1521 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/xiitarotp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"595\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/xiitarotp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/xiitarotp-176x300.jpg 176w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/xiitarotp-150x255.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>As pessoas morrem como viveram. Se nunca viveram com sentido, dificilmente ter\u00e3o a chance de viver a morte com sentido<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ana Cl\u00e1udia Quintana Arantes<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabemos que tudo \u00e9 metamorfose, desde que um fil\u00f3sofo n\u00e3o conseguiu entrar no mesmo rio duas vezes. Sabemos da nossa <strong>temporariedade<\/strong>, da <strong>transitoriedade<\/strong> e <strong>imperman\u00eancia<\/strong> de tudo, mesmo assim tememos o dia de n\u00e3o mais ser. Temos muito medo da morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o jornalista Ernest Becker no livro <em>A Nega\u00e7\u00e3o da Morte<\/em>, nosso medo Dela \u00e9 tal que <strong>constru\u00edmos toda a civiliza\u00e7\u00e3o em torno desse temor<\/strong>. Tudo que erguemos foi para tentar n\u00e3o pensar na <em>inilud\u00edvel<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas tamb\u00e9m conhecemos que<strong> \u00e9 inevit\u00e1vel nos encontrarmos com a indesejada das gentes<\/strong>. <strong>A \u00fanica certeza que temos durante a exist\u00eancia \u00e9 a do encontro em Samarra<\/strong>.\u00a0E essa semana, para nos lembrar disso chega o Arcano sem Nome, o Arcano XIII. Ela, a Morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A morte \u00e9 o que define a vida<\/strong>. N\u00e3o sabemos viver, n\u00e3o sabemos morrer, mas <strong>se sabemos, sabemos os dois<\/strong>. Saber de conhecer e de saborear. Se saboreamos a vida, a morte ter\u00e1 um gosto bom. Mas infelizmente <strong>vivemos em uma \u00e9poca que evita a Morte<\/strong> de maneira desesperada. Desde a constru\u00e7\u00e3o do cemit\u00e9rio P\u00e8re-Lachaise em Paris, quando tiramos a morte e os mortos de perto dos olhos, ficamos cada dia mais distantes da vis\u00e3o da morte. Perdemos a <strong>familiaridade<\/strong> com ela. \u00c9 claro que isso tem um lado bom, nos poupa o confronto com algum desagrad\u00e1vel. Mas tamb\u00e9m <strong>nos aparta <\/strong>de algo que \u00e9 muito nosso, <strong>nos separa<\/strong> do evento que define a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00f3 com a morte podemos alcan\u00e7ar o divino<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 Deus sem Morte. Como \u00e9 poss\u00edvel, para os que acreditam, querer se afastar da morte e ainda assim encontrar Deus? O tempo da morte \u00e9 o tempo em que entramos em contato com o que h\u00e1 de mais profundo no universo. <strong>Nada \u00e9 mais profundo que a morte<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto quase todos queremos fugir do assunto Morte. E na verdade, s\u00f3 dever\u00edamos <strong>temer ter vivido uma vida sem sentido, uma vida pobre<\/strong>. <strong>A verdadeira reflex\u00e3o sobre a morte \u00e9 sobre a vida: qu\u00e3o cheia de sentido \u00e9 a sua vida? Sua vida est\u00e1 valendo \u00e0 pena? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E esse arcano vem nos lembrar disto. Esta semana o tar\u00f4 gostaria que reflet\u00edssemos sobre a <strong>verdadeira Morte<\/strong>. <strong>O que voc\u00ea quer para sua morte? O que realmente \u00e9 morrer? Voc\u00ea tem a inten\u00e7\u00e3o de se preparar para a morte? A sua, a dos seus?<\/strong>\u00a0A morte nos lembra do <strong>tempo<\/strong>. O Tempo \u00e9 a verdadeira mat\u00e9ria da vida, e olhar <strong>a morte significa saber que nosso tempo \u00e9 muito curto<\/strong>. Assim, o significado da vida est\u00e1 entrela\u00e7ado ao uso do tempo. <strong>Pensar a morte \u00e9 pensar o tempo, e acredite, \u00e9 sempre mais tarde do que parece<\/strong>. <strong>O que voc\u00ea quer fazer com o tempo que lhe resta? O que voc\u00ea pode fazer? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizia Carlos Castaneda, atrav\u00e9s de Don Juan, que <strong>a morte est\u00e1 sempre a um bra\u00e7o de dist\u00e2ncia<\/strong> e ecoando o imperador Marco Aur\u00e9lio, que <strong>ela \u00e9 a melhor conselheira<\/strong>. Eu acredito piamente nisso, a morte \u00e9 a melhor conselheira, sempre. Lembrar que vamos morrer, que <strong>estamos o tempo todo morrendo<\/strong> serve para quase qualquer coisa, qualquer decis\u00e3o, <em>com toda a beleza e abomina\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00e1bio era C\u00e9sar que tinha um criado s\u00f3 para subir em sua biga e<strong> lhe lembrar sua mortalidade<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas se ainda agora isso for muito para voc\u00ea, essa carta tem outros significados, e aqui se destaca um deles. <strong>O fim de um ciclo<\/strong>. <strong>Algo que est\u00e1 inapto para continuar vivo e tem que morrer<\/strong>. Voc\u00ea se desapega do que <strong>n\u00e3o faz mais sentido<\/strong>. Algo termina na sua vida, algo parte para dar espa\u00e7o a outra coisa.\u00a0Tamb\u00e9m a isto nos chama esta carta, para <strong>o que precisa morrer em nossa vida<\/strong>. Para os <strong>ciclos que terminam, ou precisam terminar<\/strong>. E vamos lembrar que algumas vezes <strong>a morte \u00e9 s\u00f3 o novo chegando<\/strong>, o que morre \u00e9 apenas o espa\u00e7o vazio de antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Carta da morte chegou adiantada, ainda n\u00e3o estamos em \u00e9poca de finados. \u00c9 isso, a morte n\u00e3o obedece nenhuma expectativa, quem dera. Mas n\u00e3o nos enganemos; como dizia a maior tar\u00f3loga, Rachel Pollack, o que vem depois \u00e9 a morte, <strong>a Morte \u00e9 sempre o que vem a seguir<\/strong>. A seguir do que? <strong>O assunto do tar\u00f4 \u00e9 sempre a Vida<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boa semana, morram devagar.<\/p>\n<table style=\"height: 24px; width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #dcf5fc;\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 24px;\">\n<td style=\"width: 100%; height: 24px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1525 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/mortebp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"572\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/mortebp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/mortebp-184x300.jpg 184w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/mortebp-150x245.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">A Morte<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta de tar\u00f4 A Morte \u00e9 uma das mais temidas e mal compreendidas do baralho. Muitas pessoas associam essa carta a algo negativo, como o fim de um relacionamento, uma perda irrepar\u00e1vel ou uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica. No entanto, a morte no tar\u00f4 n\u00e3o significa necessariamente um fim literal, mas sim uma transforma\u00e7\u00e3o, uma renova\u00e7\u00e3o, uma passagem de um ciclo para outro. A morte \u00e9 uma parte natural da vida, e sem ela n\u00e3o haveria espa\u00e7o para o novo, para o crescimento, para a evolu\u00e7\u00e3o. A morte no tar\u00f4 simboliza a oportunidade de deixar para tr\u00e1s o que n\u00e3o serve mais, o que est\u00e1 obsoleto, o que nos impede de avan\u00e7ar. \u00c9 uma carta que nos convida a encarar as mudan\u00e7as com coragem, aceita\u00e7\u00e3o e confian\u00e7a, sabendo que elas s\u00e3o necess\u00e1rias e ben\u00e9ficas. A morte no tar\u00f4 tamb\u00e9m representa a liberta\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es, cren\u00e7as, h\u00e1bitos ou situa\u00e7\u00f5es que nos limitam ou nos fazem sofrer. \u00c9 uma carta que nos mostra que podemos nos reinventar, nos renovar, nos transformar. A morte no tar\u00f4 \u00e9 uma carta de esperan\u00e7a, de renascimento, de renova\u00e7\u00e3o. Quando essa carta aparece em uma leitura, ela indica que estamos passando por um momento de transi\u00e7\u00e3o, de mudan\u00e7a, de transforma\u00e7\u00e3o. Pode ser que tenhamos que nos despedir de algo ou algu\u00e9m que amamos, mas que tamb\u00e9m precisamos seguir em frente. Pode ser que tenhamos que enfrentar um desafio, uma crise, uma dificuldade, mas que tamb\u00e9m podemos super\u00e1-la e aprender com ela. Pode ser que tenhamos que nos abrir para o novo, para o desconhecido, para o inesperado, mas que tamb\u00e9m podemos nos surpreender e nos maravilhar com ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta de tar\u00f4 a morte n\u00e3o \u00e9 uma carta para se temer, mas sim para se respeitar e se compreender. Ela nos lembra que a vida \u00e9 um ciclo constante de nascimento e morte, de come\u00e7o e fim, de cria\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o. Ela nos ensina que a morte \u00e9 uma passagem, n\u00e3o um ponto final. Ela nos mostra que a morte \u00e9 uma oportunidade de renascer.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Textos para a curva da estrada<\/h2>\n<h3 style=\"text-align: right;\">A morte e o legado<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Quando penso na morte, e ultimamente a ideia tem surgido com uma frequ\u00eancia alarmante, pare\u00e7o estar em paz com a no\u00e7\u00e3o de que haver\u00e1 um dia em que n\u00e3o estarei mais entre os vivos, aqui neste vale de estranhos humores. Consigo aceitar a ideia do meu pr\u00f3prio fim, mas sou incapaz de aceitar a morte de qualquer outra pessoa. Acho imposs\u00edvel permitir que um amigo ou parente parta para aquela terra de onde n\u00e3o se volta. A descren\u00e7a se torna minha companheira pr\u00f3xima e, depois dela, surge a raiva.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eu respondo \u00e0 pergunta heroica, \u201cMorte, onde est\u00e1 teu aguilh\u00e3o?\u201d, com \u201cEst\u00e1 aqui no meu cora\u00e7\u00e3o, na minha mente e nas minhas lembran\u00e7as\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Sou assediada por um assombro doloroso diante do vazio deixado pelos mortos. Para onde ela foi? Onde est\u00e1 agora?\u00a0Ser\u00e1 que eles est\u00e3o, como disse o poeta James Weldon Johnson, \u201cdescansando no seio de Jesus? Se isso for verdade, e quanto aos meus amores judeus, meus afetos japoneses, meus queridos mu\u00e7ulmanos? Em que seio eles se aninharam? E sempre h\u00e1, \u00e0 espreita, a d\u00favida de que eu, at\u00e9 mesmo eu, serei envolvida pelos gentis bra\u00e7os do Senhor. Come\u00e7o a suspeitar que apenas com essa garantia aben\u00e7oada serei capaz de permitir que a morte cumpra o seu dever.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Consigo sair do labirinto de perguntas apenas quando aceito que n\u00e3o sou obrigada a saber tudo. Em um mundo onde muitos procuram desesperadamente conhecer todas as respostas, n\u00e3o \u00e9 muito popular acreditar, e ent\u00e3o afirmar, que eu n\u00e3o preciso saber todas as coisas. Tento me lembrar que \u00e9 suficiente saber o que sei, e saber disso sem acreditar que sempre saberei o que sei, ou que o que sei sempre ser\u00e1 verdadeiro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Al\u00e9m disso, quando sinto que a raiva est\u00e1 me tomando diante da aus\u00eancia de um ser amada, tento, assim que poss\u00edvel, lembrar que minhas preocupa\u00e7\u00f5es e perguntas, meus esfor\u00e7os e minhas respostas, devem estar focados no que eu apreendi, ou no que posso aprender, desse amor que partiu. Qual legado foi deixado que poder\u00e1 me ajudar na arte de viver uma boa vida?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se eu colocar em pr\u00e1tica os legados dos meus amores antigos, tenho a certeza de que a morte vai se levar, e me levar tamb\u00e9m.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Maya Angelou &#8211; N\u00e3o trocaria minha jornada por nada &#8211; Ed. Nova Fronteira<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f5eedc;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Todos n\u00f3s vamos morrer um dia. Mas, durante a vida, nos preparamos para as possibilidades que ela pode proporcionar. Sonhamos com nosso futuro e vamos \u00e0 luta. Sonhos t\u00e3o humanos de ter uma carreira, uma fam\u00edlia, um amor ou v\u00e1rios, filhos, casa pr\u00f3pria, viagens, ser algu\u00e9m na nossa vida ou na vida de algu\u00e9m. Buscamos orienta\u00e7\u00e3o somente para as coisas mais incertas. Quem garante que vamos ter sucesso na carreira? Quem garante que encontraremos o amor da nossa vida? Quem garante que teremos filhos ou n\u00e3o? Quem garante? Ningu\u00e9m garante nada sobre essas possibilidades. Mas a morte \u00e9 garantida. N\u00e3o importa quantos anos viveremos, quantos diplomas teremos, qual o tamanho da fam\u00edlia que formaremos. Com ou sem amor, com ou sem filhos, com ou sem dinheiro, o fim de tudo, a morte, chegar\u00e1. E por que n\u00e3o nos preparamos? Por n\u00e3o conversamos abertamente sobre essa \u00fanica certeza?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Ana Cl\u00e1udia Quintana Arantes &#8211; A morte \u00e9 um dia que vale \u00e0 pena viver &#8211; Ed. Casa da Palavra<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1528 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/vidaposmorte.jpg\" alt=\"\" width=\"497\" height=\"504\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/vidaposmorte.jpg 497w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/vidaposmorte-296x300.jpg 296w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/vidaposmorte-96x96.jpg 96w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/vidaposmorte-150x152.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 497px) 100vw, 497px\" \/><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #fce8f4;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<h2 style=\"text-align: center;\">A Morte Vem Buscar O Arcebispo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Morte \u00e9 uma grande musa. N\u00e3o faltam tamb\u00e9m obras sobre ela, sua import\u00e2ncia \u00e9 demasiado grande. Escolhi algumas em que a pr\u00f3pria Morte seja protagonista. Pois a carta da Morte n\u00e3o \u00e9 sobre luto, o luto est\u00e1 em outras cartas. Aparece nela tamb\u00e9m, mas de forma secund\u00e1ria. Ent\u00e3o a\u00ed v\u00e3o algumas obras que falam Dela. E novamente, tem obras sobre a morte para encher uma vida de indica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Livros<\/h3>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Fic\u00e7\u00e3o<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1529 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/asintermitenciasdamortep.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/asintermitenciasdamortep.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/asintermitenciasdamortep-200x300.jpg 200w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/asintermitenciasdamortep-150x225.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fic\u00e7\u00e3o.\u00a0As Intemit\u00eancias da Morte &#8211; Jose Saramago. <em>Esse livro \u00e9 uma escolha \u00f3bvia pra se falar do tema. Mas pensei nele pois \u00e9 um Saramago e tem um premissa deliciosa: um belo dia, num pa\u00eds determinado, as pessoas param de morrer. \u00c9 muito massa acompanhar o que acontece a partir da\u00ed. \u00c9 um livro curto, de leitura r\u00e1pida. N\u00e3o que seja f\u00e1cil de ler, Saramago tem suas peculiaridades n\u00e9, mas \u00e9 r\u00e1pido e muito instigante, eu fiquei super intrigada com o rumo que Saramago iria dar para essa hist\u00f3ria. Como Sarmaago \u00e9 um autor quase incontorn\u00e1vel, esse \u00e9 um \u00f3timo livro pra come\u00e7ar. E al\u00e9m de tudo nos faz refletir sobre como a morte, apesar de inevit\u00e1vel, tamb\u00e9m \u00e9 imprescind\u00edvel.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">A premissa do livro \u00e9 simples, por\u00e9m genial: em um determinado pa\u00eds, a morte decide tirar umas f\u00e9rias e deixar de cumprir seu papel. A partir desse momento, as pessoas simplesmente param de morrer. O que poderia ser uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, rapidamente se torna um problema, pois a falta da morte traz consequ\u00eancias inimagin\u00e1veis para a sociedade.\u00a0Saramago nos apresenta uma s\u00e9rie de personagens fascinantes que s\u00e3o afetados por essa mudan\u00e7a radical. Desde o primeiro homem a n\u00e3o morrer at\u00e9 os pol\u00edticos tentando lidar com a situa\u00e7\u00e3o, somos levados a refletir sobre o valor da vida e o significado da morte.\u00a0Uma das grandes qualidades do livro \u00e9 a forma como Saramago aborda quest\u00f5es filos\u00f3ficas e existenciais de maneira acess\u00edvel.\u00a0Al\u00e9m disso, Saramago tamb\u00e9m explora temas como o poder, a gan\u00e2ncia e a corrup\u00e7\u00e3o. Ao retratar a rea\u00e7\u00e3o dos pol\u00edticos diante da aus\u00eancia da morte, ele nos mostra como o sistema pode ser manipulado em benef\u00edcio pr\u00f3prio. Essa cr\u00edtica social \u00e9 feita de forma sutil, mas poderosa, nos fazendo refletir sobre as consequ\u00eancias de nossas escolhas e a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: center;\">N\u00e3o fic\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1530 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/amorteeumdiap.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/amorteeumdiap.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/amorteeumdiap-199x300.jpg 199w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/amorteeumdiap-150x226.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Morte \u00e9 um dia que vale \u00e0 pena viver &#8211; Ana Cl\u00e1udia Quintana Arantes. <em>Esse livro me ajudou muito no per\u00edodo de luto que vivi. N\u00e3o \u00e9 um livro sobre o luto, \u00e9 um livro sobre morrer, mas foi exatamente o que me ajudou. \u00c9 bonito, bem escrito e me fez pensar em temas que at\u00e9 ent\u00e3o eu n\u00e3o tinha pensado. Ele parece um livro simples, clich\u00ea, mas t\u00e1 longe disso. A linguagem realmente \u00e9 simples, mas mesmo assim \u00e9 um livro profundo. \u00c9 muito bom, recomendo demais. \u00c9 um livro a que sempre volto. Reli para essa semana e gostei demais de novo. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ep354ZXKBEs&amp;t=620s\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Assista a esse TED da autora.<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">A morte \u00e9 talvez o maior medo de boa parte das pessoas, al\u00e9m de ser ainda um tabu. No entanto, Ana Claudia Quintana Arantes nos mostra, neste livro, que a grande quest\u00e3o envolvendo a morte, na verdade, \u00e9 a vida. Como estamos vivendo? Nossos dias est\u00e3o sendo devidamente aproveitados ou vamos chegar ao fim desta jornada cheios de arrependimentos sobre coisas que fizemos \u2013 ou, pior, que n\u00e3o fizemos? Ana Claudia, m\u00e9dica especialista em Cuidados Paliativos, compartilha suas experi\u00eancias pessoais e profissionais e incentiva que as pessoas cultivem rela\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis, cuidem de si pr\u00f3prias com a mesma dedica\u00e7\u00e3o com que cuidam dos parentes e amigos e procurem ter h\u00e1bitos saud\u00e1veis, sem deixar de fazer aquilo que t\u00eam vontade e as torna felizes. Este livro apresenta uma reflex\u00e3o fundamental para os dias de hoje, tempo em que vivemos com a sensa\u00e7\u00e3o permanente de que estamos deixando a vida escorrer entre os dedos.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Filme<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1531 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1701_capa.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"441\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1701_capa.jpg 340w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1701_capa-204x300.jpg 204w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/1701_capa-150x221.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O S\u00e9timo Selo &#8211; Ingmar Bergman &#8211; 1957.\u00a0<em>Outra escolha bem \u00f3bvia, mas que del\u00edcia de filme, que ideia maravilhosa, que obra de arte n\u00e9. Amei desde a primeira vista e continua imbat\u00edvel no tema. \u00c9 um filme para todo mundo ver, \u00e9 uma das coisas que eu olho e penso, vale a pena estar vivo para ver um filme destes, \u00e9 das coisas que fazem o mundo da gente aumentar. Eu me junto ao coro dos cin\u00e9filos que dizem: assistam a esse filme.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">O S\u00e9timo Selo \u00e9 um filme sueco de 1957, dirigido por Ingmar Bergman, que aborda temas como a f\u00e9, a morte e o sentido da vida. O filme se passa na Idade M\u00e9dia, durante a peste negra, e acompanha a jornada de um cavaleiro que retorna das Cruzadas e encontra a Morte em seu caminho. O cavaleiro prop\u00f5e um jogo de xadrez com a Morte, esperando adiar seu destino e encontrar respostas para suas d\u00favidas existenciais.\u00a0O filme \u00e9 considerado uma obra-prima do cinema mundial, pela sua profundidade filos\u00f3fica, sua beleza est\u00e9tica e sua originalidade narrativa. Bergman explora as ang\u00fastias e os dilemas do ser humano diante da finitude e da aus\u00eancia de Deus. O filme tamb\u00e9m apresenta um contraste entre o drama do cavaleiro e o humor dos personagens secund\u00e1rios, como o saltimbanco Jof e sua fam\u00edlia.\u00a0O S\u00e9timo Selo \u00e9 um filme que provoca reflex\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es no espectador, que se identifica com as quest\u00f5es levantadas pelo cavaleiro. O filme tamb\u00e9m \u00e9 uma homenagem \u00e0 arte e \u00e0 cultura medieval, com refer\u00eancias \u00e0 pintura, \u00e0 m\u00fasica e \u00e0 literatura da \u00e9poca. O t\u00edtulo do filme se inspira no livro do Apocalipse, que fala sobre os sete selos que devem ser abertos para revelar o fim dos tempos.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">S\u00e9rie<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1539 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/sete-palmos-de-terra.jpeg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"424\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/sete-palmos-de-terra.jpeg 592w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/sete-palmos-de-terra-211x300.jpeg 211w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/sete-palmos-de-terra-150x213.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Sete Palmos &#8211; 2001-2005 &#8211; Alan Ball. <em>Essa \u00e9 uma das melhores s\u00e9ries de todos os tempos. S\u00e9rio, \u00e9 muito, muito boa. Divertid\u00edssima, muito bem feita, \u00f3timos epis\u00f3dios. E aborda a morte de um jeito muito interessante. Al\u00e9m disso, \u00e9 maravilhoso acompanhar a fam\u00edlia que protagoniza a s\u00e9rie. Se puderem, vejam. \u00c9 velha, mas continua sensacional.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na s\u00e9rie, criada por Alan Ball, Nathaniel &#8220;Nate&#8221; Fisher Jr. (Peter Krause) \u00e9 o filho mais velho de Nathaniel Fisher (Richard Jenkins), o dono de uma funer\u00e1ria e marido dedicado, e Ruth Fisher (Frances Conroy), uma dona de casa infeliz com a vida. Ao retornar \u00e0 sua cidade, ap\u00f3s um longo per\u00edodo em Seattle, Nate relutantemente se torna s\u00f3cio do neg\u00f3cio da fam\u00edlia, junto com o seu irm\u00e3o David Fisher (Michael C. Hall), que protesta contra a decis\u00e3o de seu pai. Claire Fisher (Lauren Ambrose) \u00e9 a filha mais nova da fam\u00edlia, que apesar de muito pr\u00f3xima do irm\u00e3o David, pouco conhece seu irm\u00e3o Nate, que se mudara para Seattle havia anos, e raramente se encontrava com a fam\u00edlia.<br \/>\nAl\u00e9m da fam\u00edlia Fisher, a s\u00e9rie tamb\u00e9m aborda as vidas de Federico &#8220;Rico&#8221; Diaz (Freddy Rodriguez), o \u00fanico empregado da funer\u00e1ria dos Fisher que n\u00e3o \u00e9 membro da fam\u00edlia, apesar de ser tratado como um, Brenda Chenowith (Rachel Griffiths), a problem\u00e1tica namorada de Nate, e Keith Charles (Mathew St. Patrick), o namorado de David.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00e9rie mostra um drama convencional de fam\u00edlia, lidando com assuntos como infidelidade, homossexualidade e religi\u00e3o. Ao mesmo tempo, distingue-se por abordar o t\u00f3pico da morte de forma diferente, explorando os seus m\u00faltiplos n\u00edveis, pessoal, religioso e filos\u00f3fico, n\u00e3o a tratando apenas como um mero \u00edmpeto conveniente para a solu\u00e7\u00e3o de um assassinato.<br \/>\nCada epis\u00f3dio come\u00e7a com uma morte \u2014 e por conseq\u00fc\u00eancia \u2014 um cliente da funer\u00e1ria. Esta morte, geralmente, d\u00e1 o tom de cada epis\u00f3dio, permitindo aos personagens refletirem sobre as suas vidas e infort\u00fanios, baseando-se na morte do cliente e suas consequ\u00eancias. Na quinta temporada, o epis\u00f3dio All Alone foi o primeiro a come\u00e7ar sem contar a hist\u00f3ria de uma morte, mas focando-se em uma morte revelada no final do epis\u00f3dio anterior.<\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Links<\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/telegra.ph\/O-que-sentimos-na-hora-da-morte-segundo-a-ciencia-10-22\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O que sentimos na hora da nossa morte, segundo a ci\u00eancia<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/telegra.ph\/Morte-um-tema-que-desperta-curiosidade-10-22\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Morte: um tema que desperta curiosidade e medo<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/ler.nalu.in\/literatura-e-luto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A lista que fiz de alguns livros sobre luto<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/ser.nalu.in\/a-morte-como-conselheira.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A morte como conselheira &#8211; Rubem Alves<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Adoro essa f\u00e1bula: Encontro em Samarra<\/h2>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #e4eff5; height: 231px;\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 231px;\">\n<td style=\"width: 100%; height: 231px;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Um comerciante de Bagd\u00e1 que enviou seu servo ao mercado para comprar provis\u00f5es. Pouco depois o servo voltou, branco, tr\u00eamulo e disse: Mestre, agora mesmo, quando eu estava no mercado, fui empurrado por uma mulher na multid\u00e3o e quando me virei vi que era a Morte. Ela olhou para mim e fez um gesto amea\u00e7ador. Suplico me\u00a0 empreste seu cavalo, e eu vou embora desta cidade, evitando meu destino. Irei para Samarra e l\u00e1 a Morte n\u00e3o me encontrar\u00e1. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O mercador emprestou-lhe o cavalo, o servo montou nele, cravou as esporas t\u00e3o r\u00e1pido quanto o cavalo podia galopar, ele se foi. Ent\u00e3o o comerciante desceu ao mercado e viu a Morte parada no meio da multid\u00e3o. Foi at\u00e9 ela e disse: Por que voc\u00ea fez um gesto amea\u00e7ador ao meu servo quando o viu esta manh\u00e3? N\u00e3o foi um gesto amea\u00e7ador, disse a Moorte, foi apenas um gesto de espanto. Fiquei surpreso ao v\u00ea-lo em Bagd\u00e1, pois tenho um encontro marcado com ele em Samarra, esta noite.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www.k-state.edu\/english\/baker\/english320\/Maugham-AS.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Contada por Sommerset Maughan<\/strong><\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1554 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/tirinha744p.gif\" alt=\"\" width=\"411\" height=\"415\" \/><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #c6f7f7;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%; text-align: center;\"><em>\u201cMorrer n\u00e3o deve ser t\u00e3o dif\u00edcil. At\u00e9 hoje, todos foram bem-sucedidos.\u201d<\/em><br \/>\n<strong>Norman Mailer<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Post com a colabora\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/instagram.com\/laismeralda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@laismeralda, que \u00e9 a<em>\u00a0melhor cartomante do peda\u00e7o, marque sua consulta com ela.<\/em><\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"flex-1 overflow-hidden\">\n<div class=\"react-scroll-to-bottom--css-ktnpy-79elbk h-full dark:bg-gray-800\">\n<div class=\"react-scroll-to-bottom--css-ktnpy-1n7m0yu\">\n<div class=\"flex flex-col text-sm dark:bg-gray-800\">\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">22 de outubro \u00e9 o 295.\u00ba dia do ano no calend\u00e1rio gregoriano (296.\u00ba em anos bissextos). Faltam 70 dias para acabar o ano.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"absolute bottom-0 left-0 w-full border-t md:border-t-0 dark:border-white\/20 md:border-transparent md:dark:border-transparent md:bg-vert-light-gradient bg-white dark:bg-gray-800 md:!bg-transparent dark:md:bg-vert-dark-gradient pt-2 md:pl-2 md:w-[calc(100%-.5rem)]\">\n<form class=\"stretch mx-2 flex flex-row gap-3 last:mb-2 md:mx-4 md:last:mb-6 lg:mx-auto lg:max-w-2xl xl:max-w-3xl\" enctype=\"application\/x-www-form-urlencoded\" method=\"get\">\n<div class=\"relative flex h-full flex-1 items-stretch md:flex-col\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui, obrigada! Esse \u00e9 o meu almanaque particular. Um peda\u00e7o do meu di\u00e1rio, da minha arca da velha, um registro de pequenas efem\u00e9rides, de coisas que quero guardar, do tempo, do vento, do c\u00e9u e do cheiro da chuva. Os Vest\u00edgios do Dia, meus dias. Aqui s\u00f3 tem refer\u00eancias, pois \u00e9 disso que sou feita.<\/em><\/p>\n<div>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f7d7e2;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 99.9285%; text-align: center;\">\u00a9 Nalua \u2013 Caderninho pessoal, bauzinho de trapos coloridos, nos morros de Minas Gerais. Primavera infernal.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><em>Esta \u00e9 a 32\u00aa de 78 p\u00e1ginas que ter\u00e1 este almanaque.<\/em><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/form>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>vou te encontrar vestida de cetim Belo Horizonte, 22 de outubro de 2023 \u26c5 18\u00b0 &#8211; 29\u00b0\u00a0 22 de outubro \u00e9 o dia do Grande [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,13,10,5,12],"tags":[],"class_list":["post-1514","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-almanaque","category-carta-semanal","category-jardim","category-newsletter","category-oraculo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1514"}],"version-history":[{"count":27,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1514\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1555,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1514\/revisions\/1555"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}