{"id":1407,"date":"2023-09-30T19:05:20","date_gmt":"2023-09-30T19:05:20","guid":{"rendered":"https:\/\/nalua.in\/notas\/?p=1407"},"modified":"2023-10-01T03:07:23","modified_gmt":"2023-10-01T03:07:23","slug":"uma-alegria-atencao-menina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/notas\/uma-alegria-atencao-menina\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/almanaque.nalu.in\/atencaomenina.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 8pt;\">uma alegria, aten\u00e7\u00e3o menina<\/span><\/a><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-833 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/almanaquedoi.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/almanaquedoi.jpg 2000w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/almanaquedoi-300x180.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/almanaquedoi-1024x614.jpg 1024w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/almanaquedoi-768x461.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/almanaquedoi-1536x922.jpg 1536w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/almanaquedoi-150x90.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Belo Horizonte, 1\u00ba de outubro de 2023<\/strong><\/p>\n<div class=\"info\" style=\"text-align: center;\">\n<div class=\"temp\"><span class=\"high\"><strong>\u2614 19\u00b0<\/strong><\/span> &#8211; <span class=\"low\"><strong>27\u00b0<\/strong><\/span><\/div>\n<div>(Aleluia!)<\/div>\n<div>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1\u00ba de Outubro \u00e9 O Dia da Pessoa Idosa<\/strong>. Tamb\u00e9m \u00e9 <strong>Dia Mundial da Urtic\u00e1ria.<\/strong> \u00af\\_(\u30c4)_\/\u00af. Em <strong>331\u00a0<\/strong> a.C. <span style=\"text-decoration: underline;\">Alexandre, o Grande<\/span>, derrota Dario III da P\u00e9rsia na Batalha de Gaugamela. Em <strong>1752<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Benjamin Franklin<\/span> realiza a experi\u00eancia com a pipa, para provar a eletricidade nos raios.\u00a0 Em <strong>1774<\/strong> o <span style=\"text-decoration: underline;\">Marqu\u00eas de Pombal<\/span> publica o decreto que extingue a Inquisi\u00e7\u00e3o portuguesa. Em <strong>1847<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Maria Mitchell<\/span>, atenta ao c\u00e9u, descobre um cometa vis\u00edvel a olho nu. Em <strong>1867<\/strong> foi publicado <em>O Capital<\/em>, de <span style=\"text-decoration: underline;\">Karl Marx<\/span>. Exatamente um ano depois\u00a0foi a vez da publica\u00e7\u00e3o de <em>Mulherzinhas<\/em>, de <span style=\"text-decoration: underline;\">Louisa May Alcott<\/span>. Em <strong>1888<\/strong> saiu a primeira revista <em>National Geographic<\/em>. Em <strong>1898<\/strong> os <span style=\"text-decoration: underline;\">judeus<\/span> s\u00e3o expulsos das principais cidades russas. Em <strong>1918<\/strong>, <span style=\"text-decoration: underline;\">Lawrence da Ar\u00e1bia<\/span> captura Damasco. Em <strong>1946<\/strong> os l\u00edderes nazistas s\u00e3o <span style=\"text-decoration: underline;\">condenados<\/span> nos Julgamentos de Nuremberg. Em <strong>1960<\/strong> a <span style=\"text-decoration: underline;\">Nig\u00e9ria<\/span> se livra do Reino Unido. Em <strong>1979<\/strong> nasceu <span style=\"text-decoration: underline;\">Walewska Oliveira<\/span>, que partiu ainda agora deixando uma quadra silenciosa para sempre. Em <strong>2012<\/strong> nos deixou o imprescind\u00edvel <span style=\"text-decoration: underline;\">Eric Hobsbawm<\/span>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #faead7;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>T\u00e3o cedo que ainda est\u00e1 escuro l\u00e1 fora.<\/em><br \/>\n<em>Estou perto da janela com o caf\u00e9<\/em><br \/>\n<em>e tudo aquilo que normalmente a essa hora<\/em><br \/>\n<em>nos passa pela mente.<\/em><br \/>\n<em>Quando vejo o garoto e seu amigo<\/em><br \/>\n<em>subindo a rua<\/em><br \/>\n<em>para entregar o jornal.<\/em><br \/>\n<em>Eles usam bon\u00e9s e agasalhos,<\/em><br \/>\n<em>e um deles carrega uma mochila no ombro.<\/em><br \/>\n<em>Est\u00e3o t\u00e3o felizes<\/em><br \/>\n<em>que nem dizem nada, os garotos.<\/em><br \/>\n<em>Acho que, se pudessem, estariam at\u00e9<\/em><br \/>\n<em>de bra\u00e7os dados.<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 de manh\u00e3 bem cedo<\/em><br \/>\n<em>e est\u00e3o fazendo isso juntos.<\/em><br \/>\n<em>L\u00e1 v\u00eam eles, lentamente.<\/em><br \/>\n<em>O c\u00e9u come\u00e7a a clarear,<\/em><br \/>\n<em>embora a lua ainda paire sobre a \u00e1gua.<\/em><br \/>\n<em>Tanta beleza que por um minuto<\/em><br \/>\n<em>a morte e a ambi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 mesmo o amor,<\/em><br \/>\n<em>n\u00e3o t\u00eam lugar aqui.<\/em><br \/>\n<em>Felicidade. Ela vem<\/em><br \/>\n<em>inesperadamente. E, na verdade, vai al\u00e9m<\/em><br \/>\n<em>de qualquer discurso sonolento.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u2663<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Raymond Carver<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1410 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/bichinhosp.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/bichinhosp.jpg 330w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/bichinhosp-256x300.jpg 256w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/bichinhosp-150x176.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<h2>Em 1\u00ba de Outubro de 1917, escreveu Virg\u00ednia Woolf em seu di\u00e1rio:<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Segunda, 1 de outubro<\/em><br \/>\n<em>Fui de bicicleta at\u00e9 Lewes \u2013 ida &amp; volta. Passei por um b\u00eabado sendo levado at\u00e9 Lewes em sua carro\u00e7a de frutas por um policial. Vi outra gritaria entre dois policiais em Lewes. Feira, presumivelmente. Fiz compras. Encontrei Roger. Ansioso sobre os ataques. Outro na noite passada entre 7 &amp; 8: ouvimos [a not\u00edcia] mas n\u00e3o vimos nem escutamos nada. Tempo ainda perfeitamente bonito quente sem vento. Vieram homens &amp; apanharam \u00e1rvores ca\u00eddas, que arrastaram com cavalos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Virginia Woolf &#8211; Di\u00e1rio I &#8211; 1915-1918 &#8211; Ed. N\u00f3s<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Attenzione coraz\u00f3n<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1412 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/princesadepausp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"632\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/princesadepausp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/princesadepausp-166x300.jpg 166w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/princesadepausp-150x271.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta da semana \u00e9 o <strong>Valete de Paus<\/strong>. \u00c0s vezes tamb\u00e9m chamado de pajem, princesa ou crian\u00e7a de paus. O Valete de Paus \u00e9 uma carta que representa a <strong>energia criativa,<\/strong> a <strong>iniciativa<\/strong> e a <strong>aventura<\/strong>. Ele simboliza algu\u00e9m que tem a <strong>mente curiosa e entusiasmada<\/strong>, e est\u00e1 sempre pronto para explorar novas possibilidades. Como \u00e9 um dos pajens, ele tem uma energia muito grande. Em in\u00fameros baralhos ele \u00e9 representado como um <strong>adolescente<\/strong> ou algu\u00e9m muito jovem, simbolizando assim uma vibra\u00e7\u00e3o impulsiva de <strong>in\u00edcios<\/strong>. Ele \u00e9 o jovem cheio de <strong>vontades, de entusiasmo e energia<\/strong>. Seu impulso principal \u00e9 sair pelo mundo em busca de <strong>aventura<\/strong>.<br \/>\nMuito frequentemente este jovem, nos dias de hoje est\u00e1<strong> imerso em telas e redes sociais<\/strong>. Ele tem muita <strong>vontade<\/strong>, muita <strong>energia<\/strong> e pouca <strong>aten\u00e7\u00e3o<\/strong>. N\u00e3o falta a ele a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o falta entusiasmo, <strong>falta estar aqui, olhar para o lado, levantar os olhos das telas<\/strong> e <strong>perceber<\/strong> que a av\u00f3 precisa de ajuda para se levantar, ou que o cachorro, que ele tanto implorou para ter, precisa passear. Ou se ele j\u00e1 saiu para a aventura, <strong>notar<\/strong> que existem pegadas do inimigo no caminho, ou que os ratos est\u00e3o abandonando o navio onde ele navega. Ou simplesmente que o <strong>sol est\u00e1 se pondo e dando um espet\u00e1culo magn\u00edfico<\/strong>, basta levantar os olhos do celular. <strong>Ele pode at\u00e9 fotografar o momento, olha s\u00f3<\/strong>!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, para essa semana o pedido deste menino \u00e9 que <strong>prestemos aten\u00e7\u00e3o<\/strong>, que exercitemos essa atitude em nossa vida.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Como passamos nossos dias, \u00e9, claro, o modo como passamos nossa vida<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">diz Anne Dillard, lindamente. <strong>Aten\u00e7\u00e3o \u00e9 vida<\/strong>, onde colocamos nossa aten\u00e7\u00e3o estamos <strong>criando vida e futuros<\/strong>. Criando a mem\u00f3ria, os vest\u00edgios dos nossos dias. Uma vida sem aten\u00e7\u00e3o, eu imagino, vai ficando como uma casca fina e oca. Talvez seja melhor ter<strong> mais recheio<\/strong> nos dias finais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a fil\u00f3sofa Simone Weil, <strong>a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 um olhar, n\u00e3o um apego<\/strong>. <strong>Um olhar para as coisas de onde jorra luz<\/strong>. E para essa pensadora, <strong>a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 um sair de si, quase como uma prece<\/strong>. Ela entendia que a <strong>aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a prece natural da alma<\/strong>, e que a plenitude da aten\u00e7\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ada quando se volta para fora de n\u00f3s.<br \/>\nO grande apelo desta pensadora era que nos entreg\u00e1ssemos \u00e0 aten\u00e7\u00e3o, tendo em vista suas contradi\u00e7\u00f5es. <strong>Fixar a aten\u00e7\u00e3o num problema pode ser apenas um escape da falta primordial que<\/strong> todos temos. A aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser fixada no objeto a que se dirige, ela \u00e9 <strong>um estado do ser,<\/strong> as coisas s\u00e3o sempre vol\u00e1teis. Por isso, <strong>a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 lenta, despojada, requer trabalho e tem em si mesma a contradi\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a constante de tudo aquilo em que se fixa<\/strong>.<br \/>\nSem mais dificultar, ao olharmos a <strong>juventude<\/strong> e <strong>impulso<\/strong> do arcano da semana devemos nos lembrar de <strong>sair para o mundo, mas prestando aten\u00e7\u00e3o na vida<\/strong>. Prestar aten\u00e7\u00e3o aos dias, n\u00e3o deixa-los passar em branco <strong>para que a vida n\u00e3o reste vazia<\/strong>. Onde estava sua aten\u00e7\u00e3o quando chegou aquela tempestade numa tarde de ver\u00e3o? A aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem qualidade, lembre-se, n\u00e3o estamos aqui para sorrir bobamente para tudo, <strong>essa semana \u00e9 para prestar aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o para fazer o jogo do contente<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 uma carta que tamb\u00e9m est\u00e1 muito sincronizada com o esp\u00edrito do nosso tempo, <strong>vivemos uma \u00e9poca de muita desaten\u00e7\u00e3o<\/strong>, de est\u00edmulos que nos sufocam, escolhas que nos enterram e ficamos sem saber onde colocar nossa aten\u00e7\u00e3o. A falta de foco \u00e9 uma queixa bastante moderna, \u00e9 algo que todos n\u00f3s sabemos que acontece. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a sabedoria do <strong>mindfulness<\/strong> faz tanto sucesso. \u00c9 porque realmente <strong>basta uma respira\u00e7\u00e3o de cada vez<\/strong>. Cheira a vela e assopra a flor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu desconfio que <strong>prestar aten\u00e7\u00e3o chama a beleza<\/strong>. Se<em> a cada dia basta seu mal<\/em>, que a cada dia baste sua beleza. Se ela vier, <em>vamos sair pra ver o sol e passar uma tarde em Itapo\u00e3<\/em>.<\/p>\n<p>Ah, e j\u00e1 ia me esquecendo: <strong>preste aten\u00e7\u00e3o nas pessoas<\/strong>, <strong>preste aten\u00e7\u00e3o nos seus, todo mundo quer aten\u00e7\u00e3o<\/strong>. A aten\u00e7\u00e3o \u00e9 um presente muito precioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela aten\u00e7\u00e3o, obrigada. Boa semana.<\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #ebf0e6;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\" colspan=\"1\" rowspan=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1413 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/pajempausp.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"572\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/pajempausp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/pajempausp-184x300.jpg 184w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/pajempausp-150x245.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta Pajem de Paus \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o da energia jovem e empreendedora, que busca novas aventuras e desafios. Esta carta \u00e9 associada ao elemento fogo, que simboliza a paix\u00e3o, a criatividade e a energia vital. Na representa\u00e7\u00e3o mais tradicional, o Pajem de Paus \u00e9 um jovem que carrega um bast\u00e3o, s\u00edmbolo da sua for\u00e7a interior e da sua capacidade de lideran\u00e7a. Ele est\u00e1 sempre pronto para enfrentar novos desafios e descobrir novas possibilidades. Esta carta representa a energia da juventude e da inova\u00e7\u00e3o, que \u00e9 fundamental para o crescimento e a evolu\u00e7\u00e3o pessoal. No tarot, o Pajem de Paus \u00e9 muitas vezes associado a um mensageiro que traz not\u00edcias importantes. Ele pode representar uma nova oportunidade de trabalho, um novo projeto ou uma nova paix\u00e3o. Esta carta sugere que devemos estar abertos \u00e0s novas possibilidades que a vida nos oferece, e que devemos ter coragem para enfrentar os desafios que surgem no nosso caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Pajem de Paus tamb\u00e9m pode representar a energia criativa que est\u00e1 presente em todos n\u00f3s. Esta carta nos lembra que devemos explorar a nossa criatividade e buscar novas formas de express\u00e3o. Ela nos incentiva a sermos mais ousados e a experimentar coisas novas, sem medo de errar. No amor, o Pajem de Paus pode indicar o in\u00edcio de um novo relacionamento, cheio de paix\u00e3o e entusiasmo. Esta carta sugere que devemos estar abertos ao amor e \u00e0 intimidade, e que devemos ser honestos e aut\u00eanticos com os nossos sentimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No trabalho, o Pajem de Paus pode indicar o in\u00edcio de um novo projeto ou uma nova oportunidade de emprego. Esta carta sugere que devemos estar abertos \u00e0s novas possibilidades profissionais, e que devemos ser corajosos e determinados na busca pelos nossos objetivos. Esse Pajem \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o da energia jovem que busca novas aventuras e desafios. Ela incentiva a explora\u00e7\u00e3o da criatividade e a busca de novas formas de express\u00e3o.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Aten\u00e7\u00e3o para este texto<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Uma gera\u00e7\u00e3o passa e outra gera\u00e7\u00e3o lhe sucede: mas a terra permanece sempre firme. O sol nasce, e se p\u00f5e, e torna ao lugar de onde partiu: e renascendo a\u00ed, faz o seu giro pelo meio-dia, e depois se dobra para o norte. O vento corre visitando tudo em roda, e volta sobre si mesmo em longos circuitos. Todos os rios entram no mar e o mar nem por isso transborda. Os rios tornam ao mesmo lugar de onde saem, para tornarem a correr. Todas as coisas s\u00e3o dif\u00edceis: o homem n\u00e3o as pode explicar com palavras.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eu vi um pardal de cabe\u00e7a laranja entrando pela cozinha procurando p\u00e3o. Um pardal que bicava o ch\u00e3o com olhos de cor caramelo, n\u00e3o me vendo, nem vendo nada, e eu o olhava trazendo a cor daqueles olhos sem nada para os meus olhos cheios de coisas. Um pardal mudo que eu vi de perto na cozinha e que n\u00e3o me olhava nem sabia quem eu era. O olho n\u00e3o se farta de ver, nem o ouvido se enche de escutar. Que \u00e9 o que foi? \u00c9 o mesmo o que h\u00e1 de ser: Que \u00e9 o que se fez? \u00c9 o mesmo o que se h\u00e1 de fazer. N\u00e3o h\u00e1 nada que seja novo debaixo do sol, e ningu\u00e9m pode dizer: Eis aqui est\u00e1 uma coisa nova. Eu n\u00e3o me lembrava de antes ter visto um pardal de cabe\u00e7a laranja, mesmo talvez j\u00e1 os tendo visto muitos e outras vezes. Mas esse dessa cabe\u00e7a e desses olhos, que esvaziou os meus olhos do meu olhar, eu nunca tinha antes visto. Ele voou e n\u00e3o olhou. N\u00e3o h\u00e1 mem\u00f3ria do que j\u00e1 foi, mas nem ainda haver\u00e1 recorda\u00e7\u00e3o das coisas que t\u00eam de suceder depois de n\u00f3s, entre aqueles que h\u00e3o de existir em tempo a elas muito posterior. Um pardalzinho \u00e9 um p\u00e1ssaro t\u00e3o comum, tem milhares deles aqui perto de casa, mas esse pardal que entrou na minha cozinha e tinha cara de bravo; ficou olhando para as laterais apressado, era gordo, deu umas esticadas no pesco\u00e7o, esse pardal eu nunca tinha visto. Pode ser que eu nunca tenha visto um outro pardal assim. Ser\u00e1 que todos os pardais t\u00eam pesco\u00e7o laranja? Eu vi tudo o que se passa debaixo do sol, e eis que achei que tudo era vaidade, e afli\u00e7\u00e3o de esp\u00edrito. Os perversos dificultosamente se corrigem, e o n\u00famero dos insensatos \u00e9 infinito.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Noemi Jaffe &#8211; Todas as coisas pequenas &#8211; Edi\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1428 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/atencao.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"478\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/atencao.jpg 812w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/atencao-283x300.jpg 283w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/atencao-768x815.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/atencao-150x159.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">Evandro Alves<\/span><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f0d2fa;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<h2 style=\"text-align: center;\">Tentar e Atentar<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e9 tanto uma arte como uma habilidade. Eu que o diga, portadora de TDA, diagnosticada h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Para mim, na minha vida pequena, aten\u00e7\u00e3o \u00e9 artigo de luxo, para o bem e para o mal. Tanto na falta de vontade de me focar no que \u00e9 desinteressante quando nos meus infinitos hiperfocos. \u00c9 um tema que me acompanha todos os dias. E talvez por isso tinha mais obra pra indicar, muito mais, esse tamb\u00e9m \u00e9 um assunto f\u00e9rtil. Mas fiz esse recorte a\u00ed para come\u00e7ar a reflex\u00e3o sobre a aten\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/em><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Livro<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1416 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/presentedomarp.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/presentedomarp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/presentedomarp-200x300.jpg 200w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/presentedomarp-150x225.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Esse livro \u00e9 lindo. Foi indica\u00e7\u00e3o de uma grande amiga. Ele ensina a atravessar fases dif\u00edceis e ensina a prestar aten\u00e7\u00e3o na vida. \u00c9 delicado e profundo. Escrito pela mulher que teve o filho bebezinho sequestrado no que ainda hoje \u00e9 um dos maiores mist\u00e9rios dos EUA. Ele ensina com as conchas do mar o poder da aten\u00e7\u00e3o. E\u00a0<\/strong><\/em><em><strong>como Simone Weil, <\/strong><\/em><em><strong>de certa forma, Anne entende a import\u00e2ncia que existe em prestar aten\u00e7\u00e3o. \u00c9 um bel\u00edssimo livro, que fica ecoando na gente, mesmo tendo sido escrito h\u00e1 tanto tempo, e numa realidade t\u00e3o diferente.<\/strong><\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>O mar n\u00e3o recompensa os que s\u00e3o por demais ansiosos, \u00e1vidos ou impacientes. Escavar tesouros mostra n\u00e3o s\u00f3 impaci\u00eancia e avidez, mas tamb\u00e9m falta de f\u00e9. Paci\u00eancia, paci\u00eancia e paci\u00eancia \u00e9 o que nos ensina o mar. Paci\u00eancia e f\u00e9. Precisamos nos deitar vazios, abertos e sem exig\u00eancias, como a praia \u2013 esperando por um presente do mar&#8221;<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Presente do Mar &#8211; Anne Morrow Lindbergh<\/b><\/p>\n<\/blockquote>\n<hr \/>\n<div class=\"flex-1 overflow-hidden\">\n<div class=\"react-scroll-to-bottom--css-ktnpy-79elbk h-full dark:bg-gray-800\">\n<div class=\"react-scroll-to-bottom--css-ktnpy-1n7m0yu\">\n<div class=\"flex flex-col text-sm dark:bg-gray-800\">\n<div class=\"group w-full text-token-text-primary border-b border-black\/10 gizmo:border-0 dark:border-gray-900\/50 gizmo:dark:border-0 bg-gray-50 gizmo:bg-transparent dark:bg-[#444654] gizmo:dark:bg-transparent\" style=\"text-align: justify;\" data-testid=\"conversation-turn-3\">\n<div class=\"p-4 justify-center text-base md:gap-6 md:py-6 m-auto\">\n<div class=\"flex flex-1 gap-4 text-base mx-auto md:gap-6 gizmo:gap-3 gizmo:md:px-5 gizmo:lg:px-1 gizmo:xl:px-5 md:max-w-2xl lg:max-w-[38rem] gizmo:md:max-w-3xl gizmo:lg:max-w-[40rem] gizmo:xl:max-w-[48rem] xl:max-w-3xl }\">\n<div class=\"relative flex w-[calc(100%-50px)] flex-col gap-1 gizmo:w-full md:gap-3 lg:w-[calc(100%-115px)] agent-turn\">\n<div class=\"flex flex-grow flex-col gap-3 max-w-full\">\n<div class=\"min-h-[20px] flex flex-col items-start gap-3 overflow-x-auto whitespace-pre-wrap break-words\">\n<div class=\"markdown prose w-full break-words dark:prose-invert light\">\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O Presente do Mar&#8221; \u00e9 um livro escrito por Anne Morrow Lindbergh. Publicado pela primeira vez em 1955, \u00e9 uma medita\u00e7\u00e3o profunda sobre a vida, o amor, a solid\u00e3o e a busca por significado. A obra \u00e9 uma esp\u00e9cie de di\u00e1rio pessoal, no qual Lindbergh compartilha suas reflex\u00f5es enquanto passa um tempo em uma casa de praia. Durante esse per\u00edodo de isolamento, ela observa a natureza ao seu redor, contempla o oceano e reflete sobre as complexidades dos relacionamentos humanos. Uma das principais met\u00e1foras do livro \u00e9 a analogia entre a vida e o oceano. Lindbergh compara a jornada de uma pessoa ao longo da vida com as mar\u00e9s, alternando entre momentos de tranquilidade e tempestade. Explora temas como a necessidade de solid\u00e3o para o autoconhecimento, a import\u00e2ncia de preservar a individualidade em um relacionamento e a aceita\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as inevit\u00e1veis. &#8220;O Presente do Mar&#8221; tamb\u00e9m toca de maneira bem rica quest\u00f5es de g\u00eanero e papel da mulher na sociedade, obviamente com as limita\u00e7\u00f5es de uma \u00e9poca. Anne Lindbergh era uma mulher \u00e0 frente de seu tempo e suas reflex\u00f5es sobre a autonomia feminina e a busca por equil\u00edbrio entre as demandas familiares e individuais ainda s\u00e3o relevantes nos dias de hoje. O livro \u00e9 conhecido por sua linguagem po\u00e9tica, introspectiva, o que o torna uma leitura bem profunda.<button class=\"flex ml-auto gizmo:ml-0 gap-2 items-center rounded-md p-1 text-xs gizmo:gap-1.5 gizmo:pl-0 dark:text-gray-400 dark:hover:bg-gray-700 dark:hover:text-gray-200 disabled:dark:hover:text-gray-400 hover:bg-gray-100 hover:text-gray-700\" type=\"submit\"><\/button><\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h3 class=\"h-32 md:h-48 flex-shrink-0\" style=\"text-align: center;\">Filme<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1418 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/ocheirodopapaiaverde.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/ocheirodopapaiaverde.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/ocheirodopapaiaverde-200x300.jpg 200w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/ocheirodopapaiaverde-150x225.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Cheiro do Papaia Verde &#8211; 1993 &#8211; Tran Anh Hung. <\/strong><strong><em>Filme lindo. Ensina aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, \u00e9 todo feito de aten\u00e7\u00e3o a gestos, express\u00f5es, ao tempo, \u00e0s emo\u00e7\u00f5es, aos cheiros e gostos. Al\u00e9m da hist\u00f3ria bonita e cheia de delicadeza. \u00c9 t\u00e3o belo e silencioso que n\u00e3o resta muito mais sen\u00e3o atentar para o que tanto <\/em>chama a aten\u00e7\u00e3o<em>. \u00c9 tocante e como disse algu\u00e9m, poesia na tela. Est\u00e1 dispon\u00edvel no Amazon Prime<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme mostra a vida de uma pequena camponesa que, em busca de melhores oportunidades, deixa sua aldeia para trabalhar como empregada na casa de uma fam\u00edlia burguesa em Saigon. No entanto, o cl\u00e3 em que ela vai trabalhar j\u00e1 n\u00e3o desfruta mais dos tempos de luxo e fartura, enfrentando os impactos da crise econ\u00f4mica que assola o pa\u00eds e lidando com as frequentes aus\u00eancias do dono da casa, Ngoc Trung Tran, que misteriosamente some por algum tempo levando consigo dinheiro. Sem o apoio do marido, a esposa de Ngoc Trung Tran assume o controle das finan\u00e7as da casa e busca sustentar seus tr\u00eas filhos, sendo um adolescente e os outros ainda crian\u00e7as. Al\u00e9m disso, a av\u00f3 paterna, vivida por Thi Hai Vo, permanece reclusa em seu quarto desde a morte da neta, que teria a mesma idade de Mui, a protagonista da hist\u00f3ria. Mui vai se adaptando aos afazeres dom\u00e9sticos com a ajuda de Ti, uma empregada j\u00e1 idosa. Sob a orienta\u00e7\u00e3o de Ti, Mui aprende a colher mam\u00e3o verde, ral\u00e1-lo, servir as refei\u00e7\u00f5es e limpar o ch\u00e3o. Conforme o tempo passa, a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da fam\u00edlia piora e a rotina da casa \u00e9 abalada com a morte do pai. Nesse ponto, Mui j\u00e1 \u00e9 uma jovem mulher, mas n\u00e3o tem mais possibilidades de continuar trabalhando naquela casa e \u00e9 enviada para a resid\u00eancia de Khuyen, um amigo da fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Khuyen, interpretado por Hoa Hoi Vuong, \u00e9 um homem sofisticado e pianista cl\u00e1ssico que fala franc\u00eas fluentemente. Ele tamb\u00e9m possui uma amante dispendiosa, vivida por Vantha Talism\u00e1n. Aos poucos, Mui demonstra sinais de estar apaixonada por Khuyen, por\u00e9m ele inicialmente n\u00e3o percebe. No entanto, quando finalmente se d\u00e1 conta dos sentimentos dela, Khuyen fica balan\u00e7ado e repensa sua rela\u00e7\u00e3o com a jovem empregada. Al\u00e9m do enredo rom\u00e2ntico e simples, o filme retrata importantes aspectos hist\u00f3ricos e sociais como pano de fundo. Ele nos transporta para uma sociedade em meio a mudan\u00e7as culturais e econ\u00f4micas antes da triste Guerra do Vietn\u00e3. Mui representa milhares de mulheres que viveram como servas durante anos.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Document\u00e1rio<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1419 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/314512789_3330128253927483_7709116005776712594_n.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"459\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/314512789_3330128253927483_7709116005776712594_n.jpg 625w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/314512789_3330128253927483_7709116005776712594_n-228x300.jpg 228w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/314512789_3330128253927483_7709116005776712594_n-150x197.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Movimento das Coisas &#8211; Manuela Serra, 1985. <\/strong><strong><em>Indico pois \u00e9 um documentario quase que todo sobre prestar aten\u00e7\u00e3o nas coisas. Ele tamb\u00e9m tem um hist\u00f3ria interessante, s\u00f3 estreou no circuito comercial 35 anos depois de ter sido feito. Ganhou pr\u00eamios, foi reconhecido na Europa, mas fora de Portugal. Em Portugal n\u00e3o apreciaram, exclu\u00edram a diretora e a desprezaram, o que contribuiu para que ela nunca mais filmasse e desenvolvesse um amargor contra seus pares naquele pa\u00eds e contra toda intelectualidade. S\u00f3 muito mais velha ela pode ver o filme ser apreciado por um p\u00fablico mais jovem e pode desfrutar de um pouco de reconhecimento. Mas al\u00e9m disso \u00e9 um filme muito bonito. Acompanha a rotina de 4 fam\u00edlias em um vilarejo no interiorz\u00e3o de Portugal vivendo sua vida modorrenta e bonita ao mesmo tempo. Os moradores do local t\u00eam um estilo de vida que remonta a algo medieval. O interessante de vermos este document\u00e1rio agora \u00e9 perceber que estamos muito longe deste jeito de viver em 2023, mas que foi em 1980, n\u00e3o tem tanto tempo assim, estamos perto demais e longe demais daquela vida. \u00c9 um document\u00e1rio lento, suave, de pessoas que t\u00eam um cotidiano tal que n\u00e3o lhes resta muito mais do que prestar aten\u00e7\u00e3o. <\/em><\/strong><strong><em><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=vLmcS_MobgQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tem todo no YouTube, \u00e9 s\u00f3 clicar aqui<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O Movimento das Coisas \u00e9 um dos filmes mais curiosos que nas d\u00e9cadas de setenta e oitenta abordaram o universo rural do norte portugu\u00eas. Come\u00e7ado a desenvolver no interior da Cooperativa VirVer, em cujos projetos Manuela Serra trabalhou durante v\u00e1rios anos, s\u00f3 seria conclu\u00eddo algum tempo depois. Contudo, tudo aquilo que ter\u00e1 sido a raz\u00e3o de ser da maior parte dos outros filmes documentais, sobretudo etnogr\u00e1ficos, parece ter sido aqui depurado, sen\u00e3o eliminado, gerando outros sentidos. A sua simplicidade s\u00f3 parece ter paralelo na discri\u00e7\u00e3o com que foi recebido (nunca chegou a estrear comercialmente). Precisou este \u201cfilme sobre o tempo\u201d de uma prova do tempo?&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">S\u00e9rie<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1423 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Posters-Sherlock-Poster-Sherlock-253603-l-e1696101357786.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Posters-Sherlock-Poster-Sherlock-253603-l-e1696101357786.jpg 341w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Posters-Sherlock-Poster-Sherlock-253603-l-e1696101357786-198x300.jpg 198w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Posters-Sherlock-Poster-Sherlock-253603-l-e1696101357786-150x227.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sherlock &#8211; 2010 &#8211; Mark Gatiss. <\/strong><strong><em>Indico porque Sherlock \u00e9 o personagem que mais prestou aten\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria da literatura n\u00e9? Se tem algu\u00e9m que ensina a prestar aten\u00e7\u00e3o em todas as suas nuances, \u00e9 <\/em><\/strong><em><strong>Sherlock Holmes. Indico porque tem Benedict Cumberbatch, e tamb\u00e9m porque n\u00e3o \u00e9 uma s\u00e9rie muito extensa. E principalmente porque \u00e9 uma s\u00e9rie excelente, eu adoro, vi muito empolgada e acho que \u00e9 um \u00f3timo divertimento. Mas \u00e9 claro que os livros tamb\u00e9m est\u00e3o indicados, ali\u00e1s, o gen\u00earo inteiro. Todo g\u00eanero policial \u00e9 um grande exerc\u00edcio de prestar aten\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Sherlock<\/em> \u00e9 uma s\u00e9rie brit\u00e2nica de televis\u00e3o que estreou em 2010 e foi criada por Steven Moffat e Mark Gatiss. A s\u00e9rie \u00e9 baseada nas hist\u00f3rias de Sherlock Holmes, escritas por Sir Arthur Conan Doyle, e apresenta uma vers\u00e3o moderna do famoso detetive. A s\u00e9rie tem como protagonista Benedict Cumberbatch, que interpreta Sherlock Holmes, um detetive exc\u00eantrico e brilhante que trabalha com o Dr. John Watson, interpretado por Martin Freeman. Juntos, eles resolvem casos complexos e intrigantes em Londres. Uma das principais caracter\u00edsticas da s\u00e9rie \u00e9 a sua narrativa inovadora e n\u00e3o linear. Cada epis\u00f3dio tem cerca de 90 minutos de dura\u00e7\u00e3o e \u00e9 dividido em v\u00e1rias partes, que s\u00e3o apresentadas em ordem cronol\u00f3gica n\u00e3o linear. Isso significa que o espectador precisa prestar aten\u00e7\u00e3o aos detalhes para entender completamente a trama. Outra caracter\u00edstica marcante da s\u00e9rie \u00e9 a sua produ\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel. Os cen\u00e1rios s\u00e3o detalhados e realistas, e a fotografia \u00e9 de alta qualidade. A trilha sonora tamb\u00e9m \u00e9 muito bem trabalhada e ajuda a criar uma atmosfera tensa e misteriosa. Al\u00e9m disso, a s\u00e9rie \u00e9 conhecida por suas interpreta\u00e7\u00f5es excepcionais. Benedict Cumberbatch \u00e9 aclamado por sua atua\u00e7\u00e3o como Sherlock Holmes, que \u00e9 retratado como um personagem complexo e multifacetado. Martin Freeman tamb\u00e9m \u00e9 elogiado por sua interpreta\u00e7\u00e3o do Dr. John Watson, que serve como um contraponto ao detetive exc\u00eantrico. A s\u00e9rie foi um grande sucesso desde o seu lan\u00e7amento e acumulou v\u00e1rios pr\u00eamios ao longo dos anos.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1432 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/atencao-1.jpg\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/atencao-1.jpg 713w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/atencao-1-250x300.jpg 250w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/atencao-1-150x180.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #cdf2f7;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;A aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma mais rara e pura de generosidade.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Simone Weil<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Post com a colabora\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/instagram.com\/laismeralda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@laismeralda, que \u00e9 a<em>\u00a0melhor cartomante do peda\u00e7o, marque sua consulta com ela.<\/em><\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"absolute bottom-0 left-0 w-full border-t md:border-t-0 dark:border-white\/20 md:border-transparent md:dark:border-transparent md:bg-vert-light-gradient bg-white dark:bg-gray-800 md:!bg-transparent dark:md:bg-vert-dark-gradient pt-2 md:pl-2 md:w-[calc(100%-.5rem)]\">\n<form class=\"stretch mx-2 flex flex-row gap-3 last:mb-2 md:mx-4 md:last:mb-6 lg:mx-auto lg:max-w-2xl xl:max-w-3xl\" enctype=\"application\/x-www-form-urlencoded\" method=\"get\">\n<div class=\"relative flex h-full flex-1 items-stretch md:flex-col\">\n<div class=\"h-full flex ml-1 md:w-full md:m-auto md:mb-4 gap-0 md:gap-2 justify-center\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">1.\u00ba de outubro\u00a0\u00e9 o 274.\u00ba dia do ano no\u00a0<a title=\"Calend\u00e1rio gregoriano\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Calend%C3%A1rio_gregoriano\">calend\u00e1rio gregoriano<\/a>\u00a0(275.\u00ba em\u00a0<a title=\"Ano bissexto\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ano_bissexto\">anos bissextos<\/a>). Faltam 91 dias para acabar o ano.<\/span><\/div>\n<div>\n<hr \/>\n<p><em>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui, obrigada! Esse \u00e9 o meu almanaque particular. Um peda\u00e7o do meu di\u00e1rio, da minha arca da velha, um registro de pequenas efem\u00e9rides, de coisas que quero guardar, do tempo, do vento, do c\u00e9u e do cheiro da chuva. Os Vest\u00edgios do Dia, meus dias. Aqui s\u00f3 tem refer\u00eancias, pois \u00e9 disso que sou feita.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #fad7d7;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%; text-align: center;\">\u00a9 Nalua \u2013 Caderninho pessoal, bauzinho de trapos coloridos, nos morros de Minas Gerais. Primavera infernal.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><em>Esta \u00e9 a 29\u00aa de 78 p\u00e1ginas que ter\u00e1 este almanaque.<\/em><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/form>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>uma alegria, aten\u00e7\u00e3o menina Belo Horizonte, 1\u00ba de outubro de 2023 \u2614 19\u00b0 &#8211; 27\u00b0 (Aleluia!) 1\u00ba de Outubro \u00e9 O Dia da Pessoa Idosa. 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