{"id":1313,"date":"2023-09-16T12:35:59","date_gmt":"2023-09-16T12:35:59","guid":{"rendered":"https:\/\/nalua.in\/notas\/?p=1313"},"modified":"2023-09-17T03:12:53","modified_gmt":"2023-09-17T03:12:53","slug":"uma-saideira-muita-saudade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/notas\/uma-saideira-muita-saudade\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/almanaque.nalu.in\/trocandoemmiudos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 8pt;\">uma saideira, muita saudade<\/span><\/a><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-479 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/cropped-almanaque.jpg\" alt=\"\" width=\"1035\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/cropped-almanaque.jpg 1035w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/cropped-almanaque-300x52.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/cropped-almanaque-1024x178.jpg 1024w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/cropped-almanaque-768x134.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/cropped-almanaque-150x26.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1035px) 100vw, 1035px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Belo Horizonte, 17 de setembro de 2023<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Previs\u00e3o do Tempo: <em>ele est\u00e1 passando&#8230;<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">17 de setembro \u00e9 o dia Dia da Compreens\u00e3o Mundial. O que ser\u00e1 que significa isso heim? Em <strong>1787<\/strong> a <span style=\"text-decoration: underline;\">Constitui\u00e7\u00e3o americana<\/span> foi assinada. Em <strong>1849<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Harriet Tubman<\/span> escapa pela primeira vez da escravid\u00e3o em Maryland. Em <strong>1954<\/strong> o <span style=\"text-decoration: underline;\">Senhor das Moscas<\/span> de William Goldwin foi publicado. Em <strong>1964<\/strong> estreava o seriado <strong>A Feiticeira <\/strong>e todas as meninas queriam saber torcer o nariz.\u00a0 Em <strong>2011<\/strong> come\u00e7ou o movimento <span style=\"text-decoration: underline;\">Occupy Wall Street<\/span> e eu n\u00e3o fui. Em <strong>1931<\/strong> nasceu <span style=\"text-decoration: underline;\">Anne Bancroft<\/span>. Em <strong>1955<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">Marina Lima<\/span>, em <strong>1962<\/strong> <span style=\"text-decoration: underline;\">F\u00e1tima Bernardes e Baz Luhrmann<\/span>. Em <strong>1979<\/strong> nasceu <span style=\"text-decoration: underline;\">Negra Li<\/span>. Em <strong>1179<\/strong> morreu a incr\u00edvel <span style=\"text-decoration: underline;\">Hildegarda de Bingen<\/span>. Em <strong>1948<\/strong> falece <span style=\"text-decoration: underline;\">Ruth Benedict<\/span> e em <strong>1994<\/strong> nos deixa <span style=\"text-decoration: underline;\">Karl Popper<\/span>.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ainda outro disse: &#8220;Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e despedir-me da minha fam\u00edlia&#8221;. Jesus respondeu: &#8220;Ningu\u00e9m que p\u00f5e a m\u00e3o no arado e olha para tr\u00e1s \u00e9 apto para o Reino de Deus&#8221;.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Evangelho de Lucas 9:61-62<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1325 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Nao-tenho-forca-para-icar-a-ancora_05-1024x1024-1.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Nao-tenho-forca-para-icar-a-ancora_05-1024x1024-1.jpg 1024w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Nao-tenho-forca-para-icar-a-ancora_05-1024x1024-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Nao-tenho-forca-para-icar-a-ancora_05-1024x1024-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Nao-tenho-forca-para-icar-a-ancora_05-1024x1024-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Nao-tenho-forca-para-icar-a-ancora_05-1024x1024-1-96x96.jpg 96w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Este post \u00e9 para M\u00e1rcia e Karina<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>POEMA DA DESPEDIDA<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o saberei nunca <\/em><em>dizer adeus<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Afinal, <\/em><em>s\u00f3 os mortos sabem morrer<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Resta ainda tudo, <\/em><em>s\u00f3 n\u00f3s n\u00e3o podemos ser<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Talvez o amor, <\/em><em>neste tempo,<\/em><br \/>\n<em>seja ainda cedo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o \u00e9 este sossego <\/em><em>que eu queria,<\/em><br \/>\n<em>este ex\u00edlio de tudo, <\/em><em>esta solid\u00e3o de todos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Agora <\/em><em>n\u00e3o resta de mim <\/em><em>o que seja meu <\/em><em>e quando tento<\/em><br \/>\n<em>o magro invento de um sonho <\/em><em>todo o inferno me vem \u00e0 boca<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Nenhuma palavra <\/em><em>alcan\u00e7a o mundo, eu sei<\/em><br \/>\n<em>Ainda assim, <\/em><em>escrevo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span class=\"fe5nidar khvhiq1o r5qsrrlp i5tg98hk f9ovudaz przvwfww gx1rr48f gfz4du6o r7fjleex nz2484kf svot0ezm dcnh1tix sxl192xd t3g6t33p\"><span class=\"mpj7bzys xzlurrtv\">\u2665\ufe0f<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Mia Couto<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Neste dia, h\u00e1 3 anos, escreveu uma refugiada venezuelana em seu di\u00e1rio<\/h2>\n<p style=\"text-align: left;\">17 de setembro de 2020<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Hoje receb\u00ed uma liga\u00e7\u00e3o de um amigo que conhec\u00ed em Boa Vista. As coisas n\u00e3o foram bem para ele no Brasil e decidiu voltar para a Venezuela. Ele me conta coisas que meus pais n\u00e3o me dizem sobre a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Me comenta que o que eu vejo na televis\u00e3o e pelas redes sociais \u00e9 pouco comparado com o que se enfrentam dia a dia. Isso me entristece. De onde estou, s\u00f3 posso apoiar aos que est\u00e3o aqui na ONG com a qual trabalho. Eles come\u00e7aram uma campanha para entregar cestas b\u00e1sicas a imigrantes e brasileiros mais vulner\u00e1veis. \u00c9 um trabalho que esgota, mas vale a pena. \u00c9 toda uma fam\u00edlia que se salva da fome. Neste momento a solidariedade do brasileiro com o pr\u00f3ximo \u00e9 o que me faz querer trazer meus filhos para c\u00e1. Quero que aprendam essa li\u00e7\u00e3o de humanidade e que entendam que esses pequenos gestos s\u00e3o o que engrandecem um pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Francis Salazar, na Falha de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u00a0Um Or\u00e1culo em Pas\u00e1rgada<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1334 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/8copas2p.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"697\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/8copas2p.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/8copas2p-151x300.jpg 151w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/8copas2p-150x299.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para esta semana saiu o Oito de Copas. <strong>\u00c9 hora de partir<\/strong>, vamos chamar os caminh\u00f5es de mudan\u00e7a. O 8 de copas \u00e9 a carta que nos lembra que de tempos em tempos temos que <strong>abandonar<\/strong> alguma coisa. Que temos lidar com <strong>partidas, desapegos e desprendimentos<\/strong>. Precisamos sair de algum lugar, abandonar alguma situa\u00e7\u00e3o, algum pensamento, ou algu\u00e9m. \u00c9 carta que nos fala do <strong>desprendimento<\/strong>. Da import\u00e2ncia de deixarmos algo para tr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral quando esta carta aparece, estamos lidando com qualquer coisa <strong>que est\u00e1 nos fazendo mal<\/strong>, com um lugar que n\u00e3o nos cabe mais, <strong>uma situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 ficando insustent\u00e1vel<\/strong>. <strong>\u00c9 a carta do ir embora<\/strong>. Chegamos num ponto em que precisamos nos conscientizar e <strong>seguir a vida<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos numa \u00e9poca em que o desapego \u00e9 um conceito celebrado e reverenciado. Existe todo um mundo que gira em torno do desapego, \u00e9 uma palavra que est\u00e1 bastante na moda. Desapegar-se. Em geral se fala de um <strong>desapego material<\/strong>, destralhar a casa, livrar-se de objetos, viver uma vida mais minimalista, consumir menos etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o 8 de copas trata de um outro desapego. \u00c9 um desprendimento <strong>mais profundo, mais impactante<\/strong>, \u00e9 o desapego de <strong>situa\u00e7\u00f5es<\/strong>, de <strong>pensamentos<\/strong>, at\u00e9 de <strong>partes do ser<\/strong>. Pense no que voc\u00ea <strong>precisa<\/strong> abandonar. Do que voc\u00ea precisa desprender-se, o que \u00e9 preciso deixar. <strong>Voc\u00ea precisa partir de que lugar, ou de que situa\u00e7\u00e3o?<\/strong>\u00a0 Ou voc\u00ea quer muito, de verdade, partir? \u00c9 mais comum n\u00e3o precisarmos deixar nada de concreto, e nos darmos conta de que precisamos apenas <strong>abandonar uma velha forma de pensamento aprisionante<\/strong>. Especialmente quando j\u00e1 n\u00e3o somos mais jovens, achamos que n\u00f3s <strong>somos<\/strong> o nosso pensamento, e que mudar ou abandonar qualquer um deles \u00e9 uma mutila\u00e7\u00e3o. Mas bem pode ser disso que precisamos nos livrar, de<strong> pensamentos e cosmovis\u00f5es velhos<\/strong>, que n\u00e3o fazem mais sentido. Nos livrarmos disso n\u00e3o \u00e9 mutila\u00e7\u00e3o, \u00e9 <strong>liberdade<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo atual \u00e9 uma excelente fonte de pensamentos novos, <strong>tem milh\u00f5es de mudan\u00e7as de paradigmas ocorrendo numa velocidade alucinante<\/strong>, e indo cada vez mais adiante. <strong>A cada dia fica mais f\u00e1cil ficarmos para tr\u00e1s, perdermos o bonde, <\/strong>se n\u00e3o assimilarmos novos modelos e novas formas de pensar. N\u00e3o somos o que aprendemos aos 19 anos. Muitas pessoas param de pensar entre os 20 e os 30 anos. <strong>Se voc\u00ea tem 50 anos, as ferramentas do mundo em que voc\u00ea tinha 20 anos simplesmente n\u00e3o servem mais<\/strong>&#8230; As fichas de telefone n\u00e3o servem para o celular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m o 8 de nos ensina o <strong>desprendimento<\/strong>. Para o frade fil\u00f3sofo Mestre Eckhart (1260 &#8211; 1328), <strong>desprender-se \u00e9 condi\u00e7\u00e3o impescind\u00edvel para que encontremos o divino<\/strong>, para que possa existir um encontro verdadeiro com o transcendente. Para esse pensador n\u00e3o se trata do desprendimento estoico do mundo, em que as ferramentas seculares ficam com pouca utilidade, sendo conveniente abandon\u00e1-las. Para ele, \u00e9 um <strong>desprendimento de si, de seu modo de ser, para ser atravessado pela luz de Deus<\/strong>. Mas isso tudo no mundo, entendendo o sofrimento e peculiaridades do mundo e do cotidiano. N\u00e3o somos monges, nem fil\u00f3sofos ou religiosos, mas tamb\u00e9m n\u00f3s queremos experimentar um pouco dessa nesga de transcend\u00eancia, esse \u00e9 um dos lembretes do arcano da semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E <strong>desprender-se<\/strong>, <strong>abandonar<\/strong>, abre essa fenda para que por um momento,<strong> a luz nos atravesse<\/strong>. Se estamos deixando realmente uma situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o nos cabe mais, ou se estamos substituindo nosso pensamento ou nossas convic\u00e7\u00f5es por outros que fa\u00e7am mais sentido, certamente alguma luz nos atravessar\u00e1, divina ou mundana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa carta tem o potencial de algo novo com o qual voc\u00ea se conectar\u00e1 e com o qual se sentir\u00e1 bem. Talvez seja essa <strong>centelha<\/strong> que experimentaremos de forma inesquec\u00edvel. Mas primeiro vem a tristeza de <strong>ir embora<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa carta tamb\u00e9m nos fala sobre a <strong>coragem<\/strong> de que precisamos para partir, para nos <strong>desprendermos<\/strong>. <strong>Nunca \u00e9 f\u00e1cil<\/strong>. \u00c9 sempre preciso uma grande dose de paci\u00eancia e de for\u00e7a interna, e isso \u00e9 da ordem da obviedade. <strong>Mas o tar\u00f4 tamb\u00e9m \u00e9 pensar no \u00f3bvio de que n\u00e3o nos lembramos<\/strong>. Partir \u00e9 tamb\u00e9m movimento. Estamos sempre falando aqui sobre isso, <strong>andar, mudar, come\u00e7ar, agir, recome\u00e7ar, aventurar-se<\/strong>. O tar\u00f4 \u00e9 o livro da vida. E <strong>vida \u00e9 movimento<\/strong>, <strong>s\u00f3 existe o ser em movimento<\/strong>, s\u00f3 existe vida no movimentar. Muitas vezes ficar, permanecer em algo que est\u00e1 apodrecendo \u00e9 <strong>morrer<\/strong> tamb\u00e9m, seja uma situa\u00e7\u00e3o, um pensamento, uma vis\u00e3o sobre o mundo. Ent\u00e3o, para a semana, vamos <strong>partir<\/strong>, <strong>abandonar<\/strong>, <strong>nos desprendermos<\/strong>. <em>Vamos amadurecendo aos poucos a partida, quando a flor abrir inteira, mudemos de vida<\/em>. Vamos embora.\u00a0<em>N\u00e3o ligue se acaso eu chorar.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Boa semana para quem parte.<\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #fad9b4;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1329 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/8copas2np.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"571\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/8copas2np.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/8copas2np-184x300.jpg 184w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/8copas2np-150x245.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Oito de Copas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta de tar\u00f4 8 de copas representa a necessidade de partir, de deixar para tr\u00e1s algo que n\u00e3o serve mais. Essa carta \u00e9 uma mensagem clara de que \u00e9 hora de seguir em frente, de buscar novos caminhos e novas oportunidades.\u00a0O n\u00famero 8 \u00e9 um s\u00edmbolo de equil\u00edbrio e harmonia, mas tamb\u00e9m pode representar a busca por algo novo e desconhecido. As copas, por sua vez, s\u00e3o o naipe do amor, das emo\u00e7\u00f5es e dos relacionamentos. Juntas, essas duas energias formam uma mensagem poderosa: \u00e9 hora de deixar para tr\u00e1s o que n\u00e3o nos faz mais feliz e buscar novas formas de amor e conex\u00e3o. O 8 de copas pode aparecer em uma leitura quando estamos presos em um relacionamento que n\u00e3o est\u00e1 mais funcionando, ou quando estamos em um emprego ou situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o nos satisfaz. Ela nos lembra que a vida \u00e9 curta e que devemos buscar a felicidade enquanto ainda podemos.\u00a0Partir pode ser assustador, mas tamb\u00e9m pode ser libertador. Quando deixamos para tr\u00e1s o que n\u00e3o nos serve mais, abrimos espa\u00e7o para novas experi\u00eancias e oportunidades. A carta de tar\u00f4 8 de copas nos encoraja a seguir em frente com coragem e determina\u00e7\u00e3o, confiando que o universo nos guiar\u00e1 para onde precisamos ir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00ea est\u00e1 se sentindo preso ou insatisfeito em alguma \u00e1rea da sua vida, a carta de tar\u00f4 8 de copas pode ser um sinal de que \u00e9 hora de partir. N\u00e3o tenha medo de deixar para tr\u00e1s o que n\u00e3o est\u00e1 funcionando e buscar algo melhor. Lembre-se de que a vida \u00e9 curta e que voc\u00ea merece ser feliz. A\u00a0carta de tar\u00f4 8 de copas representa a necessidade de partir, deixar para tr\u00e1s o que n\u00e3o nos faz mais feliz e buscar novas formas de amor e conex\u00e3o. Ela nos encoraja a seguir em frente com coragem e determina\u00e7\u00e3o, confiando que o universo nos guiar\u00e1 para onde precisamos ir. Se voc\u00ea est\u00e1 se sentindo preso ou insatisfeito em alguma \u00e1rea da sua vida, n\u00e3o tenha medo de partir e buscar algo melhor.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1324 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cats.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"237\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cats.jpg 1168w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cats-300x109.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cats-1024x373.jpg 1024w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cats-768x280.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cats-150x55.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/h2>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Um texto que reorganiza as malas<\/h2>\n<p><strong>De: Am\u00e9lia de Leuchtenberg<\/strong><br \/>\n<strong>Para: Dom Pedro II<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em 1831, em meio a forte crise pol\u00edtica, dom Pedro I abdicou em favor de Pedro de Alc\u00e2ntara, ent\u00e3o com seis anos de idade, filho de seu primeiro casamento com dona Leopoldina. Foi obrigado a deixar o Brasil com a segunda mulher, dona Am\u00e9lia de Leuchtenberg, e, na madrugada de 7 de abril daquele ano, noite da partida, ela, que estava com 19 anos e amava os enteados, deixou esta carta ao menino e futuro imperador dom Pedro II, como se pode ouvir na leitura em v\u00eddeo ao final da carta.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Rio de Janeiro,\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>Meu filho do cora\u00e7\u00e3o e meu imperador,<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Adeus, menino querido, del\u00edcias de minha alma, alegria de meus olhos, filho que meu cora\u00e7\u00e3o tinha adotado. Adeus para sempre.\u00a0Quanto \u00e9s formoso nesse teu repouso! Meus olhos choro\u00adsos n\u00e3o se puderam furtar de te contemplar! A majestade de uma coroa, a debilidade da inf\u00e2ncia, a inoc\u00eancia dos anjos cingem tua fronte de um resplendor misterioso que fascina.\u00a0\u00c9s o espet\u00e1culo mais tocante que a terra pode oferecer! Quanta grandeza e quanta fraqueza a humanidade encerra, representadas por ti, crian\u00e7a idolatrada: uma coroa, um trono e um ber\u00e7o!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A p\u00farpura ainda n\u00e3o serve sen\u00e3o para estofo, e tu, que comandas ex\u00e9rcitos e reges um Imp\u00e9rio, ainda careces de todos os desvelos e carinhos de m\u00e3e.\u00a0Ah! querido menino, se eu fosse tua verdadeira m\u00e3e, se meu ventre te tivesse concebido, nenhuma for\u00e7a te arran\u00adcaria dos meus bra\u00e7os!\u00a0Mas tu, anjo de inoc\u00eancia e de formosura, n\u00e3o me perten\u00adces sen\u00e3o pelo amor que dediquei a teu augusto pai. Ape\u00adnas sou tua madrasta, embora te queira como se fosses o sangue do meu sangue. Um dever sagrado me obriga a acompanhar o ex-imperador no seu ex\u00edlio, atrav\u00e9s os mares, em terras estranhas\u2026 Adeus, pois, para sempre! M\u00e3es brasileiras, v\u00f3s que sois meigas e carinhosas para com vossos filhinhos, supri minhas vezes: adotai o \u00f3rf\u00e3o coroado, dai-lhe, todas v\u00f3s, um lugar na vossa fam\u00edlia e no vosso cora\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>M\u00e3es brasileiras, eu vos confio este precios\u00edssimo penhor da felicidade de vosso pa\u00eds e de vosso povo: ei-lo t\u00e3o belo e puro como o primog\u00eanito de Eva no Para\u00edso. Eu vo-lo entrego: agora sinto minhas l\u00e1grimas correrem com menor amargura.\u00a0Dorme crian\u00e7a querida, enquanto n\u00f3s, teu pai e tua m\u00e3e de ado\u00e7\u00e3o, partimos para o ex\u00edlio, sem esperan\u00e7a de nunca mais te vermos\u2026 sen\u00e3o em sonhos.\u00a0Brasileiros! Eu vos conjuro que o n\u00e3o acordeis antes que me retire.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Adeus, \u00f3rf\u00e3o-imperador, v\u00edtima de tua grandeza antes que a saibas conhecer. Adeus\u2026<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Carlos Sarthou. Rel\u00edquias da cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Gr\u00e1fica Ol\u00edmpica Editora, 1961, pp. 111-112.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">(Retirado de https:\/\/correio.ims.com.br\/carta\/uma-coroa-um-trono-e-um-berco\/)\u00a0<\/span><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #bde8f2;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<h2 style=\"text-align: center;\">As V\u00e1rias Formas de Partir<\/h2>\n<p>Procurei escolher algumas obras que falassem de v\u00e1rias formas de partidas e abandonos. Como tamb\u00e9m \u00e9 um tema que tem um leque incomensur\u00e1vel de obras, poderia fazer 3, 4 posts e teria obra suficiente para mostrar, escolhi algumas que n\u00e3o fossem t\u00e3o imediatamente lembradas, mas que eu tivesse gostado muito. A\u00ed v\u00e3o elas, todas obras que s\u00e3o muito queridas para mim.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Livro<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1340 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/61CwdQdKoGL._AC_UF10001000_QL80_.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/61CwdQdKoGL._AC_UF10001000_QL80_.jpg 666w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/61CwdQdKoGL._AC_UF10001000_QL80_-200x300.jpg 200w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/61CwdQdKoGL._AC_UF10001000_QL80_-150x225.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Intimidade &#8211; Hanifi Kureishi.<em> Indico porque a Maria Fernanda tinha me indicado fortemente esse autor. E porque pensei em div\u00f3rcio como uma forma de abandonar, partir, sair de situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o te cabe mais. E esse livro foi recomendado pela escritora do livro Farm\u00e1cia Liter\u00e1ria. Como \u00e9 bem pequeno, me aventurei a ler. E \u00e9 muito, muito bom. \u00c9 o relato do personagem que decide se divorciar e o que se passa na cabe\u00e7a dele quando toma a decis\u00e3o. e tudo que acontece imediatamente depois. \u00c9 uma leitura \u00f3tima, o livro \u00e9 muito envolvente e a escrita \u00e9 deliciosa. Tem mais livros que tratam do assunto e est\u00e3o mais em alta, como os da Elena Ferrante, do Domeninco Starnoni, etc, mas preferi este pois o autor anda meio fora das rodas liter\u00e1rias atuais.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Intimidade, escrito por Hanifi Kureishi, \u00e9 um livro que aborda temas como amor, relacionamentos, trai\u00e7\u00e3o e a busca pela identidade. A obra narra a hist\u00f3ria de Jay, um escritor de meia-idade que vive em Londres e est\u00e1 passando por uma crise em seu casamento.\u00a0Jay est\u00e1 prestes a publicar seu novo livro e, ao mesmo tempo, enfrenta problemas em seu relacionamento com Susan, sua esposa. A partir da\u00ed, o autor nos leva a uma jornada de reflex\u00e3o sobre as escolhas que fazemos em nossas vidas e como elas afetam as pessoas ao nosso redor.\u00a0A narrativa \u00e9 envolvente e flu\u00edda, fazendo com que o leitor se identifique com os personagens e suas ang\u00fastias. Kureishi aborda temas complexos de forma sens\u00edvel e honesta, sem julgamentos ou estere\u00f3tipos.\u00a0Al\u00e9m disso, o livro tamb\u00e9m trata da quest\u00e3o da identidade cultural. Jay \u00e9 filho de um paquistan\u00eas e uma inglesa e, ao longo da hist\u00f3ria, ele reflete sobre sua heran\u00e7a cultural e como isso influencia em sua vida pessoal e profissional.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Filme<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1344 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/the-hours.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/the-hours.jpeg 592w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/the-hours-211x300.jpeg 211w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/the-hours-150x213.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As Horas &#8211; Stephen Daldry &#8211; 2003. <em>Um dos filmes que eu mais gosto. Retrata v\u00e1rios tipos de partida, \u00e9 um 8 de copas na ess\u00eancia. E al\u00e9m disso \u00e9 uma pequena obra prima. Tem 3 atrizes incr\u00edveis, \u00e9 bem feito, que filme! Indico entusiasmadamente. At\u00e9 hoje eu ainda penso muito nele, \u00e9 uma refer\u00eancia tremenda para mim. Eu gostaria de saber falar mais sobre ele, porque \u00e9 uma lindeza de filme, mas n\u00e3o sei. Fa\u00e7o inten\u00e7\u00e3o de que voc\u00eas se animem a assistir.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme &#8220;As Horas&#8221;, dirigido por Stephen Daldry, \u00e9 uma obra cinematogr\u00e1fica que retrata a vida de tr\u00eas mulheres em diferentes \u00e9pocas e como elas lidam com a quest\u00e3o da morte. O filme \u00e9 baseado no livro hom\u00f4nimo de Michael Cunningham, que por sua vez \u00e9 inspirado na obra &#8220;Mrs. Dalloway&#8221;, de Virginia Woolf.\u00a0A hist\u00f3ria se desenrola em tr\u00eas momentos distintos: em 1923, quando Virginia Woolf (interpretada por Nicole Kidman) est\u00e1 escrevendo o livro &#8220;Mrs. Dalloway&#8221;; em 1951, quando Laura Brown (interpretada por Julianne Moore) est\u00e1 lendo o livro e planejando seu suic\u00eddio; e em 2001, quando Clarissa Vaughan (interpretada por Meryl Streep) est\u00e1 organizando uma festa em homenagem a seu amigo Richard (interpretado por Ed Harris), um escritor que est\u00e1 morrendo de AIDS.\u00a0O filme \u00e9 uma reflex\u00e3o sobre a vida e a morte, sobre a busca pela felicidade e sobre como as escolhas que fazemos podem afetar nossas vidas e as vidas daqueles ao nosso redor. As tr\u00eas personagens principais s\u00e3o mulheres fortes e independentes, mas que enfrentam seus pr\u00f3prios dem\u00f4nios interiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Virginia Woolf \u00e9 uma escritora atormentada pela depress\u00e3o e pela press\u00e3o da sociedade para se conformar aos padr\u00f5es de g\u00eanero da \u00e9poca. Laura Brown \u00e9 uma dona de casa infeliz que se sente presa em um casamento sem amor e que busca desesperadamente uma forma de escapar. Clarissa Vaughan \u00e9 uma editora bem-sucedida que tem um relacionamento complicado com Richard e que luta para conciliar sua vida pessoal com sua carreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme \u00e9 um retrato sens\u00edvel e emocionante dessas mulheres e de como elas enfrentam a partida em suas pr\u00f3prias vidas. A atua\u00e7\u00e3o das tr\u00eas atrizes principais \u00e9 excepcional, especialmente a de Nicole Kidman, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz por sua interpreta\u00e7\u00e3o de Virginia Woolf.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Quadrinhos<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1346 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/omelhorqpodiamosfazer.jpg\" alt=\"\" width=\"302\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/omelhorqpodiamosfazer.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/omelhorqpodiamosfazer-213x300.jpg 213w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/omelhorqpodiamosfazer-150x212.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 302px) 100vw, 302px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O melhor que poder\u00edamos fazer \u2013 Thi Bui &#8211; <em>Indico porque fala de refugiados, dos que partem porque n\u00e3o t\u00eam mais alternativa. \u00c9 uma HQ muito comovente, que conta uma hist\u00f3ria real e dilacerante. O tra\u00e7o \u00e9 bem bonito, a narrativa sens\u00edvel e tocante. O tema da imigra\u00e7\u00e3o sempre me interessou, \u00e9 um assunto que chama demais a minha aten\u00e7\u00e3o. Eu li h\u00e1 algum tempo, quando ainda trabalhava com acolhimento de imigrantes. As hist\u00f3rias de imigrantes s\u00e3o sempre muito ricas, muito cheias de cor, e de dor tamb\u00e9m.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">A graphic novel &#8220;O Melhor que Poder\u00edamos Fazer&#8221; de Thi Bui \u00e9 uma obra emocionante e poderosa que narra a hist\u00f3ria da fam\u00edlia da autora, que fugiu do Vietn\u00e3 durante a Guerra do Vietn\u00e3 em busca de uma vida melhor. O livro \u00e9 uma mistura de mem\u00f3rias pessoais, hist\u00f3ria e pol\u00edtica, e \u00e9 contado atrav\u00e9s de belas ilustra\u00e7\u00f5es e um texto cuidadosamente escrito.\u00a0A hist\u00f3ria come\u00e7a com a pr\u00f3pria Thi Bui, que \u00e9 uma m\u00e3e de primeira viagem, refletindo sobre sua pr\u00f3pria inf\u00e2ncia e a hist\u00f3ria de sua fam\u00edlia. Ela conta a hist\u00f3ria de seus pais, que cresceram em vilarejos pequenos e pobres no Vietn\u00e3 antes de se mudarem para Saigon, onde seu pai se tornou um arquiteto bem-sucedido. Mas a Guerra do Vietn\u00e3 mudou tudo, e a fam\u00edlia foi for\u00e7ada a fugir para os Estados Unidos.\u00a0A hist\u00f3ria de \u00e9 contada atrav\u00e9s de v\u00e1rias vozes, incluindo a dela pr\u00f3pria, seus pais e seus irm\u00e3os. Ela explora as complexidades da vida de imigrantes nos Estados Unidos, incluindo o choque cultural, a discrimina\u00e7\u00e3o e a dificuldade de se adaptar a um novo pa\u00eds. Ela tamb\u00e9m explora as tens\u00f5es dentro da pr\u00f3pria fam\u00edlia, incluindo as diferen\u00e7as entre ela e seus irm\u00e3os, bem como as tens\u00f5es entre seus pais.\u00a0O livro \u00e9 uma medita\u00e7\u00e3o sobre a natureza da identidade e do pertencimento, e sobre como as experi\u00eancias de nossos pais e av\u00f3s podem moldar nossas pr\u00f3prias vidas. \u00c9 tamb\u00e9m uma reflex\u00e3o sobre a natureza da mem\u00f3ria e como ela pode ser mut\u00e1vel e imprecisa.\u00a0 Acima de tudo, &#8220;O Melhor que Poder\u00edamos Fazer&#8221; \u00e9 uma hist\u00f3ria sobre amor e fam\u00edlia. \u00c9 uma homenagem aos sacrif\u00edcios que os pais fazem por seus filhos, e \u00e0 resili\u00eancia humana em face da adversidade. \u00c9 um livro que emociona qualquer pessoa que j\u00e1 tenha amado algu\u00e9m ou tenha sido amado.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">S\u00e9rie<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1348 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vientos_de_agua-425976433-mmed.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vientos_de_agua-425976433-mmed.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vientos_de_agua-425976433-mmed-210x300.jpg 210w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vientos_de_agua-425976433-mmed-150x215.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ventos de \u00c1gua &#8211; Juan Jos\u00e9 Campanella &#8211; 2006. I<em>ndico porque \u00e9 uma s\u00e9rie n\u00e3o muito conhecida, pouco falada, mas \u00e9 uma del\u00edcia de assistir. Bonita, bem filmada, dirigida pelo Campanella de <\/em>O Segredo dos Seus Olhos<em> e de <\/em>O Filho da Noiva<em>. \u00c9 uma saga familiar, e eu adoro sagas familiares. Conta a hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o de ida e volta de espanhois para\u00a0 a Argentina e da volta dos argentinos para a Espanha. Se passa em tempos diferentes e acomapnhamos em dois turnos as gera\u00e7\u00f5es da mesma fam\u00edlia lutando com as agruras e venturas de partir para uma terra distante e muitas vezes hostil. A hist\u00f3ria \u00e9 gostosa de acompanhar, bem feita. Vale assistir, tem poucos cap\u00edtulos e est\u00e1 na Netflix.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00e9rie <em>Ventos de \u00c1gua<\/em>, do diretor argentino Juan Jos\u00e9 Campanella, acompanha a vida de dois imigrantes, um espanhol que foge da Guerra Civil para a Argentina em 1938, e seu filho, que faz o caminho inverso em 2001, ap\u00f3s a crise econ\u00f4mica que abalou o pa\u00eds. Atrav\u00e9s de flashbacks e saltos temporais, a s\u00e9rie mostra as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre as duas \u00e9pocas, os desafios e as oportunidades que os protagonistas encontram em suas novas p\u00e1trias, e as rela\u00e7\u00f5es familiares, amorosas e sociais que se estabelecem ao longo dos anos. \u00c9 uma s\u00e9rie que passa por v\u00e1rios per\u00eddos hist\u00f3ricos, como os anos 30 no Norte da Espanha, marcado por p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos mineiros de carv\u00e3o. A Guerra Civil Espanhola e a proximidade do general\u00edssimo Franco com Hitler e o nazismo que\u00a0 s\u00f3 agravavam a situa\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, muitos europeus pr\u00e9-Segunda Guerra Mundial imigraram para as Am\u00e9ricas, incluindo Buenos Aires, que se tornou um destino popular para imigrantes de v\u00e1rias partes do mundo, incluindo a forma\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia judaica na Argentina, uma das maiores do mundo. Passa pelas d\u00e9cadas de 40 e 50, marcadas pelo peronismo e anti-peronismo na Argentina, enquanto a revolu\u00e7\u00e3o cubana de 1959 \u00e9 vista de longe, chegando at\u00e9 a crise econ\u00f4mica dos anos 2000 e o congelamento das contas correntes e de poupan\u00e7a &#8211; o corralito. Tamb\u00e9m retrata a imigra\u00e7\u00e3o de pessoas de pa\u00edses do Terceiro Mundo para a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia que gerou forte rejei\u00e7\u00e3o aos imigrantes na Espanha. Muitos vivendo sob o signo do medo da deporta\u00e7\u00e3o de estrangeiros ilegais.\u00a0A hist\u00f3ria desses eventos \u00e9 complexa e multifacetada, mas evidencia a import\u00e2ncia da imigra\u00e7\u00e3o e dos movimentos pol\u00edticos em moldar a hist\u00f3ria e o futuro dessas regi\u00f5es, e a s\u00e9rie consegue mostar esses per\u00edodos todos e os impactos humanos destes acontecimentos.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Document\u00e1rio<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1349 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/thcp.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"418\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/thcp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/thcp-215x300.jpg 215w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/thcp-150x209.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TFH &#8211; Aeroporto Central &#8211; Karin A\u00efnouz &#8211; 2017. <em>Indico porque \u00e9 um document\u00e1rio interessant\u00edssimo e necess\u00e1rio para se entender um pouco mais sobre os refugiados.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Document\u00e1rio do cineasta cearense Karim A\u00efnouz resgata a import\u00e2ncia do extinto Aeroporto de Tempelhof, em Berlim. Entre 2015 e 2019, o local teve seus hangares usados como abrigos de emerg\u00eancia para refugiados que buscavam asilo. \u00c9 neste cen\u00e1rio que o espectador acompanha Ibrahim, estudante s\u00edrio de 18 anos, e o fisioterapeuta iraquiano Qutaiba. O document\u00e1rio recebeu o Trof\u00e9u Anistia Internacional, no Festival de Berlim em 2018.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1314 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/partida.jpg\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"523\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/partida.jpg 729w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/partida-259x300.jpg 259w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/partida-150x174.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #a8f2f7;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Partir \u00e9 morrer um pouco. Morrer\u00a0\u00e9 partir demais.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Mill\u00f4r Fernandes<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Post com a colabora\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/instagram.com\/laismeralda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@laismeralda, que \u00e9 a<em>\u00a0melhor cartomante do peda\u00e7o, marque sua consulta com ela.<\/em><\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><em>17 de setembro<\/em>\u00a0\u00e9 o 260.\u00ba dia do ano no calend\u00e1rio gregoriano (261.\u00ba em anos bissextos). Faltam 105 dias para acabar o ano.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui, obrigada! Esse \u00e9 o meu almanaque particular. Um peda\u00e7o do meu di\u00e1rio, da minha arca da velha, um registro de pequenas efem\u00e9rides, de coisas que quero guardar, do tempo, do vento, do c\u00e9u e do cheiro da chuva. Os Vest\u00edgios do Dia, meus dias. Aqui s\u00f3 tem refer\u00eancias, pois \u00e9 disso que sou feita.<\/em><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f5dada;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 99.9285%; text-align: center;\">\u00a9 Nalua \u2013 Caderninho pessoal, bauzinho de trapos coloridos, nos morros de Minas Gerais. Inverno quase no fim, mas um calor\u00e3o do capeta.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div id=\"post-wrapper\" class=\"post-wrapper\">\n<article id=\"post-610\" class=\"post-610 post type-post status-publish format-standard hentry category-almanaque category-carta-semanal category-jardim category-newsletter category-oraculo\">\n<div class=\"entry-content\">\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><em>Esta \u00e9 a 27\u00aa de 78 p\u00e1ginas que ter\u00e1 este almanaque.<\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>uma saideira, muita saudade Belo Horizonte, 17 de setembro de 2023 Previs\u00e3o do Tempo: ele est\u00e1 passando&#8230; 17 de setembro \u00e9 o dia Dia da [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,13,10,5,12],"tags":[],"class_list":["post-1313","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-almanaque","category-carta-semanal","category-jardim","category-newsletter","category-oraculo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1313","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1313"}],"version-history":[{"count":29,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1313\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1356,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1313\/revisions\/1356"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}