{"id":1097,"date":"2023-08-01T12:46:04","date_gmt":"2023-08-01T12:46:04","guid":{"rendered":"https:\/\/nalua.in\/notas\/?p=1097"},"modified":"2023-08-05T22:53:35","modified_gmt":"2023-08-05T22:53:35","slug":"com-os-olhos-cor-sem-cor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/notas\/com-os-olhos-cor-sem-cor\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/almanaque.nalu.in\/meninadehiroshima.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 8pt;\">com os olhos cor sem cor<\/span><\/a><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-822 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/cropped-almanaque-1.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/cropped-almanaque-1.jpg 1000w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/cropped-almanaque-1-300x75.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/cropped-almanaque-1-768x192.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/cropped-almanaque-1-150x38.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><strong>Belo Horizonte, 06 de agosto de 2023<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u263c 12\u00b0 \u2013 27 &#8211;\u00a0<\/strong>\u26a0\ufe0f <span style=\"font-size: 10pt;\">Alerta de baixa umidade<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>6 de agosto de 1945<\/strong> foi o dia em que o bombardeiro B-29 Enola Gay <strong>jogou sobre Hiroshima a bomba<\/strong> chamada &#8211; com inacredit\u00e1vel mau gosto &#8211; de <em>Little Boy<\/em>. Parafraseando Theodor Adorno, <strong>\u00e9 poss\u00edvel fazer poesia depois de Hiroshima<\/strong>?<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1132 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/terrrista-hiroshima.jpg\" alt=\"\" width=\"401\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/terrrista-hiroshima.jpg 720w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/terrrista-hiroshima-300x158.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/terrrista-hiroshima-150x79.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f7e4f1;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Coitada da bomba at\u00f4mica<\/em><br \/>\n<em>Que n\u00e3o gosta de matar<\/em><br \/>\n<em>Mas que ao matar mata tudo<\/em><br \/>\n<em>Animal e vegetal<\/em><br \/>\n<em>Que mata a vida da terra<\/em><br \/>\n<em>E mata a vida do ar<\/em><br \/>\n<em>Mas que tamb\u00e9m mata a guerra&#8230;<\/em><br \/>\n<em>Bomba at\u00f4mica que aterra!<\/em><br \/>\n<em>Pomba at\u00f4nita da paz!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Pomba tonta, bomba at\u00f4mica<\/em><br \/>\n<em>Tristeza, consola\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Flor pur\u00edssima do ur\u00e2nio<\/em><br \/>\n<em>Desabrochada no ch\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Da cor p\u00e1lida do helium<\/em><br \/>\n<em>E odor de radium fatal<\/em><br \/>\n<em>L\u0153lia mineral carn\u00edvora<\/em><br \/>\n<em>Radiosa rosa radical.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Nunca mais, oh bomba at\u00f4mica<\/em><br \/>\n<em>Nunca, em tempo algum, jamais<\/em><br \/>\n<em>Seja preciso que mates<\/em><br \/>\n<em>Onde houve morte demais:<\/em><br \/>\n<em>Fique apenas tua imagem<\/em><br \/>\n<em>Aterradora miragem<\/em><br \/>\n<em>Sobre as grandes catedrais:<\/em><br \/>\n<em>Guarda de uma nova era<\/em><br \/>\n<em>Arcanjo insigne da paz!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 24pt;\">\u2660<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Vin\u00edcius de Morais<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\">A respeito de 6 de agosto de 1945 escreveu o m\u00e9dico Michihiko Hachiya em seu di\u00e1rio:<\/h2>\n<p>6 de agosto de 1945<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Era bem cedo; a manh\u00e3 quente, tranquila e bonita. Pelas janelas abertas que d\u00e3o para o sul, vi distra\u00eddo o agrad\u00e1vel contraste que ofereciam as sombras do meu jardim com o brilho da folhagem, tocado pelo sol de um c\u00e9u sem nuvens.\u00a0Eu estava em roupas \u00edntimas, deitado h\u00e1 tempos era no ch\u00e3o da sala, exausto depois de passar a noite em claro no hospital cumprindo minhas fun\u00e7\u00f5es de guarda antia\u00e9rea.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>De repente, um brilho intenso me devolveu \u00e0 realidade; depois, outro. Com essa nitidez inexplic\u00e1vel com que costumamos rememorar os pequenos detalhes, com essa mesma clareza lembro que um farol de pedra do jardim se acendeu com luz brilhante, e que me perguntei se se trataria de alguma l\u00e2mpada de magn\u00e9sio ou de fa\u00edscas de um cabo de bonde. As sombras do jardim desapareceram. O panorama pouco antes brilhante e ensolarado era agora escuro, brumoso. Atrav\u00e9s dos rebentos de poeira eu mal consegui distinguir o pilar de madeira que segurava uma esquina da minha casa: estava se inclinando, e o teto oscilava perigosamente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O instinto me fez tentar fugir, mas uma chuva de vigas e escombros fechou-me a passagem. Eu mal consegui chegar ao <\/em>roka <em>e descer ao jardim, mas ent\u00e3o uma grande fraqueza se apoderou de mim e fiz uma pausa para recuperar minhas energias. S\u00f3 ent\u00e3o percebi surpreso que estava completamente nu. O que tinha acontecido com as minhas cal\u00e7as e camisetas?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O que tinha acontecido?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eu olhei. Tinha todo o lado direito do corpo coberto de cortes pequenos e feridas das quais vertia sangue em abund\u00e2ncia. Uma lasca de madeira de tamanho respeit\u00e1vel sa\u00eda de uma fenda na coxa e algo morno me molhou os l\u00e1bios. Levando uma m\u00e3o tr\u00eamula ao rosto, senti que tinha um corte na bochecha, e o l\u00e1bio inferior devia estar partido porque pendia de forma antinatural. No meu pesco\u00e7o tinha-se incrustado um grande peda\u00e7o de vidro que retirei com total naturalidade, e com a indiferen\u00e7a de quem continua sob os efeitos de um choque extremamente forte, concentrei toda a minha aten\u00e7\u00e3o nessa ferida e na minha m\u00e3o ensanguentada.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Onde estaria minha mulher?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Di\u00e1rio de Hiroshima &#8211; Michihiko Hachiya<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1104 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/mafalda.jpg\" alt=\"\" width=\"452\" height=\"407\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/mafalda.jpg 837w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/mafalda-300x270.jpg 300w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/mafalda-768x692.jpg 768w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/mafalda-150x135.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">Crescer durante a Guerra Fria<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">O dia em que o Or\u00e1culo silencia<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1105 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/ATORREP.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"518\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/ATORREP.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/ATORREP-145x300.jpg 145w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/ATORREP-150x311.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Carta da Semana <strong>n\u00e3o \u00e9 sobre n\u00f3s<\/strong>, n\u00e3o \u00e9 sobre a nossa vida. Pena que n\u00e3o d\u00ea para suspirarmos aliviados, pois <strong>\u00e9 o horror<\/strong>. A carta da semana \u00e9 s\u00f3 para que a gente se lembre do <strong>qu\u00e3o bestiais podemos ser<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta da Torre, entre outras coisas, representa <strong>destrui\u00e7\u00e3o total, devasta\u00e7\u00e3o, terror, perda, morte<\/strong>. Onde A Torre aparece, \u00e9 <strong>terra devastada<\/strong>. Certamente foi essa carta que regeu a bomba que caiu sobre <strong>Hiroshima<\/strong>. Essa carta lembra que <strong>n\u00e3o sabemos de nada<\/strong>, tamb\u00e9m. A hist\u00f3ria da bomba de Hiroshima \u00e9 horr\u00edvel. <strong>Horripilante, pavorosa<\/strong>. Eu n\u00e3o sei como n\u00e3o estamos todos n\u00f3s, que vivemos \u00e0 margem das decis\u00f5es, <strong>descabelados<\/strong>, <strong>desesperados<\/strong>, sabendo de tanto horror. Talvez seja melhor n\u00e3o saber mesmo de muita coisa. Pois eu estou devastada desde que assisti um document\u00e1rio sobre as duas bombas at\u00f4micas. O horror de tudo, os detalhes macabros que n\u00e3o sabemos, porque a ningu\u00e9m interessa. <strong>A alegria sinistra dos que jogaram a bomba<\/strong>. A dureza que imaginamos mas n\u00e3o sabemos. <strong>E que precisar\u00edamos saber, saber sempre, saber muito, nunca esquecer<\/strong>. Mas esquecemos toda hora, <strong>tudo \u00e9 tanto esquecimento<\/strong>. A Torre. Que desmorona em 1945, que desmorona em 2001, e n\u00f3s, que seguimos <strong>inocentes sem mem\u00f3ria<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho para que esque\u00e7amos de Hiroshima e Nagasaki foi bem feito pelo governo estadunidense; durante mais de 10 anos eles <strong>perseguiram, buscaram, confiscaram e destru\u00edram qualquer men\u00e7\u00e3o, relato ou imagem das primeiras horas e dias da destrui\u00e7\u00e3o<\/strong>. O que n\u00e3o destru\u00edram guardaram a sete chaves com o r\u00f3tulo de ultra secreto &#8211; extremamente proibido. Nada diferente viria dali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta A Torre \u00e9 uma das mais <strong>impactantes e temidas<\/strong> do baralho. Representando a <strong>destrui\u00e7\u00e3o, a queda e a ru\u00edna<\/strong>, ela mostra uma torre sendo atingida por um raio e desmoronando em chamas e fuma\u00e7a. Essa imagem remete imediatamente \u00e0 trag\u00e9dia da <strong>bomba de Hiroshima<\/strong>, durante a Segunda Guerra Mundial. A bomba at\u00f4mica lan\u00e7ada pelos Estados Unidos sobre a cidade japonesa causou uma destrui\u00e7\u00e3o sem precedentes, <strong>matando instantaneamente milhares de pessoas<\/strong> e deixando outras tantas com sequelas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas para o resto da sua vida e da de seus descendentes. A Torre do Tar\u00f4, com sua <strong>queda abrupta e violenta<\/strong>, parece ecoar essa imagem de devasta\u00e7\u00e3o e horror.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a rela\u00e7\u00e3o entre a carta de Tar\u00f4 e a bomba de Hiroshima vai al\u00e9m da simples semelhan\u00e7a visual. Na tradi\u00e7\u00e3o esot\u00e9rica, a Torre representa um momento de <strong>crise e transforma\u00e7\u00e3o<\/strong>, em que velhas estruturas s\u00e3o derrubadas para dar lugar a novas possibilidades. Ela \u00e9 um s\u00edmbolo da mudan\u00e7a, mesmo que seja <strong>dolorosa<\/strong> e <strong>traum\u00e1tica<\/strong>. Essa interpreta\u00e7\u00e3o pode ser aplicada \u00e0 hist\u00f3ria da humanidade como um todo, mas \u00e9 especialmente relevante no contexto da Segunda Guerra Mundial. A bomba de Hiroshima foi um evento traum\u00e1tico e devastador, mas tamb\u00e9m marcou <strong>o in\u00edcio de uma nova era na hist\u00f3ria da humanidade<\/strong>. Se uma era melhor eu tenho s\u00e9rias d\u00favidas. <em>Alguns caindo por terra\/ Pra outros poderem crescer<\/em>? <strong>As li\u00e7\u00f5es est\u00e3o por todo lado, mas a gente parece nunca aprender<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 mensagem positiva poss\u00edvel aqui. <strong>N\u00e3o h\u00e1 nada de bom que saia de uma bomba at\u00f4mica<\/strong>, s\u00f3 existe devasta\u00e7\u00e3o, que me perdoem os otimistas e sorridentes. <em>Uma bomba sobre o Jap\u00e3o\/ Fez nascer o Jap\u00e3o da paz<\/em>?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A bomba for\u00e7ou os pa\u00edses envolvidos na guerra a repensarem suas estrat\u00e9gias, mas <strong>nunca foi pelo bem comum<\/strong>. Assim como a Torre do Tar\u00f4, a bomba de Hiroshima foi um s\u00edmbolo da necessidade de mudan\u00e7a e transforma\u00e7\u00e3o. Ela mostrou que as velhas estruturas do mundo estavam obsoletas e precisavam ser derrubadas para dar lugar a novas formas de pensar e agir. Arrumamos novas formas, mas <strong>n\u00e3o s\u00e3o boas<\/strong>. <strong>Esse pre\u00e7o jamais deveria ter sido cobrado<\/strong>, n\u00e3o importa de quanta mudan\u00e7a o mundo precisasse. \u00c9 como disse algum velho mestre, algum velho paj\u00e9 ou xam\u00e3: N\u00e3o \u00e9 preciso esconder a magia do conhecimento, ela est\u00e1 por todo canto, <strong>n\u00f3s \u00e9 que n\u00e3o aprendemos, n\u00e3o colhemos o conhecimento e nem a magia<\/strong>. <strong>\u00c9 interessante pensar que quase todos os relatos sobre a bomba dizem de que ela foi estupendamente silenciosa e clara<\/strong>. Nem assim. :\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Torre e a bomba de Hiroshima est\u00e3o ligadas por uma semelhan\u00e7a visual marcante, mas tamb\u00e9m por uma mensagem mais profunda de horror, transforma\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a. <em>A rosa radioativa, est\u00fapida, inv\u00e1lida<\/em>.<\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #edcccc;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1107 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/casadedeusp.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"490\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/casadedeusp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/casadedeusp-184x300.jpg 184w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/casadedeusp-150x245.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta de tar\u00f4 A Torre \u00e9 uma das mais temidas pelos praticantes da leitura de cartas. Representando a destrui\u00e7\u00e3o e a mudan\u00e7a abrupta, a imagem da carta mostra uma torre sendo atingida por um raio, com pessoas caindo de l\u00e1 de cima. Simboliza a queda de estruturas que pareciam s\u00f3lidas e seguras, e a necessidade de reconstruir a partir do zero. Em geral, essa carta \u00e9 associada a eventos traum\u00e1ticos e mudan\u00e7as radicais. Quando aparece em uma posi\u00e7\u00e3o positiva na leitura, a carta de A Torre pode indicar que a mudan\u00e7a \u00e9 necess\u00e1ria e bem-vinda, trazendo novas oportunidades e possibilidades. Nesse caso, a queda da torre \u00e9 vista como um momento de renova\u00e7\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o. A carta da Torre tem um lado positivo tamb\u00e9m, quando \u00e9 uma leitura pessoal. Mas hoje optei por deixar de fora esse lado para que lembremos de Hiroshima e Nagasaki.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Torre tamb\u00e9m pode indicar que a mudan\u00e7a est\u00e1 sendo for\u00e7ada e trazendo sofrimento. Nesse caso, \u00e9 um momento de perda e desespero. Independentemente do contexto em que aparece na leitura, a carta de A Torre sempre traz consigo a mensagem de que \u00e9 preciso estar preparado para mudan\u00e7as abruptas e inesperadas. Essa carta nos lembra que nem sempre as coisas s\u00e3o como parecem, e que \u00e9 preciso estar sempre pronto para reconstruir a partir do zero. A Torre representa a queda de estruturas s\u00f3lidas e seguras. Em alguns baralhos a Torre tamb\u00e9m \u00e9 chamada de A Casa de Deus.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Com o perd\u00e3o de Adorno, uma poesia escrita muito antes de Hiroshima.<\/h2>\n<p><em>Torres cadentes<\/em><br \/>\n<em>Jerusal\u00e9m Atenas Alexandria<\/em><br \/>\n<em>Viena Londres<\/em><br \/>\n<em>Irreais<\/em><br \/>\n<em>A mulher distendeu com firmeza seus longos cabelos negros<\/em><br \/>\n<em>E uma \u00e1ria sussurrante nessas cordas modulou<\/em><br \/>\n<em>E morcegos de faces infantis silvaram na luz violeta,<\/em><br \/>\n<em>Ruflando suas asas, e rastejaram<\/em><br \/>\n<em>De cabe\u00e7a para baixo na parede enegrecida<\/em><br \/>\n<em>E havia no ar torres emborcadas<\/em><br \/>\n<em>Tangendo reminiscentes sinos, que outrora as horas repicavam<\/em><br \/>\n<em>E agudas vozes emergiam de po\u00e7os exauridos e cisternas vazias.<\/em><br \/>\n<em>Nessa cova arruinada entre as montanhas<\/em><br \/>\n<em>Sob um t\u00edbio luar, a relva est\u00e1 cantando<\/em><br \/>\n<em>Sobre t\u00famulos ca\u00eddos, ao redor da capela<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 uma capela vazia, onde somente o vento fez seu ninho.<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o h\u00e1 janelas, e as portas rangem e gingam,<\/em><br \/>\n<em>Ossos secos a ningu\u00e9m mais intimidam.<\/em><br \/>\n<em>Um galo apenas na cumeeira pousado<\/em><br \/>\n<em>Cocoroc\u00f3 cocoroc\u00f3<\/em><br \/>\n<em>No lampejo de um rel\u00e2mpago. E uma rajada \u00famida<\/em><br \/>\n<em>Vem depois trazendo a chuva<\/em><br \/>\n<em>O Ganga em agonia submergiu, e as fl\u00e1cidas folhas<\/em><br \/>\n<em>Esperam pela chuva, enquanto nuvens negras<\/em><br \/>\n<em>Acima do Himavant muito al\u00e9m se acumulam.<\/em><br \/>\n<em>A selva agachou-se, arqueada em sil\u00eancio.<\/em><br \/>\n<em>Falou ent\u00e3o o trov\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Terra Devastada &#8211; T. S. Eliot<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #e2d3f5;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">\n<h2 style=\"text-align: center;\">Arte para nunca, jamais esquecer<\/h2>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Livro<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1110 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/floresveraop.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/floresveraop.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/floresveraop-216x300.jpg 216w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/floresveraop-150x208.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Flores de Ver\u00e3o &#8211; Tamiki Hara. <em>Eu li porque foi muito bem indicado. Li por causa deste assunto. \u00c9 um livro t\u00e3o japon\u00eas, de um jeito que nem sei muito explicar. Daquela maneira delicada que \u00e9 a arte japonesa. Est\u00e1 contando coisas t\u00e3o horr\u00edveis, mas \u00e9 delicado, sem ser banal. E para al\u00e9m disso, descreve muito bem o horror que foi a bomba, o horror que foi passar por isso, \u00e9 inacredit\u00e1vel n\u00e3o sabermos mais a respeito. A \u00faltima parte deste livro \u00e9 lind\u00edssima, \u00e9 poesia triste, cheia de beleza, apesar do absoluto terror do qual fala.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro &#8220;Flores de Ver\u00e3o&#8221; de Tamiki Hara \u00e9 uma obra liter\u00e1ria que retrata a vida de um cidad\u00e3o japon\u00eas durante a Segunda Guerra Mundial e a bomba at\u00f4mica de Hiroshima. Atrav\u00e9s da narrativa, o autor descreve com detalhes as consequ\u00eancias da guerra e a destrui\u00e7\u00e3o causada pela bomba. A hist\u00f3ria se passa na cidade de Hiroshima, onde o protagonista vive com sua fam\u00edlia. O autor vai apresentando a rotina da fam\u00edlia e como eles s\u00e3o afetados pela guerra. Aos poucos, ele percebe que a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 ficando cada vez mais perigosa e que a cidade pode ser alvo de um ataque. O cl\u00edmax do livro \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o da bomba at\u00f4mica lan\u00e7ada sobre Hiroshima. O autor descreve com riqueza de detalhes a destrui\u00e7\u00e3o e o sofrimento das pessoas que sobreviveram. A partir da\u00ed, a narrativa se concentra na luta do protagonista para sobreviver e encontrar sua fam\u00edlia.\u00a0 O autor mostra como a guerra afeta a vida das pessoas comuns. A bomba at\u00f4mica de Hiroshima \u00e9 um dos eventos mais marcantes da hist\u00f3ria mundial. Em 6 de agosto de 1945, os Estados Unidos lan\u00e7aram uma bomba at\u00f4mica sobre a cidade japonesa, matando mais de 140 mil pessoas e deixando milhares de feridos. O saldo de mortos ap\u00f3s o ataque e somando os mortos com a doen\u00e7a da bomba, chega a 300 mil. O ataque foi um dos principais fatores que levaram ao fim da Segunda Guerra Mundial. Al\u00e9m das vidas perdidas, a bomba deixou sequelas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas nas pessoas que sobreviveram e nas gera\u00e7\u00f5es seguintes.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Anima\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1113 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/otumulodosvagalumesp.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"353\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/otumulodosvagalumesp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/otumulodosvagalumesp-212x300.jpg 212w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/otumulodosvagalumesp-150x212.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/>O T\u00famulo dos Vagalumes\u00a0 &#8211; 1988, Isao Takahata &#8211; Est\u00fadio Ghibli &#8211;\u00a0 <em>O mais triste de todos os filmes. Mas \u00e9 lindo, lindo, lindo. Mostra com delicadeza a brutalidade do que foi o p\u00f3s bomba at\u00f4mica. E nem \u00e9 no pior lado, no mais escatol\u00f3gico. \u00c9 do Est\u00fadio Ghibli, \u00e9 uma anima\u00e7\u00e3o aclamad\u00edssima, \u00e9 linda, \u00e9 comovente. N\u00e3o \u00e9 literalmente a hist\u00f3ria da bomba de Hiroshima, mas \u00e9 quase uma par\u00e1frase, n\u00e3o se passa l\u00e1, mas conta detalhadamente o que aconteceu.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">A anima\u00e7\u00e3o O T\u00famulo dos Vagalumes \u00e9 um filme japon\u00eas lan\u00e7ado em 1988, dirigido por Isao Takahata e produzido pelo Studio Ghibli. O filme \u00e9 baseado no livro hom\u00f4nimo de Akiyuki Nosaka e conta a hist\u00f3ria de dois irm\u00e3os, Seita e Setsuko, que lutam para sobreviver no Jap\u00e3o durante a Segunda Guerra Mundial. Retrata com realismo a dura realidade da guerra e suas consequ\u00eancias para a popula\u00e7\u00e3o civil, especialmente para as crian\u00e7as. A hist\u00f3ria come\u00e7a em Kobe, no Jap\u00e3o, em 1945, quando a cidade \u00e9 bombardeada pelos Estados Unidos. Seita e Setsuko perdem sua m\u00e3e no ataque e s\u00e3o separados do pai, que est\u00e1 na marinha japonesa. Os dois irm\u00e3os s\u00e3o obrigados a deixar sua casa e vagar pelas ruas em busca de abrigo e comida. O filme \u00e9 conhecido por sua abordagem realista e emocionalmente impactante, e \u00e9 frequentemente citado como um dos melhores filmes de guerra j\u00e1 feitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o entre &#8220;O T\u00famulo dos Vagalumes&#8221; e a bomba de Hiroshima \u00e9 profunda e complexa. O filme se passa em Kobe, uma cidade no Jap\u00e3o que foi bombardeada pelos Estados Unidos em 1945, pouco antes da bomba at\u00f4mica ser lan\u00e7ada em Hiroshima. A guerra e suas consequ\u00eancias s\u00e3o temas centrais do filme, e a destrui\u00e7\u00e3o causada pelos bombardeios \u00e9 retratada de forma v\u00edvida. O protagonista, Seita, e sua irm\u00e3 mais nova, Setsuko, s\u00e3o for\u00e7ados a lidar com a fome, a doen\u00e7a e a morte, enquanto tentam sobreviver em um mundo devastado pela guerra. Embora o filme n\u00e3o se concentre diretamente na bomba de Hiroshima, sua presen\u00e7a \u00e9 sentida em todo o filme. A destrui\u00e7\u00e3o causada pela bomba \u00e9 uma parte indel\u00e9vel da hist\u00f3ria do Jap\u00e3o durante a Segunda Guerra Mundial, e a anima\u00e7\u00e3o \u00e9 uma reflex\u00e3o poderosa sobre as consequ\u00eancias humanas do conflito.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1116 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/optumvagp.jpg\" alt=\"\" width=\"248\" height=\"311\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/optumvagp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/optumvagp-239x300.jpg 239w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/optumvagp-150x188.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 248px) 100vw, 248px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Filme<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1117 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/hiroshimamonamourp.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"368\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/hiroshimamonamourp.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/hiroshimamonamourp-204x300.jpg 204w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/hiroshimamonamourp-150x221.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hiroshima Mon Amour &#8211; 1959 &#8211; Alain Resnais &#8211; <em>Outro filme da minha vida. Maravilhoso, belo, duro, desesperador. Uma bel\u00edssima hist\u00f3ria de amor, um filme que tem o horror da bomba de Hiroshima e da Segunda Guerra como pano de fundo.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme &#8220;Hiroshima Mon Amour&#8221;, foi lan\u00e7ado em 1959, dirigido por Alain Resnais e escrito por Marguerite Duras. A trama se passa em Hiroshima, Jap\u00e3o, e conta a hist\u00f3ria de amor entre uma atriz francesa e um arquiteto japon\u00eas, que se conhecem durante as filmagens de um document\u00e1rio sobre a reconstru\u00e7\u00e3o da cidade ap\u00f3s a bomba at\u00f4mica. A rela\u00e7\u00e3o do filme com a bomba de Hiroshima \u00e9 central para a trama, pois a cidade foi devastada pelo ataque nuclear em 6 de agosto de 1945. O filme retrata a dor e o sofrimento causados pela bomba, mas tamb\u00e9m explora a complexidade das rela\u00e7\u00f5es humanas e a dificuldade de superar traumas do passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atriz francesa, interpretada pela atriz Emmanuelle Riva, \u00e9 uma sobrevivente da Segunda Guerra Mundial e carrega consigo a culpa por ter se apaixonado por um soldado alem\u00e3o durante a ocupa\u00e7\u00e3o nazista na Fran\u00e7a. Ela se identifica com o sofrimento dos japoneses, que foram v\u00edtimas de uma guerra que n\u00e3o escolheram participar. O arquiteto japon\u00eas, interpretado por Eiji Okada, tamb\u00e9m \u00e9 um sobrevivente da bomba de Hiroshima e carrega consigo as mem\u00f3rias da trag\u00e9dia. Ele se identifica com a dor da atriz francesa e tenta ajud\u00e1-la a superar seus traumas do passado. O filme utiliza t\u00e9cnicas de montagem n\u00e3o-linear e flashbacks para explorar as mem\u00f3rias dos personagens e criar uma atmosfera on\u00edrica e po\u00e9tica. &#8220;Hiroshima Mon Amour&#8221; retrata com sensibilidade e profundidade as consequ\u00eancias da guerra e da viol\u00eancia.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Document\u00e1rio<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1118 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/luz-branca-chuva-negra-2006-a-destruicao-de-hiroshima-nagazaki.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"388\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/luz-branca-chuva-negra-2006-a-destruicao-de-hiroshima-nagazaki.jpg 490w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/luz-branca-chuva-negra-2006-a-destruicao-de-hiroshima-nagazaki-194x300.jpg 194w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/luz-branca-chuva-negra-2006-a-destruicao-de-hiroshima-nagazaki-150x232.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Luz branca\/Chuva Negra &#8211; 2007 &#8211; Steven Okazaki. <\/b><em><b>Esse document\u00e1rio \u00e9 daquelas obras que deviam ser obrigat\u00f3rias em toda escola, pra todo cidad\u00e3o. \u00c9 um relato muito claro do que foi a devasta\u00e7\u00e3o provocada pelo lan\u00e7amento das bombas no Jap\u00e3o. Eu fiquei extremamente impactada com esse document\u00e1rio. Ainda n\u00e3o consigo me conformar com a bestialidade que somos capazes de produzir. Eu acho que \u00e9 preciso que a gente conhe\u00e7a o que aconteceu com as cidades das bombas. Assim como conhecemos os horrores do Holocausto, dever\u00edamos conhecer os horrores da bomba. O que provocou n\u00e3o foi s\u00f3 a destrui\u00e7\u00e3o da primeira hora. Os sobreviventes da bomba carregaram por d\u00e9cadas os estigmas e consequ\u00eancias nefastas, os problemas de sa\u00fade, al\u00e9m de toda perda. Me chocou principalmente a alegria expl\u00edcita dos soldados que jogaram a bomba, que estavam no Enola Gay, mesmo tantas d\u00e9cadas depois. Ainda hoje o estigma da bomba afeta os descendentes dos sobreviventes. S\u00e3o marcados. \u00c9 preciso ver e saber destas coisas. Nossa insist\u00eancia em n\u00e3o nos incomodarmos com coisas feias nos tira o passado, nos faz esquecer e esquecer \u00e9 repetir. <a href=\"https:\/\/youtu.be\/--p1ZVMOUjw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Est\u00e1 no YouTube, completo.<\/a>\u00a0<\/b><strong>No YouTube tamb\u00e9m tem outro document\u00e1rio muito bom, da Natgeo, chamado <a href=\"https:\/\/youtu.be\/p_JKMiva19U\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hiroshima &#8211; O Dia Seguinte<\/a>.\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">O document\u00e1rio &#8220;Luz Branca\/Chuva Negra: A Destrui\u00e7\u00e3o de Hiroshima e Nagasaki&#8221; \u00e9 uma obra que retrata de forma impactante e realista os efeitos catastr\u00f3ficos das bombas at\u00f4micas lan\u00e7adas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945. Dirigido por Steven Okazaki, o document\u00e1rio apresenta depoimentos de sobreviventes, testemunhas e especialistas que relatam suas experi\u00eancias e conhecimentos sobre o evento hist\u00f3rico que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial e teve consequ\u00eancias globais. Ao longo do filme, s\u00e3o apresentados relatos de pessoas que sobreviveram \u00e0 explos\u00e3o e que sofreram com as sequelas da radia\u00e7\u00e3o, como doen\u00e7as graves e deforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas. Al\u00e9m disso, o document\u00e1rio tamb\u00e9m explica o contexto hist\u00f3rico em que as bombas foram lan\u00e7adas e as raz\u00f5es que levaram os Estados Unidos a tomar essa decis\u00e3o t\u00e3o pavorosa. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 bem estruturada e apresenta imagens impactantes, que ajudam a compreender a dimens\u00e3o da destrui\u00e7\u00e3o causada pelas bombas.<\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Mang\u00e1<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1127 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/genpesdescalcos.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"376\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/genpesdescalcos.jpg 350w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/genpesdescalcos-200x300.jpg 200w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/genpesdescalcos-150x225.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/h3>\n<p><strong>Gen P\u00e9s Descal\u00e7os &#8211; Keiji Nakazawa.\u00a0 <em>Esse n\u00e3o poderia faltar, \u00e9 um cl\u00e1ssico quando se pensa no que foi a bomba de Hiroshima. Por enquanto s\u00f3 li o primeiro volume e \u00e9 muito, muito bom, espero ler o restante em breve.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mang\u00e1 &#8220;Gen P\u00e9s Descal\u00e7os&#8221; do autor japon\u00eas Keiji Nakazawa que retrata a vida de um garoto chamado Gen durante a Segunda Guerra Mundial. A hist\u00f3ria \u00e9 baseada em suas pr\u00f3prias experi\u00eancias, j\u00e1 que Nakazawa sobreviveu ao bombardeio at\u00f4mico em Hiroshima. Publicado originalmente em 1973, o mang\u00e1 \u00e9 considerado uma das obras mais importantes e impactantes sobre a guerra. Atrav\u00e9s da hist\u00f3ria de Gen, Nakazawa mostra o horror e o sofrimento causados pela guerra, especialmente para os civis que s\u00e3o pegos no meio do conflito. A narrativa come\u00e7a com Gen, um garoto de seis anos, e sua fam\u00edlia vivendo em Hiroshima. Aos poucos, a guerra come\u00e7a a afetar suas vidas de maneira dram\u00e1tica. O pai de Gen \u00e9 convocado para lutar na guerra e a fam\u00edlia passa a enfrentar dificuldades financeiras. Quando a bomba at\u00f4mica \u00e9 lan\u00e7ada sobre Hiroshima, Gen sobrevive por pouco e testemunha a devasta\u00e7\u00e3o causada pela explos\u00e3o. Nakazawa usa sua pr\u00f3pria experi\u00eancia para mostrar as consequ\u00eancias terr\u00edveis da guerra e o sofrimento que ela causa para as pessoas comuns. O mang\u00e1 \u00e9 uma den\u00fancia contra a viol\u00eancia e uma homenagem aos sobreviventes do bombardeio de Hiroshima.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1122 aligncenter\" src=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/01-18p.png\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"534\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/01-18p.png 727w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/01-18p-197x300.png 197w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/01-18p-671x1024.png 671w, https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/01-18p-150x229.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">R\u00e1dio Rel\u00f3gio<\/h2>\n<ul>\n<li><em>As \u00e1rvores de Ginko Biloba foram as \u00fanicas plantas que sobreviveram perto do epicentro da bomba. Essas \u00e1rvores s\u00e3o maravilhosas, consideradas f\u00f3sseis vivos. Seis delas ainda se encontram vivas em Hiroshima. <a href=\"https:\/\/telegra.ph\/A-incrivel-historia-do-ginkgo-biloba-o-fossil-vivo-que-sobreviveu-a-bomba-atomica-08-05\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Esse link \u00e9 para a Sylvia, que como eu, ama \u00e1rvores<\/a>.\u00a0<\/em><\/li>\n<li><em>Quase um quarto dos mortos em Hiroshima era de soldados coreanos recrutados para a guerra.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #b7d5f7;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%; text-align: center;\"><em>\u201cA bomba at\u00f4mica mudou tudo exceto a natureza do homem.\u201d<\/em><br \/>\n<strong>(atribu\u00edda a) Albert Einstein<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\">Mas a Torre tem essa bonita mensagem tamb\u00e9m<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/CvUpPkKNhQQ\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\">\n<div style=\"padding: 16px;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"padding: 19% 0;\"><\/div>\n<div style=\"display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;\"><\/div>\n<div style=\"padding-top: 8px;\">\n<div style=\"color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\">\n<div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"margin-left: 8px;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"margin-left: auto;\">\n<div style=\"width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);\"><\/div>\n<div style=\"width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;\"><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;\"><a style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/CvUpPkKNhQQ\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Wolney Fernandes (@wolneyfernandes)<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">6 de agosto \u00e9 o 218.\u00ba dia do ano no calend\u00e1rio gregoriano (219.\u00ba em anos bissextos). Faltam 147 dias para acabar o ano.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Se voc\u00ea leu at\u00e9 aqui, obrigada! Esse \u00e9 o meu almanaque particular. Um peda\u00e7o do meu di\u00e1rio, da minha arca da velha, um registro de pequenas efem\u00e9rides, de coisas que quero guardar, do tempo, do vento, do c\u00e9u e do cheiro da chuva. Os Vest\u00edgios do Dia, meus dias. Aqui s\u00f3 tem refer\u00eancias, pois \u00e9 disso que sou feita.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong style=\"text-align: center;\">Post com a colabora\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/instagram.com\/laismeralda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@laismeralda.\u00a0\u00a0<em>A melhor cartomante do peda\u00e7o, marque sua hora com ela.<\/em><\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<div id=\"post-wrapper\" class=\"post-wrapper\">\n<article id=\"post-610\" class=\"post-610 post type-post status-publish format-standard hentry category-almanaque category-carta-semanal category-jardim category-newsletter category-oraculo\">\n<div class=\"entry-content\">\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f5d3d3;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 99.9171%; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a9 Nalua \u2013 Caderninho pessoal, bauzinho de trapos coloridos, nos morros de Minas Gerais. J\u00e1 no inverno, nem t\u00e3o frio mais, que pena.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div id=\"post-wrapper\" class=\"post-wrapper\">\n<article id=\"post-604\" class=\"post-604 post type-post status-publish format-standard hentry category-almanaque category-carta-semanal category-jardim category-newsletter category-oraculo\">\n<div class=\"entry-content\">\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><em>Esta \u00e9 a 22\u00aa de 78 p\u00e1ginas que ter\u00e1 este almanaque.<\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>com os olhos cor sem cor Belo Horizonte, 06 de agosto de 2023 \u263c 12\u00b0 \u2013 27 &#8211;\u00a0\u26a0\ufe0f Alerta de baixa umidade 6 de agosto [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,13,10,5,12],"tags":[],"class_list":["post-1097","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-almanaque","category-carta-semanal","category-jardim","category-newsletter","category-oraculo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1097"}],"version-history":[{"count":36,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1097\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1148,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1097\/revisions\/1148"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/notas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}