{"id":814,"date":"2009-07-24T12:04:08","date_gmt":"2009-07-24T15:04:08","guid":{"rendered":"http:\/\/nalu.in\/814"},"modified":"2009-07-24T12:04:08","modified_gmt":"2009-07-24T15:04:08","slug":"ainda-a-minha-pequena-o-impacto-do-segundo-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/blog\/ainda-a-minha-pequena-o-impacto-do-segundo-filho\/","title":{"rendered":"Ainda a minha pequena \u2013 o impacto do segundo filho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/nalu.in\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/momboys.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-2192\" src=\"http:\/\/nalu.in\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/momboys.jpg\" alt=\"momboys\" width=\"238\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/momboys.jpg 570w, https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/07\/momboys-215x300.jpg 215w\" sizes=\"auto, (max-width: 238px) 100vw, 238px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ainda a minha pequena &#8211; o impacto do segundo filho<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><em>O nascimento do segundo filho pode ter um impacto profundo e, em alguns casos, devastador nos sentimentos da m\u00e3e pelo primeiro filho, como Rebecca Abrams descobriu. Mesmo assim, o tema continua a ser um dos grandes tabus da maternidade<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na noite anterior ao nascimento do meu segundo filho, o obstetra de plant\u00e3o parou ao p\u00e9 da minha cama e ap\u00f3s ler as notas do meu caso por um instante, disse algo que eu imagino que tinha a inten\u00e7\u00e3o de ser solid\u00e1rio: &#8220;A maioria das pessoas n\u00e3o se d\u00e1 conta que dar a luz \u00e9 uma coisas mais perigosas que uma mulher pode fazer.&#8221; N\u00e3o foi muito delicado, eu pensei, mas deixei passar. Duas semanas antes eu tinha sido internada com pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia, uma complica\u00e7\u00e3o da gravidez que pode ser fatal, ent\u00e3o esse coment\u00e1rio de certa maneira era justificado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu filho Solomon nasceu \u00ed\u00a0s 4 horas do dia seguinte. Um parto tranquilo. Um menino saud\u00e1vel. Minutos ap\u00f3s o parto, no entanto, as coisas come\u00e7aram a complicar. Algo a ver com a placenta, n\u00e3o com a pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia. Ela est\u00e1 com hemorragia, algu\u00e9m falou. Algu\u00e9m pegou o beb\u00ea e o entregou ao meu marido. O quarto tranquilo e pouco iluminado um minuto antes foi inundado de luzes fortes e equipamento m\u00e9dico. Uma folha de consentimento foi posta na minha frente. Algu\u00e9m pos uma caneta na minha m\u00e3o, eu n\u00e3o tinha id\u00e9ia do que estava assinando, eu mal segurava a caneta. Algum tempo depois eu recobrei a consci\u00eancia. O meu corpo recebia uma transfus\u00e3o de sangue por um bra\u00e7o e doses cavalares de antibi\u00f3ticos pelo outro. Voc\u00ea est\u00e1 fora de perigo, todos me davam os parab\u00e9ns. Muito obrigada \u00ed\u00a0 medicina moderna!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relembrando o nascimento do meu filho, apesar do susto que houve, eu nunca podia imaginar o drama complexo que viria a seguir. Dar \u00ed\u00a0 luz \u00e9 perigoso, sem d\u00favida, mas os perigos que acompanham a maternidade vem em muitas formas e o perigo f\u00ed\u00adsico n\u00e3o era o \u00fanico a temer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia seguinte, meu marido trouxe minha filha de 2,5 anos, Jessie, ao hospital para conhecer o seu irm\u00e3o. Quantos livros com figurinhas n\u00f3s mostramos a ela para prepar\u00e1-la para esse momento? Com que cuidado n\u00f3s preparamos esse primeiro encontro para que ele acontecesse de forma alegre e positiva para ela? E mesmo assim, apesar dos nossos cuidadosos preparativos, nenhuma fra\u00e7\u00e3o de ansiedade foi dedicada ao que realmente passou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A garotinha que entrou no quarto, segurando nervosamente a m\u00e3o do pai, que subiu a cama do hospital e se jogou sobre mim num abra\u00e7o afetuoso n\u00e3o era a mesma a quem eu tinha deixado em casa dois dias antes. Uma metamorfose bizarra aconteceu. De repente, ela parecia enorme. N\u00e3o era mais uma menininha, de jeito nenhum. Comparados aos delicados membros do beb\u00ea, as suas m\u00e3os e p\u00e9s pareciam enormes. Comparada \u00ed\u00a0 fragilidade do rec\u00e9m-nascido, a sua vitalidade vigorosa parecia quase amea\u00e7adora. Num intervalo de apenas 48h, os meus olhos se desacostumaram a ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma semana depois eu fui dada de alta e fui para casa para uma nova vida de m\u00e3e de dois filhos. J\u00e1 esgotada pela gravidez dif\u00ed\u00adcil e o parto, eu estava totalmente despreparada para a montanha-russa emocional que veio a seguir &#8211; cuidando, ou tentando cuidar &#8211; de um beb\u00ea nervoso e uma menininha exigente. Eu me tornei o tipo de m\u00e3e que nunca sonhei ser, o tipo que se embevece com o beb\u00ea e no instante seguinte d\u00e1 uma palmada na filha travessa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os meses seguintes foram um pesadelo &#8211; ruins para mim, infinitamente pior para minha filha, um pesadelo que nunca terminava. Eu sempre me preocupei se seria capaz de amar o novo beb\u00ea, mas a verdade era que naqueles primeiros dias com duas crian\u00e7as, n\u00e3o era o beb\u00ea mas a minha filha que eu tinha dificuldade de amar.<br \/>\nEstupefata pela minha frieza, ela se agarrou, tentou chamar a aten\u00e7\u00e3o, se afastou, em resumo, fez tudo o que pode para tentar recuperar a nossa antiga proximidade. Ela vestia os seus ursinhos de pel\u00facia com a roupa rec\u00e9m passada do beb\u00ea, subia ao mois\u00e9s com a roupa cheia de barro, quando eu me sentava para amamentar, ela subia nos meus ombros, quando finalmente o beb\u00ea dormia, ela esfregava a sua cara e o acordava. Seus esfor\u00e7os cada vez mais extravagantes para chamar a minha aten\u00e7\u00e3o tiveram sempre o efeito oposto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu estava pouco menos estressada que ela pela mudan\u00e7a na nossa rela\u00e7\u00e3o. Era como entrar no seu quarto favorito e descobrir que tudo mudou de lugar : os m\u00f3veis , os quadros, os objetos dentro do arm\u00e1rio, os enfeites das prateleiras. Nada era como eu esperava ou como eu queria. Eu andava pela casa em estado de agonia, desorienta\u00e7\u00e3o e perda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando eu olhava a minha menininha eu n\u00e3o sentia nenhuma das coisas que eu queria sentir. Quando ela me olhava, era como se eu estivesse sendo confrontada por um estranho. S\u00f3 tarde da noite, quando eu entrava no seu quarto na ponta dos p\u00e9s para beij\u00e1-la e ver o seu rostinho adormecido \u00e9 que eu sentia um pouco da ternura anterior. Mesmo agora, 12 anos depois, \u00e9 quase insuport\u00e1vel pensar como essa \u00e9poca deve ter sido para ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a vergonha do meu fracasso em am\u00e1-la como deveria que me deixou t\u00e3o determinada a esconder o fato de todo mundo? Eu poderia ter ganhado um Oscar pela atua\u00e7\u00e3o na frente de cada visita. Deprimida? Claro que n\u00e3o! Conseguindo dar conta do recado com duas crian\u00e7as? Sem problemas! Eu n\u00e3o contava a ningu\u00e9m, nem fam\u00ed\u00adlia nem amigos. N\u00e3o contei nem mesmo ao meu marido. O que ele teria dito? Ele ficaria chocado. E essa seria a rea\u00e7\u00e3o natural. Eu, seguramente, era a n\u00e3o-natural.<br \/>\nCheia de culpa, atarantada pela falta de sono, descompensada hormonalmente, eu tinha pouca disposi\u00e7\u00e3o para pensar ou lidar com o que estava acontecendo. A pouca energia que eu tinha era usada para coisas pr\u00e1ticas e os deveres emocionais eram dirigidos totalmente ao beb\u00ea. N\u00e3o porque eu queria assim, mas porque simplesmente era assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma necessidade evolutiva que d\u00e1 prefer\u00eancia \u00ed\u00a0 crian\u00e7a mais vulner\u00e1vel? Uma forma de depress\u00e3o p\u00f3s-parto? Uma falha na minha capacidade de ser m\u00e3e? Todas as anteriores? Mas talvez influ\u00eancias mais amplas tamb\u00e9m tenham afetado. De acordo com o psic\u00f3logo Penny Munn, a maternidade na cultura ocidental \u00e9 &#8220;baseada em id\u00e9ias do amor rom\u00e2ntico que assumem que uma boa m\u00e3e vai reproduzir o relacionamento afetuoso com todo e cada um dos seus filhos.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse modelo de maternidade \u00e9 uma progress\u00e3o natural das revistas de adolescentes e das hist\u00f3rias de amor que as garotas devoram na sua adolesc\u00eancia, uma vers\u00e3o maternal do mesmo cen\u00e1rio: duas pessoas se apaixonam e essa rela\u00e7\u00e3o permanece assim aconte\u00e7a o que acontecer. \u00c9 um modelo que pode funcionar para uma crian\u00e7a, mas \u00e9 profundamente afetada pela realidade de ter que ser m\u00e3e de mais de um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As raz\u00f5es pelas quais o amor materno muda e, em alguns casos, falha s\u00e3o muitos e complexos e a chegada do segundo filho n\u00e3o \u00e9 em absoluto o \u00fanico catalisador. Para algumas m\u00e3es, at\u00e9 mesmo amar uma s\u00f3 crian\u00e7a \u00e9 dif\u00ed\u00adcil. Quaisquer que sejam as raz\u00f5es, o fato \u00e9 o mesmo: amar crian\u00e7as n\u00e3o \u00e9 algo que vem facilmente ou naturalmente. Esse sempre foi e ainda \u00e9 um dos grandes tabus da fam\u00ed\u00adlia moderna: uma experi\u00eancia comum, mas oculta e com o potencial de ter consequ\u00eancias devastadoras e silenciosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O romancista Thomas Keneally disse uma vez: &#8220;Escrever um romance \u00e9 ir nu, n\u00e3o importa o que voc\u00ea esteja escrevendo. Voc\u00ed\u00a8 sempre se revela.&#8221; Eu n\u00e3o pretendia ir nua quando entrei no meu romance, Touching Distance. Baseado na hist\u00f3ria real de um m\u00e9dico do s\u00e9culo XIX chamado Alexander Gordon, o que me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi o dilema de um homem que fez uma descobrimento m\u00e9dico assombroso que estava al\u00e9m do seu tempo. Eu n\u00e3o tinha id\u00e9ia, pelo menos, n\u00e3o conscientemente, que escrever essa hist\u00f3ria me levaria a reviver as repercuss\u00f5es emocionais causadas pelo nascimento do meu filho. Mas, enquanto o romance se desenrolava, duas narrativas complementares surgiram: uma contava a hist\u00f3ria da descoberta do dr. Gordon e a sua busca abnegada da verdade cient\u00ed\u00adfica; a outra centrada na hist\u00f3ria dos perigos ocultos do parto, tanto f\u00ed\u00adsicos quanto emocionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto mais eu lia e pensava a respeito dos problemas das mulheres do passado, morrendo no parto devido \u00ed\u00a0 falta de assist\u00eancia e recursos que eu tive e que sem sombra de d\u00favidas salvaram a minha vida e a do meu filho, mas interessada no assunto eu ficava. A descoberta brilhante do dr.Gordon era que os m\u00e9dicos e parteiras estavam espalhando uma infec\u00e7\u00e3o fatal para as mulheres que eles assistiam no parto. Se tivessem acreditado nele, in\u00fameras vidas poderiam ter sido salvas no curso do s\u00e9culo seguinte. Com uma taxa de uma mulher morrendo por minuto nos dias de hoje devido a complica\u00e7\u00f5es na gravidez ou no parto, essa trag\u00e9dia \u00e9 t\u00e3o real hoje como era no passado, a grande diferen\u00e7a sendo que agora \u00e9 mais comum na \u00ed\u0081sia e na \u00ed\u0081frica que na Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, al\u00e9m da \u00f3bvia trag\u00e9dia da morte por parto, havia a hist\u00f3ria n\u00e3o contada do impacto naquelas que sobreviveram aos partos dif\u00ed\u00adceis, mas foram profundamente afetadas pela experi\u00eancia, mulheres que se distanciaram dos seus filhos, de seus maridos e delas mesmas como resultado do impacto psicol\u00f3gico de tornar-se m\u00e3e. No personagem de Elisabeth, a mulher de Alexander Gordon e atrav\u00e9s da sua rela\u00e7\u00e3o com a filha de cinco anos, Mary, eu encontrei uma maneira de explorar minha pr\u00f3pria experi\u00eancia. O pre\u00e7o emocional do parto dif\u00ed\u00adcil, a culpa e a vergonha de n\u00e3o amar o seu filho como voc\u00ea gostaria, a perplexidade, os sentimentos n\u00e3o-reconhecidos, a luta para encontrar uma dist\u00e2ncia toler\u00e1vel entre os dois, a dist\u00e2ncia suport\u00e1vel: tudo entrou na hist\u00f3ria de Elisabeth, nem eu sabia que eu gostaria de escrever sobre isso. Mas, l\u00e1 est\u00e1 tudo, apesar de mim mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de Elisabeth, o estranhamento com a filha se torna cada vez maior. Isso acontece na vida real tamb\u00e9m, com maior frequ\u00eancia que sabemos ou admitimos. Felizmente, n\u00e3o foi o que aconteceu com Jessie e eu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma noite, mais ou menos um ano ap\u00f3s o nascimento do meu filho, eu estava pondo os dois para dormir.N\u00f3s t\u00ed\u00adnhamos escutado a fita de Woody Guthrie cantando Goodnight Little Darlin&#8217; e eu me abaixei para beijar a cabe\u00e7a de Jessie e disse: &#8220;Boa noite minha pequena&#8221;. Ela se virou para mim pensativa e perguntou: &#8220;Eu ainda sou a sua pequena? Mesmo tendo tr\u00eas anos e meio?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00ed\u20acs vezes, a vergonha \u00e9 \u00fatil. Ela pode penetrar as defesas que ela mesma construiu. Aquela pergunta t\u00e3o direta despertou um sentimento que a escritora Helen Simpson descreve como: &#8220;os dentes afiados do remorso.&#8221; A muralha havia sido penetrada. &#8220;Sim&#8221;, eu respondi, enfaticamente e naquele momento com menos confian\u00e7a que eu gostaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha tia, com quem eu um dia me abri, me deu um conselho s\u00e1bio: &#8220;Essas coisas acontecem. Voc\u00ea n\u00e3o pode proteger seus filhos da vida. D\u00ea tempo ao tempo. O amor vai voltar.&#8221; E com o tempo, voltou. N\u00e3o s\u00f3 com o tempo, mas com trabalho duro e esfor\u00e7o consciente. As pessoas falam que \u00e9 preciso trabalhar o casamento e foi assim que eu trabalhei meu relacionamento com minha filha. Eu arrumei tempo para fazer coisas juntas, divertir-nos juntas, tempo de aten\u00e7\u00e3o exclusiva para reconstruir a confian\u00e7a dela em mim e para que eu a conhecesse outra vez. Pessoalmente, eu cultivei o h\u00e1bito de am\u00e1-la t\u00e3o cuidadosamente como um vinicultor cultiva seus vinhos. Eu reeduquei a maneira de v\u00ea-la, de pensar nela como eu fazia antes: como adorada e ador\u00e1vel. Gradualmente, com o tempo, o h\u00e1bito tornou-se natural e sem esfor\u00e7o como tinha sido originalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Jessie tinha uns seis anos, n\u00f3s viajamos de f\u00e9rias com outra fam\u00ed\u00adlia. A filha deles tinha a mesma idade do nosso filho, a mesma idade que Jessie tinha quando ele nasceu. Vendo a filha de 3 anos dos nossos amigos, eu me dei conta que eu n\u00e3o tinha lembran\u00e7as da Jessie nessa idade. Era como se eu tivesse perdido minha mem\u00f3ria ou parte dela, naquela \u00e9poca. Como se eu tivesse sofrido uma esp\u00e9cie de amn\u00e9sia emocional, uma cegueira tempor\u00e1ria do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faz pouco tempo, eu perguntei a Jessie sobre essa \u00e9poca da vida dela e parece que algo semelhante aconteceu com ela: &#8220;Quando as pessoas me perguntavam sobre o que eu lembrava de ter um irm\u00e3ozinho, eu dizia que minha m\u00e3e tinha ido ao hospital muito doente e ficou l\u00e1 por dois anos. Acho que na verdade foram duas semanas, mas \u00e9 assim que eu me lembro: voc\u00ea n\u00e3o estar por um longo tempo.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela n\u00e3o tem muita mem\u00f3ria consciente daquela \u00e9poca, mas ela acha que isso explica muitas coisas. &#8220;Tipo como eu odiava quando voc\u00ea sa\u00ed\u00ada. Eu entrava em p\u00e2nico. E eu ainda lembro de te ver vendo a tv e odiar o fato de eu ver voc\u00ea, mas voc\u00ea n\u00e3o me ver. Isso me incomodava muito. Talvez pelo que aconteceu quando eu era pequena, eu n\u00e3o sei.&#8221; Ela acha que isso afetou nosso relacionamento a longo prazo? &#8220;N\u00e3o&#8221;, ela diz, &#8220;Eu n\u00e3o acho. Eu acho que somos bem unidas.&#8221; \u00c9 importante saber o que aconteceu? &#8220;Sim, mas tamb\u00e9m me deixa triste&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se antes de eu ter o meu segundo filho algu\u00e9m me alertasse para o sofrimento emocional que eu poderia ter, eu teria acreditado? Eu duvido. A id\u00e9ia de que qualquer coisa pudesse me fazer deixar de amar a minha menina preciosa e maravilhosa pareceria ultrajante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ainda parece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu traduzi esse artigo da edi\u00e7\u00e3o impressa do jornal ingl\u00eas The Guardian, do dia 04\/07\/2009<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Texto Retirado da Comunidade do Orkut pediatria Radical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Link:<a href=\"http:\/\/www.orkut.com.br\/Main#CommMsgs.aspx?cmm=1651309&amp;tid=5361223924012011773&amp;na=4\">http:\/\/www.orkut.com.br\/Main#CommMsgs.aspx?cmm=1651309&amp;tid=5361223924012011773&amp;na=4<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda a minha pequena &#8211; o impacto do segundo filho O nascimento do segundo filho pode ter um impacto profundo e, em alguns casos, devastador nos sentimentos da m\u00e3e pelo primeiro filho, como Rebecca Abrams descobriu. Mesmo assim, o tema continua a ser um dos grandes tabus da maternidade Na noite anterior ao nascimento do &hellip; <a href=\"https:\/\/nalua.in\/blog\/ainda-a-minha-pequena-o-impacto-do-segundo-filho\/\" class=\"more-link\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">Ainda a minha pequena \u2013 o impacto do segundo filho<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,33],"tags":[],"class_list":["post-814","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-amor","category-gravidez"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/814","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=814"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/814\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}