{"id":63,"date":"2006-07-31T11:28:01","date_gmt":"2006-07-31T14:28:01","guid":{"rendered":"http:\/\/nalu.in\/archives\/63"},"modified":"2006-07-31T11:28:01","modified_gmt":"2006-07-31T14:28:01","slug":"ai-meu-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/blog\/ai-meu-deus\/","title":{"rendered":"Ai meu Deus!"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\">Tem de tudo meeeeesmo nesse Reino de Deus.<span>&nbsp; <\/span>S&oacute; mesmo encarando como piada e lembrando que o vovozinho tem 74 anos, s&oacute; assim&#8230; <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\">&nbsp;<br \/><\/span><\/p>\n<div align=\"center\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\">Masculinidade voltou &agrave; moda, diz professor de sociologia<\/span><\/div>\n<p>  <!--\/TITULO-->      <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\">&nbsp;<!--[endif]--><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><strong><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><!--\/PUBLICIDADE--><!--\/PRINT:EXCLUDE--><!--\/noindex--><!--TEXTO-->S&Eacute;RGIO D&Aacute;VILA<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><br \/> da <strong>Folha de S. Paulo<\/strong>, em Washington<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><br \/> &quot;N&atilde;o h&aacute; nada errado em olhar sua mulher fundo nos olhos e dizer, sem medo: Sim, querida, em algumas situa&ccedil;&otilde;es, eu sou superior a voc&ecirc;.&quot; Quem diz isso n&atilde;o &eacute; Zeca Bordoada, personagem que era o estere&oacute;tipo do mach&atilde;o popularizado pelo extinto &quot;TV Pirata&quot;, mas um dos titulares de filosofia pol&iacute;tica de Harvard, uma das universidades mais prestigiosas do mundo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><br \/> Harvey Mansfield &eacute; autor do rec&eacute;m-lan&ccedil;ado &quot;Manliness&quot; (masculinidade, Yale University Press, 2006), em que defende os pontos da frase acima: homens s&atilde;o diferentes das mulheres, sim, em alguns aspectos superiores, e deveriam ter orgulho disso. Ah, e o metrossexual &eacute; uma aberra&ccedil;&atilde;o da natureza e deveria morrer. Em seu lugar, o retrossexual. Seu livro abriu caminho para uma s&eacute;rie de outras manifesta&ccedil;&otilde;es culturais que v&atilde;o na mesma linha e pregam uma certa renascen&ccedil;a, v&aacute; l&aacute;, do &quot;machismo esclarecido&quot;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><br \/> Pol&ecirc;micas n&atilde;o s&atilde;o estranhas a esse professor de sociologia de 74 anos, que ensina em Harvard desde 1962 e se casou em 1979 com uma ex-estudante sua, Delba Winthrop. Quando o ex-reitor Lawrence Summers anunciou que iria deixar seu cargo, depois de uma s&eacute;rie de brigas com diversos setores de universidade, ele foi um dos &uacute;nicos a ir a p&uacute;blico em defesa do amigo. Tamb&eacute;m foi das poucas vozes a defender o intrusivo programa de vigil&acirc;ncia dom&eacute;stica implantado pelo presidente George W. Bush.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><br \/> Na entrevista que deu &agrave; <strong>Folha<\/strong>, por telefone, Mansfield explica a teoria que defende em &quot;Manliness&quot;, de que vivemos numa sociedade &quot;comum de dois g&ecirc;neros&quot;, e por que isso &eacute; ruim.<br \/> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br \/> <!--[endif]--><\/span><\/p>\n<p>  <!--HR-->  <\/p>\n<div class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align: center\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\">  <\/p>\n<hr width=\"100%\" size=\"2\" \/>  <\/span><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><br \/> <!--\/HR--><strong>FOLHA &#8211; O sr. foi citado por um jornal dizendo: &quot;Os homens devem parar de ter vergonha de ser homens&quot;. Como assim?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>HARVEY MANSFIELD &#8211;<\/strong> Os homens de hoje em dia vivem em uma sociedade comum de dois g&ecirc;neros, uma sociedade em que o seu g&ecirc;nero deve importar o menos poss&iacute;vel, portanto as diferen&ccedil;as entre os dois sexos s&atilde;o geralmente desprezadas e quase apagadas. Mas &eacute; uma caracter&iacute;stica do homem-macho que ele insista em seu sexo, em seu g&ecirc;nero e nas caracter&iacute;sticas que acompanham o seu g&ecirc;nero. Acredito, portanto, que a masculinidade bata de frente com essa sociedade comum de dois g&ecirc;neros. Esse &eacute; o motivo principal pelo qual eu escrevi o meu livro. Vem deste conflito a raz&atilde;o do meu trabalho.<\/p>\n<p> <strong>FOLHA &#8211; Como o Sr. categorizaria o metrossexual dentro desta sociedade?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><strong><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\">MANSFIELD &#8211;<\/span><\/strong><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"> O metrossexual &eacute; o oposto do homem-macho, ele enfatiza o homem sens&iacute;vel. O homem sens&iacute;vel tenta ser aceito pelas mulheres pela proximidade que tem com elas e talvez tamb&eacute;m por outras pessoas, mas principalmente pelas mulheres. O metrossexual quer agradar, enquanto o homem-macho nem percebe que h&aacute; outras pessoas em sua volta. Ele nem pensa em que impress&atilde;o pode passar fazendo as coisas de um jeito ou de outro. Ele n&atilde;o tenta ser aceito, ele est&aacute; feliz de ser como &eacute;, de ser diferente.<\/p>\n<p> <strong>FOLHA &#8211; V&aacute;rios artigos mencionam o seu livro como a plataforma intelectual de um fen&ocirc;meno que est&aacute; sendo chamado de &quot;dudelit&quot;, que tem no escritor Maddox a face mais evidente. A &quot;Time&quot; batizou o mesmo fen&ocirc;meno de &quot;Menaissance&quot;. Existe mesmo esse movimento?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><br \/> <strong>MANSFIELD &#8211;<\/strong> Sim, e me sinto muito honrado, acho o fen&ocirc;meno interessant&iacute;ssimo e gosto de ver que est&aacute; ganhando espa&ccedil;o na m&iacute;dia. Meu livro provocou muito mais respostas do que imaginava. Acho que a masculinidade est&aacute; voltando &agrave; moda e que o feminismo est&aacute; perdendo espa&ccedil;o, com certeza as mulheres est&atilde;o insistindo menos em viver em uma sociedade comum de dois g&ecirc;neros.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>FOLHA &#8211; O sr. leu o livro de Maddox, &quot;The Alphabet of Manliness&quot; (o alfabeto da masculinidade)?<\/strong><\/p>\n<p> <strong>MANSFIELD &#8211;<\/strong> Sim. Gostei muito, ele tem raz&atilde;o em tudo o que diz [risos].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>FOLHA &#8211; Qual a diferen&ccedil;a entre masculinidade e machismo?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>MANSFIELD &#8211;<\/strong> Acho que o machismo &eacute; uma masculinidade levada ao extremo, e pelo que eu sei os homens latinos gostam de pratic&aacute;-lo. Sou favor&aacute;vel ao machismo, porque acho que, para enfatizar uma id&eacute;ia, &agrave;s vezes &eacute; necess&aacute;rio exagerar um pouco. Mas &eacute; necess&aacute;rio fazer a distin&ccedil;&atilde;o entre ser masculino e ser sexy, e acredito que os latinos nem sempre fazem essa distin&ccedil;&atilde;o. Acho que o ator italiano Marcello Mastroianni era um homem muito sexy. Sexy no meu ponto de vista est&aacute; mais pr&oacute;ximo do conceito de homem sens&iacute;vel que do homem-macho. Acho que o John Wayne seria um bom exemplo de como &eacute; o homem-macho, ele &eacute; muito masculino. Ele &eacute; atraente para as mulheres, mas n&atilde;o parecia prestar aten&ccedil;&atilde;o a isso.<\/p>\n<p> <strong>FOLHA &#8211; Ent&atilde;o um homem-macho seria aquele que acorda de manh&atilde; e n&atilde;o se olha no espelho, &eacute; isso?<\/s\ntrong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>MANSFIELD &#8211;<\/strong> Exatamente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>FOLHA &#8211; O Sr. concorda com analistas que dizem que existe uma propaganda feminista por tr&aacute;s do retrato feito dos homens na cultura popular atual?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>MANSFIELD &#8211;<\/strong> Sim, mas h&aacute; algumas exce&ccedil;&otilde;es. O programa de TV &quot;Desperate Housewives&quot;, por exemplo, mostra muito bem os problemas dessa cultura dominada pelo feminismo. Mostra que os homens e as mulheres s&atilde;o diferentes, e o que acontece quando voc&ecirc; tenta agir como se as diferen&ccedil;as n&atilde;o existissem. Em alguns epis&oacute;dios, os sexos trocam de pap&eacute;is, e isso nunca funciona muito bem. &Eacute; diferente do modo como os homens eram retratados em &quot;Sex and the City&quot;. Aquele programa era completamente dominado pela propaganda feminista, que eu particularmente acho muito irritante. Mas eu tento tratar o feminismo de maneira s&eacute;ria, no meu livro h&aacute; um cap&iacute;tulo todo dedicado ao assunto.<\/p>\n<p> <strong>FOLHA &#8211; Para voltar a &quot;Desperate Housewives&quot;, qual homem o senhor acha que melhor representa essa masculinidade a que o Sr. se refere? Carlos, o latino, ou Mike, o encanador?<\/strong><\/p>\n<p> <strong>MANSFIELD &#8211;<\/strong> Os dois s&atilde;o bons exemplos do homem-macho, mas ainda acho que o latino se sai melhor [risos].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>FOLHA &#8211; O seu livro prega que as pessoas deveriam voltar aos seus pap&eacute;is tradicionais, &quot;como a natureza queria&quot;. O Sr. tamb&eacute;m afirma que sim, as mulheres s&atilde;o inferiores aos homens em certos aspectos. O senhor quer dizer que os homens deveriam ca&ccedil;ar e as mulheres deveriam ficar em casa procriando?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>MANSFIELD &#8211;<\/strong> Isso seria simples demais, j&aacute; avan&ccedil;amos socialmente e biologicamente demais para isso. Vivemos em sociedades avan&ccedil;adas, que transformaram um pouco os pap&eacute;is que os homens e as mulheres devem cumprir. As mulheres n&atilde;o podem ser t&atilde;o tradicionais como deveriam ser, elas precisam trabalhar para ajudar a sustentar suas fam&iacute;lias. E tamb&eacute;m n&atilde;o h&aacute; mais trabalho suficiente em uma casa para uma mulher fazer depois que os filhos est&atilde;o crescidos, elas ficam sem ocupa&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m acho que as mulheres de hoje d&atilde;o valor ao reconhecimento que recebem por ter um trabalho. Esta parte do feminismo &eacute; muito boa, e n&oacute;s nos ajustamos bem ao fato de que as mulheres estejam no mercado de trabalho. Mas as rela&ccedil;&otilde;es em casa &eacute; que est&atilde;o mais confusas, e &eacute; l&aacute; que eu acho que a tradi&ccedil;&atilde;o precisa ser mais respeitada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>FOLHA &#8211; O senhor liga o feminismo ao marxismo e &agrave; esquerda. Pode elaborar mais?<\/strong><\/p>\n<p> <strong>MANSFIELD &#8211;<\/strong> O grande inimigo do feminismo &eacute; a divis&atilde;o do trabalho pelos sexos. E &eacute; esse tamb&eacute;m o grande inimigo de Marx, mas com um outro &acirc;ngulo. Preste aten&ccedil;&atilde;o ao modo como a sociedade comunista &eacute; descrita, a id&eacute;ia de que voc&ecirc; deve ser sempre apto a mudar de papel, de ser muito flex&iacute;vel e nunca ficar parado em uma mesma rota. A causa original da divis&atilde;o de trabalho &eacute; sexual, portanto o comunismo aponta para a dire&ccedil;&atilde;o de uma sociedade comum aos dois sexos. E &eacute; muito claro que as primeiras feministas nos EUA, assim como na Europa, como Simone de Beauvoir, vieram da esquerda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>FOLHA &#8211; O seu livro foi enxovalhado pelos liberais. Como o senhor lida com a cr&iacute;tica?<\/strong><\/p>\n<p> <strong>MANSFIELD &#8211;<\/strong> Dou de ombros. N&atilde;o sou mais jovem e sou um dos poucos conservadores em Harvard, ent&atilde;o estou muito acostumado a ser criticado, j&aacute; tenho uma prote&ccedil;&atilde;o natural.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>FOLHA &#8211; O sr. &eacute; casado, e sua mulher trabalha. O sr. faz algum trabalho dom&eacute;stico?<\/strong><\/p>\n<p> <strong>MANSFIELD &#8211;<\/strong> Sim, mas n&atilde;o muito. Mais do que gostaria [risos]. Eu lavo os pratos, tiro o lixo, mas essas s&atilde;o fun&ccedil;&otilde;es muito masculinas. Mas eu at&eacute; lavo a roupa uma vez ou outra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>FOLHA &#8211; E quem &eacute; o homem da casa?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: &quot;Tw Cen MT&quot;\"><strong>MANSFIELD &#8211;<\/strong> Eu sou o homem da casa, mas &eacute; ela quem manda [risos].<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem de tudo meeeeesmo nesse Reino de Deus.&nbsp; S&oacute; mesmo encarando como piada e lembrando que o vovozinho tem 74 anos, s&oacute; assim&#8230; &nbsp; Masculinidade voltou &agrave; moda, diz professor de sociologia &nbsp; S&Eacute;RGIO D&Aacute;VILA da Folha de S. 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