{"id":2035,"date":"2008-12-11T19:26:31","date_gmt":"2008-12-11T21:26:31","guid":{"rendered":"http:\/\/levezadoser.blog.br\/o-lado-sombrio-do-prazer\/"},"modified":"2008-12-11T19:26:31","modified_gmt":"2008-12-11T21:26:31","slug":"o-lado-sombrio-do-prazer-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/blog\/o-lado-sombrio-do-prazer-2\/","title":{"rendered":"o lado sombrio do prazer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/nalu.blog.br\/imagens\/livros\/formulafelicidade.jpg\" style=\"display:inline;float:left;margin-bottom:5px;width:190px;margin-right:5px;height:285px;\" width=\"190\" height=\"285\" \/>Estou lendo um livro muito interessante, apesar do t\u00ed\u00adtulo muito besta. \u00c9 <em><a href=\"http:\/\/livros.in.blog.br\/a-formula-da-felicidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A F\u00f3rmula da Felicidade<\/a><\/em>. Gostei particularmente deste trecho abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Tem tudo a ver com a quest\u00e3o do emgrecimento, principalmente se o excesso de peso \u00e9 devido \u00ed\u00a0 compuls\u00e3o alimentar, como no meu caso.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Sobre o livro, <a href=\"http:\/\/livros.in.blog.br\/a-formula-da-felicidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">veja aqui<\/a>. Se quiser ler mais sobre o cap\u00ed\u00adtulo do qual eu extra\u00ed\u00ad este trecho, <a href=\"http:\/\/levezadeser.googlepages.com\/oladosombriodoprazer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">leia aqui<\/a>, <a href=\"http:\/\/levezadeser.googlepages.com\/oladosombriodoprazer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Lado Sombrio do Prazer<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">(<span style=\"font-size:.9em;\">Apesar do t\u00ed\u00adtulo, o livro \u00e9 legal. Eu adoro livros que falam sobre o c\u00e9rebro, especialmente sobre a felicidade e o c\u00e9rebro. Tem muita coisa sendo publicada esses dias sobre o tema, que certamente n\u00e3o deixam de ter um qu\u00ea de auto-ajuda. Mesmo assim, eu gosto deste tipo de livro<\/span>.)<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-size:1.2em;\"><span style=\"text-decoration:underline;\"><span style=\"font-size:1.2em;\"><em>A \u00e2nsia descontrolada pelo prazer<\/em><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><em>Uma das conclus\u00f5es mais irritantes dos estudos fisiol\u00f3gicos sobre o sentimento de gratifica\u00e7\u00e3o \u00e9 que as depend\u00eancias qu\u00ed\u00admicas, n\u00e3o importa de que natureza, usam os mesmos mecanismos que no dia-a-dia s\u00e3o respons\u00e1veis pelo aprendizado e pela frui\u00e7\u00e3o normal do prazer, sendo, portanto, necess\u00e1rios a sobreviv\u00eancia. Precisamente por isso, o estudo das depend\u00eancias tamb\u00e9m mostra revela\u00e7\u00f5es importantes quanto \u00ed\u00a0 atividade ps\u00ed\u00adquica de pessoas saud\u00e1veis. <strong>A depend\u00eancia \u00e9 um acidente na busca de todos n\u00f3s por felicidade.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><em>A evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o programou nada para evitar que nos prejudic\u00e1ssemos dessa maneira, pois n\u00e3o podia prever essa circunst\u00e2ncia que s\u00f3 ocorreria em um futuro distante. H\u00e1 uma centena de milh\u00f5es de anos, quando a maior parte dos nossos padr\u00f5es de comportamento atuais foi estabelecida nos genes, n\u00e3o se podia imaginar que os humanos um belo dia consumiriam bebidas alco\u00f3licas, construiriam cassinos e sintetizariam coca\u00ed\u00adna. H\u00e1 apenas dez gera\u00e7\u00f5es, na \u00e9poca em que a fome era um flagelo freq\u00ed\u00bcente em muitos pa\u00ed\u00adses, n\u00e3o se tinha id\u00e9ia de que a agricultura altamente mecanizada viria a ampliar a oferta de alimentos de tal forma que a obesidade se tornaria um grave problema de sa\u00fade p\u00fablica.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><em><strong>A depend\u00eancia, portanto, pode ser compreendida como um desejo que escapou do controle<\/strong>. Podemos relacionar at\u00e9 mesmo os sete pecados capitais a um excesso da nossa aspira\u00e7\u00e3o natural pela felicidade. Orgulho \u00e9 amor-pr\u00f3prio em altas doses, avareza \u00e9 parcim\u00f4nia excessiva e inveja \u00e9 um exagero da nossa tend\u00eancia natural de buscar nas outras pessoas um ponto de compara\u00e7\u00e3o. A gula surge sempre que o organismo n\u00e3o responde \u00ed\u00a0 ingest\u00e3o de alimentos com a sensa\u00e7\u00e3o de saciedade. A lux\u00faria nos domina quando n\u00e3o encontramos no sexo uma satisfa\u00e7\u00e3o plena, o que nos faz querer sempre mais. A ira e a agressividade descontrolada, n\u00e3o submetida \u00ed\u00a0 raz\u00e3o. A pregui\u00e7a \u00e9 o estado em que ficamos quando, depois de um relaxamento saud\u00e1vel, n\u00e3o conseguimos recuperar o ritmo e a motiva\u00e7\u00e3o naturais. As drogas funcionam exatamente como as fat\u00ed\u00addicas alavancas nos sal\u00f5es de jogos e nas gaiolas dos ratos, aumentando a quantidade de dopamina no c\u00e9rebro. Sob efeito do \u00e1lcool, o n\u00ed\u00advel dessa subst\u00e2ncia praticamente dobra; e com nicotina e coca\u00ed\u00adna, at\u00e9 mesmo triplica, como constatou o toxic\u00f3logo italiano Gaetano Di Chiara. Como a dopamina desperta e intensifica a aten\u00e7\u00e3o, depois de fumarmos um cigarro nos sentimos agradavelmente estimulados para o trabalho. Duas ta\u00e7as de vinho nos enchem de otimismo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><em><strong>Todas as depend\u00eancias qu\u00ed\u00admicas, portanto, est\u00e3o baseadas no mesmo mecanismo<\/strong>, e as drogas apenas se diferenciam pela maneira como o ativam. A nicotina libera dopamina de forma mais direta, com a ativa\u00e7\u00e3o dos neur\u00f4nios correspondentes. O \u00e1lcool, a hero\u00ed\u00adna e a morfina aumentam o n\u00ed\u00advel desse neurotransmissor por via indireta, pois inibem os neur\u00f4nios que normalmente contrap\u00f5em ao circuito de expectativa. A coca\u00ed\u00adna, por sua vez, evita a reabsor\u00e7\u00e3o normal da dopamina pelas membranas celulares, conseguindo assim que essa subst\u00e2ncia circule por mais tempo no c\u00e9rebro. Quem consome o &#8220;p\u00f3 branco&#8221; vivencia um estado parecido com aquele em que se encontrava Leonard, o paciente de Oliver Sacks, sob o efeito do medicamento L-Dopa, que o fazia sentir-se todo-poderoso.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><em>Em \u00faltima an\u00e1lise, o que importa \u00e9 saber o caminho pelo qual um n\u00ed\u00advel mais alto de dopamina ser\u00e1 obtido. \u00c9 necess\u00e1rio que essa situa\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a, pois ela estabelece no c\u00e9rebro uma associa\u00e7\u00e3o quase indissol\u00favel entre a droga e a \u00e2nsia de consumi-la. Ao reconhecer um cigarro, o c\u00e9rebro de um fumante aciona imediatamente o comando &#8220;acender&#8221;. O est\u00ed\u00admulo &#8220;garrafa&#8221;, por sua vez, desencadeia o desejo de beber. Basta a vis\u00e3o de uma seringa para que o aviso do desejo surja no c\u00e9rebro de um dependente de hero\u00ed\u00adna, como mostraram an\u00e1lises com o tom\u00f3grafo de emiss\u00e3o de p\u00f3sitrons. \u00c9 dessa maneira que a nicotina, o \u00e1lcool e a coca\u00ed\u00adna penetram nas estruturas cerebrais respons\u00e1veis pelas sensa\u00e7\u00f5es de prazer: como os guerreiros gregos escondidos no cavalo de Tr\u00f3ia. Em outras palavras, o c\u00e9rebro de quem tem uma depend\u00eancia \u00e9 como uma cidade conquistada.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/levezadeser.googlepages.com\/oladosombriodoprazer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui para ler mais.<br \/><\/a><\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estou lendo um livro muito interessante, apesar do t\u00ed\u00adtulo muito besta. \u00c9 A F\u00f3rmula da Felicidade. Gostei particularmente deste trecho abaixo. 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