{"id":2024,"date":"2008-11-25T11:34:00","date_gmt":"2008-11-25T13:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/levezadoser.blog.br\/a-louca\/"},"modified":"2008-11-25T11:34:00","modified_gmt":"2008-11-25T13:34:00","slug":"a-louca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/blog\/a-louca\/","title":{"rendered":"a louca"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align:center;\">\n<table width=\"197\" align=\"left\" border=\"0\" class=\"zeroBorder\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div style=\"text-align:left;padding:1em 0;\" id=\"mom2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/docs.google.com\/File?id=dcgsnrz7_157cpbsrnfp_b\" height=\"310\" width=\"206\" \/><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong><span style=\"font-size:.9em;\">O Louco<\/span><\/strong> <br \/><em><span style=\"font-size:.6em;\">Imagem do Tar\u00f4 da Crian\u00e7a interior<\/span><\/em><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"text-align:center;\"><strong style=\"font-size:12px;\"><span style=\"font-size:1em;\"><em>O Louco<\/em><\/span> <br \/><\/strong><\/div>\n<p><em><br \/><\/em><\/p>\n<div style=\"text-align:justify;\"><em>Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas m\u00e1scaras tinham sido roubadas &#8211; as sete m\u00e1scaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas &#8211; e corri sem m\u00e1scara pelas ruas cheias de gente gritando: &#8220;Ladr\u00f5es, ladr\u00f5es, malditos ladr\u00f5es!&#8221; <\/p>\n<p>Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei \u00ed\u00a0 pra\u00e7a do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: &#8220;\u00c9 um louco!&#8221; Olhei para cima, para v\u00ea-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. <\/p>\n<p>Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e n\u00e3o desejei mais minhas m\u00e1scaras. E, como num transe, gritei: &#8220;Benditos, benditos os ladr\u00f5es que roubaram minhas m\u00e1scaras!&#8221; <\/p>\n<p>Assim me tornei louco. <\/p>\n<p>E encontrei tanto liberdade como seguran\u00e7a em minha loucura: a liberdade da solid\u00e3o e a seguran\u00e7a de n\u00e3o ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em n\u00f3s. <\/p>\n<p><\/em> <\/p>\n<div style=\"text-align:center;\">Gibran Khalil Gibran &#8211; O Louco &#8211; Editora Acigi &#8211; 1999 <\/div>\n<div style=\"text-align:center;\">===== <\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align:justify;\">A\u00ed\u00ad, eu n\u00e3o tenho nada pra dizer agora. Mas preciso vir aqui, j\u00e1 viu n\u00e9? Um pouco de falta de aten\u00e7\u00e3o e olha, l\u00e1 se v\u00e3o&#8230; Acho que preciso de contratar uma empresa de vigil\u00e2ncia, pra me lembrar de n\u00e3o esquecer que eu preciso me lembrar incessantemente. Porque minha louca menininha interior se esquece que a vida \u00e9 s\u00e9ria e vive correndo atr\u00e1s de borboletas a\u00e7ucaradas e coloridas. Sabe, essa menininha acha que a vida \u00e9 curta, que n\u00e3o pode ser prisioneira de restri\u00e7\u00f5es e dias cinzas&#8230; <\/p>\n<p>E eu, como boa m\u00e3e preciso orientar essa enininha, antes que ela apodre\u00e7a sem amadurecer. Mas pelo visto n\u00e3o estou sendo boa m\u00e3e, porque a menina me escapa e se machuca constantemente. Ai eu penso se n\u00e3o seria melhor contaratar uma empresa para vigiar a menininha elbrar a ela que a vida pode seim er uma chatice sem fim em alguns peri\u00ed\u00adodos, as que a longo prazo compena. Mas como explicar isso pra uma menina de 2 anos de idade? <\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Louco Imagem do Tar\u00f4 da Crian\u00e7a interior O Louco Perguntais-me como me tornei louco. 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