{"id":1135,"date":"2008-03-16T18:52:46","date_gmt":"2008-03-17T00:52:46","guid":{"rendered":"http:\/\/livros.in.blog.br\/2008\/52\/"},"modified":"2008-03-16T18:52:46","modified_gmt":"2008-03-17T00:52:46","slug":"as-mil-e-uma-noites","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/blog\/as-mil-e-uma-noites\/","title":{"rendered":"As Mil e Uma Noites"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/picasaweb.google.com.br\/nalualine\/Livros\/photo?authkey=yVU1TRpji_s#5179634225076392738\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/lh6.google.com.br\/nalualine\/R-HB4oQiUyI\/AAAAAAAABEo\/pAAfC7MLz5k\/s400\/mileumanoites01.jpg\" align=\"right\" border=\"0\" height=\"271\" hspace=\"10\" vspace=\"10\" width=\"195\" \/><\/a>LIVRO DAS MIL E UMA NOITES, V.1<br \/>\nAutor:  ANONIMO<br \/>\nTradutor:  JAROUCHE, MAMEDE MUSTAFA<br \/>\nEditora: GLOBO<br \/>\nAssunto: LITERATURA ESTRANGEIRA<br \/>\nISBN: 8525039683<br \/>\nISBN-13: 9788525039682<br \/>\nLivro em portugu\u00eas<br \/>\nEncad. c\/ sobrecapa<br \/>\n1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o &#8211; 2005<br \/>\n424 p\u00e1g.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este livro foi traduzido diretamente de manuscritos \u00e1rabes e na \u00ed\u00adntegra. A tradu\u00e7\u00e3o, de Mamede Mustafa Jarouche, foi feita a partir dos tr\u00eas volumes do manuscrito \u00e1rabe da Biblioteca Nacional de Paris, a fonte mais valiosa para a edi\u00e7\u00e3o do livro. Al\u00e9m disso, o tradutor, que \u00e9 professor do curso de \u00e1rabe da USP, cotejou esses manuscritos com quatro das principais edi\u00e7\u00f5es \u00e1rabes do livro &#8211; a edi\u00e7\u00e3o de Breislau (1825-1843), a edi\u00e7\u00e3o de Bulaq (1835), a segunda edi\u00e7\u00e3o de Calcut\u00e1 (1839-1842) e a edi\u00e7\u00e3o de Leiden (1984). E para suprimir lacunas dos manuscritos originais e apontar variantes de interesse para a hist\u00f3ria das modifica\u00e7\u00f5es operadas no livro, utilizou ainda quatro manuscritos do chamado ramo eg\u00ed\u00adpcio antigo. A publica\u00e7\u00e3o do &#8216;Livro das mil e uma noites&#8217; est\u00e1 projetada em cinco volumes. Este primeiro volume traz as 170 primeiras noites, com detalhada introdu\u00e7\u00e3o de Mamede Mustafa Jarouche. Nela, o tradutor conta a intrincada hist\u00f3ria das supostas fontes em persa e s\u00e2nscrito que teriam sido a base para o livro e conclui afirmando a originalidade \u00e1rabe das narrativas. A edi\u00e7\u00e3o apresenta centenas de notas sobre aspectos ling\u00ed\u00bc\u00ed\u00adsticos ou que explicam o cotejo entre manuscritos e edi\u00e7\u00f5es \u00e1rabes, al\u00e9m de anexos valiosos, com tradu\u00e7\u00f5es de passagens do livro que possuem mais de uma reda\u00e7\u00e3o, e que servem de elementos de compara\u00e7\u00e3o para o leitor interessado na hist\u00f3ria da constitui\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio &#8216;Livro das mil e uma noites&#8217;. Os volumes seguintes tamb\u00e9m conter\u00e3o notas e anexos, o que torna a presente tradu\u00e7\u00e3o uma refer\u00eancia obrigat\u00f3ria daqui em diante para os admiradores e estudiosos da literatura \u00e1rabe, no Brasil e no exterior.<\/p>\n<p>Correio Braziliense  \/   Data: 16\/8\/2006<br \/>\nOuvinte de Shahrazad<br \/>\nNahima Maciel<br \/>\n&#8220;O Livro das Mil e Uma Noi\u00c2\u00adtes&#8221; n\u00e3o tem exatamente um autor e n\u00e3o se sabe ao certo quando foi es\u00c2\u00adcrito. \u00c9 an\u00f4nimo e, durante s\u00e9cu\u00c2\u00adlos, as hist\u00f3rias contadas por Shahrazad fascinaram o mundo. Ganharam tradu\u00e7\u00f5es em quase todas as l\u00ed\u00adnguas e foram compila\u00c2\u00addas ao longo dos anos por gente t\u00e3o desconhecida quanto o cria\u00c2\u00addor da obra. At\u00e9 o ano passado, o livro mais conhecido da literatu\u00c2\u00adra \u00e1rabe s\u00f3 havia chegado \u00ed\u00a0s pra\u00c2\u00adteleiras dos leitores brasileiros em tradu\u00e7\u00f5es do franc\u00eas e do ingl\u00eas. Agora, h\u00e1 muito o que comemorar desde que o tradutor Mamede Mustafa Jarouche se de\u00c2\u00adbru\u00e7ou sobre o texto original.<br \/>\nProfessor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), descendente de \u00e1rabes libaneses do Vale do Bekaa, Mamede concluiu a tradu\u00e7\u00e3o de dois dos seis volumes da obra. Lan\u00e7ados pela Editora Globo, os livros mereceram o pr\u00eamio Jabuti de Tradu\u00e7\u00e3o e s\u00e3o tema de pales\u00c2\u00adtra que Mamede faz, hoje, \u00ed\u00a0s 19h, pelo projeto Vertentes Liter\u00e1rias, no Centro Cultural Banco do Bra\u00c2\u00adsil (CCBB). &#8220;O Jabuti significa a valoriza\u00e7\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o direta. Vale para o \u00e1rabe, mas tamb\u00e9m para o russo, o chin\u00eas, o japon\u00eas, o hebraico, o s\u00e2nscrito, o latitn, o grego, enfim, todas as l\u00ed\u00adnguas nas quais ainda circulam tradu\u00e7\u00f5es indiretas&#8221;, celebra.<br \/>\nManuscritos em Paris &#8211; As primeiras frases do cl\u00e1ssico da literatura \u00e1rabe foram escritas no s\u00e9culo 9, mas dessa \u00e9poca exis\u00c2\u00adtem apenas alguns fragmentos em papiro, nada mais que 20 linhas. Mamede buscou o texto hoje traduzido para o portugu\u00eas em manuscritos do s\u00e9culo 14 da Biblioteca Nacional de Paris. Os dois primeiros volumes oferecem ao leitor detalhes de costumes de \u00e9poca e express\u00f5es que foram perdidas nas tradu\u00e7\u00f5es indiretas. Escrito em \u00e1rabe antigo, o texto tem estrutura complexa e, muitas vezes, fragmentada. \u00c9 comum, por exemplo, encontrar observa\u00c2\u00ad\u00e7\u00f5es sobre quem est\u00e1 narrando a hist\u00f3ria. As notas trazem indica\u00c2\u00ad\u00e7\u00f5es como &#8220;disse o copista&#8221;, &#8220;dis\u00c2\u00adse o autor&#8221; ou &#8220;disse o narrador&#8221;.<br \/>\nMamede fez quest\u00e3o de manter tais detalhes como forma de orientar o leitor, assim como a grafia dos nomes dos personagens, transcritas da forma mais fiel poss\u00ed\u00advel. &#8220;No caso espec\u00ed\u00adfico da literatura, cuja mat\u00e9ria b\u00e1sica \u00e9 a pr\u00f3pria linguagem, parece\u00c2\u00ad-me que a tradu\u00e7\u00e3o direta \u00e9 condi\u00c2\u00ad\u00e7\u00e3o &#8216;sine qua non&#8217;. Todas as l\u00ed\u00adn\u00c2\u00adguas devem falar diretamente ao portugu\u00eas, sem intermedi\u00e1rios. Tradu\u00e7\u00e3o indireta \u00e9 o c\u00famulo do servilismo cultural, coisa de quin\u00c2\u00adta categoria&#8221;, ataca Mamede.<br \/>\nNa obra,Shahrazad se oferece ao rei Sahriyar por vontade pr\u00f3pria. Pretendia assim suspender um costume cruel. Sahriyar era um rei da dinastia sass\u00e2nida que dominou a \u00ed\u008dndia e a Indochina entre os s\u00e9culos 226 e 641 d.C. A cada noite tomava uma mulher como esposa para mat\u00e1-Ia no dia seguinte. Sharahzad pretendia seduzir o rei com hist\u00f3rias e, toda noite, desenvolvia narrativa cujo final ficava em aberto. Curioso, Sahriyar poupava a vida dela. &#8220;O livro \u00e9 valorizado por grupos fe\u00c2\u00administas, que t\u00eam em Shahrazad uma esp\u00e9cie de precursora&#8221;, con\u00c2\u00adta Mamede. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 ponta-\u00c2\u00adp\u00e9 para popularizar o acesso aos cl\u00e1ssicos da literatura \u00e1rabe. Ele traduziu outras obras como Kali\u00c2\u00adia e Dimna, de Ibn Hazm.<br \/>\nSobre o autor:<br \/>\nJAROUCHE, MAMEDE MUSTAFA<br \/>\nMamede Mustafa Jarouche \u00e9 professor de l\u00ed\u00adngua e literatura \u00e1rabe na USP. Entre outros trabalhos, preparou e prefaciou uma edi\u00e7\u00e3o das &#8216;Poesias da Pacotilha&#8217;e das &#8216;Mem\u00f3rias de Um Sargento de Mil\u00ed\u00adcias&#8217;. Atualmente, dedica-se \u00ed\u00a0 tradu\u00e7\u00e3o do &#8216;Livro das 1001 Noites&#8217; a partir de seus originais \u00e1rabes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LIVRO DAS MIL E UMA NOITES, V.1 Autor: ANONIMO Tradutor: JAROUCHE, MAMEDE MUSTAFA Editora: GLOBO Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA ISBN: 8525039683 ISBN-13: 9788525039682 Livro em portugu\u00eas Encad. c\/ sobrecapa 1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o &#8211; 2005 424 p\u00e1g. Este livro foi traduzido diretamente de manuscritos \u00e1rabes e na \u00ed\u00adntegra. 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