{"id":1032,"date":"2007-01-08T06:28:33","date_gmt":"2007-01-08T12:28:33","guid":{"rendered":"http:\/\/livros.in.blog.br\/?p=8"},"modified":"2007-01-08T06:28:33","modified_gmt":"2007-01-08T12:28:33","slug":"o-cinema-pensa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nalua.in\/blog\/o-cinema-pensa\/","title":{"rendered":"O Cinema Pensa"},"content":{"rendered":"<p><strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/nalu.in\/wp-content\/uploads\/2007\/01\/images.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2201\" src=\"http:\/\/nalu.in\/wp-content\/uploads\/2007\/01\/images.jpg\" alt=\"images\" width=\"160\" height=\"244\" \/><\/a>Livro:<\/strong> O CINEMA PENSA<br \/>\n<span style=\"font-family: verdana, arial; font-size: x-small;\"> <strong>Sub Titulo:<\/strong> Uma introdu\u00e7\u00e3o \u00ed\u00a0 filosofia atrav\u00e9s dos filmes<br \/>\n<strong>Autor:<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.rocco.com.br\/shopping\/ExibirAutor.asp?Autor_ID=932\">Julio Cabrera<\/a><br \/>\n<strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong>Ryta Vinagre<br \/>\n<strong>ISBN:<\/strong>85-325-2023-5<br \/>\n<strong>P\u00e1ginas:<\/strong>400<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, arial; font-size: x-small;\">Para Julio Cabrera, grandes diretores de cinema como Ingmar Bergman, Alain Resnais, Stanley Kubrick ou mesmo Steven Spielberg n\u00e3o s\u00e3o apenas cineastas, s\u00e3o fil\u00f3sofos. No livro <em>O cinema pensa<\/em>, o autor defende sua teoria de que os filmes, mais do que experi\u00eancias est\u00e9ticas ou produtos de lazer para as massas, s\u00e3o conceitos-imagem, ferramentas poderosas para a exposi\u00e7\u00e3o e a discuss\u00e3o de quest\u00f5es caras \u00ed\u00a0 humanidade. Seguindo esse racioc\u00ed\u00adnio, Cabrera discute Roman Polanski com base em Santo Tom\u00e1s de Aquino, compara Michelangelo Antonioni a Descartes, analisa Wim Wenders sob a \u00f3tica de Hegel e estabelece um paralelo entre Nietzsche e Oliver Stone, por exemplo.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, arial; font-size: x-small;\">Uma coisa \u00e9 um fil\u00f3sofo escrever um tratado sobre o crescente aumento da vigil\u00e2ncia e da militariza\u00e7\u00e3o na sociedade moderna; outra, bem diferente, \u00e9 o cineasta Terry Gillian realizar <em>Brazil, o filme<\/em>, em que ele projeta o qu\u00e3o insuport\u00e1vel seria viver num pa\u00ed\u00ads onde n\u00e3o houvesse liberdade, privacidade nem individualidade. Cabrera acredita que os conceitos-imagem do cinema t\u00eam um alcance muito maior e um efeito bem mais imediato que os conceitos-id\u00e9ia dos fil\u00f3sofos tradicionais. Mas o autor n\u00e3o cai na armadilha de usar os filmes para ilustrar as teorias dos grandes pensadores. Ele d\u00e1 igual tratamento a fil\u00f3sofos e cineastas, sem preconceitos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, arial; font-size: x-small;\">Cada cap\u00ed\u00adtulo do livro \u00e9 dedicado a um tema, analisado sob o ponto de vista de um grande fil\u00f3sofo e de tr\u00eas ou quatro filmes consagrados. O cap\u00ed\u00adtulo 5, por exemplo, chama-se &#8220;Descartes e os fot\u00f3grafos indiscretos (A d\u00favida e o problema do conhecimento)&#8221;. No ensaio, Cabrera lembra que o fil\u00f3sofo franc\u00eas aconselhava as pessoas a questionar todo o conhecimento herdado da fam\u00ed\u00adlia, dos professores e dos livros, partindo do princ\u00ed\u00adpio de que tudo pode ser diferente do que parece ser ou do que dizem ser, incentivando cada um a chegar \u00ed\u00a0s suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es a respeito de todas as coisas. Expostas as id\u00e9ias de Descartes, o autor reflete sobre o filme <em>Blow-up \u2013 Depois daquele beijo<\/em>, de Michelangelo Antonioni, protagonizado por um fot\u00f3grafo que \u00e9 levado a duvidar de tudo o que parece real e a considerar tudo o que parece irreal. J\u00e1 o fot\u00f3grafo de <em>Janela indiscreta<\/em>, de Alfred Hitchcock, ignora os princ\u00ed\u00adpios cartesianos para conseguir capturar um assassino.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, arial; font-size: x-small;\">Cabrera discute o valor da vida com base em Schopenhauer, Luis Bu\u00f1uel e Frank Capra. Para falar da rela\u00e7\u00e3o entre pol\u00ed\u00adtica e pensamento, ele invoca Karl Marx, Costa-Gavras e o Oliver Stone de <em>JFK \u2013 A pergunta que n\u00e3o quer calar<\/em>. As fragilidades da cadeia casual s\u00e3o expostas atrav\u00e9s da an\u00e1lise de filmes como <em>Pulp fiction \u2013 Tempo de viol\u00eancia<\/em>, de Quentin Tarantino, e <em>N\u00e3o matar\u00e1s<\/em>, de Krystof Kieslowski, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00ed\u00a0s teorias de Locke e Hume. Kant dialoga com o Peter Weir de <em>Sociedade dos poetas mortos<\/em> e o Fred Zinnemann de <em>O homem que n\u00e3o vendeu sua alma<\/em>, quando o assunto \u00e9 liberdade. Hegel joga luz sobre os conceitos-imagem de <em>Paris, Texas<\/em>, de Wim Wenders, <em>Imp\u00e9rio do Sol<\/em>, de Steven Spielberg, <em>O turista acidental<\/em>, de Lawrence Kasdan, e <em>Hiroshima meu amor<\/em>, de Alain Resnais. Cabrera tamb\u00e9m disseca os filmes de Clint Eastwood, Lindsay Anderson, Ridley Scott, Ingmar Bergman, Frank Darabont, Roman Polanski e tantos outros, al\u00e9m de discutir o pensamento de Nietzsche, Heidegger, Wittgenstein, Bacon, Arist\u00f3teles, Plat\u00e3o e Sartre.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, arial; font-size: x-small;\">Se a filosofia se deixa atingir por tudo o que o homem faz e se ela se redefiniu com o surgimento do mito, da religi\u00e3o, da ci\u00eancia, da pol\u00ed\u00adtica e da tecnologia, por que n\u00e3o seria assim com a arte e, mais especificamente, a arte cinematogr\u00e1fica? Com <em>O cinema pensa<\/em>, Cabrera insere a filosofia na cultura contempor\u00e2nea para discutir temas universais sob uma \u00f3tica atual.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro: O CINEMA PENSA Sub Titulo: Uma introdu\u00e7\u00e3o \u00ed\u00a0 filosofia atrav\u00e9s dos filmes Autor: Julio Cabrera Tradu\u00e7\u00e3o:Ryta Vinagre ISBN:85-325-2023-5 P\u00e1ginas:400 Para Julio Cabrera, grandes diretores de cinema como Ingmar Bergman, Alain Resnais, Stanley Kubrick ou mesmo Steven Spielberg n\u00e3o s\u00e3o apenas cineastas, s\u00e3o fil\u00f3sofos. No livro O cinema pensa, o autor defende sua teoria de &hellip; <a href=\"https:\/\/nalua.in\/blog\/o-cinema-pensa\/\" class=\"more-link\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">O Cinema Pensa<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,14,28,38,39,44],"tags":[],"class_list":["post-1032","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-cinema","category-filosofia","category-leituras","category-lendo","category-livros"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1032","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1032"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1032\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nalua.in\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}